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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Eleições presidenciais na 2ª República: resultados.


Nos meados dos Anos 50, o Presidente Marechal Francisco Craveiro Lopes é um assumido admirador de Marcelo Caetano. A partir de 1957, é mesmo voz corrente que está nos seus planos levá-lo à chefia do Governo, substituindo Salazar. este, naturalmente, não apoia a sua reeleição, mas o Exército divide-se e o mal-estar é inocultável.
Neste cenário surge a figura do General Humberto Delgado. Afirmando que Salazar «está fora de moda» e decidido a confrontá-lo. Por isso anuncia a sua candidatura à Presidência da República, encontrando pela frente o candidato da «Situação» - o Almirante Américo Thomaz.
Em Maio de 1958, numa conferência de imprensa em Lisboa, Delgado declara que se for eleito demitirá Salazar - «obviamente, demito-o». Num ápice, a Oposição à esquerda, que até aí o intitulara «general fascista», adopta-o, cola-se-lhe, transforma-o no herói que hoje povoa a toponímia nacional.
Na verdade, Humberto Delgado vem a realizar um campanha eleitoral ímpar de participação popular. Perdeu, é certo, mas com resultados animadores para quem contestava a »Situação»: em 9 de Junho de 1958, votaram 999.872 eleitores (70,7% dos recenseados), dos quais, segundo as contas do Governo, 750.733 (75,1%) em Américo Thomaz e 234.026 (23,4%) em Humberto Delgado.
Nota: ouvi ontem a entrevista na RTP1 do Alegre candidato. Espero não continuar a ser insultado por S. Ex.cia insistindo em que 48 anos de República não foram república. Quanto ao mais, bem pode ganhar as eleições - S. Ex.cia é o retrato fiel deste Regime que quer Camões de mão dada com o cobrador de impostos.
Fonte: «História de Portugal», coordenada por Rui Ramos, pág. 676.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Eleições presidenciais na 2ª República


Em 1947, o País vive momentos de expectativa com as PRESIDENCIAIS. Porque «só relutantemente se vai para a recandidatura do velho marechal Carmona (...) já sem vigor fisico para razer uma campanha eleitoral que promete ser movimentada, face ao último assomo das hostes oposicionistas, que apresentam o general Norton de Matos ao sufrágio.
Mas não surgiria alternativa aceitável perante a recusa de Salazar em se candidatar, a despeito da pressão conservadora e dos reformistas (...).
A União Nacional faz uma campanha agressiva através de comícios e da imprensa (...): explora a fundo o carácter subversivo e "antinacional" da participação dos comunistas na candidatura de Norton de Matos, o perfil maçónico do candidato e o cariz anti-clerical e alegadamente anticatólico dos seus apoiantes (...). mostra capacidade de mobilização e resposta face às grandes concentrações de massa que a candidatura de Norton de Matos consegue levar a cabo, especialmente nos arredores do Porto.»
(vd. «História de Portugal», direcção de José Mattoso, vol. 7º, pág. 407)