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sábado, 2 de julho de 2011

Iconografia republicana

Os ditadores Oliveira Salazar e Franco. Homens da mesma moeda, sustidos pela verde-rubra. A lembrar a Segunda República.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sem palavras para a Segunda República.

 Jornal do Centenário n.º 6.

Num extraordinário arroubo místico o Dr. Elísio Summavielle vem gritar que a II República não existiu. Segundo ele sem democracia não há república. A ignorância, num Secretário de Estado, fica muito mal. Pior, se for num Secretário de Estado da Cultura. Ainda por cima quando o próprio Estado para o qual trabalha (ou milita) o desmente:


Clique para aumentar. Consulte aqui.

Não vale a pena varrer o lixo para debaixo do tapete, Dr. Elísio. O Estado Novo não só se parece com um regime republicano, como o foi. Basta ler a Constituição Política de 1933.

domingo, 21 de março de 2010

Craveiro Lopes - visita presidencial ao Minho (1956)

«... uma passagem de nível que se fecha, demoradamente, impertinentemente, tolhendo o avanço da caravana estatal. Aqui no concelho. O lugar-tenente de Craveiro, exasperando-se, intima o guarda-linha:
- Sabe quem vai neste carro? É Sua Ex.cia o Presidente da República! Levante o diabo da cancela!
Responde o visado, com firmeza e serenidade e palavras da melhor têmpera lusitana:
- Nem que fosse o Rei...
E todos ficaram a ver o comboio chegar.»
(in João Afonso Machado, «Famalicão - Uma Vila que se Inova», Biblioteca Oito Séculos, Quasi Edições, pág. 68).
Fonte: quinzenário famalicence «Estrela do Minho».

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Salazar e o Rei ( que não foi )

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Salazar e o Rei (que não foi) é a história secreta da relação de amor/ódio que existiu entre os monárquicos portugueses e o Estado Novo. É por isso uma obra cheia de surpresas e revelações. Quando um dia se escrever a crónica melancólica da monarquia e dos monárquicos portugueses do século XX e, mais do que isso, quando for possível descrever com verdade o que o próprio salazarismo representou, este livro de Fernando Amaro Monteiro virá decerto a constituir uma fonte fundamental para ambas as empresas. Não houve episódio significativo de que o autor não desse notícia, documento que não investigasse, intriga ou mistério que não procurasse esclarecer. E os leitores conhecerão, ao lê-lo, toda a panóplia dos sentimentos possíveis: admirar-se-ão algumas vezes, indignar-se-ão outras, acontecer-lhes-á mesmo rir ou comover-se.

A imagem de Salazar, olhada do ponto de vista da monarquia, é na verdade muito curiosa e, sob vários aspectos, devastadora. É certo que não encerra os lugares comuns do ditador facínora, culpado de todos os males passados, presentes e futuros do país, mas deixa, em pequenas pinceladas, o retrato de um homem seco, que acreditava em poucas coisas e em ainda menos pessoas, e que se dispunha a enganar uns e outros para ganhar o direito de permanecer.

Com a sua extraordinária capacidade de dar a ver algumas cenas que ficam como verdadeiros momentos simbólicos, com a sua determinação de deixar «falar» os documentos, este novo livro de Fernando Amaro Monteiro não é apenas mais um trabalho sobre uma época reconhecidamente controversa – é uma obra que permite olhar esse período a uma luz completamente nova, é em suma um livro que fará data.

MCH