Oiço e leio todos os dias os opinadores encartados nas televisões constatarem que a campanha e os discursos não geram entusiasmo, divididos entre a demagogia dos candidatos que reclamam matérias fora do seus poderes, e os que se desculpam por não possuírem prerrogativas para intervir. O problema é que os analistas chegados a este ponto bloqueiam, não desenvolvem a partir daqui, quando seria lógico questionarem o regime. Porque tem um cargo simbólico como este de ser de sufrágio universal e directo? Porque não adoptar um modelo como o da Alemanha ou da Itália em que os elegem nos seus parlamentos? Porque não referendar a monarquia?
Mas recentrando-nos na questão principal: o que receiam os operadores da política (em que incluo os jornalistas) ao não debatem o modelo da Chefia de Estado e sua eleição? Será que receiam cuspir na mão que lhes dá de comer? É o medo da mudança?
O facto é que a monarquia constitucional e as duas primeiras repúblicas caíram de podres, não se adaptaram ou desenvolveram, com as trágicas consequências que conhecemos. Estamos fartos de saber o que não funciona... Até quando vamos continuar neste circo a fingir que tudo está bem
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sábado, 15 de janeiro de 2011
Tu que sabes e eu que sei, cala-te que eu me calarei!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Um dos nossos "pais" falou
e disse que não é "sensato" mexer no calhamaço (Constituição), muito menos sem lhe pedirem autorização (a ele aos outros socialistas "históricos"). Ele, que é "pai" desse papel propício para limpar traseiros, não aceita muitas alterações pois – vamos a ver – pode alterar a conduta ideológica; a deles, os "pais " da república... Sabem porque é que o povo não liga nada à Constituição? Porque quase ninguém a leu! Senão cantavam: ... afasta de mim esse cálice pai....
terça-feira, 20 de julho de 2010
Os donos da república

Um partido político está para apresentar uma mera proposta de revisão constitucional. Está a divulgá-la. Já se ouvem os berros. Dos "donos" da república. Podem ter a certeza. A constituição, que para mim não tem melhor aspecto que a mais decadente das put.... da Trindade, tem donos. Eles gemem só de pensar nas carícias dos tentáculos alheios que ousam penetrar na cloaca do calhamaço inútil, que ninguém lê, ou sequer quer ler, mas que se veste do maior cinto de castidade. A "constituição" a seus donos... ... ! A "constituição" já foi alterada para o "aborto", para o casamento de pessoas do mesmo "sexo", mas ninguém, por mais puro que seja, que pense que se altera para questões tão púdicas e sensuais como o trabalho, saúde, educação.... Os donos da dita não se deixarão engatar por qualquer homenzito das direitas, Olha! Se fosse outro...
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Cá se fazem, cá se pagam...ou da inutilidade de um regime.
«E ouçam V. Exas. Em Dezembro de 1914 estava no Poder um governo saído do Partido Democrático, governo presidido pelo Sr. Vítor Hugo de Azevedo Coutinho e de que eu tive a honra de fazer parte. Contra êsse partido, contra êsse Governo levantou-se a mais feroz guerra por parte dum partido constitucional da República, o Unionista, acusando-se o Sr. Dr. Manuel de Arriaga de ser parcial para com aquele partido. O Sr. Dr. Manuel de Arriaga numa conversa que teve comigo - e desde que se trata duma conversa política, ela pode ser divulgada - disse-me estas palavras: - "Que querem êstes homens que eu faça? Atacam-me como foi atacado o rei Carlos! Esta lei maldita (era assim que êle denominava a Constituição) não deixa fazer nada!"»
Palavras do deputado Barbosa de Magalhães (Ministro da Justiça no governo dos Miseráveis, que durou um mês entre Dezembro de 1914 e Janeiro de 1915), acta da sessão de 30-07-1919 da Câmara dos Deputados da República Portuguesa.
Palavras do deputado Barbosa de Magalhães (Ministro da Justiça no governo dos Miseráveis, que durou um mês entre Dezembro de 1914 e Janeiro de 1915), acta da sessão de 30-07-1919 da Câmara dos Deputados da República Portuguesa.
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