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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A comissão e as festas

A Comissão para as comemorações do centenário da república tem pasta mas não foi perfeita. Apesar de ter um gestor genealógicamente republicano tem as suas falhas e as suas barracas. "O" ano todo correu de fiasco em fiasco. Povo nem vê-lo a não ser nas inaugurações abonadas com "entradas" de pato e espumante e, quanto ao repertório, esse, pecou pela negação da história e pelo gatafunho básico, parcial e apressado. A dita comissão vai ficar a facturar até 31 de Janeiro, acho, ou até mais tarde. Tão tarde que até se esqueceu de colocar na sua programação como culminar dos festejos a tão desejada Eleição Presidencial. Não era? Não é por esta eleição que os maçons e carbonários terroristas assassinaram e aterrorizaram? Para dar ao povo a alegria de votar num deles? Ó comissão! Ó artistas que concorreram ao emprego de presidente! Onde esteve o povo neste Domingo? Que rica programação nos dá esta república...

Acertou

E não é que a ciência pode ser muito fiável? Pelo menos no que diz respeito à "euforia" pós-eleitoral nesta república das ratazanas, este cientista acertou.

sábado, 22 de janeiro de 2011

A conta


O montante global para pagar as despesas destas eleições presidenciais deve chegar a 11,3 milhões de euros. Este dinheiro sairá do orçamento do estado, parte para o pagamento de compra de direitos de transmissão nas TV's e rádios e outra parte para as contas dos candidatos afim de pagarem a propaganda (conta que também é aforrada por donativos de amigos que acreditam piamente que eles são a cara do país). Se os candidatos ao emprego de presidente da república não podem configurar candidaturas colectivas e se o emprego a que se perfilam emerge de uma consciência de independência e imparcialidade face ao sistema porque razão é que os cidadãos devem pagar as aventuras dos proponentes? Já sei o que estão a pensar! Que a "democracia" tem custos! Mas para mim o argumento constitucional é uma falácia. Se ao invés de 6 houvessem 300 candidatos a conta seria bonita e rapada à migalha para cada um. A República é isto. Um regime que promove a partidocracia, com dinheiros públicos, em toda a hierarquia do estado, a escalada de inúteis que se apropriam dos dinheiros públicos e a sombra das ideologias no contexto pátrio que devia primar pela isenção e comunhão. Desta ocidental praia lusitana ninguém parece importar-se com este regime em decomposição. Dizem-nos que a constituição é para cumprir. Eu digo mais, é para açambarcar.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A caravana ladra e os cães passam

A campanha para o emprego de presidente desta república está no seu término e por isso as caravanas vão-se desdobrar e ladrar pelo país. O que dizem elas que possamos entender de exequível? O que fazem estas caravanas moverem-se? Acha o povo que a Democracia precisa destes exercícios? Não vê o povo que estas caravanas ladram os mesmos argumentos que ladraram o Regicídio de 1908, que a "caçada" é a mesma? Não vê, este povo, que as caravanas ladram e atiçam o ódio entre pares, tudo para que a presa do tacho sazonal em Belém seja trazida à mão pelos cães que passamos a ser?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Olha a campanha de "todos os portugueses"

A ideia de uma "República" é uma coisa gira!! Eu próprio já vivi numa república de estudantes em Lisboa e era um local baril. A ideia de qualquer português poder ser o chefe do Estado é coisa que na república muito se apregoa e que serve de mote maior para criticar a monarquia; qualquer ser humano pode ser Presidente, desde que maior de 45 anos, dizem. Depois só tem que jurar a "constituição" que foi feita a pensar em "todos os portugueses". Mas se eles são isentos, independentes, imparciais no modo e no trato o que é que fazem ministros, secretários, adjuntos, autarcas, técnicos das juntas e políticos de inúmeros partidos envolvidos nas campanhas?

Notícias de outra república



Segundo a policia secreta, a "primeira-dama" tunisina, a griffeuse mulher do finalmente deposto presidente Ben Ali, fugiu do país com uma tonelada e meia de ouro, notícia "relativamente confirmada".

Existe outro país "relativamente confirmado" na Europa do sudoeste e possuidor de uma espantosa e também "relativamente confirmada" quantidade de lingotes de ouro. Até agora bem guardados fechados nos cofres do banco central, oxalá assim permaneçam por muitas e boas décadas, não vá uma qualquer "relativamente confirmada" republicana dama, ter dourados apetites. Nos tempos que correm, tudo pode acontecer.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Presidenciais - a republica sob protesto


Anda pelo Facebook uma discussão acesa sobre a melhor atitude a tomar por um monárquico face às eleições presidenciais que se aproximam para a qual julgo convém imprimir alguma racionalidade.

1 - Votar: Nada impede moralmente um monárquico votar numas eleições presidenciais, quando na sua consciência mais altos valores se elevarem.

2 - O voto branco: esta opção presta-se facilmente à fraude.

3 - A abstenção: se esta for muito significativa pode (se os media e os agentes políticos assim o entenderem, o que não é liquido) colocar na agenda o tema da legitimidade do regime. Por outro lado este "não gesto" legítimo confunde-se com a irresponsabilidade dos comodistas ou alienados, não significando uma mensagem política clara contra a república.

4 - O voto nulo: tem a vantagem de explicitar um protesto contra o regime, no entanto contará como voto expresso com efeitos na eleição: deduzindo-se à abstenção obriga o vencedor a aumentar o score para a maioria.

Como em tudo na vida, não há uma receita "absoluta" e são legítimas diferentes opções, sendo que pela minha parte escolhi votar nulo.

O Coelho e a passarada

José Coelho, candidato ao emprego da presidência da república, tem uma sui generis campanha na rádio. Afirma em alta voz que as despesas da Presidência da República custam mais de 5 milhões de euros do que as despesas totais da Casa Real Espanhola e argumenta que assim não pode ser. Pois não. O milho para os pardais está a acabar e a passarada começa a bicar. Será que com isto ele pretende, se for eleito, arrear a bandeira da carbonária terrorista e içar em Belém a bandeira Portuguesa? Temos candidato.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A época está boa para a trituração

Os candidatos ao emprego da presidência da república andam abonados. A época está boa para o discurso da salvação nacional. Se estivesse tudo bem seria necessário uma boa dose de criatividade mas da forma como este país está basta olhar para o lado, para cima, para baixo e não faltam dislates para se ser melhor salvador da pátria do que o vizinho. O herói mais efusivo, que não se cansa com promessas, é um tal que diz que diz ser a garantia (absoluta!) da Democracia e do Estado-social. O dito anti-fascista Alegre não se lembra que está a concorrer para o emprego da Presidência! Mas como sempre na vida política portuguesa, desde a implantação terrorista deste regime, o que interessa é tugir o mais possível agora para esfregar as mãos depois. E de mentira em mentira, de cuspe a cuspe, de castigo à esquerda a castigo à direita, vamos sendo a carne para a trituradora maquinação republicana.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Republica - o espectáculo não pode parar

O apregoar desta campanha presidencial lembra-me a orquestra do Titanic freneticamente a tocar enquanto o navio abalroa na iminência do trágico naufrágio. No meio da aflição de alguns e da inconsciência de outros, os mais destacados passageiros da 1ª classe já acomodados nos salva-vidas, discutem de charuto na boca e conhaque na mão, se são contra ou a favor, se é justo ou injusto, o rombo que afunda o navio.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A República mostra o seu odor


Os episódios à la minute da campanha pr'a presidência são a melhor montra do que é a República. Como podem os portugueses querer um regime que ressoa disto? Como podem os portugueses confiar num regime que de isento nada tem, nada terá. O principal problema dos portugueses não é a inércia ou falta de exigência. O principal problema é a cegueira. A cegueira Moral. De outra forma como se explica que a decadência tome conta da retórica do estado e se propague inaudível no país. Portugal viveu 800 anos em Monarquia, a experiência da República falhou porque sustentou a sua génese na escolha "voluntariosa" de sujeitos incapazes e comprometidos e no mito da "igualdade" por decreto; mito esse que bem se vislumbra no abismo da desigualdade lusitana. Venha um Rei que nos devolva a visão. Enquanto tal, a cadeira de Belém não passa de um penico perfumado pelo projecto pessoal dos assentados.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A triste cavaqueira


Assisti ontem ao debate entre dois candidatos ao emprego de presidente da república. Abri os ouvidos sem parcialidades e encostei-me a suspirar por uma boa disputa política. Não defraudei as minhas expectativas, quero dizer, saiu tudo como previsível. O candidato Alegre jorrou o conhecido léxico grossista: combate, luta, disputa, política ideológica, estado social, confronto, "dá-se mal com os confrontos", destruição do estado social, BPN, "em democracia não há vencedores antecipados"... e outras frases mastigadas que tais. O candidato Silva jorrou a contrapartida do léxico: "mentiu aos portugueses", protecção, isenção, "último caso", "jurei a constituição", disputa, "está tudo na minha página da presidência", confiança e outras frases ressequidas que tais. O que sobrou muito espremido do debate foi a inépcia e a ausência de ideias para Portugal, mesmo que o cargo de "presidente" seja um cargo pessarosamente de embrulho e comprometido com a estrutura partidária/mental do candidato.
O regime republicano sobrevive porque a teia de compromissos e avenças cai em pirâmide de Belém até aquém. Portugal precisava de uma voz de esperança. De uma voz de alento, apontadora, para um rumo que colhesse despertares. Uma voz Independente que falasse em futuro com os ecos do passado. Não é na República que encontraremos ensejos. Pena que a maioria não veja para além da mentira e da ilusão.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

No dia em que só alguns são livres

As eleições para o emprego de presidente da república portuguesa foram marcadas para o dia 23 de Janeiro, "Dia Mundial da Liberdade". Coincidência ou não, creio que não, porque para o espírito "anti-faxista" que vive, qual Alien, no peito dos portugueses a palavra "liberdade" tem uma "conotação" especialíssima e mais significado que todas as palavras juntas inclusive a palavra Verdade e, como sabem, não existe um "Dia da Verdade", era bom. Ficou então para o Dia Mundial da Liberdade. O "Dia" a seguir se calhar não dava jeito pois seria o "Dia Mundial das Zonas Húmidas", a 2 de Fevereiro, ou então no outro "Dia" a seguir, o "Dia Mundial do Doente", dia 11 de Fevereiro, e doentes já andamos nós quanto mais lembrarmo-nos das maleitas da republica! Nesse "Dia da Liberdade", porém, alguns não serão livres, antes pelo contrário, muitos ficarão a meditar sobre se alguma vez lhes será permitido votar pelo sufrágio de uma república imposta pelo terrorismo. Ironia; convocar os votos para o dia em que se comemora a "Liberdade" numa república sem Liberdade de escolha, que impõe a proibição constitucional de opinar sobre o regime.