
Enquanto as notícias vagueiam pelo folclore da eleição presidencial eu reservo-me ao nojo neste período que se avizinha. São candidatos a si. Não são candidatos pelo país. Primeiro eles, os candidatos, depois o partido deles, dos candidatos, depois os rapazes deles, que se sentam à mesa dos candidatos, depois o discurso deles, da ideologia mastigada em rascunho, dos candidatos, depois o povo, os outros, os ouvintes, os pedintes, do cortejo, da plateia, que acena, que se contenta, pela participação de cruz. Eu não, tiro licença, sem licença, de nojo.

