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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O nojo


Enquanto as notícias vagueiam pelo folclore da eleição presidencial eu reservo-me ao nojo neste período que se avizinha. São candidatos a si. Não são candidatos pelo país. Primeiro eles, os candidatos, depois o partido deles, dos candidatos, depois os rapazes deles, que se sentam à mesa dos candidatos, depois o discurso deles, da ideologia mastigada em rascunho, dos candidatos, depois o povo, os outros, os ouvintes, os pedintes, do cortejo, da plateia, que acena, que se contenta, pela participação de cruz. Eu não, tiro licença, sem licença, de nojo.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Coisas do progresso

Três cores que tudo dizem: Etiópia, Bolívia, Congo, Camarões, Guiné-Conacri, Guiana, Gana, Burkina Faso, Togo, Benim, Senegal, Mali, "República Portuguesa" e... CAVACO SILVA. Todo um progama.


domingo, 26 de setembro de 2010

Américo ganha as eleições!!!

Do JN de 09.06.1958:

«ALMIRANTE AMÉRICO TOMÁS OBTEVE GRANDE MAIORIA DE VOTOS

Como se esperava, ou como esperavam quantos têm na merecida conta as virtudes inatas do povo português de todas as latitudes, sem distinção de ideias politicas ou credos religiosos, as eleições para a presidência da República decorreram não apenas com lisonjeira tranquilidade, como constituiram um novo testemunho do alto grau de civismo da nossa boa gente. E tais circunstâncias são mais de assinalar com relevo especial, tendo em conta que desta feita houve uma certa possibilidade de luta entre o eleitorado; e consequentemente aqui e ali, como é obvio, natural entrechoque de interesses e de problemas afins, impossiveis de resolver a contento geral. Não obstante isso, o povo português comprotou-se com dignidade exemplar, cedendo quanto tinha de ceder a bem da tranquilidade pública, e não dando motivo a qualquer desacato ou à mais ligeira alteração da normalidade que se exige a um acto eleitoral da responsabilidade do que se realizou em todo o teritório nacional»