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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Coelhos, Cavacos e Pombais



A "entre" pífia e chocarreira campanha presidencial, deu hoje mais alguns exemplos daquilo que é a república portuguesa. Enquanto a conhecida safardanice do sr. Cavaco Silva desancava o seu putativo principal oponente, chamando-lhe ignorante quanto a tudo e mais alguma coisa, o sr. Coelho da Madeira, decidiu-se pelo fim das falinhas mansas. Nada mais nada menos, malha na Justiça e diz a alto e bom som lutar pela Revolução Francesa - olá, senhora guilhotina - e que é necessário o regresso do Marquês de Pombal, possibilitando-se assim, uma reforma da ceguinha da balança. Em suma, se tivermos Coelho em Belém, podemos desde já contar com um incêndio na Trafaria, um baixar da omnipotente mão nos cofres do erário público, a liquidação daquilo que resta do ensino, com uma apropriação de terrenos para distribuir pela família e sobretudo, com o erguer de forcas, muitas forcas.

Para aqueles que ficarão famosos no futuro, está desde já reservado um certo espaço ermo, situado mesmo ao lado da estação fluvial de Belém. Qualquer atrevido escolho aos desígnios do sr. Coelho, para ali será arrastado, a ainda carcaça viva colocada sobre aspas para se lhe quebrarem as canas das pernas, esmagados os ossos do tronco, desconjuntadas as articulações e finalmente, queimados em roda os despojos e atiradas as cinzas ao Tejo.

Com um bocadinho de sorte, ainda assistiremos a uma ressurreição de mortos. Como deve estar contente a malta do Afonso Costa! Há coisas que não mudam.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Eleições presidenciais


Bem vistas as coisas, os debates televisivos e as próprias eleições presidenciais, são sintetizados por este video magistral: mudem o nome dos candidatos para "Farfalho", "Funini", "Katuki", "Marakaté" e claro está, "Kunami". Tudo fruta no mesmo estado de conservação.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Os co-irresponsáveis



No debate com o Dr. Nobre, o recandidato Dr. Cavaco teve a gentileza de lembrar, não ser co-responsável por tudo aquilo que se tem passado em Portugal. Tem razão, pois responsabilidade é coisa difícil de se lhe atribuir, dado o seu palmarés de governante de há um quarto de século.

De facto, o Dr. Cavaco é tal como muitos outros, um ilustre co-irresponsável.

Com "o ar" mais sério deste mundo, aconselhamos a cívica abstenção.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Obrigado, poeta, por me fazeres sentir um jovem

Um dos candidatos ao emprego de presidente da república sobe o tom da campanha. Atira com Camões. Olha os Lusíadas. Não cita os poemas mas diz que sabe quantos "cânticos" são e acha-se melhor que o rival porque ele sabe o que o outro não sabe. Sobe ainda mais o tom; meio tom, não exageremos: diz que se for ele a conseguir o emprego de presidente deste regime vai instigar os jovens à rebeldia, à insubmissão, à luta: "Não aceitem esta situação". Bem diz.
Obrigado, poeta, por me fazeres sentir jovem, é que eu pensava nisso mesmo, na insubmissão contra este regime imposto pela tirania. É pena achares – não levas a mal que eu, jovem, te trate por tu? – mas tenho pena que só vejas o "conformismo" naquilo que te interessa para manteres a conformidade das coisas, nessas coisas em que eu, jovem, não me conformo.


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O nojo


Enquanto as notícias vagueiam pelo folclore da eleição presidencial eu reservo-me ao nojo neste período que se avizinha. São candidatos a si. Não são candidatos pelo país. Primeiro eles, os candidatos, depois o partido deles, dos candidatos, depois os rapazes deles, que se sentam à mesa dos candidatos, depois o discurso deles, da ideologia mastigada em rascunho, dos candidatos, depois o povo, os outros, os ouvintes, os pedintes, do cortejo, da plateia, que acena, que se contenta, pela participação de cruz. Eu não, tiro licença, sem licença, de nojo.