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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Quando o regime esquece os direitos das mulheres

Carolina Beatriz Ângelo


Nascida na Guarda em 1877, médica, cirurgiã, activista política, membro da Liga das Mulheres Repúblicanas, foi a primeira mulher em Portugal a exercer o direito de voto. A exposição foi seleccionada e aprovada pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República - CNCCR, e fará parte integrante do conjunto de iniciativas promovidas por esta comissão.

Ora temos de ter em conta que esta mulher ousou votar nas primeiras eleições republicanas a 28 de Maio de 1912 aproveitando as indefinições existentes no enunciado da Lei. Aproveitou uma cláusula da Constituição de 1911 onde só podiam votar "chefes de família" não especificando o sexo. Na sequência da controvérsia, é aprovada pelo senado em 1913 a Lei Eleitoral da República (nº 3 de 3 de Julho) onde pela primeira vez num texto legislativo se determina expressamente o sexo dos cidadãos eleitores masculinos.
O mais caricato no meio disto tudo é a Comissão do Centenário comemorar um dos mais flagrantes golpes da república contra os direitos das mulheres, já não chegam os cartões de Natal com a república ou até mesmo os spots publicitários da CNE a fazer propaganda ao Centenário. No meio deste nevoeiro de hipocrisia o Povo cada vez mais tem noção do que está realmente em jogo, não é a república mas sim Portugal que foi esquecido.

Fontes AQUI e AQUI

Local : Museu da Guarda, Entre 24-06-2010 e 31-12-2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Ele é de autocarro, agora é de bicicleta, lá para 5 de Outubro é de patins

Acontecimento teatral sobre a I República para famílias e crianças dos 6 aos 12 anos. A história da República é contada num tom pessoal a rapazes e raparigas que podem ter entre os 6 e os 12 anos. A contadora herdou um álbum de fotografias que pode ter sido feito por Carolina Beatriz Ângelo ou por sua avó, inspirado pelo ideal republicano. Nele está guardado tudo aquilo que diz respeito a este momento histórico. Em jeito de passagem de testemunho, a contadora abre o seu universo a quem a ouve. Entre linhas, cordas, flores, fotografias e xaropadas os ouvintes são iniciados num clima de secretismo que recria os passos que levaram à passagem da Monarquia à República em Portugal."

Viram? Dos 6 aos 12 anos! Num album onde tudo está guardado no que diz respeito ao momento histórico! Num clima de secretismo... são "iniciados"! Recriam-se os passos que levaram à passagem...!
Força "comissão". Talvez as crianças acreditem no acontecimento teatral que é a xaropada deste centenário. Ainda falam da "mocidade portuguesa". Ei-la, bem orientada pela propaganda.

domingo, 21 de março de 2010

A presidência enquanto "interferencia" ou porque não acredito em "Presidências"

Eu não demiti o Governo, eu dissolvi a Assembleia. Só demiti o Governo mais tarde, um governo que tem Assembleia dissolvida pode continuar em funções.

Mas podia ter demitido o Governo, argumentando o irregular funcionamento das instituições.
As instituições funcionavam, mas o Governo era mau. O que faltava manifestamente era uma nova legitimação democrática, aquilo já não correspondia ao sentir das pessoas."

Quando um presidente da promíscua república interfere (porque vem de lá!) na gerência da política governativa a "República" está posta em causa.

– "Presidente" de todos os portugueses?


domingo, 4 de outubro de 2009

A ética republicana em acção

A respeito deste pertinente desabafo do Rui Monteiro, convêm esclarecer por exemplo, que o site da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, apesar do apoio de uma grande empresa de telecomunicações, custou noventa e nove vezes mais do que o nosso. Comparando bem, sabem qual é a grande diferença? É que o primeiro foi pago pelos nossos impostos: um roubo.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Viva a república!



Nos tempos de D. Carlos, o prp atacava violentamente o regime, devido à chamada lista civil do monarca. Como sabemos, a dotação não era actualizada desde os tempos de D. João VI, além de ser comparativamente muito inferior, à actualmente atribuída ao presidente de Belém. Em perfeita coerência com o espírito destes tempos de comemoração republicana, o presidente Cavaco bem podia anunciar à nação a redução da sua despesa palaciana, para os níveis do primeiro mandato do general-presidente Carmona.