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sexta-feira, 26 de julho de 2013

A Rainha D. Amélia e o livro de José Alberto Ribeiro

A Rainha. Novecentos anos de história deram a Portugal o tempo necessário para a manifestação de personalidades hoje totalmente esquecidas, mas nem por isso menos determinantes para a afirmação internacional do país que somos. Em períodos onde pesou de sobremaneira o perigo da ocupação estrangeira, o país contou com mulheres exemplarmente exercendo a regência. Na sua grande maioria estrangeiras, cumpriram a função da qual dependia a independência de Portugal. Este é o caso de D. Luísa de Gusmão, talvez a soberana que mais perigos enfrentou durante a sua chefia do Estado, colocando Portugal acima de quaisquer considerações familiares e da sua pátria de origem. No hoje quase obsessivo assunto da assistência social, as rainhas portuguesas marcaram indelevelmente a atenção votada pela Coroa aos mais desprotegidos, em épocas onde a vileza do homem era sobretudo considerada pelo extracto, o berço - ou a ausência deste - onde tinha nascido. A lista é longa, contando-se a Rainha Santa Isabel, D. Filipa de Lencastre, D. Leonor, D. Estefânia e D. Maria Pia, entre aquelas que a memória popular não deixa esquecer. Contudo, quando nestes tempos convulsos alguém se refere à Rainha, a personalidade citada é incontornavelmente D. Amélia. Talvez por ter sido aquela que mais próxima de nós está pela contagem das gerações - as nossas bisavós tiveram-na como referência quotidiana num país constantemente à beira do abismo -, será uma verdade reconhecermos a sorte de podermos reconhecê-la de imediato. Existem milhares de fotografias de D. Amélia de Orleães e mesmo que assim não fosse, restava-nos a grandeza da obra que abnegadamente ergueu num país preocupado com umas tantas pequenezes que insistentemente devoraram todo o século XX e, num misto de mania e teimosia, prosseguem na senda dissolvente da nossa própria - se é que ainda existe - consciência nacional. D. Amélia sintetiza a saudade de muitos portugueses pela Monarquia, significando uma grandeza quase assustadora neste Portugal dado a gente timorata quanto à adopção das novidades, por muito evidentes e benfazejas que estas sejam. Além dos já clássicos autores seus contemporâneos, pelos politicamente rancorosos considerados como desdenháveis panegiristas, poucas biografias de D. Amélia, a Grande, podem ser consideradas como obras fiáveis e distantes das paixões, ódios ou meros intuitos comerciais à semelhança das revistas de um mundo alegadamente cor de rosa e sem qualquer substância. Ler mais aqui

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Notícias republicanas



1. Na Hungria, o Presidente demitiu-se após um escândalo relacionado com "copianço"- diz-se plágio - da sua tese de doutoramento.
2. Em França, surgem agora acusações dirigidas a Sarkozy. Tudo isto respeita ao terrorista Merah que segundo os habituais teóricos da conspiração, era um agente dos serviços secretos franceses e assim serviu perfeitamente os interesses eleitorais do "President miston" em exercício. Impagável.
3. O "Messiê" Vichysoise Rebelo de Sousa - o eterno candidato a não-candidato a Belém -, meteu-se numa terrível embrulhada com o Partido Socialista. Imagine-se o que aconteceria se por desastre nacional, este comentador de futebóis, viras, broas, bancos, secas e inundações, chegasse à "Suprema Magistratura"... Lá se vai "para o brejo" a tal independência dos Presidentes da coisa. Cavaco Silva, o mais ignorado líder sombra do PSD, tem feito o que se sabe, mas com "Messiê" Vichysoise, seria ainda pior. Quando o PS se convencer das vantagens da Monarquia Constitucional, basta um piparote na porta e o tal famoso edifício de "pedra e cal" desfaz-se em pó, ou melhor, num montículo de areia.
4. Em Portugal, ali para a Av. da Liberdade, a gente da embaixada da Argentina resolveu colocar uma microscópica coroazinha de flores diante do mamarracho bolivariano conhecido por "El Cabezudo". Como se esta espécie de General Tapioca avant la lettre tivesse algo a ver com a Argentina. Isto, para celebrar a clamorosa derrota na Guerra das Falkland, quando a republicana tropa fandanga da Casa Rosada, foi derrotada pela Royal Navy. Eis uma kirchenerada em plena Lisboa, atestando a "chavização" do regime da Senhora manicura de Buenos Aires. Só visto!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Reis-escravos

"Aos Reis não se aplica, decididamente, o "sistema social europeu". Começam a trabalhar aos quatro ou cinco anos de idade (trabalho infantil), não têm horário laboral (a Rainha de Inglaterra dedica 16 horas diárias a actividades oficiais) nem fim-de-semana, não auferem de reforma (trabalham vitaliciamente até ao passamento), as horas de lazer confundem-se com obrigações, as deslocações ao estrangeiro são cerrada e infindável sucessão de actos protocolares.
Acresce que os Reis não têm privilégios e se os têm resumem-se apenas a privilégios onerosos, aqueles que exigem um sorriso permanente, apertos de mão a multidões, participação em actividades filantrópicas, galas, inaugurações, banquetes, paradas militares, actos religiosos, discursos. Os Reis são o que resta de uma ordem antiga onde a cultura do dever se sobrepunha à cultura dos direitos. Mais, os Reis são escrutinados do nascer do sol ao momento em que recolhem, extenuados, ao leito, não podem ir a uma praia, sentar-se num restaurante, ir a um cinema. Vivem em permanente prisão e dela só se libertam quando dormem.
Há quem os inveje. São os pobres desmiolados, comummente gente riquíssima servida por legiões de criados, com vida privada roçando o hedonismo.
Ontem, ao assistir ao triunfo do Sistema Westminster sobre essas outras "democracias" plutocráticas que fazem as delícias de tanto pateta, tanto demagogo e tanto carreirista, confirmei a superioridade moral, funcional e estética da monarquia."


Miguel Castelo Branco, in Combustões

sábado, 17 de dezembro de 2011

Nos 50 anos da invasão



O Aviso Afonso de Albuquerque cumpriu plenamente a missão que lhe estava confiada. Nas águas de Goa defendeu Portugal e honrou a nossa história. Oxalá um dia possamos ver as unidades da Armada redimirem aqueles tiros há um século disparados diante da Necessidades, voltando a hastear a verdadeira bandeira e repondo a legitimidade roubada. Não precisam de muito, apenas de uns tiros de salva, com pólvora seca.

As bandeiras fornecemos nós.

Entrevista de Ribeiro Teles

Já fundou partidos ligados à terra e em defesa da monarquia. Há ligação entre estas duas causas?

Há sempre uma ligação. A nossa história é uma construção através de um regime monárquico e essa ligação à história e à continuidade perdeu-se. E nesse sentido há de facto um recuo enorme, que permitiu depois uma visão diferente do futuro. Quando a monarquia existia havia sempre um futuro na sequência da dinastia.

É essa a vantagem que vê na monarquia?

É essa a grande vantagem. Isso dá um somatório de uma cultura que é muito difícil de arrancar. Só à força é que se arranca. É o que está a suceder. Há a saudade dessa continuidade.

Os portugueses têm saudades da monarquia. Acha isso?

Dessa continuidade com certeza, porque isto é um país inventado e construído. Construído com as condições que tinha de mar, de terra, de solos e inventado pelo género português.

O caminho teria sido outro com uma monarquia?

Tínhamos seguido um caminho mais paralelo dos países escandinavos.

Os reis não são eleitos. Não é um bom argumento a favor da República?

Os reis são eleitos todos os dias.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Das Partes do Sião, na Biblioteca Nacional de Lisboa



O Dr. Cavaco Silva deve andar muito ocupado com os incontornáveis assuntos das curvas de défice, acções na bolsa, tricas para a próxima cimeira do fim de semana e outros assuntos que envolvem números. Por acaso, este número 500 que agora se evoca, passa completamente ao lado do republicano regime que é a negação da História deste país. Pode Belém alegar questões de protocolo, mas a sapiência velha de séculos ditaria a quebra dessas normas, precisamente quando a Tailândia é um país com quem Portugal deve cultivar os profundos laços que unem os dois povos. Belém não percebe, nem as suas dúzias de assessores se preocupam com questões alheias aos negócios. Na comemoração do V Centenário do estabelecimento de relações diplomáticas entre Portugal e a Tailândia, não se viu o seu locatário - fez-se representar pelo General Rocha Vieira, pessoa merecedora de todo o nosso respeito - e de S. Bento, nem vivalma na Biblioteca Nacional. Da Secretaria de Estado da Cultura, afundada em "ralações insuperáveis" que dia a dia debita em programas de entretenimento televisivo, nem sequer um "chófer" despejou um longínquo representante governamental.

Antes assim, pois na inauguração da exposição "Das Partes do Sião", a BNL recebeu quem devia. Em primeiro lugar, o sucessor de D. Manuel I, o Rei que com Ramatibothi II do Sião, assinou esta nossa outra "velha aliança" que já tem meio milénio. O Duque de Bragança compareceu e plenamente representou o Estado que já fomos. As regimentais carcaças esfomeadas pela manjedoura faltaram, mas os interessados que se deslocaram à BNL, puderam contar com a afabilidade daquele a quem já se acostumaram a chamar de Rei.
Em boa verdade, há que referir o nome do general Rocha Vieira, o derradeiro governador-geral do nosso já extinto império e como sempre, fez-se o pleno quanto a entidades culturais e fundações privadas - daquelas que não beneficiam de dinheiros públicos -, académicos e interessados na preservação daquilo que Portugal ainda é. Apesar de tudo, restou aquilo que importa: a dignidade.

sábado, 29 de outubro de 2011

A ler no Expresso de hoje



Todos reconhecem os inestimáveis serviços que a nossa amiga Augusta Menezes quotidianamente tem prestado à Causa, no seu blog Família Real Portuguesa. Como alertei há uns dias neste post, é imperiosa a colaboração de todos para o progressivo esclarecimento dos portugueses. Sendo um inegável facto o recrudescer da simpatia pela instauração da Monarquia em Portugal, a mensagem tem encontrado eco em toda a sociedade e já chega aos mais importantes jornais do país. A prova disso, é a coluna que hoje mesmo Fernando Madrinha deixou no Expresso do oportunamente republicano Sr. Balsemão.
Já se contrapõe abertamente o exemplo do Rei D. Carlos I, à péssima, abusiva, inconsciente e absurda prestação do Presidente em exercício e dos respectivos antecessores-colegas na capitosa reforma

quinta-feira, 28 de julho de 2011

De José Mattoso



"Filósofo, místico e referência ética nacional, são três os adjectivos com que definiria esta personagem ímpar da nossa vida cultural. Já foi monge e, perante a perplexidade da vida, considera Deus, como aquele que “preenche todo o vazio e responde a todas as perguntas” e critica acidamente os valores prevalecentes, afirmando: “o domínio da técnica não garante o exercício da sabedoria”.
Embora acreditando nas virtualidades do 25 de Abril, nem por isso, se revê nos seus frutos: “incapazes de resolver problemas relacionados com a organização social e económica, os políticos desenvolveram estratégias de ataque pessoal e de descrédito, que ainda hoje dominam a luta pelo poder”. E elege duas figuras como paradigmas nacionais: Alexandre Herculano e Dom Duarte, não se esquecendo de Camões, “épico” demais para o seu gosto e Fernando Pessoa, que considera “demasiado paradoxal”.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Amanhã, em S. Vicente de Fora



Durante décadas aprendeu a renegar tudo aquilo em que acreditava, almejando substituir aquele que fora o seu mentor. Governou Portugal, não teve coragem e não conseguiu uma transição como aquela que anos mais tarde se verificaria em Espanha. Por vezes intrigando e noutras procurando dramatizar, frequentemente minimizou os problemas da guerra e do desenvolvimento. Partiu para jamais voltar, vivo ou morto. Deixou bem expressa a sua vontade: voltar para Portugal? Nunca! Este português de nascimento foi Marcelo Caetano. Hoje o seu legado é palpável, pois o actual regime rotativo, é dominado pelos herdeiros que deixou em todos os postos relevantes do poder. A ANP é um resumo do PS e do PSD.

D. Maria Pia de Sabóia foi Rainha e chegando a este país na adolescência, aqui para sempre quis ficar. Sem a vontade ou a capacidade introspectiva daquela que seria a sua nora, conseguiu concitar a quase unanimidade do país, rendido ao seu sentido do dever e tão importante quanto a obrigação, à forma como soube praticar o seu ofício. Não foi dada a actos cuidadosamente ponderados e que visavam o futuro e o bem comum e em contraste com D. Amélia de Orleães, amava a etiqueta, os grandes actos públicos, possuindo aquele sentido de oportunidade que aqueles poderiam significar. Nos actos públicos, por vezes tornava-se numa expontânea e o povo amava-a por isso mesmo. Não se tratava da mera vaidade pessoal de quem se vira alçada a uma posição de discutível vantagem, sendo Portugal um país de escassos recursos e onde a estabilidade política era sempre posta em causa pelas paixões partidárias e efabulações de uma grandeza que não voltou. A Rainha talvez possa ser considerada como alguém que compreendeu a necessidade de uma proximidade com a população, sendo esta receptiva a demonstrações de atenção que de outra forma jamais chegariam. Passando o óbvio anacronismo, D. Maria Pia foi uma Rainha moderna nas relações públicas do Estado e hoje não estranharíamos a sua visibilidade e o cuidado que punha nas suas aparições públicas. Desde o estudar de tons da indumentária e as manifestações de respeito e deferência para com os mais humildes, até ao preciso local onde se ajoelharia em acção de graças - num momento cronometrado ao segundo e que conseguia um "inesperado" raio de sol que rasgava os vitrais e lhe iluminava a ruiva cabeleira -, a Rainha parece ter compreendido a psicologia das multidões. Será desnecessário mencionar as bem conhecidas obras de benemerência, o bom gosto que deixou nas residências onde viveu, ou o seu apego aos preceitos constitucionais que um dia a levariam a desabridamente enfrentar um espantado e prepotente marechal Saldanha.

D. Maria Pia quis ser portuguesa e soube sê-lo. No seu retrato oficial dispensou jóias e apenas se embelezou com as cores nacionais, bastando-lhe isso para mostrar quem era. Ao contrário de Marcelo Caetano, não intrigou para derrubar potenciais adversários, não enviou rapazes para a guerra, não mentiu e não quis fugir. Mais importante ainda, na hora da morte pediu que o seu leito fosse deslocado, de modo a que o seu derradeiro olhar partisse em direcção à sua pátria adoptiva, o distante Portugal.

Passam cem anos desde a sua morte. Exige-se uma reparação à mulher que não culpou o país pelo assassinato do filho e do neto, pelos enxovalhos a que a baixa política panfletária submeteu o marido e a ela própria. A 5 de Outubro de 1910, perguntava espantada porque razão partia, sabendo que em Portugal estaria segura, acontecesse o que acontecesse. Conhecia a população que aprendera a ver naquela Rainha uma grandeza passada e teve aquele sentido do servir que após a sua presença no pináculo do Estado, apenas a sua nora conseguiu durante algumas décadas manter incólume.

Não bastará uma simples e discreta trasladação à "maneira da 2ª República". Exige-se mais, pois tratar-se-á da justiça reparadora. O regresso da rainha D. Maria Pia a Portugal, deverá ser um grande momento de reconciliação dos portugueses consigo próprios, no exemplo da soberana que tendo nascido estrangeira, soube ser mais patriota que muitas consideradas luminárias de tempos passados e do presente. Como em todos os momento difíceis, quer-se grandeza e o sentido da plena compreensão da nossa História. Apenas isso.

Amanhã, 5 de Julho de 2011, será um dia de reparação. Em S. Vicente de Fora, naquele lugar onde um dia será definitivamente recolhida, reunir-se-ão aqueles que não querem nem podem esquecer. Nesta hora de todas as ameaças, o exemplo de D. Maria Pia serve de lição. Saibamos merecê-la.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Presentes!



O actual Parlamento acaba da pior forma o seu mandato, mas nem tudo são más notícias.

Confirma-se: as listas apresentadas pelos Partidos às eleições parlamentares de 5 de Junho, contam com uma enorme quantidade de candidatos monárquicos, bastantes dos quais em lugares elegíveis. Dezenas! Alguns são bem conhecidos, enquanto outros, por razões óbvias, são "nossos", mas ainda obrigados a manter um sigilo que não devia existir.

Todos os Partidos do chamado "arco governamental", um dos Partidos da esquerda parlamentar, o MPT, o PPM e o PCTP, apresentam candidatos favoráveis à instauração de uma Monarquia Constitucional.

Sinal dos tempos.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Uma história para contar

"Depois de instaurada a República, sucederam-se imensos atropelos à liberdade que o novo regime tinha prometido. Pessoas foram perseguidas por serem católicas, monárquicas ou simplesmente por não colaborarem com o novo regime. E os próprios republicanos lutaram entre si para conquistar e aguentar o poder. Em 1914 a república levou milhares de jovens a entrar na I Grande Guerra. Muitos morreram e o país desmoralizava perante uma crise económica, social e política. Todos os dias havia atentados em Lisboa, o governo caía, os presidentes demitiam-se ou eram demitidos por golpes de estado. Entre 1911 e 1926 houve quase 50 governos!
Porém, a monarquia sempre foi uma alternativa democrática em Portugal, tanto durante a Primeira República, como durante o Estado Novo e mesmo hoje."

Lia o texto completo AQUI

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O que Salazar não fez



Nem tudo o que se diz na imprensa ocidental, corresponde exactamente ao que verdadeiramente se passa na outra margem do Mediterrâneo. O longo caminho iniciado há vinte anos pelo coronel líbio, parece ter como fim, a preparação do país para a restauração da forma de Estado que o próprio depôs no ocaso dos anos 60. Nutrindo uma profunda antipatia para com os ameaçadores sectores clericais da Irmandade Muçulmana, Kadhafy vê na restauração da Monarquia, a melhor possibilidade de sucesso na sucessão do seu regime unipessoal. Tem como exemplo a solução adoptada por Franco e que o Dr. Salazar, egoísta e clamorosamente desperdiçou:

"He's started to return property, which belonged to the late King Idris, back to the designated heirs of the King (...) and basically, I think he's setting himself up to do what Franco did in Spain, which was to return the country to a constitutional monarch".

Leia mais AQUI

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

1º de Fevereiro de 2011: uma necessária homenagem a Dª Amélia de Orleães



Aquela tarde de 1 de Fevereiro de 1908, para sempre confirmaria a grandeza de Dª. Amélia de Orleães. Não lhe podendo ser negada a iniciativa por numerosas obras de benemerência, algumas das quais pioneiras em Portugal, a rainha ofereceu a um país atónito, uma prova de fibra e de abnegação. Protegendo a vida dos seus, foi o único e firme braço que faltou ao governo, à policia e a uma população que fugiu em debandada, atemorizada pela arrogante investida subversiva que violentamente derrubaria o Trono, a Constituição e um Estado de Direito que se normalizara após um conturbado início do século XIX. Foi a rainha da legalidade e da destemida coragem que enfrentou o comprometido silêncio de muitos e as rancorosas e mortíferas maquinações de alguns. Quem durante anos ofendeu e procurou denegrir a sua estatura de mulher honesta e o inatacável serviço prestado como rainha cuidadosamente preparada para o difícil serviço, pôde sempre contar com o majestático silêncio e mais tarde, longe de um Portugal que jamais esqueceu, com o seu perdão. Este é um exemplo para os que hoje - muito mais poderosos do que Dª Amélia alguma vez foi - de nada e de ninguém se esquecem, com o único fito de não quererem relevar. Não querem porque não podem, dada a natureza de um sistema que como o caruncho, tudo vai corroendo sem olhar a reputações de sujeitos singulares, ou ao geral interesse pela tranquilidade que o progresso exige.

Caíram o marido e o filho, mas as porfiadas e desafiadoras homenagens que ano após ano e durante um século inteiro o povo jamais deixou de prestar aos monarcas, tornam a rainha num vulto maior e merecedor do mesmo tributo. A vingança da rainha é esta que não fere ou mata. É a vingança da memória que de políticos e celebridades facilmente se olvida, enquanto para sempre ficará uma obra, ou a simples e imponente presença imortalizada em antigas fotografias que ainda hoje testemunham o tempo dos nossos bisavós, afinal bem próximo.

Que este 1º de Fevereiro de 2011, inclua Dª Amélia na recordação daqueles que heroicamente tombaram sem culpas e indefesos diante bem organizada conjura que condenaria os portugueses a mais de oitenta anos de esbulho, opressão e atraso. Portugal tem na rainha Dª Amélia, um exemplo de serviço que a coloca entre os grandes da nossa História.

Mais do que muitos nados e com seculares raízes nesta terra, a rainha bem mereceu a nacionalidade portuguesa.

A Real Associação de Lisboa apela à comparência popular no acto de reparação do 1º de Fevereiro de 2011, a realizar-se na Igreja da Encarnação pelas 19.00H, em Lisboa (Chiado). Estará presente a Família Real.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Maestro Manuel Ivo Cruz



Uma imagem que a Censura do regime não deixou passar. O Maestro Manuel Ivo Cruz foi a sepultar no cemitério da Lapa. Um fiel de sempre, levou consigo a Bandeira Nacional.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ontem, 70 milhões



"Foi ontem pela noitinha. A habitual massa humana, ostentando na lapela o monograma da Rainha e segurando uma vela amarela acesa na mão direita, repetiu no Terreiro Real (Sanam Luang) o solene juramento de fidelidade ao trono e à rainha. Não pude ir, mas como tantos outros milhões de pessoas espalhadas por todo o país, fiz o juramento em casa, na companhia dos vizinhos. A monarquia é, indubitavelmente, um grande dique face às misérias da plutocracia e da alvar patetice que domina meio mundo. Ontem foi o Dia da Mãe, aniversário natalício da Rainha Sirikit, sem dúvida um dos mais fortes pilares da liberdade neste país há pouco ameaçado pelas garras canalhas do dinheiro e da americanice."

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Coisas do Centenário



Não costumo entrar em polémicas quanto a posts alheios, mas neste ano de um centenário que envergonha aqueles que o comemoram por qualquer tipo de razão - onde o preconceito e o interesse material ocupam a primeira linha -, surgem recorrentemente prosas eivadas das habituais pechas atiradas á cara daquilo que pensam ser os "pobres monárquicos" deles.

Este post do João Gonçalves, consiste num perfeito exemplo daquela propaganda surda que já é velha e relha, engendrada nos costistas tugúrios fumarentos e de acres odores, decerto mercê dos eflúvios vinháticos que acompanhavam as assassinas conspiratas que arruinaram um prometedor século. Nunca tomarei o João Gonçalves como um jacobino, porque nunca o foi, nem poderá sê-lo. Num plano infinitamente inferior, aqueles que hoje insistem em orgulhosamente reivindicar o vergonhoso labéu, não fazem a mais remota ideia de tudo o que o termo encerra na sua dimensão política e pior ainda, humana. Não é disso que se trata. Embora com alguns amistosamente prive, o João tem por regra não gostar dos monárquicos, umas vezes "porque sim", outras vezes "porque não". Temos de aceitar a excêntrica teima sem revidar no mesmo tom, até porque esta insistência na nossa universal "estupidez e pobreza de espírito", advirá do secreto reconhecimento do contrário daquilo em que insiste. É uma homenagem que o João Gonçalves não quer reconhecer ou prestar. Ele sabe que todos bem o compreendemos.

Pela leitura do Portugal dos Pequeninos, adivinhamos o dilema do J.G. Dia após dia, vergasta os seus imaginativos colegas de república, de uma forma impiedosa e jamais vista em qualquer mísero e despiciendo blog thalassa. Se hoje o sr. Cavaco é um candidato a regenerador herói de uma pátria sem remissão, amanhã o presidencial silêncio ou longa complacência diante do 1º ministro, é severamente criticado como escabrosa, oportunista e adivinhada pusilanimidade. O J.G. bem tranquilo poderá ficar e no dito cavalheiro insistir em votar, porque não se tratará de qualquer deficiência de carácter do titular da inútil e risível instituição, mas tão só de simples calculismo cumpridor de prazos eleitorais. Chame-se o homem Cavaco, Soares, Alegre, o "concorrente a porteiro da ONU" Sampaio ou até, Thomaz, o recurso à reserva mental e ao dito que afinal se pretendeu não dizer, é a trivial constância que garante o sistema. Nada mais interessa e toda a vida pública depende deste vai e vem de casos em ricas casas, bastas vezes criados à volta de uma sopinha fria e evocadora da escusável memória do venerando vencedor de Verdun. Nisto são os republicanos excelsos peritos na vigarice e levam a palma do justo vencedor antecipado.

Na verdade, os nossos esquemáticos mariannistes andam gorgulhantes com a sua má sorte. Não lhes bastando ter um representante que não passa de um apagado, desinteressante, mal relacionado e bacoco fait-divers de subúrbio e ainda por cima sucessor de uma mão cheia de sonoros e caríssimos nadas - que embora protestando, o João também é forçado a pagar até que a fatal ampulheta decida o fim da sinecura -, a "velha situação monárquica do bigode retorcido" que tão bem lhes serviu, para sempre desapareceu. Consistiu este fogo de artifício, na converseta tonitroada pela sacra aliança daquilo que de mais desprezível teve a caceteira turbamulta do sistema do 5 de Outubro, com as miasmáticas águas paradas da 2ª república. Goebbels não faria melhor. Mas factos são factos e deles não podemos alhear-nos. Não só o sucessor da Coroa significa exactamente o oposto daquilo que o João insiste em fazer crer, como entre as hostes do azul e branco se contam aos centos os filiados teimosos, com leitura e uma preparação que fazem empalidecer o conhecido currículo verde-rubro, adquirido nestas negociatas regimentais em que a república de telejornal há muito se tornou. O insulto torna-se assim gratuito e tem o esperado efeito de boomerang, pois é com um certo gáudio que os monárquicos lêem e divulgam as obras dos historiadores que J.G. tanto gosta de evocar - como Fátima Bonifácio e Rui Ramos - que nos últimos anos têm prestado um grande serviço à verdade de uma História que deliberada e despudoradamente tem sido muito mal contada.

Bem vistas as coisas, o João deveria até manifestar a sua felicidade pela Situação, uma vez que diária e descoroçoadamente confirma as escassas alterações climáticas de permanente guerra civil partidista, sem a qual o nosso bairrismo político não pode sobreviver. Eternamentee à compita pelo mata e esfola, os republicanos "de esquerda" desprezam e desrespeitam o sr. Cavaco sempre que a oportunidade surge - bastará lermos o que dele se escreve e diz -, tal como os "republicanos de direita" se desunharam ao longo de vinte anos, em espalhar notícias de negociatas de marfins, constelações de diamantes caídos em florestas jâmbicas, fundações privadas erguidas com dinheiros públicos, geracionais nepotismos vários, negócios de extinta colónia dos mares do sul da China, ou suspeitos terrenos camarários e andares de luxo em qualquer Bagatella do centro lisboeta. Neste campo do boato, qualquer taxista alfacinha, faz o pleno de uma tradição que o felizmente defunto, mas mal enterrado PRP inaugurou em Portugal. A luta política "por Bem de Belém" não pode passar sem estas pequenas e tão humanas misérias, onde luxos nababos vão alternado com calculadas modestas marquises anodizadas e assim por diante, num eterno bailinho dos pergamóides de hoje, com os veludos do amanhã.

Conheço o João Gonçalves há perto de trinta anos e gabo-lhe a coerente e comprovadamente desinteressada fidelidade à causa do Partido. Sendo um impenitente não-filiado PSD friendly - como já se definiu -, compreende-se este constante permanecer no terreno, evocando simbólicos actos de cavaleiros de outras eras, em que o putativo vencedor permanecia em campo após a refrega, atestando uma vitória. Mas afinal, trata-se de uma vitória de quem, ou mais importante ainda, de quê? Poderá o João explicar? É que ainda poucos entenderam para onde nos pretende levar.

Não tardaremos em compreender. Com Cavaco já em afanoso guignol antes do bater da hora, a desértica e presidencial campanha aproxima-se, sentando-se os "pobres monárquicos" mudos e quedos na primeira fila, mas prestos e lestos para o desfrute do espectáculo que se adivinha.

Passando adiante dos política e republicanamente despojados comentadores do ciberespaço, numa frase se lobriga aquilo que a república foi, é e jamais poderá deixar de ser. Os agentes do barrete frígio, empanturram-se de um conceito de forma que apenas será tida como boa, se o "seu" presidente estiver disponível para a partilha de feudos, lataria aposta nas lapelas dos 10 de Junho, aplicação da mobilidade em direcção a uma pública gamela, comendadorias amigas, catrapiscanço secretário em ocioso gabinete de estudo, ou assessorias anexas. É esta a limusínica república que querem e que no fundo, bem merecem. Sobretudo, é a república que ouvidos de mercador faz aos lancinantes protestos de um cada vez mais evidente Portugal dos Pequeninos. Será assim tão difícil o João reconhecer que não tem lugar entre "isto"?

Então, mais não se rale e aproveite bem o verão, desobedecendo a qualquer patético pacóvio que de arreganhada tacha lhe recomende férias dentro de portas. Se puder, parta para mais civilizado destino, talvez uma não muito longínqua, irreverente e transbordante de auto-estima Monarquia.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Abolição desta república de côdeas!




Na Câmara dos Lordes, a Rainha leu o discurso de abertura do novo Parlamento, onde o 1º ministro anuncia o programa do seu governo. Os cortes na despesa são profundos e denotam a vontade de saneamento das contas públicas. Um sector atingido é o das mordomias dos políticos que vêem cortados inúmeros privilégios e despesas de ostentação até agora pagas pelo Estado. Limusinas (10 milhões de Libras "trabalhistas" por ano!) - que agora apenas poderão ser usadas em actividades oficiais -, chauffeurs, assessores, prendas e viagens, são alguns dos draconianos cortes que impedirão conhecidos e escandalosos abusos.
Em França, Sarkozy impôs novas regras com a perda de benefícios automobilísticos para numerosas entidades governamentais e do sector empresarial do Estado, suprimindo automóveis de luxo e motoristas, despesas de "representação" e obrigatoriedade do imediato corte de 10% na despesa corrente dos departamentos do Estado. Como nota curiosa, foi publicada uma lista de restaurantes baratos que poderão ser frequentados por ministros e outros titulares de órgãos de soberania. Prevê-se uma abrupta descida no despesismo ostentatório.
Em Espanha, além do corte de 15% dos salários-políticos, desaparecem organismos parasitários, como Fundações fantasma, gabinetes de estudo contratados a apêndices da partidocracia, etc. Enquanto isso, os políticos e autarcas apertam o cinto.

Em Portugal, novas medidas foram tomadas. O 1º ministro vê aumentados para mais treze o número de motoristas disponíveis, não houve o menor anúncio de corte das frotas automóveis à disposição de presidentes, ministros, secretários de Estado, subsecretários de Estado, assessores presidenciais, directores do sector empresarial do Estado, dos juízes de Supremos, PGR, ministérios, etc, etc. Enquanto isso, os jobs for the boys continuam em força, como se nada de extraordinário se passasse em Portugal. A Assembleia da República viu aumentada a sua dotação e comprou novas viaturas de luxo para a sua presidencial Mesa, enquanto o Palácio de Belém bate aos pontos e para mais do dobro, a dotação do seu congénere espanhol. De facto, enquanto aumenta a despesa com subvenções, a despesa de Belém passa para 21.000.000 de Euros por ano, vendo acrescida em quatro milhões, a soma até agora recebida. Além da côdea no activo, contabilizemos as três outras côdeas na "retraite". Note-se que nos finais de 2009, a Casa Real espanhola - 8.000.000 Euros/ano - enviou uma nota ao sr. Zapatero, indicando não querer receber qualquer aumento de verbas para a despesa da representação oficial do Estado. Alegremente, o presidente Cavaco, o 1º ministro, ministros e outras "altas individualidades", vão viajando nos Falcon e sempre que podem, organizam cortejos de limusinas em constante renovação. O OGE prevê 160.000 Euros de despesa de comunicações móveis do gabinete do 1º ministro. Não se vislumbra qualquer corte no subsidismo a Fundações privadas que se erguem com o dinheiro público, enquanto aumenta o clientelismo caciquista. Não se anunciaram medidas de corte na contratação de gabinetes de estudos paralelos a entidades oficiais, nem uma política mais rígida na contratação de assessores e outros quadros técnicos. A república auto-comemora-se este ano, sorvendo cabedais em jantares, conferências, publicações onanistas, visitas de estudo, selectas festas e obras de fachada em Praças e Museus que foram da Monarquia. O monstro está aí, mais gordo que nunca.

Entretanto, procederam a alguns cortes na despesa. Atacam quem menos possui e tem de recorrer ao Serviço Nacional de Saúde. Enquanto os sponsors da banca continuam com impostos abusivamente baixos, a imensa maioria canibalizada por políticas absurdas, paga o que já não pode.

Tudo na mesma. Não aprendem.

Portugal é um país pobre e em dificuldades. Não pode manter a república. Que seja abolida!