O jornal Público dá nota do desencanto da Câmara de Ovar em não saber do seu colar da "Ordem de Torre e Espada" que lhe fora atribuída, em 1920, pelo "povo" desta vila ter defendido a "República" contra os "revoltosos monárquicos" (reparem na expressão "revoltosos" como se fossem uns aliados do diabo a lutar contra o "bem"). Ora a verdade pia fino. A infantaria afecta aos republicanos destruiu a linha de comboio e pôs-se a andar para Aveiro onde montou uma barricada. Não houve confrontos em Ovar e o verdadeiro terrorismo que se vivia a norte era consumado pelas milícias republicanas que tudo faziam para implantar a "ordem" à força da porrada num distrito que foi um dos mais massacrados pelo regime do Afonso Costa. Basta ler a epopeia que foi a escrita no "Jornal de Aveiro" (até 1913), do Homem Christo, para se saber como o "povo" aderia à causa republicana. O caricato, para além de se querer colar a adesão do "povo" à destruição das linhas férreas (como fez a propaganda do regime em 1920), é que depois do colar ser posto ao peito do capitão Zeferino deu de frosques e ninguém mais o viu. Escafedeu-se. Seria uma peça valiosa boa para vender na feira? Estará em casa de algum indefectível e ladrãozeco republicano a dizer: isto é meu, isto é meu? Ou foi mandado para o estrume e entrou em estado de decomposição?