Mostrar mensagens com a etiqueta políticos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta políticos. Mostrar todas as mensagens

sábado, 16 de abril de 2011

Sem vergonha

Se os políticos soubessem o que querem, se soubessem do que falam, se soubessem como agir, não andávamos neste impasse. Dizem que eles estão impreparados. Eu digo que estão parados. Em nenhum encontro uma causa que não a vaidade do cargo, do emprego, do pretender entrar para uma "história". Coitados dos que não se revêem na linguagem falsa e dúbia desta gente, agora, sedimentada pelo aval de politólogos que tudo criticam ou aprovam. Coitados. Como podemos acreditar em políticos sem espinha, cabedal, coragem, sem luz, sem voz humilde. É por isso que tenho dó desta República, uma fabriqueta de gente ávida sem vergonha de se abeirar do Estado, sem escrúpulos de transformar o Estado numa vergonha.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O paralelismo do lixo.


Jaime Gama vem dizer, a propósito das Comemorações do Centenário que “quem gosta de recorrer ao paralelismo histórico, em regra, ou é um péssimo historiador ou um péssimo político sobre o presente. Portanto, devemos estudar objectivamente, com gosto de aprender, não com arrogância de opinar”. Mas, caro senhor Presidente da Assembleia da República, não são os historiadores melhores ou piores por recorrer ao paralelismo. Os historiadores só são maus historiadores se inventarem o Passado, não se se limitarem a narrá-lo. Por outro lado, maus são os políticos que, não conhecendo (ou, pior, conhecendo) o Passado, o repetem numa sucessão de asneiras e erros de palmatória. De resto, os políticos da república sempre foram maus. Lixo. Em 1910, como hoje. É um paralelismo inevitável, Doutor Jaime Gama.

Em cima, diálogo entre Azedo Gnecco, operário socialista e o jornalista João Paulo Freire em Março de 1910, em FREIRE, João Paulo - Homens do meu tempo. Porto: Livraria Civilisação, [1924], pp. 80-81.