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domingo, 7 de março de 2010

Carta enviada da cadeia do Aljube do Porto por um "Cadete d' El Rei com 24 anos, combatente na Monarquia do Norte:


«Minha querida...: Espero que aí estejam todos bem. (...) Não me tem faltado sofrimento e preocupações, mas o que mais me tem apoquentado é a saúde e o bem do meu querido Pai e de vocês duas, minhas queridas irmães. (...) comida horrivel, imenso indigesta, o que me faz andar todo este tempo muito incomodado d estômago (...) As... foram as únicas senhoras que conseguiram vir-me ver e falar comigo, o que muito estimei e bem agradável me foi após tantos dias de estar separado quase do mundo (...) a falta de limpeza é que é um martírio (...) não calculas como nosé, a nós, agradável e consolador receber provas de afecto e simpatia nas nossas condições (...) O pior é que além de estarmos como estamos, volta e meia desaparecem coisas e gasta-se um dinheirão para passar razoavelmente. Tudo é pago e pesado a dinheiro (...) Ignoro a sorte que o Destino nos reserva. Ora temos esperanças ora não (...) Diz ao querid Pai queestou bem, sossega-o a meu reseito (...)

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quinta-feira, 11 de junho de 2009

À Espera da Liberdade

Em 1914 o governo da república portuguesa, pressionado de fora e de dentro, exposto à censura da imprensa internacional, decretou uma amnistia para os presos políticos. A campanha da imprensa estrangeira, que dedicava desveladas atenções aos presos políticos portugueses, tocara os dirigentes republicanos no seu ponto mais sensível. Se havia coisa de que se ufanavam era de serem os representantes em Portugal das ideias modernas e dos ideais humanitários dos povos mais “civilizados”. Mas em vez das palavras elogiosas que ambicionavam ler na imprensa francesa, inglesa ou alemã, o que encontravam com deprimente frequência eram denúncias de prisões injustificadas e de maus tratos aos presos políticos. (...)
Continuar a ler na Plataforma do Centenário da República

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Afonso Costa e as "liberdades" do povo

O golpe de 27 de Abril de 1913 marca o inicio da guerra aberta entre republicanos.

Vários atentados contra a figura de Afonso Costa levam este a organizar uma policia "voluntária" constituida por elementos de antigas associações secretas e revolucionárias, qu impõe a "tarefa de velar pelo novo regime, apoiar e proteger os chefes republicanos".

Esta nova "policia" de nome «Formiga Branca» teria como principal objecto proteger Afonso Costa contra o crime de «Lesa chefe do Governo»

Photobucket


Este cartoon de Stuart Carvalhais publicado na "Lanterna" ilustra os exageros da acção desta milícia. Na gravura, o Nazareno, bem seguro entre as mãos de um bufo de «Formiga Branca» e de um guarda da Policia Civil é conduzido à presença de Afonso Costa.

bem haja

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A I república e as prisões políticas


Na imagem, o capuz penitenciário, antigo artefacto prisional recuperado após a revolução republicana.

A indignidade do tratamento infringido aos presos políticos durante os primeiros anos da republica, provocou fortes reacções internacionais. Saiba mais no site da Plataforma do Centenário da República.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Em Fânzeres já não há republicanos como antigamente

Noticiou o Almanaque Republicano, que no passado fim de semana, o CENTRO REPUBLICANO E DEMOCRÁTICO DE FÂNZERES completou cem anos de existência.

Ao ler o programa, constatei com alguma surpresa, pois assegura o Almanaque que esta agremiação tem vindo "[...]de forma continuada tem procurado manter os ideais republicanos vivos no Norte do País", que as comemorações incluíam uma Missa, em memória dos Sócios falecidos.
Não contactei o Instituto de Geofísica, para indagar que escala atingiu o abalo de terra no cemitério de Fânzeres, provocado pelas inúmeras piruetas que estes sócios falecidos, principalmente os "fundadores", deram nos seus sarcófagos, enquanto o reitor da paróquia orava pelas suas almas, pedindo o perdão pelos seus irreflectidos actos, entre os quais se encontram, quase de certeza, o de terem enviado este grupo de conterrâneos monárquicos para as masmorras de Caxias.

Prisão de Caxias 1912 - Grupo de Presos políticos Monárquicos de Fânzeres
Fotografia postal escrito por um preso de nome Tomé dirigido a Albino Martins de Castro, residente no Lugar da Igreja em Fânzeres - Colecção do Autor
Nota: O postal foi interceptado e nunca chegou ao seu destino

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Presos Políticos na I República

É com prazer que inicio o meu contributo neste blog e também na Plataforma do Centenário da República, anunciando que já se encontra disponível a primeira página relativa aos presos políticos, cuja secção será actualizada ao longo dos próximos dias com mais informação.