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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Não ver o óbvio


A principal questão na abordagem à substituição, urgente, deste decadente regime republicano prende-se, para mim, não somente com a figura do chefe de estado mas com a "arquitectura" funcional e operacional do regime. Observem esta bandeira, pode ser um bom exemplo ideacional. Óbvia, simples, estrutural e conjuntural. Assim deve ser o mapa de um estado eficaz, aberto, sem sombras, sem procuradorias, chupadorias, supremos isto, tribunais administrativos aquilo, sem constituições de cinco quilos, sem teias de promiscuidades e interesses pessoais, isto é, um Estado sem caprichos e enteados, sem tetas e capachos, que não levante a mínima dúvida, nem ao mais desatento, do que deve ser a separação entre Estado/Pátria e Parlamento/Governação.
Dizem-me que o Chefe de Estado é importante. Óbvio. Mas que valor tem um chefe se este é avençado de x em x anos, se foi escolhido por "critérios" partidocráticos, se se porta como um gerente de lápis na orelha a "contabilizar" o survedouro? Observem esta bandeira. Uma estrutura simples, leve mas sofisticada, exige um Chefe de Estado, transparente, isento, presente mas não impositor, representativo mas não comprometido, que contemple o passado colectivo e permita o presente-futuro. Um Rei. Não é óbvio?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Alimentar a ignorância


Os media perguntavam durante a semana se a população ficou mais conhecedora e informada sobre a República. Perante algumas respostas que tenho lido e visto, pouca gente sabe o que é a República, o que foi e como este regime foi implantado. Ainda bem, devem dizer eles. Quantos menos souberem melhor. Menos questionam, mais agressivos ficam, mais imbecis se tornam. Mais obedientes são. O sucesso da "instrução" e o desenvolvimento promovidos desde a I República estão à vista. Quando se pergunta a um "republicano"sobre as virtudes deste regime logo se ouve: Porque Sim. Porque somos todos iguais, porque o posso mandar de lá para fora ao fim de 5 anos. Porque é o regresso ao passado. Nada sobre a "Arquitectura funcional" do Estado que é a principal razão da nossa decadência e degradação!
São os argumentos da simplicidade simplória, sem formulação crítica, sem visão colectiva ou noção da estrutura histórica. São lampejos da propaganda. Senão, como seria possível ter visto numa reportagem uns cidadãos republicanos – emanados desse profundo espírito da "liberdade, igualdade e fraternidade" – berrarem em público: morte ao Rei?