quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dolorosas novas

Encontrei ontem doloroso testemunho da tragédia portuguesa de 1908. Datada de 15 de Fevereiro - uma semana após o regicídio - assinada por D. Manuel II, a carta anunciava ao Rei Chulalongkorn do Sião o passamento do Rei D. Carlos I e do Príncipe Real D. Luís Filipe. Mais que uma breve e protocolar nota informativa, presente-se a dor do novo e jovem monarca ao dar a triste notícia a um chefe de Estado que vivia no outro lado do mundo, mas que tivera a oportunidade de conhecer pessoalmente em 1897, quando Chulangkorn por Lisboa passou em digressão oficial. Os arquivos tailandeses estão, como verifico, carregados de testemunhos portugueses, aqui encontrado valiosos documentos que em Lisboa, na voragem de insensibilidade, criminosa incúria e facciosismo se perderam para sempre. Que vergonha ter de vir à Tailândia para encontrar documentação portuguesa, escrita em português e emitida pelo Estado Português.


(...) "As mortes do meu muito amado e prezado pai e do meu muito querido irmão, vítimas de abominável asassinato trouxeram-me, bem assim à totalidade da Nação Portuguesa, a mais profunda aflição. (...) O interesse que VM sempre mostrou por toda a minha família é consoladora esperança de que Vossa Majestade tomará uma viva parte na acerba mágoa que me causaram tão cruéis golpes. Chamado n'estas tristes circunstâncias, pela ordem da sucessão e na continuidade das leis do Reino de Portugal, ao trono de meus antepassados, rogo a Vossa Majestade haja dispensar-me os mesmos sentimentos de afecto que dedicava ao Augusto Monarca falecido e de ficar certo do vivo desejo que tenho de estreitar cada vez mais as relações de boa inteligência que felizmente subsistem entre os nossos países (...)".

Dois anos depois, a república era imposta a tiros de canhão e as relações luso-siamesas eclipsaram-se, passando a representação consular para mãos de italianos pelas décadas de 20 e 30, até à chegada de um português nas vésperas da Segunda Guerra Mundial. Portugal perdeu, então, a última oportunidade de manter no Sião o estatuto de potência aliada, a mais antiga e respeitada, que os siameses sempre lhe haviam tributado. O estado de coisas era tão confrangedor que um dia, por volta de 1911, a polícia siamesa entrou pelo nosso consulado adentro para questionar os residentes a razão "daquela bandeira que ali puseram no jardim". Referiam-se, claro, à verde-rubra que ninguém conhecia e que Lisboa não tivera sequer a sensatez de anunciar aos países com os quais mantinha relações diplomáticas. Coisas do amadorismo de uma república que se vai celebrar !

Pudores? A "república" sempre foi decotada

Outros argumentos aqui.

Iça

Num ano que se avizinha catastrófico para a economia os defensores das comemorações da república multiplicam-se como micróbios em milhares de gastos. De Paredes uma novidade. Paredes não quer ficar "fora" das comemorações! O edil planeia gastar 1.000.000,00 € (um milhão de euros) para construir o maior mastro de Portugal, com 100 metros, quiçá um dos maiores do mundo, "quase tão alta como o monumento do Cristo-Rei, em Lisboa, e com mais 25 metros do que a Torre dos Clérigos, no Porto. O mastro com cem metros será maior que o Big Ben, em Londres, e a bandeira terá 25 por 16 metros.". Iça! Quando o regime está em baixo querem levantar a imoral...

Cronologia da república - 16 de Dezembro

1911
  • É fechado o jornal “Vitalidade” de Aveiro
1918
  • Botelho Moniz pede a restauração da pena de morte
1922
  • É fechado o jornal “República” de Setúbal
1923
  • É fechado o jornal “A Justiça” de Viseu

Fontes: aqui

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

É... a culpa deve ser "do Constantino"!



A situação catastrófica que ameaça arruinar o resto da já escassa respeitabilidade do regime grego de 1974, poderá ter consequências até há pouco inimagináveis.

Compreende-se a rápida reacção das autoridades portuguesas que sentem como sua, a situação que hoje se vive na Grécia. De facto, alguns analistas internacionais apontam Portugal como o próximo peão do grupo PIGS (Portugal, Ireland, Greece, Spain) a resvalar para uma situação que ameaça a bancarrota. Os sinais de alarme já foram sentidos nas Instituições do poder que de facto, acabaram por viabilizar a proposta governamental rectificativa do Orçamento Geral do Estado. Se a isto juntarmos a pressa do governo na preparação de factos políticos propiciadores da realização de eleições gerais no mais breve espaço de tempo possível, o quadro parece tornar-se mais nítido. Não seria uma surpresa a contemporização de todas as forças do actual regime, no sentido da obtenção de uma plataforma mínima de colaboração, para isso contando com Cavaco Silva, parte integrante e vital do sistema. PS, PSD, CDS e o próprio PC, são os naturais interessados na manutenção do status quo sistémico, pouco interessando o volátil protagonismo mediático de uma extrema esquerda bastante instável.

Há 35 anos, um referendo apressadamente organizado pela dupla Karamanlis/Papandreu - que conformaria o novo regime -, conduziu ao reconhecimento da república que um ano antes tinha sido proclamada peladitadura dos coronéis. Constantino II foi impedido de regressar ao país após a queda da Junta - nem sequer pôde intervir publicamente na campanha para o plebiscito -, apesar de ao longo dos anos ter poderosamente contribuído para o regresso ao sistema constitucional. Jamais aceitou o seu regresso a Atenas, enquanto a Constituição não fosse reposta.

Conhecemos o percurso declinante da Grécia desde a entrada na então CEE. Tendo beneficiado de um longo período de desenvolvimento económico e social, o país parecia ressarcir-se positivamente do fim da guerra civil que derrotara os comunistas. A partir de 1950 e durante duas décadas,os gregos conseguiram surpreendentes taxas anuais de crescimento (7%), só sendo ultrapassados pelos japoneses. A estabilidade que a Monarquia conferia às instituições, acalmou as paixões políticas, colocou o país a trabalhar, tranquilizou os investidores e atraiu capitais.

Ao longo dos últimos vinte anos, o país resvalou para a conhecida contradança rotativa imposta pela Nova Democracia do clã Karamanlis e pelo PASOK dos Papandreou. Uma autêntica máfia bem instalada, com escândalos de toda a ordem, chefia do Estado nula, públicas e descaradas indecências por parte dos donos do poder, corrupção generalizada, incúria dos negócios públicos, plutocracia larvar, eis o resultado do eclipsar da separação de poderes no sistema constitucional pós-1974. Frenesim despesista, caciquismo demencial, desperdício consumista, especulação financeira ruinosa, confirmam o panorama que Portugal também conhece. Tal como existe, o regime parece ter os das contados e desta vez, não poderá atribuir "as culpas" ao Basileus Constantino II.

Diz agora o 1º-ministro Georgios Papandreu que ..."estamos determinados para fazer o que seja necessário para contrariar o gigantesco défice, para restaurar a estabilidade nas finanças públicas e promover o desenvolvimento. É a única forma de garantir que a Grécia não perderá os seus direitos de soberania".

Se substituirmos os nomes dos protagonistas, compreende-se o nervosismo em Lisboa. É a peça de dominó que se segue.


Cayatte, o papa-contratos

Dois contratos em ajuste directo por 180 mil euros fizeram disparar as críticas contra o presidente do Centro Nacional de Design, Henrique Cayatte. A Comissão dos 100 anos da República defende-se, dizendo que pagou abaixo do preço de mercado.
Dois contratos feitos em ajuste directo, sem concurso, valeram ao atelier do designer Henrique Cayatte 189 mil euros. A tarefa, segundo consta no resumo que aparece na base de dados do Estado é simples: criar um site para a Comissão que está encarregue de celebrar os cem anos da República e, ainda, aplicar a imagem das comemorações em envelopes, papel de carta, cartões de visita, aquilo a que se chama, normalmente, o material “estacionário”. Continuar a ler

Cronologia da república - 15 de Dezembro

1913
  • Afonso Costa, ministro das finanças é eleito reitor da FDL. Nomeação essa vista como uma submissão ao regime Republicano, pela comunidade académica
  • O conselho superior de instrução demite-se

1914
  • Tumultos em Tarouca

1917
  • Prisão de Bernardino Machado

1918
  • A morte de Sidónio Pais leva ao que Damião Peres vai qualificar como A Nova República Velha, marcada pela ditadura do PRP.

Fontes: aqui

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Diz Tony Abbott, lider da oposição e do Partido Liberal australiano


"'I support the monarchy, always have, always will, not because I'm a royal groupie,' he said. 'It's a terrific system of government and I challenge anyone to come up with a better one.'

"In his office yesterday, Mr Abbott had a portrait of Her Majesty."
I may dispute other concepts of Tony Abbott and certainly do not like the idea of going nuclear in Australia, but I must admit that what he said on the Monarchy fills me with joy. The headline of this posting could be my motto: "I support the Monarchy, always have, always will ... It's a terrific system of government."


domingo, 13 de dezembro de 2009

Cronologia da república - 13 de Dezembro

1915
  • G.N.R é atacada em Pevidem
1916
  • Tentativa revolucionária de Machado Santos
  • As garantias individuais são suspensas
  • É declarado o estado de sitio
  • São efectuadas várias prisões
1923
  • É fechado o jornal “Democracia Nova” de Setúbal

1924
  • É fechado o jornal “O Povo” dos Açores

Fontes: aqui

sábado, 12 de dezembro de 2009

A comissão de festas disponibilizou até agora 724 114,5 euros, para contratos feitos sem recurso a concurso

Os gastos com a comunicação das Comemorações do Centenário da República, a decorrer em 2010, já somam 344,4 mil euros. No total, a Comissão responsável pelo evento disponibilizou até agora 724 114,5 euros, para contratos feitos com empresas por ajuste directo, isto é, sem recurso a concurso.

Para Paulo Teixeira Pinto, presidente da Causa Real e ex-presidente do BCP, "a política é fazer escolhas e fazer escolhas é ter prioridades". "Não se deve fazer ajustes directos e, neste momento, é completamente desproporcional à realidade e inoportuno", critica, em declarações CM.

Para preparar o evento, que terá acções pontuais entre 31 de Janeiro e 5 de Outubro de 2010, esta Comissão, presidida pelo responsável do BPI, Artur Santos Silva, já investiu 724 114,5 euros. Num ano em que Portugal atravessa uma das maiores crises financeiras, as comemorações, têm um orçamento de dez milhões de euros proveniente do Orçamento do Estado.

Para dar conhecimento do evento, a Comissão contratou a construção do site centenariorepublica.pt. O design foi atribuído a Henrique Cayatte, Lda e custou 99 500 euros. Ao conceituado designer foram ainda pagos, a título pessoal, outros 90 mil euros pela prestação de serviços e aquisição de material de suporte à comunicação dos eixos programáticos.

A Comissão de Honra das Comemorações, presidida por Cavaco Silva, conta com 13 elementos, entre eles Jaime Gama, presidente da AR, José Sócrates, primeiro-ministro, e Noronha do Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Além disso, há uma Comissão Consultiva de 17 pessoas, presidida pelo ministro Pedro Silva Pereira, e da qual fazem parte, por exemplo, Júlio Isidro e Margarida Pinto Correia.

Correio da Manhã 11 Dezembro 2009 - 00h30

Cronologia da república - 12 de Dezembro

1915
  • É fechado o jornal “A Justiça” de Setúbal

Fontes: aqui

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Pois fiquem sabendo (os que ainda não sabem ou que fingem não querer saber!)

"Pois fiquem sabendo. Como uma das accusações mais graves feitas ao partido republicano é a sua incapacidade, a da sua esterilidade, a do seu desprezo por todas as questões de verdadeiro interesse publico, não ha congresso nenhum em que para intrujar o povo, para lançar poeira aos olhos do paiz, não apareça uma proposta sobre a nomeação de commissões para estudarem o problema colonial, o problema militar, o problema industrial, o problema agricola, tudo quanto ha. No congresso seguinte seria natural, seria, apparecessem os trabalhos d'essas comissões. Apparece mas é outra proposta identica. E assim seguidamente. Pois não é uma famosa intrujice? Pois não é repugnante especulação? Pois não é uma affronta ao paiz, feita por uma quadrilha que se julga auctorizada a mangar de tudo e de todos, a tudo fazer, a tudo ousar, como se, repetimos, fosse n'esta terra um exercito invasor, um exercito conquistador?"

Homem Christo, Banditismo Político. Madrid, 1913

Uma boa surpresa. Um murro no estômago do Afonso Costa e na Ass. República e Laicidade. Um sapo (de muitos quilos) na garganta dos aventais do regime

Ouvi numa estação de rádio que o júri do Prémio Pessoa era composto por agnósticos, na sua maioria! Não sei a que queria "aludir" o jornalista mas a custo disse que o prémio foi este ano atribuído a D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, – pela "primeira vez" a um membro da Igreja. No fim da "peça" enumerou o júri: Francisco Pinto Balsemão, António Barreto, Clara Ferreira Alves, Mário Soares, Miguel Veiga, Rui Vieira Nery entre outros. Não sei se a listagem foi cantada porque umas das razões da atribuição da distinção foi o facto de D. Clemente ser uma "referência ética" ou se foi para aludir à "ética" do júri.

A nova república velha

Nos últimos dias começou a despontar um discurso alarmado para além do de Medina Carreira: na sequência da situação de pré falência verificada na Grécia, das medidas drásticas tomadas na Irlanda, a comunicação social doméstica dá progressivamente mais destaque à incontornável realidade económica portuguesa: um deficit que caminha para os 10%, um Estado sem margem de manobra “pelo lado da receita” e os custos com a dívida que remontam já a dois milhões de euros a cada hora que passa.

Ontem no programa Roda Livre na TVI 24 Rui Ramos antecipou timidamente uma questão primordial para a discussão política que se impõe: não se vislumbra uma solução governativa dentro do actual sistema partidário, nem com os actuais protagonistas, cujo discurso encontra-se demasiado distante da realidade, das medidas disruptivas que se adivinham inevitáveis. Se é de todo improvável um “perdão da dívida” a uma democracia europeia, suspeito que a resolução do imbróglio português só poderá sair duma solução de “salvação nacional” amplamente consensual e de forte liderança. Enfim, é sobre os paradigmas da nossa sobrevivência como país que urge centrar a discussão política nacional: a terceira republica está moribunda e é urgente redescobrir a verdadeira alma portuguesa para fundar um novo ciclo.

Cronologia da república - 11 de Dezembro

1911
  • Greve no Funchal
  • O julgamento de um monárquico no Tribunal das Trinas é marcado com protestos

Fontes: aqui

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

«Os reis nunca morrem»

«Se algum dia mandarem embora os reis vão ter de voltar a chamá-los»

Alexandre Herculano

Já foi dito que nenhuma menina sonha ser filha do presidente de uma república, e que todas as crianças brincam e imaginam príncipes e princesas. Por muito que se destronem ou assassinem reis, é difícil matar o arquétipo. Quando há pouco tempo o Palácio de Belém, em Lisboa, foi aberto ao público, uma cidadã entrevistada para a RTP exclamou o mais sinceramente possível que se ali vivesse, se sentiria uma rainha. Quem se lembraria de dizer primeira-dama?
O arquétipo rei/rainha não morre às mãos dos regicidas, nem da necessidade dos republicanos de criarem «monarquias transitórias», onde eles próprios possam ser, durante algum tempo, reis e rainhas a fingir.
A humanidade pauta-se por períodos de depauperamento simbólico, para utilizar uma expressão de Jung. Talvez o regime republicano seja um desses «momentos»; regime, aliás, que tudo faz para eliminar os símbolos régios que sabe serem muito mais poderosos que a legislação. Em Portugal, a mudança de bandeira, do centenário e velho azul para a arrepiante combinação verde/rubra foi o seu mais profundo golpe na memória dos portugueses.
Mas dificilmente conseguirá arredar do inconsciente colectivo as imagens do rei/pai e da rainha/mãe.
Basta percorrer o nosso adagiário:

Casa de Rei nunca anda a pedir;
El-Rei tem costas;
Mulher que assobia e galinha que de galo canta, manda el-Rei que lhe corte a garganta;
Na terra dos cegos, quem tem um olho é rei;
O rei manda marchar, não manda chover;
Onde não há, rei perde;
Palavra de Rei não volta atrás;
Rei morto, rei posto;
Sem rei nem roque;
Amor e reino não querem parceiro;
Minha casa, minha casinha, eu para rei e tua para rainha;
Bom rei, se quereis que vos sirva, dai-me de comer;
Rogos de rei, mandados são;
Conselho de amigo, vale um reino;
Antes bom rei, que boa lei;
Um rei é uma coisa que obedece;
Os reis nunca morrem;
A teu rei nunca ofendas, nem lances em suas rendas;
Fraco rei faz fraca gente;
Qual o rei, qual a grei;
Ter rei é ter renda;
Um rei injusto é a calamidade de um povo;
Onde está o rei, está a corte;
Do rei, ou muito perto ou muito longe;
Nunca falta rei que nos governe, nem Papa que nos excomungue;
Rei por natureza, Papa por ventura, rei das abelhas não tem aguilhão;
Vão as leis onde querem os reis;
Não peques na lei, não temerás rei;
Palavra de rei é escritura;
Soldado doente não serve el-rei;
O rei deve ser teriaga contra a mentira;
Os reis, quanto mais perdoam, mais reis são;
Rei se nomeie, quem não teme;
Ninguém é rei na sua terra;
O rei faz fidalgos mas não dá fidalguia;
Trunfo e rei, é compra de lei;
Os maus são os camaleões do rei;
Vontade de rei não conhece lei;
Rei desarmado não tem seguro o seu Estado;
Em almas, não há rei que mande;
A cabo de cem anos, os reis são vilões; e a cabo de cento e dez, os vilões são reis;
A História é o livro dos reis;

Cronologia da república - 10 de Dezembro

1916
  • É fechado o jornal “O Rebate” de Tomar
1923
  • Revoltas militares
  • Golpe contra a República

1925
  • Proposta de um golpe palaciano para a eleição de um presidente por sufrágio directo, através de um plebiscito. Lança-se o nome de Gago Coutinho

Fontes: aqui

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Na República

Não estamos a ouvir um diálogo no café, estamos na assembleia a ouvir um deputado a dizer que é representante da província (!) e que a sua oponente pensa que é de uma classe superior e que mora na linha de cascais...isto fora as "palhaçadas"... A República no seu melhor. Um regime de palhaços ou um povo que não sabe rir?

Eu também


Um dia, talvez, a justiça se erguerá triunfante sobre um povo caído na escravidão. Sebastianista, pois claro, ainda acredito que na 25ª hora um sobressalto de liberdade moverá os corações e inteligências adormecidos e restituirá aos portugueses a cidadania confiscada, abusada e ridicularizada por todos os pequenos e grandes lóbis que nos reduziram a caricaturas.

Cronologia da república - 9 de Dezembro

1912
  • Distúrbios em Alijó
  • Confrontos em Lisboa

1917
  • É fechado o jornal “A gazeta de Braga”

1922
  • É fechado o jornal “Foz de Lima” de Viana do Castelo

Fontes: aqui

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cronologia da república - 8 de Dezembro

1917
  • Assalto ao jornal “O mundo” de Lisboa
  • Detenção de Afonso Costa no Porto
  • É fechado o jornal “República” de Setúbal
  • Adiamento do julgamento de Machado Santos

1920
  • O jornal açoriano “ABC” é fechado

1923
  • É fechado o jornal “O popular” de Braga
  • Carlos Rates defende uma ditadura de esquerda, contra à anunciada ditadura de direita

Fontes: aqui

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Cronologia da república - 7 de Dezembro

1910
  • Demissões de oficiais do exército que não tinham aderido a República
1914
  • Manifestações junto ao Palácio de Belém
1917
  • Cai a chamada “República – Velha”
1919
  • É fechado a publicação “O Jornal”

Fontes: aqui

domingo, 6 de dezembro de 2009

A República fez-se na rua.

Cronologia da república - 6 de Dezembro

1913
  • Protestos de industriais do Porto e de Lisboa
1914
  • É fechado o jornal “O Abrantes”
  • 1918
  • Tentativa de assassinato de Sidónio Pais, por um macon
1924
  • O governo é autorizado por lei, a fornecer gratuitamente o bronze necessário para a construção da estátua do marquês de Pombal

Fontes: aqui

sábado, 5 de dezembro de 2009

O bom exemplo para Portugal evitar o abismo


5 de Dezembro de 2009. No seu aniversário, o rei Phumipon Adunyadet mostra-se ao seu povo e discursa. Um exemplo para Portugal.

SOM PRACHARAN! *

"Inimaginável. Cerca de cinco milhões de tailandeses - estimativas do Khalahom, Ministério do Interior - concentraram-se hoje em todas as capitais de província e de distrito para prestar voto solene de fidelidade ao Rei. Depois do acto que ontem cobri para os meus leitores, decidi não participar na maior concentração desta jornada, que teve lugar em Sanam Luang (Terreiro do Paço) e fui a Sillom, uma das mais concorridas artérias comerciais de Banguecoque. O povo saiu em peso à rua. Eram milhares, dezenas de milhares em todos os cantos da enorme capital. No meu prédio, engalanado no exterior, elevou-se um trono votivo e os 200 moradores, com uma vela na mão, acompanharam as cerimónias transmitidas pela tv e cantaram o hino real. Depois, todo o país foi convidado a repetir o juramento de lealdade ao seu soberano: "lutar pela paz, pela prosperidade e pela união nacional até ao último suspiro", "defender o Rei, o povo e o Estado contra todas as forças apostadas em fomentar a sizânia e a mentira", "não deixar cair a bandeira e preservar a grandeza da nação, a felicidade do povo e a liberdade".

* Viva o Rei!

Cronologia da república - 5 de Dezembro

  • 1913
  • É fechado o jornal “A Democracia” de Coimbra
  • 1917
  • Revolta liderada por Sidónio Pais, para travar o envio de tropas
  • Tumultos e assaltos no Porto, Ermesinde, Rio Tinto e Gondomar

Fontes: aqui

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

OBRIGATÓRIO


O Jornal I vem brindando os seus leitores com uma colecção de 10 volumes, o essencial da obra de Fernando Pessoa. O volume de hoje é uma peça rara e pouco conhecida: trata-se de "Sobre a República" reúne uma breve antologia de textos do autor sobre a Primeira República e algumas das suas principais personalidades politicas. A não perder.

Quando a "ética republicana" aprova o terrorismo, ontem e hoje

"(...) a um ilustre hespanhol, meu amigo, um dos primeiros a interrogar-me sobre a formidável tragedia, respondi o seguinte: Não mataram o rei: suicidou-se. O rei era um monstro maléfico, perturbador consciente de quatro milhões de creaturas. Se eu podesse mata-lo em segredo, de longe da minha cama, com o pensamento, não o mataria. Pela verdade, tenho a coragem de acussar. Talvez chegasse não sei bem, até á coragem de morrer. O partido republicano não organisou nem aconselhou o attentado. O attentado foi obra unica de dois homens. E comtudo, as balas da morte partiram da nação. Foi um atentado nacional. Um raio esplendido, exterminador e salvador. (...) Heroes. Mataram um grande criminoso e o seu filho innocente. E' horrivel. Mas para elles, na sua concepção de historia, materialista e fanatica, o filho do rei era a vergontea da arvore, e a arvore da má sombra queriam corta-la pelo tronco. (...) pode dizer-se que são elles (os assassinos do rei) os dois regentes do reino."

Guerra Junqueiro; carta ao partido republicano a 13 de Fevereiro de 1908

Cronologia da república - 4 de Dezembro

  • 1925
  • A maçonaria Portuguesa funde-se numa só, com a sede no Grémio Lusitano

Fontes: aqui

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pergunta para a comissão oficial do Centenário da República:

Gostariamos de saber o que vão editar sobre a relação da República e o nosso Índice de Desenvolvimento Humano?
Em que posição nos encontramos? O quanto evoluimos depois da República? Podemos estar felizes por sermos tão, tão modernos e estarmos à frente de todos os países retrógados, estúpidos e imbecis que ainda são Monarquias?

Agradecemos resposta para este blogge,
Muito obrigado

A liberdade na monarquia. A moral dos republicanos. Como poderemos julgar estes "ideais" hoje? Comemorando-os?

Mataram? É certo. Ferozes? Sem duvida. Mas crueis por amor, ferozes por bondade. Os que matam por amor, sacrificando o proprio corpo, são duros, mas são bons.

Guerra Junqueiro*

* Este poeta e publicitário republicano tem direito a homenagens na república por ter "criado um ambiente revolucionário"! Que lindo. Já estão a perceber onde a escumalha republicana foi beber o argumento do "amor" e "bondade" e mais um aval para o terrorismo. Agora percebo porque o sr Mário Soares amnistiou as FP25...

A liberdade de imprensa na monarquia. A libertinagem dos republicanos. O que é a liberdade dos media hoje?

"(...) Admittindo que se faça a revolução – porque é preciso que a revolução se faça – e porque nos achamos apetrechados para ella pela raiva e pela dor; á certa que aquelle figurão não pode ficar eternamente no paço de belém, ruminando nostalgicamente. (...) Pobre rei, coitado, como teremos dó d'elle! Depois de soffrer os incontrões inenarraveis da sorte que lhe hão de desconjunctar o throno, fará, na melancholia da sua jaula, o encanto de gastos conselheiros e de meigas raparigas anemicas...
E então os jornaes, depois de annunciarem que no jardim zoologico ha musica ás quintas e domingos, dirão, subindo ao mais alto furo do reclame, que acaba para lá entrar o ultimo animal de Bragança!

António José de Almeida. Jornal O Ultimatum, 23 de Março de 1890

Cronologia da república - 3 de Dezembro

  • 1918
  • Machado Santos ataca o governo devido aos inúmeros presos políticos existentes

Fontes: aqui

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Censura e perseguição à imprensa operária na 1ª república



O jornal “A Batalha”, Porta-voz da Organização Operária Portuguesa, foi fundado em 1919. A sua vida ficou assinalada por conflitos constantes com o poder.
Em meados de Março de 1920 as instalações de “A Batalha” foram fechadas por ordem do governo, mas o jornal continuou a publicar-se. Em 21.3.1920 anunciava: “As oficinas de A Batalha foram ontem reabertas”, acrescentando ironicamente: “Foram encarregados desta missão dois chefes de polícia, um deles o da esquadra das Mercês, que se houveram com toda a delicadeza”. Continuar a ler

2 de Dezembro. Ver com olhos de ver

2 de Dezembro. Combater


Não, escrupulos não. Quaes escrupulos! Não se trata de combater uma republica, mas uma infame oligarchia. Que me importa a mim a etiqueta! Não iria pegar em armas contra os republicanos mas contra bandidos. Que me importa a mim que elles se digam republicanos! E' uma quadrilha que assaltou o meu paiz, que me expulsou de minha casa e que me privou da minha liberdade. Motivo mais do que sufficiente para que eu me associe a todo o mundo contra elles.


Homem Christo, Banditismo Politico. Madrid, 1913

Momento lúdico >> reparem nas palavras escritas no cartaz e "viagem" pela história até 2010....

Ajoelhem-se


Hoje no próprio dia da Restauração da Independência, a classe polítca portuguesa tem o desplante de entregar a nossa liberdade a uma organização desconhecida para todos os portugueses, políticos incluídos.

Para os Portugueses a União Europeia é apenas uma cornucópia de onde brota o dinheiro, mesmo que esse dinheiro apenas beneficie uns quantos em prejuízo de dez milhões. Por este motivo a maioria encolhe os ombros, iludida pelo discurso oficial de que o tratado é necessário para garantir os milhões.

Mas os milhões acabam daqui a 4 anos, quando os Portugueses se tiverem que ajoelhar a uma decisão tomada por pessoas que não elegeram, sem terem qualquer compensação, aí o povo Português terá, pela primeira vez, de realizar um acto intrinsecamente europeu, pois como Theobald_von_Bethmann-Hollweg bem ensinou, os tratados são meras folhas de papel e voltará a comemorar o 1º de Dezembro, uma festa que foi vítima de uma conspiração da classe política que enriquece a olhos vistos e vê no tratado que suja o nome de Lisboa, apenas um meio de continuar a enriquecer.

Cronologia da república - 2 de Dezembro

  • 1913
  • Machado Santos é agredido quando dirigia-se para o congresso
  • É fechado o jornal açoriano “O Arauto”
  • 1921
  • É fechado o jornal “A verdade” das Caldas da Rainha

Fontes: aqui

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A urgência duma nova restauração

Estranho me parece que numa conjuntura como a actual, uma inusitada crise económica, de valores, e das instituições nacionais, as celebrações do 1º de Dezembro tenham passado de forma tão discreta pela comunicação social em geral e pelos jornais em particular.

Digo isto porque esta efeméride encerra quanto a mim uma mensagem de grande pedagogia e actualidade: o usurpador foi corrido e o assessor “defenestrado”.

Nestes dias em que a burocrática Europa se vê reforçada, por mais que se considere supérfluo e ultrapassado o conceito da identidade nacional, comunitária ou familiar, afinal perigosos contra-poderes, não me parece muito avisado que se abuse demasiado da famigerada bonomia indígena.

Cronologia da república - 1 de Dezembro

  • 1910
  • Greve dos funcionários do gás e electricidade do Porto
  • 1912
  • É fechado o jornal açoriano “A Luta”
  • 1918
  • É fechado o jornal “O Norte” de Braga

Fontes: aqui