
domingo, 2 de maio de 2010
Carta de um republicano desesperado a um monárquico bem-intencionado

Cronologia da república - 2 de Maio
- 1912
Desacatos numa fábrica no Porto - 1917
É fechado o jornal “A Lanterna” do Porto - 1919
Greve dos funcionários da companhia de águas de Lisboa
Greve dos funcionários da Carris
Fontes: aqui
Fontes: aqui
sábado, 1 de maio de 2010
Comemorações da república

Estranhas comemorações
Entre o Lirismo e a Ferocidade
Cronologia da república - 1 de Maio
- 1912
Um grupo de intelectuais radicados em Paris procura erguer uma estátua a Camões - 1914
Manifestações em Lisboa
Duelo à espada entre Leote do Rego e Álvaro Nunes Ribeiro - 1919
Protestos em Lisboa contra o embarque de presos políticos para a Madeira - 1920
Manifestações sindicalistas contra a ditadura - 1924
Greve dos corticeiros - 1925
Por lei, é concedido um empréstimo ao governo para a manutenção de edifícios públicos - 1926
Nacionalização das fábricas de tabacos de Lisboa e Porto
A população invade o parlamento
Fontes: aqui
sexta-feira, 30 de abril de 2010
O " Borges das Bombas"
Cronologia da república - 31 de Abril
Cronologia da república - 30 de Abril
- 1912
Prisão de dois funcionários públicos
Encerramento de uma fábrica em Lisboa
- 1913
Prisão de vários soldados
Prevenção na marinha e em vários quartéis
- 1914
Tentativa de assalto a um quartel em Amarante
- 1915
É fechado o jornal “A Tarde” do Porto
Dissolução de várias câmaras municipais
- 1916
Greve dos ferroviários
- 1918
É fechado o jornal açoriano “A república”
- 1924
Greve dos motoristas
É decretado o estado de sítio em Lisboa, com a suspensão da constituição
Fontes: aqui
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Conferência
O travestismo dos republicanos e da República Portuguesa

Pintura de Rodrigo Costa, Paula Cabral | Galeria de Arte
Teste: O que é o presidente da República?

João Paulo Freire - um jornalista atento

Cronologia da república - 29 de Abril
- 1913
Tiroteio em Lisboa
- 1915
Afonso Costa depõe no processo por abuso de poder contra Manuel de Arriaga e Pimenta de Castro
- 1919
Greve dos funcionários da câmara municipal de Lisboa
- 1921
É fechado o jornal “A Imprensa de Lisboa”
Fontes: aqui
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Tal bandeira, tal carapuça

Necrologia

A república em falência

Se a situação não fosse trágica até dava para rir: como era previsível há muito tempo a república prepara a festa do seu Centenário em falência e a pregar as suas abstractas virtudes. Rife-se a república salve-se a Nação.
"Aqui quem manda é o PRP!" (antes e depois do Natal de 1915)

Cronologia da república - 28 de Abril
- 1912
Tumultos em Timor-Leste
- 1913
Machado Santos ao responder a acusação de bandido de Brito Camacho, diz que os deputados devem os lugares aos revoltosos da federação radical republicana
- 1915
É fechado o jornal “O Rebate” de Castelo-Branco
- 1917
Salazar toma posse como assistente na faculdade de Direito de Coimbra
- 1918
É fechado o jornal “O Intrépido” da Covilhã
- 1919
Greve dos metalúrgicos
Greve dos funcionários da carris
- 1922
Prisão de 200 operários
- 1926
Protestos contra o governo
Fontes: aqui
terça-feira, 27 de abril de 2010
D. António Ferreira Gomes em «uma entrevista republicana»
Cronologia da república - 27 de Abril
- 1913
É fechado o jornal “O Dia” de Lisboa
É fechado o jornal “A Nação” de Lisboa
É fechado o jornal “O Intransigente” de Lisboa
É fechado o jornal “O Socialista” de Lisboa
É fechado o jornal “O Sindicalista” de Lisboa
O jornal o mundo culpa os monárquicos pelo golpe da federação radical republicana
É encerrada a casa sindical
- 1923
Atentados bombistas em Lisboa
Greve dos corticeiros
Greve dos trabalhadores das moagens
Greve dos trabalhadores dos têxteis
- 1924
Movimento revolucionário contra o governo
Fontes: aqui
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Aos primeiros raios-de-centenário

O falhado "25 de Abril" de Janeiro de 1912 ?

«O dia 13 de Março é, pois, uma data que marca o divórcio da República com o proletariado », in Terra Livre, n.°6, 20 de Março de 1913
O mês de Janeiro contráriamente ao mês de Abril tem, em Portugal, a especialidade de forjar insurreições derrotadas?
Não sabemos. Sabemos, sim, que foi a 31 de Janeiro de 1891 que, no Porto, os republicanos, apesar de contrariados pelo Directório vêm para a rua, para morrerem ao rubro como mártires de uma causa minoritária; a 18 de Janeiro de 1934, o operariado de diversas localidades, com destaque para a Marinha Grande, Silves, Setúbal e Almada, levanta-se em «armas» contra a manipulação das suas associações de classe e, mais uma vez, sai derrotado!
Janeiro parece funcionar como um mês fatídico para o operariado, e como um mês propício ao ensaio de firmeza do Poder, espécie de «pano da amostra», para as suscessivas «classes dirigentes». Assim aconteceu também em Janeiro de 1912.
A república do centro comercial
do Chiado abriram as portas

comemoração integrada nas comemorações do centenário da República
Coimbra recria a inauguração , à 100 anos , de um espaço comercial detido por um dos principais financiadores do movimento republicano.
Ontem como hoje a economia mistura-se com a politica e o resultado raras vezes é o bem comum.
Facto curioso é ser , a abertura de um centro comercial, ponto alto das comemorações do centenário da República. Prova de que as acções do partido republicano resumiam-se à capital, não tendo a única cidade com universidade um facto relevante para comemorar ou elemento digno de nota naquela que foi sempre considerada como uma "revolução esperada"
O Edifício Chiado foi inaugurado, a 24 de Abril de 1910, como filial dos Grandes Armazéns do Chiado lisboetas. "Expandiram-se por todo o país. Chegaram a ter mais de 20 sucursais. A de Coimbra foi das primeiras". É Berta Duarte, directora do Museu Municipal (cuja sede é ali), quem o afirma. Também ela saiu à rua de chapéu e vestido a rasar o chão.
"Achámos que devíamos fazer uma programação condigna, para celebrar o centenário do Edifício", explica Berta Duarte, numa pausa. O arranque remonta há, precisamente, um ano, quando foi publicado o primeiro volume do catálogo "Telo de Morais - Colecção", com parte do espólio fixo do Museu Municipal - Edifício Chiado.
talvez daqui a 100 anos comemorem a entrada de Portugal na UE com os festejos do aniversário da abertura do Colombo, demonstrando que no interior de Portugal o provincianismo ainda é regra

Ontem, como em 1910, damas e cavalheiros, republicanos
e monárquicos assistiram à inauguração do espaço comercial, assim afirma o "Diário de Coimbra" na edição de hoje.
«As nossas 18 agências espalhadas pelo país permitem fazer chegar às mais remotas localidades produtos do máximo requinte e qualidade, pelos mesmos preços e regalias de Lisboa ou do Porto, longe de qualquer charlatanismo comercial». Depois das boas-vindas ao novo espaço comercial de Coimbra, o proprietário dos Armazéns do Chiado, Abílio Nunes dos Santos, apresentava o novo gerente da sucursal de Coimbra, Joaquim Sal Júnior. Os dois representados por actores, vestidos à época e rodeados de personagens também retiradas do dia 25 de Abril de 1910.
«Servir bem o público, ganhando pouco», era, no entender o gerente, o lema adoptado pelos Armazéns do Chiado, que vendiam desde produtos de mercearia aos mais finos tecidos e adornos, vestidos chiques e fatos talhados à medida, perfumes, louças, vidros e móveis.
Damas e cavalheiros, o senhor presidente da Câmara, vereadores e, em especial, as senhoras vereadoras foram saudados, mas o ambiente de festa não ocultou a tensão vivida entre republicanos e monárquicos. Este é «um exemplo de arrojo e de grandeza de vista dos proprietários, pese embora os tempos difíceis e perturbados que vivemos», alertava Joaquim Sal Júnior, lembrando escândalos económicos envolvendo a corte ou a dissolução do Parlamento pedida dias antes por D. Manuel.
fonte:SomosPortugueses
A República de Abril

Cronologia da república - 26 de Abril
- 1912
Tumultos no liceu Rodrigues de Freitas no Porto
- 1913
Protesto pela falta de trigo
Manifestação da federação radical republicana
- 1914
É fechado o jornal “O Povo” de Lisboa
- 1915
Dissolução da câmara municipal de Évora
- 1920
É fechado o jornal “O Democrata” dos Açores
- 1925
É fechado o jornal “O Marão” de Vila Real
- 1926
Cunha Leal incita o exército a salvar a república
Fontes: aqui
domingo, 25 de abril de 2010
25 de Abril sempre...
Os corvos

Confrontos com a GNR
Cronologia da república - 25 de Abril
- 1911
Afonso Costa considera que as religiões estão condenadas ao desaparecimento
O grão mestre da maçonaria vaticina o fim dos seminários em Portugal
Tumultos em Carrazeda
Tumultos no Porto
Manifestações de desempregados em Lisboa
Em Freixianda, propagandistas eleitorais são apedrejados
- 1915
É fechado o jornal “Notícias do Norte” de Braga
- 1919
Greve de corticeiros
- 1920
Tumultos entre o exército e a população em Beja. São efectuadas 21 prisões
- 1923
Atentado à bomba em Lisboa
Em Aljustrel, os operários abandonam o trabalho, em protesto pela falta de abastecimento de trigo
- 1924
Greve dos padeiros
Fontes: aqui
sábado, 24 de abril de 2010
A 1ª República na Nazaré
Repressão
Cronologia da república - 24 de Abril
- 1912
É fechado o jornal “O Diário do Porto”
- 1915
Dissolução das câmaras municipais de Setúbal e Sobral de Monte Agraço
- 1920
Intensa fuga de capitais
- 1924
O presidente da associação de armadores é ferido a tiro em Lisboa
Fontes: aqui
sexta-feira, 23 de abril de 2010
NO PRESIDENT !
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Leia tudo AQUI, no Combustões. Texto e muitas fotos inéditas, tiradas por Miguel Castelo-Branco. Esta tarde, em Bangkok.
"Um indivíduo acercou-se e identificou-se como professor do ensino secundário. É simpatizante de Abhisit mas deixou-me boquiaberto com a terminologia. "Sabe, 90% dos tubarões e exploradores deste povo são amigos de Thaksin. No campo democrático e daqueles que amam o Rei, a maioria são pessoas como nós, que trabalham, se levantam cedo e deitam cedo, que fazem ginástica orçamental para sobreviver". Feliz por ver que da boca de um homem que ganha duzentos Euro por mês saltam crepitantes as palavras que esperava. Disse-lhe que na Europa era o mesmo: quanto mais ricos, ociosos e metidos nas curibecas, mais pró-isto e pró-aquilo, conquanto nunca lhes metam as mãos na carteira.
A maioria trazia um grande autocolante destinado a enviar um recado para o mundo, infelizmente mal informado pelos media ditos de referência, que fazem clara campanha a favor do plutocrata Thaksin servindo-se exageros e semi-verdades misturadas com totais mentiras. Não [queremos] presidente, resume a natureza do conflito. Thaksin quer a república oligárquica e plutocrática, o poder absoluto para governar a seu bel prazer. Os tailandeses sabem que tal república, que os defensores do multimilionário crismaram já de Estado Novo, seria o fim da democracia e o fim da separação de poderes. Depois, há a repulsa profunda pelo terrorismo, pelo vandalismo e pela protecção que Thaksin tem recebido dos regimes autoritários ex-comunistas da região. Agora, para os defensores do governo, Thaksin é, apenas um traidor."
Vasco Pulido Valente, o Dalai Lama e a verdade histórica
Cronologia da república - 23 de Abril
- 1912
Conflitos com operários em Vila Nova de Gaia resultam em prisões e feridos graves
Na greve operária do Porto há tiroteio e rebentamento de bombas
- 1915
Dissolução de várias câmaras municipais
Fontes: aqui
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O povo protege a Coroa
Hoje, em Bangkok. Siga todos os acontecimentos AQUI
"A hora tremenda do juízo final" (Raúl Brandão)
As histórias tremendas dos reis irancundos, cercados de concubinas e de um luxo roubado ao pouco que restava à subsistência do povo. Da tropa pronta a espezinhar quem ousasse reclamar o pão a que os filhos dos pobres tinham direito. E da Nobreza, que é como quem diz, da luxúria, da intriga e da depravação. Em tempos de centenário da nossa velha Ilda, tais são as intrujices que correm por aí, na blogosfera, nos jornais, em conferências de alguns insígnes "democratas".
Há pouco dei com este texto de Raul Brandão (in «Vale de Josafat», 1933), que não consta fosse esclavagista e expressa os desabafos do Autor com os seus próprios leitores. Ora vejam, senhores iluminado-republicanos e éticos:
«A vida modificou-se nos últimos vinte anos (...). Ninguém pensa hoje como ontem (...) Eu sou do tempo em que ser rico não era uma afronta para os pobres. (...) hoje só se é pobre com desespero. Na provincia que conheço, as palavras senhorio e fidalgo tinham quase a mesma significação. Muitos senhorios viviam com os caseiros e quase como eles. Estou a ver daqui as casas antigas que mal se distinguem das da lavoura - as mesmas pedras denegridas, as mesmas janelas sem vidros o mesmo lar enfumado, o mesmo celeiro escuro para guardar o pão.
Quando um ex-Presidente da República o diz, em ano de centenário:

Laços de família.

Uma das mais frequentes críticas à ideia de Monarquia é a questão da hereditariedade. «Se ele pode ser rei, porque é que eu também não posso sê-lo?», como se qualquer um de nós, anónimos cidadãos pudesse, efectivamente, alcançar o lugar de presidente da república. É esta ilusão de igualdade, de acesso democrático e igual, que conserva a ideologia republicana naquele pedestal de superioridade onde se acolhe uma parte dos políticos. Mas quando se trata de consolidar o poder abaixo dessa alta ideia republicana, a hereditariedade dá muito jeito. De resto, a República Portuguesa está cheia de exemplos de dinastias empresariais, políticas e profissionais. Desde os Santos Silva, e os Soares, republicanos, laicos e socialistas, até aos Azevedo ou Champalimaud, sem esquecer as pequenas clientelas familiares que preenchem as vagas das Câmaras Municipais, Secretarias de Estado, Empresas Públicas, etc, onde filhos e filhas sucedem a pais, sobrinhos a tios, etc, num nepotismo facílimo de aclarar pela leitura, ainda que fastidiosa, do Diário da República. É que a ética republicana - esse hipotético estado mental em construção - sabe que o voto é apenas uma das fases do processo de obtenção do poder. Segue-se-lhe o sangue e o dinheiro, dois factores que os políticos republicanos portugueses souberam manobrar muito bem desde o século XIX.

