
sábado, 17 de julho de 2010
De 5 para 6, de 6 para sempre

Cronologia da república - 17 de Julho
- 1911
Afonso Costa é demitido do lugar de professor na Universidade de Coimbra
- 1912
A existência de vários explosivos numa habitação, gera um incêndio em Lamego, que destrói várias casas
- 1913
A assembleia, autoriza a câmara municipal do Porto a contrair um empréstimo, para a construção do matadouro municipal
A assembleia, autoriza o governo a contrair um empréstimo, para conceber a exposição universal de São Francisco da Califórnia
- 1923
A exibição da peça “Mar Alto”, de António Ferro é proibida pela censura
É fechado o jornal “O Defensor” das Caldas da Rainha
- 1924
Em Lisboa, a PSP e a GNR travam um combate, resultando em 8 mortos e 14 feridos
- 1925
O governo proíbe a importação de todo o tipo de gado
Fontes: aqui
sexta-feira, 16 de julho de 2010
A qualidade de vida na morte nesta nossa República

Crónica instrumental

Pretender que a notícia duma tragédia ocorrida em 29 de Julho de 1910, o suicídio uma pobre mãe e três filhas na Boca do Inferno, reflicta o "ambiente sombrio" no qual o país se encontrava, (que era um facto apesar de tudo) é pura propaganda, caro Luís Naves. Eu suspeito que este tipo de “mensagem” até possa "passar” no jornal, mas parece-me que o leitor dos blogues tem mais critério e não a engole assim... De resto bem sabemos todos como a miséria e as suas consequências continuaram e acentuaram-se após o 5 de Outubro.
Ilustração: Stuart Carvalhais 1923
Cronologia da república - 16 de Julho
- 1911
Protestos em Lisboa contra o monopólio do peixe
- 1912
É fechado o jornal “O Dia”
O governo institui tribunais militares em Braga, Coimbra e Lisboa para julgar revoltosos
- 1918
Os sindicatos agrícolas protestam contra a falta de adubos
A Secretaria de Estado das Subsistências exerce uma maior fiscalização, para evitar a apropriação indevida ou especulação sobre bens alimentares
Fontes: aqui
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Coisas do Centenário

Não costumo entrar em polémicas quanto a posts alheios, mas neste ano de um centenário que envergonha aqueles que o comemoram por qualquer tipo de razão - onde o preconceito e o interesse material ocupam a primeira linha -, surgem recorrentemente prosas eivadas das habituais pechas atiradas á cara daquilo que pensam ser os "pobres monárquicos" deles.
Este post do João Gonçalves, consiste num perfeito exemplo daquela propaganda surda que já é velha e relha, engendrada nos costistas tugúrios fumarentos e de acres odores, decerto mercê dos eflúvios vinháticos que acompanhavam as assassinas conspiratas que arruinaram um prometedor século. Nunca tomarei o João Gonçalves como um jacobino, porque nunca o foi, nem poderá sê-lo. Num plano infinitamente inferior, aqueles que hoje insistem em orgulhosamente reivindicar o vergonhoso labéu, não fazem a mais remota ideia de tudo o que o termo encerra na sua dimensão política e pior ainda, humana. Não é disso que se trata. Embora com alguns amistosamente prive, o João tem por regra não gostar dos monárquicos, umas vezes "porque sim", outras vezes "porque não". Temos de aceitar a excêntrica teima sem revidar no mesmo tom, até porque esta insistência na nossa universal "estupidez e pobreza de espírito", advirá do secreto reconhecimento do contrário daquilo em que insiste. É uma homenagem que o João Gonçalves não quer reconhecer ou prestar. Ele sabe que todos bem o compreendemos.
Pela leitura do Portugal dos Pequeninos, adivinhamos o dilema do J.G. Dia após dia, vergasta os seus imaginativos colegas de república, de uma forma impiedosa e jamais vista em qualquer mísero e despiciendo blog thalassa. Se hoje o sr. Cavaco é um candidato a regenerador herói de uma pátria sem remissão, amanhã o presidencial silêncio ou longa complacência diante do 1º ministro, é severamente criticado como escabrosa, oportunista e adivinhada pusilanimidade. O J.G. bem tranquilo poderá ficar e no dito cavalheiro insistir em votar, porque não se tratará de qualquer deficiência de carácter do titular da inútil e risível instituição, mas tão só de simples calculismo cumpridor de prazos eleitorais. Chame-se o homem Cavaco, Soares, Alegre, o "concorrente a porteiro da ONU" Sampaio ou até, Thomaz, o recurso à reserva mental e ao dito que afinal se pretendeu não dizer, é a trivial constância que garante o sistema. Nada mais interessa e toda a vida pública depende deste vai e vem de casos em ricas casas, bastas vezes criados à volta de uma sopinha fria e evocadora da escusável memória do venerando vencedor de Verdun. Nisto são os republicanos excelsos peritos na vigarice e levam a palma do justo vencedor antecipado.
Na verdade, os nossos esquemáticos mariannistes andam gorgulhantes com a sua má sorte. Não lhes bastando ter um representante que não passa de um apagado, desinteressante, mal relacionado e bacoco fait-divers de subúrbio e ainda por cima sucessor de uma mão cheia de sonoros e caríssimos nadas - que embora protestando, o João também é forçado a pagar até que a fatal ampulheta decida o fim da sinecura -, a "velha situação monárquica do bigode retorcido" que tão bem lhes serviu, para sempre desapareceu. Consistiu este fogo de artifício, na converseta tonitroada pela sacra aliança daquilo que de mais desprezível teve a caceteira turbamulta do sistema do 5 de Outubro, com as miasmáticas águas paradas da 2ª república. Goebbels não faria melhor. Mas factos são factos e deles não podemos alhear-nos. Não só o sucessor da Coroa significa exactamente o oposto daquilo que o João insiste em fazer crer, como entre as hostes do azul e branco se contam aos centos os filiados teimosos, com leitura e uma preparação que fazem empalidecer o conhecido currículo verde-rubro, adquirido nestas negociatas regimentais em que a república de telejornal há muito se tornou. O insulto torna-se assim gratuito e tem o esperado efeito de boomerang, pois é com um certo gáudio que os monárquicos lêem e divulgam as obras dos historiadores que J.G. tanto gosta de evocar - como Fátima Bonifácio e Rui Ramos - que nos últimos anos têm prestado um grande serviço à verdade de uma História que deliberada e despudoradamente tem sido muito mal contada.
Bem vistas as coisas, o João deveria até manifestar a sua felicidade pela Situação, uma vez que diária e descoroçoadamente confirma as escassas alterações climáticas de permanente guerra civil partidista, sem a qual o nosso bairrismo político não pode sobreviver. Eternamentee à compita pelo mata e esfola, os republicanos "de esquerda" desprezam e desrespeitam o sr. Cavaco sempre que a oportunidade surge - bastará lermos o que dele se escreve e diz -, tal como os "republicanos de direita" se desunharam ao longo de vinte anos, em espalhar notícias de negociatas de marfins, constelações de diamantes caídos em florestas jâmbicas, fundações privadas erguidas com dinheiros públicos, geracionais nepotismos vários, negócios de extinta colónia dos mares do sul da China, ou suspeitos terrenos camarários e andares de luxo em qualquer Bagatella do centro lisboeta. Neste campo do boato, qualquer taxista alfacinha, faz o pleno de uma tradição que o felizmente defunto, mas mal enterrado PRP inaugurou em Portugal. A luta política "por Bem de Belém" não pode passar sem estas pequenas e tão humanas misérias, onde luxos nababos vão alternado com calculadas modestas marquises anodizadas e assim por diante, num eterno bailinho dos pergamóides de hoje, com os veludos do amanhã.
Conheço o João Gonçalves há perto de trinta anos e gabo-lhe a coerente e comprovadamente desinteressada fidelidade à causa do Partido. Sendo um impenitente não-filiado PSD friendly - como já se definiu -, compreende-se este constante permanecer no terreno, evocando simbólicos actos de cavaleiros de outras eras, em que o putativo vencedor permanecia em campo após a refrega, atestando uma vitória. Mas afinal, trata-se de uma vitória de quem, ou mais importante ainda, de quê? Poderá o João explicar? É que ainda poucos entenderam para onde nos pretende levar.
Não tardaremos em compreender. Com Cavaco já em afanoso guignol antes do bater da hora, a desértica e presidencial campanha aproxima-se, sentando-se os "pobres monárquicos" mudos e quedos na primeira fila, mas prestos e lestos para o desfrute do espectáculo que se adivinha.
Passando adiante dos política e republicanamente despojados comentadores do ciberespaço, numa frase se lobriga aquilo que a república foi, é e jamais poderá deixar de ser. Os agentes do barrete frígio, empanturram-se de um conceito de forma que apenas será tida como boa, se o "seu" presidente estiver disponível para a partilha de feudos, lataria aposta nas lapelas dos 10 de Junho, aplicação da mobilidade em direcção a uma pública gamela, comendadorias amigas, catrapiscanço secretário em ocioso gabinete de estudo, ou assessorias anexas. É esta a limusínica república que querem e que no fundo, bem merecem. Sobretudo, é a república que ouvidos de mercador faz aos lancinantes protestos de um cada vez mais evidente Portugal dos Pequeninos. Será assim tão difícil o João reconhecer que não tem lugar entre "isto"?
Então, mais não se rale e aproveite bem o verão, desobedecendo a qualquer patético pacóvio que de arreganhada tacha lhe recomende férias dentro de portas. Se puder, parta para mais civilizado destino, talvez uma não muito longínqua, irreverente e transbordante de auto-estima Monarquia.
Os sentimentos e o pensamento da raggazza

Cronologia da república - 15 de Julho
- 1914
Manifestações no Funchal
- 1915
É fechado o jornal “O Arauto” de Portimão
- 1916
Assalto a estabelecimentos comerciais em Caldelas
- 1917
É fechado o jornal “O Transmontano” de Bragança
- 1920
A assembleia autoriza as câmaras a lançar impostos sobre exportações dos respectivos concelhos
Assassinato de um dos juízes encarregado de um tribunal para julgamento de crimes sociais
- 1922
É fechado o jornal “A Província” de Coimbra
- 1924
A assembleia concede amnistia a marinheiros e soldados que participaram em revoltas
Fontes: aqui
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Cronologia da república - 14 de Julho
- 1917
Ao discursar na assembleia, Afonso Costa diz-se marxista e partidário da luta de classes
- 1918
O governo modifica vários artigos do código do processo civil
O governo assegura a manutenção da jurisprudência no supremo tribunal de justiça
O governo regula o funcionamento do conselho colonial
O governo obriga os detentores, negociantes, lavradores, produtores ou possuidores de azeite, a declarar os seus rendimentos ao regedor da paróquia
O governo regula o funcionamento dos celeiros municipais
O governo regulamenta a forma de comerciar-se os produtos alimentares
O governo contrai um empréstimo para a criação de escolas primárias pelo país
O governo regula a produção e o comércio de vinhos do Porto
O governo regula a exportação de madeiras
Em 1911, na FDL, havia a hipótese de bacharéis em Direito, passarem a catedráticos sem efectuarem o doutoramento
Sidónio Pais diz que o governo é republicano, agrade ou desagrade
- 1919
Greve geral da indústria de móveis
- 1924
Atentado bombista em Lisboa
Fontes: aqui
terça-feira, 13 de julho de 2010
Laureados pela FIFA na África do Sul

Limusinas, vaidades e corte de fitas

Uma hilariante dissertação de Cavaco Silva, na melhor tradição corta-fitas de outros tempos. Desde "atirar para um lado a bola e outros a atirar para outro", até a futebolisticamente comparar o seu papel como coordenador de selecção - que nas suas sábias palavras somos nós, os dez milhões -, Cavaco julga-se como olímpica figura que ao lado de serviçal sempre de taça de água perfumada nas mãos, nela mergulha as mãos, limpando-as de qualquer responsabilidade adquirida num passado distante ou ainda muito próximo. Cercado de amizades perigosas e comprometedoras, perora longamente diante de assembleias compostas por gente que na sua maioria, são as famosas gárgulas económicas e financeiras que tiveram a sua parte de leão na partilha dos despojos, que aqui chegaram no tempo das "vacas gordas" referidas pelo barrosão presidente da Comissão Europeia.
Pois não é assim. Cavaco está, como desde sempre esteve, em plena campanha eleitoral, servindo-se capciosamente das suas hipotéticas funções e dos recursos do Estado que diz querer defender. Podia começar por defendê-lo de si e dos seus próximos. É nítido este pendor eleiçoeiro e o chorrilho de banalidades proferidas em cada aparição presidencial, vem acirrar a convicção da imensa maioria de que tal acontece, devido precisamente ao sistema que o próprio ajudou a erguer e conservar. De flamante limusina vai chegando e aconselhando à morigeração de costumes e manias, enquanto os comprometedores silêncios, as amizades perigosas, o não querer dizer ou saber dizer, apontam apenas para a necessidade do cumprimento da vaidade pessoal, aliás confirmada a cada dia que passa. Supina nulidade, é um embaraço para os seus próprios aliados. Poderá este homem fixar-nos olhos nos olhos e apelar à compreensão e união todos, perante as tarefas que urge executar?
Tudo isto é muito mau, fazendo-nos sonhar com a passada classificação medíocre, uma mais desejável categoria a que todos já nos habituáramos.
Neste momento, não existe qualquer instituição, nem alguém que no regime consiga mobilizar a população, fazendo-a ver a necessidade de um radical virar de página que afaste o monte de térmitas que nos mina o soalho e a porta. É que os símbolos contam e muito. Como símbolo, o regime que ousa comemorar um centenário de torpezas, pouco vale, a não ser para o que deles se servem.
Olhemos para o que ontem sucedeu num país que há tanto tempo parece irremediavelmente divido. De facto, em Espanha existe uma instituição firme, inamovível e que concita a quase unanimidade. Ontem, de Vigo - a tal pretendida cidade lusíada que serve de Cavalo de Tróia -, a Sevilha, Valência, Santander, Murcia, Leão, Córdova, Ceuta, Las Palmas, Bilbau e Barcelona, as flâmulas regionais foram esquecidas e atiradas para o plano da curiosidade bairrista. Por todo o lado, um mar de bandeiras espanholas onde uma gigantesca coroa - que cada vez mais parece ocupar toda a flâmula de Espanha -, serve de símbolo que adverte os derrotados pela guerra, pela história e porque não?, pela conveniência do bem comum. Existe a convicção generalizada do sucesso que o país vizinho terá na luta contra a crise dos dinheiros e da unidade. O seu irreverente optimismo e a solidez da base constitucional são essenciais e geralmente reconhecidos.
Até nisso, Portugal está em desvantagem.
AGUSTINA BESSA LUIS

O "Monarquia do Norte" quis também ouvir, em 1996, a grande escritora portuense Agustina Bessa Luis. Concretamente, perguntou-lhe: «Em sua opinião, que significado tem para Portugal o nascimento do Príncipe D. Afonso?» (primogénito d'El Rei D. Duarte, nesse ano nascido).
Eis a resposta: « Assim como não há mal nas coisas, se não se entendem, não há bem se as coisas não se sentem com generosidade.
Quando nasce uma criança que por muitos é olhada com esperança, ela tem de ser vista com entendimento e bondade que afastem toda a desordem de pensamento.
Chamados e escolhidos há poucos. O ser escolhido é já felicidade. O ser chamado pertence a Deus».
Na profunda expressão dos enigmas, que Agustina tanto cultiva, lê-se bem a estrela que orienta e conduz. Quem? Até onde? Para quê e porquê?
A resposta sempre caberá aos portugueses.
Cronologia da república - 13 de Julho
- 1911
Rebelião entre o exército
Os funcionários da CP, que tinham infringido a Lei da Greve, são amnistiados
- 1912
Revolta monárquica em Évora
- 1918
O governo cria uma revista de propaganda pedagógica intitulado “A Escola Primária”
Regulando o serviço de censura à imprensa
O ministro Martinho Nobre de Melo, recebe o titulo de professor doutor, pela FDL, sem efectuar o respectivo doutoramento
- 1919
É fechado o jornal “A Democracia” de Vila Real
Fontes: aqui
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Nós portugueses
Cronologia da república - 12 de Julho
- 1911
Distúrbios em Coimbra
É encerrada a Universidade de Coimbra e o seu reitor é demitido
- 1912
É fechado o jornal “A Província” de Viseu
Adelaide Cabatte defende o direito da mulher poder votar
Agressão a um grupo de presos monárquicos, em Lisboa
- 1914
Comício do partido evolucionista contra o governo
- 1917
O governo decreta o estado de sítio em Lisboa
Confrontos entre operários da construção civil, resultando 6 mortos
- 1922
Abolição do tipo único de pão
- 1923
A assembleia determina que o funeral de Guerra Junqueiro tenha honras nacionais e seja pago pelo estado
É fechado o jornal “A folha de Setúbal”
Encerrada desde 1910, a Feira Popular de Lisboa reabre ao público
- 1925
O jornal “Voz Sindical” de Setúbal fala do ódio e da desconfiança popular, face à classe política
Fontes: aqui
domingo, 11 de julho de 2010
NUNO CARDOSO e o baptizado do Infante D. Dinis
.jpg)
Cronologia da república - 11 de Julho
- 1912
Bernardino Machado é nomeado embaixador no Brasil
Para por fim à revolta monárquica do norte, partem mais de 500 praças
É fechado o jornal madeirense “Diário da Manhã”
É proclamado o estado de sítio nos concelhos de Chaves e Montalegre
- 1913
O governo determina uma observação rigorosa para os divorciados poderem contrair novo casamento
- 1917
Greve dos condutores de carroças
Fontes: aqui
sábado, 10 de julho de 2010
O Sr. Andrade - barbeiro e socialista republicano

Cronologia da república - 10 de Julho
- 1912
É fechado o jornal madeirense “A Boa Nova”
Sabotagem nas pontes da linha férrea do Minho
- 1915
É fechado o jornal “A Tarde” do Porto
- 1920
Prisão do general Gomes da Costa
É fechado o jornal açoriano “A Pátria”
- 1921
Salazar assiste a uma sessão parlamentar como deputado
O parlamento é encerrado
Nas eleições legislativas há grande mobilização devido à candidatura de monárquicos e católicos. Por uma única vez os afonsistas não obtiveram a maioria absoluta
Existência de vários acordos pré-eleitoriais
- 1923
As forças policiais e os vários ramos das forças armadas, só podem corresponder-se com embaixadas estrangeiras, perante a autorização do ministério dos negócios estrangeiros
- 1924
É fechado o jornal açoriano “A Pátria”
Fontes: aqui
sexta-feira, 9 de julho de 2010
JOSÉ LUIS NUNES - fundador do PS

Beber da influência...
Quem quer Primeiras Damas, paga-as !
Ficámos ( pelo menos eu fiquei ) ontem a saber que é costume a Dra.Luísa César, mulher do Presidente do Governo Regional dos Açores, representar o seu marido em visitas quando este não pode estar presente. E ficámos a saber dada a pesada factura (27.500 euros ) apresentada pela visita da Primeira Dama dos Açores e dois assessores ao Canadá representando o Dr.Carlos César, tal como ontem foi noticiado em vários canais televisivos.Ora, não existindo qualquer função de representação prevista na Constituição da República ou no Estatuto dos Açores para as mulheres dos Presidentes dos Governos Regionais, obviamente que se fica com vontade de saber qual o fundamento jurídico para estas missões pagas pelo Erário público.
Pensava eu que quando um alto governante não pode estar presente faz-se representar por outro titular de cargo público conforme a natureza e a importância do acto,mas pelos vistos nos Açores não é bem assim. Não vai um Secretário Regional ou um chefe de gabinete, vai a Primeira Dama.
Fiquei ontem também a saber que a Dra.Luísa César é a Conservadora dos Palácios da Presidência Açoriana , e estou com grande curiosidade em saber se já o era antes do marido ser o Presidente do Governo Regional ou se o é por algum tipo de inerência.
Cronologia da república - 9 de Julho
- 1915
Efectuam-se várias prisões em Lisboa, por ordem do governo, com receio de um novo movimento revolucionário
- 1916
É fechado o jornal “O Reclamo” de Évora
- 1920
A GNR invade a sede da união socialista operária do Porto
Revoltas em Setúbal
Desordem em Lisboa com a suspensão de todos os eléctricos
- 1923
Detenção de vários operários
Fontes: aqui
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Centenário da República no Estoril
Holanda X Espanha

Este domingo as Repúblicas e demais vão ficar a ver uma final de futebol entre duas nações monárquicas. Tenho tanta pena dos "atrasadinhos" dessas nações, "nós" que somos tão evoluídos! Olhem a França, tão campeã, por certo, mas do campeonato onde o que rolou foram cabeças da guilhotina.Bernardino na 2ª República

Cronologia da república - 8 de Julho
- 1912
Combates em Montalegre entre o exército e forças monárquicas
Alistamento compulsivo de praças no exército por ordem do governo
Alguns navios de guerra são postos a patrulhar a costa Portuguesa
A assembleia cria tribunais militares para julgamento de crimes de rebelião
- 1917
Revolta em Matosinhos
- 1920
Greve dos sapateiros, no Porto
Revoltas em Setúbal, Alcácer do Sal, Santarém, Guimarães, Azambuja e Avis
Fontes: aqui
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Cronologia da república - 7 de Julho
- 1911
Casamento do padre Rabaça, pároco da freguesia de Gonçalo
- 1912
Uma explosão de dinamite em Viana do Castelo resulta em várias detenções
- 1917
Greve dos operários da construção civil, com a GNR a usar a violência sobre os grevistas.
Encerra a sede da União Operária e efectuando 300 prisões
Revolta em Angola que origina a demissão do governador-geral
- 1918
É fechado o jornal açoriano “O Dia”
O governo proíbe a greve geral decretada
- 1919
O governo usa o exército para por fim à greve da CP
- 1923
Dois juízes do tribunal de defesa social são feridos, devido a uma tentativa de atentado bombista
Fontes: aqui
terça-feira, 6 de julho de 2010
Entre o prestígiado e o decorativo

Cronologia da república - 6 de Julho
- 1912
Tentativa de restauração monárquica, comandada por Paiva Couceiro
Protestos monárquicos em Fafe, Viana do Castelo e em Chaves
- 1916
Proibição de circular em Lisboa os jornais “Il movido”, “El Correo” e o “ABC”
- 1922
É fechado o jornal “A União” de Viana do Castelo
- 1924
É fechado o jornal madeirense “A Lanterna”
Criticas de Sarmento Pimentel à GNR
Fontes: aqui
segunda-feira, 5 de julho de 2010
5 de Outubro de 2010 - Uma Causa Nacional

Por mais que tal seja silenciado pelos grandes meios de comunicação do regime, suspeito que o sistema duma chefia de Estado monárquico constitucional atrai muitas mais simpatias em Portugal do que nos querem fazer crer. Para além daquelas elites e quadros que se escondem mais ou menos envergonhados nos diversos partidos e órgãos de poder da república, basta puxar a conversa na rua ou nas escolas, percorrer os mais influentes blogues e redes sociais para obter consciência de que a Causa Monárquica tem adesão e muitos simpatizantes. E aqui refiro-me a “simpatia” com o seu significado intrínseco e distinto de “militância”: para descanso dos mais empedernidos republicanos, a questão da chefia do Estado está longe de ser prioritária para a frágil classe média portuguesa, para quem são decisivas as contas da governança corrente de que depende a subsistência material duma família portuguesa.
De resto, como eu previ há algum tempo, desconfio que o que prevalecerá nas comemorações do Centenário da República por este País que se arrasta acabrunhado na História e no fundo de quase todas as tabelas de indicadores de bem-estar e progresso, é a brutalidade e infâmia do regime antidemocrático que sobreveio sujo de sangue em 1910, e que degenerou no regime de Salazar. O que sobrará destes festejos inusitados, é o reconhecimento e a divulgação duma outra bandeira que foi portuguesa e de liberdade.
Aqui chegados, acredito constituir o próximo dia 5 de Outubro, que está já aí na curva do calendário a seguir às férias, uma oportunidade ímpar na História para uma pacífica mas categórica mobilização de muitos portugueses monárquicos ou simples simpatizantes. Julgo que esta será uma ocasião preciosa para se prescindirem de divisões, comodismos ou egoísmos e sairmos à rua para restaurarmos o sonho de sermos Portugal. Não constando ainda nenhum programa ou acção para a efeméride que se aproxima, cabe à direcção nacional da Causa Real em consonância com as Reais Associações locais, assumirem com ambição o protagonismo que o calendário e a História este ano nos oferece de mão beijada. E cabe decididamente a todos os simpatizantes desvanecerem as suas dúvidas e hesitações e prepararem-se para assumirem o protagonismo que a ocasião exige.
No próximo dia 5 de Outubro a todos se nos exige a devolução da esperança ao futuro de Portugal. Onde seja, estaremos presentes.
Ele é de autocarro, agora é de bicicleta, lá para 5 de Outubro é de patins
Acontecimento teatral sobre a I República para famílias e crianças dos 6 aos 12 anos. A história da República é contada num tom pessoal a rapazes e raparigas que podem ter entre os 6 e os 12 anos. A contadora herdou um álbum de fotografias que pode ter sido feito por Carolina Beatriz Ângelo ou por sua avó, inspirado pelo ideal republicano. Nele está guardado tudo aquilo que diz respeito a este momento histórico. Em jeito de passagem de testemunho, a contadora abre o seu universo a quem a ouve. Entre linhas, cordas, flores, fotografias e xaropadas os ouvintes são iniciados num clima de secretismo que recria os passos que levaram à passagem da Monarquia à República em Portugal."A República à mesa: do jantar e do Orçamento

Cronologia da república - 5 de Julho
- 1919
O governo manda encerrar o sindicato ferroviário de Lisboa
- 1923
O governo efectua um empréstimo para pagar as diferenças de câmbio dos juros da dívida externa
- 1924
Vários operários que efectuaram greves são deportados para África
Fontes: aqui
domingo, 4 de julho de 2010
Efeméride: defenestração de Afonso Costa

Aproveitando o espírito festeiro que tem dominado o país, não obstante o facto de atravessarmos a pior crise dos últimos 40 anos, penso que a Comissão para o Centenário da República não podia deixar em branco o dia de hoje, por ser, efectivamente, um dos mais sensíveis do regime: a defenestração de Afonso Costa. Procurei nos novos roteiros republicanos a menção a tal acontecimento mas foi em vão. Injustamente esquecida esta data, a recordamos aqui.
Foi no dia 4 de Julho de 1915 que Afonso Costa, grande paladino da República Portuguesa, pouco depois de ter entrado num eléctrico de Lisboa pela porta, dele saiu pela janela. Deveu-se este curto circuito a um estampido, seguido de clarão, que Afonso Costa julgou ser a um implosão ou atentado contra a sua vida. Quem com ferros mata, com ferros morre, terá pensado. Mas não. Foi um triste reflexo que lhe causou uma aparatosa saída do eléctrico, uma embaraçosa queda e uma não menos honrosa subida à galeria das imbecilidades da Nação, como é apanágio de políticos da sua lavra. Depois da defenestração de Miguel de Vasconcelos, (na imagem) nada melhor do que recordar esta segunda saída por tal abertura como um dos feitos mais gloriosos e infelizmente esquecidos que Portugal legou para a História da Humanidade.
Cronologia da república - 4 de Julho
- 1918
O governo manda proceder ao inventário da gasolina existente no país
O governo proíbe a exportação da batata
Tumultos no centro evolucionista de Lisboa
- 1920
É fechado o jornal “A Restauração” de Setúbal
- 1925
É fechado o jornal “O Diário Popular” de Lisboa
Fontes: aqui
sábado, 3 de julho de 2010
Insultos, anonimatos, republicanices

Cronologia da república - 3 de Julho
- 1911
Rebelião em Angola
O parlamento aprova a promoção de Machado Santos ao posto de 1ºTenente, com uma pensão vitalícia de 3 contos
Revolta monárquica de Paiva Couceiro ao comando de 700 homens
Azóia, Leiria, Batalha e Fafe apoiam Paiva Couceiro
- 1912
É fechado o jornal “O Aveirense”
Rebelião nas possessões Portuguesas da Índia
- 1913
Proibição em Angola de importar-se armas, pólvora e munições
O novo regime eleitoral de Afonso Costa significa logo a redução do número de eleitores. Só podem votar quem tiver mais de 21 anos, saiba ler e escrever.
Há a discriminação da mulher.
São excluídos os militares, membros da polícia cívica e opositores à república.
De 695 471 recenseados em Agosto de 1910, há uma redução para 471 557
A implantação da república, apesar de criar um colégio eleitoral de 846 801, corresponde apenas a 250 000 votantes, porque as eleições de 1911 ocorreram apenas em 26 círculos
- 1915
Com medo de um ataque bombista, Afonso Costa salta de um eléctrico em andamento
- 1917
No congresso do partido democrático, Afonso Costa têm de disputar a liderança com Norton de Matos
Fontes: aqui
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Um "mapa" para nos desviar da República

Cronologia da república - 2 de Julho
- 1911
Assassinato do proprietário José Paquito Rebelo
- 1917
Conflito entre a Companhia Carris de Ferro e a Câmara Municipal de Lisboa
- 1918
Rusga policial no Porto
- 1919
Greve dos funcionários da CP
É fechado o jornal “A Imprensa” de Lisboa
- 1920
Apesar de ter arrendado à sociedade que gere o Jardim Zoológico, o conde de Burnay é expropriado da quinta das Águas-Boas e das Laranjeiras pelo governo
Greve dos trabalhadores das fábricas de fósforos de Lisboa e Porto
- 1921
Greve da Carris
- 1924
O governo permite a exportação dos produtos agrícolas produzidos nos Açores
Fontes: aqui
