- 1911
A sede da associação católica em Braga é incendiada
- 1915
Só são admitidos na função pública, individuos que juraram fidelidade a Republica
- 1925
Os elementos do comité de defesa da república são atacados por forças do governo
Fontes
... cargas da então chamada "polícia de choque". Hoje com um nome mais brando, mas igual aptidão. A imagem é de 1973, aquando do 3º Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro.



Será inaugurada na próxima Segunda-feira dia 04 às 17,00hs no Palácio da Independência em Lisboa a exposição “A Repressão da Imprensa na 1ª República” organizada pela Plataforma do Centenário da República e com o apoio da Causa Real que contará com a apresentação do jornalista e cronista José Manuel Fernandes.
Esta exposição estará patente todos os dias até ao dia 15 de Outubro, de Segunda a Sexta, e é feita à margem das comemorações oficiais dos cem anos da república portuguesa e também à margem da investigação oficial sobre os primórdios do regime republicano.
Não falte, visite de Segunda a Sexta, a entrada é gratuita com oferta do catálogo!






No dia 04 de Outubro, às 18.30, uma hora e meia depois da inauguração da exposição “A Repressão da Imprensa na 1ª República” no Palácio da Independência, Mendo Castro Henriques, monárquico, e Fernando Rosas, republicano, apresentam na livraria Livraria Buchholz apresentam «1910 a duas vozes», onde se expõem dois distintos pontos de vista sobre Implantação da República em Portugal, a queda da Monarquia e as repercussões desse momento histórico durante o último século. A não faltar!



Do JN de 09.06.1958:

Em 1938, a Infanta D. Filipa (tia d'El Rei D. Duarte) cheia de saudades do se Portugal, não quis mais saber dos impedimentos colocados pelo regime republicano. Visitaria a sua Pátria, assim decidiu. E assim procedeu.A Causa Real promove no próximo dia 5 de Outubro no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães pelas às 15,00 horas, uma Proclamação de Lealdade para com S.A.R. O Senhor D. Duarte, Duque de Bragança, que juntará membros de todas as Reais Associações existentes no território nacional, simpatizantes da Causa Monárquica e cidadãos que não se revêem na actual forma de regime.
Apela-se à participação e presença de todos nesta acção em que terão ocasião de escutar uma relevante alocução ao país do Chefe da Casa Real. Para tanto a Real Associação de Lisboa disponibiliza transporte em autocarro com preços especiais, incluindo para jovens com 50% de desconto.
A vós me dirijo senhor, como chefe desta nação bem digna de melhor sorte!
Fez ontem um ano que existe neste país a República e de então para cá só desenganos! Que dirão aqueles (como eu) que julgavam que em se mudando o regime, que haveria honestidade e liberdade! Puro engano!! Quem foi republicano convicto deve corar de vergonha e decerto não julgava que houvesse tanto heroi republicano de barriga. Se há ainda quem defenda a república é por capricho porque come à mesa do orçamento.
Mas comei lobos famintos!
Houve na verdade nos últimos anos da monarquia cenas escandalosas, mas decerto com o decorrer do tempo ao passo que a República com um ano de existência está ainda muito pior nos exemplos de administração.
Para onde caminhamos?
Pelas ruas não há respeito entre os elementos da classe civil. As autoridades não são respeitadas tudo é carbonários e voluntários!!! No exército não há disciplina e na marinha ainda pior; a organização do exército foi um saque à nação; só assim se explica como se promoveram capitães, com 2 anos de subalterno, como se o país necessitasse de tanto oficial que só serve para receber o salário e passear; como se não se soubesse que tudo isto é um cancro para o país e como a organização obedeceu simplesmente para promoções escandalosas etc etc.
Haveria ordem se houvesse respeito.
Haveria trabalho se o exemplo viesse de cima e os próprios ministros (do governo provisório) dessem o exemplo e não anexassem em altos cargos toda a Ex.ma família.
Haveria Liberdade se cada um dicesse [sic] o que sente. O povo não estava convocado para a república e os grandes republicanos só tinham era inveja de não comer. Não tenho habilitações para melhor me exprimir, mas no intanto [sic] dá vor de gritar: aqui del-Rei!!
Lisboa, 6/10/911