
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
A coerência e a visão

Vergonhosa " Barraca" na Camioneta Fantasma

Há dois anos e meio, aqui deixámos um post alusivo à Camioneta Fantasma. Não pretendendo reeditá-lo por razões óbvias - dois anos passaram e o texto é perigosamente actual -, torna-se contudo imperiosa a constante atenção, por tudo aquilo que se vai fazendo em ano de Centenário. A propaganda não esmorece, é bem paga através de subsídios e de promessas de pecúlios relativamente garantidos a quem sujeita a honorabilidade da sua profissão, aos desmandos de quem pode e manda. Poderá ser o caso de uma peça de teatro que está em cena em Lisboa? Como tema,A Camioneta Fantasma - ou A Noite Sangrenta -, torna-se sempre num aliciante, porque além de controverso pelo próprio acontecimento de há oito décadas, ainda provoca estupefacção pela violência de que se revestiu. Num país então submetido a correrias, cenas de pancadaria e ribeiros de sangue que jorravam pelas ruas em direcção à grande sarjeta colectiva em que Portugal se tornara, a Camioneta Fantasma consistiu num dos muitos episódios que ingloriamente distinguiram a 1ª República. Eram comuns os ajustes de contas entre grupos furiosamente inimigos e granizavam insultos, calúnias e as consequentes ameaças à integridade física dos visados. Fosse no Mercado da Praça da Figueira ou no areópago de S. Bento, eram escassas as variações sobre o mesmo tema. O país habituara-se à insegurança como sistema.
Após o Regicídio do 1º de Fevereiro de 1908, caíram todas as barreiras que estabeleciam aquela imaginária, mas muito real fronteira até então existente entre a luta política e o puro e simples livre arbítrio. As deploráveis cenas de generalizadas sovas e sevícias praticadas contra clérigos e civis conotados com o regime deposto, as intermináveis levas de presos políticos, a tortura exercida nas prisões do Estado, as quadrilhas de bandoleiros que coagiam cidades e campos, horrorizaram a Europa onde o novo verbo portugaliser, ganhou declarado relevo em qualquer conversa que tivesse como ponto de interesse a desordem, violência ou ilegalidade. De facto, tornou-se normal a fuzilaria e o bombismo entre rivais, fossem eles elementos civis ou unidades das forças armadas do Estado. A Polícia e a Guarda combatiam o exército, alternando com a Marinha e os "voluntários civis" - as milícias partidárias -, as preferências na escolha de amigos ou aliados de ocasião. O Palácio de S. Bento era um centro de irradiação de sedições de diversos matizes, excitando ânimos e fazendo trovejar acusações gravíssimas e bastas vezes infundadas, onde a falta de decoro e o desbragamento de falas e argumentos, minaram irreversivelmente, qualquer resquício de respeito que ainda alguns poderiam acalentar perante aquilo que normalmente se designa por Poder. Espancava-se e matava-se, como parte dos jogos onde a oposição política e inimizades pessoais se amalgamavam numa dificilmente identificável confusão, conduzindo a violências inauditas e irreparáveis.
Os "Democráticos" de Afonso Costa, não podiam condescender com aqueles que durante o breve consulado presidencialista de Sidónio, os haviam alijado do apetecível exercício do poder. O clientelismo que se tornara infrene e conquistara todo o tipo de posições que permitiam o controlo da máquina do Estado, ao mesmo tempo que atemorizava a sociedade civil até à submissão, provocou um profundo sentimento de frustração entre um vasto espectro da sociedade portuguesa. O exclusivismo e o falsear descarado daquilo que se considerava ser a vontade popular expressa por magérrimos cadernos eleitorais, tiveram como companhia a ruína económica com o consequente desemprego, a fuga para o estrangeiro, a fome e a tristemente célebre crise das subsistências, além das desoladoras notícias dos desastres que se sucediam nas frentes de combate na Flandres, em Angola e em Moçambique. De facto, a "enxerga de percevejos" de que Guerra Junqueiro se queixava, era o resultado de mais de três décadas de feroz delapidar daquele património de civilidade que pior ou melhor, o sistema constitucional do Rotativismo tinha conseguido instituir em Portugal. Os republicanos foram modernos propagandistas, naquele sentido que atingiria o seu clímax na década de 30 e que hoje, talvez poderia ter quase como inocentes correspondentes, um certo jornalismo de escândalos que alimenta os tablóides, onde um simples título é por si, uma lápide que condena qualquer reputação à maldição eterna. Há oitenta anos, a situação era infinitamente mais grave e nociva, não tendo correspondência com qualquer uma daquelas cenas que os portugueses já presenciaram desde 1976. É difícil conceber uma realidade jamais experimentada, nem mesmo tendo paralelo o já distante PREC. A 1ª República foi pior, infinitamente pior.
O assassinato de Sidónio - às mãos de um radical e alucinado "libertador" republicano -, reavivou a memória da tarde do 1º de Fevereiro e pode ter desencadeado o imparável processo de ajuste de contas que apenas podia chegar ao fim, com o desaparecimento físico dos odiados rivais. Sidónio contara com a colaboração dos monárquicos, desejosos de poderem participar na política que há quase uma década lhes era vedada. As cartas e diários dos principais vultos republicanos - como Relvas e Chagas, por exemplo -, são um excelente e perturbante exemplo do profundo trabalho de charrua que ia revolvendo ódios velhos, simultaneamente lançando as sementes da colheita final de vidas que chegariam ao epílogo, num futuro não muito longínquo. Atraso mental, desonestidade, inépcia e banditismo, eram alguns dos epítetos que surgem página após página, demonstrando a inconsistência de um regime que não concitava o respeito de que desesperadamente necessitava. Tal como Junqueiro foi um dos mais evidentes responsáveis morais pelo assassinato do Rei e do Príncipe Real, outros correligionários do PRP acirraram rancores e engendraram discórdias que apenas poderiam levar à queda do sistema instaurado em 5 de Outubro de 1910.
Machado Santos detestava profundamente o sistema que Afonso Costa despoticamente instituíra, onde a inépcia, escandalosamente caminhava a par da violenta prepotência sobre todos aqueles que não faziam parte do esquema de dependências entretanto consagrado. Após a morte de Sidónio e da proclamação da Monarquia do Norte, regressou o costismo em toda a sua força e mais disposto que nunca, à liquidação dos adversários que ainda poderiam oferecer alguma resistência ao seu projecto de monopólio do poder. Para mais e em pleno processo de consolidação da revolução soviética, surgiram novos procedimentos organizativos e de acção, pelo que não eram de surpreender ocorrências de cariz subversivo que denunciavam a inelutável dissolução do Estado como autoridade universalmente aceite. O terror extremo desanima os adversários e galvaniza os executantes, eis o princípio básico e imutável do livro de instruções da subversão. Há ainda que reconhecer que em caso de sucesso, garante-lhes uma legitimidade susceptível de se prolongar indefinidamente.
Esta Camioneta Fantasma - ou Noite Sangrenta -, pode ser incluída na série de ocorrências que tal como a chamada Leva da Morte e o Regicídio, jamais foram perfeitamente clarificadas à luz do exercício da justiça. Na verdade, uma das principais preocupações do PRP, consistiu em abafar o processo que correndo nos tribunais, procurava deslindar cumplicidades e comprometimentos de uma vasta rede de conspiradores que derrubara a Monarquia nos fatídicos minutos da tarde do 1º de Fevereiro de 1908. O volumoso Processo do Regicídio desapareceu sem deixar rasto e embora os dias posteriores ao crime denunciassem a clara implicação dos centros de decisão republicanos - disso se gabava abertamente a sua propaganda -, jamais houve uma verdadeira vontade em apurar a verdade dos factos. O mesmo aconteceria uma década depois, quando após a liquidação de Machado Santos, Maia, Granjo e outros, se tornou impossível trazer a verdade à barra do tribunal. O medo era imenso, generalizado e as forças ocultas - hoje encaradas como aspectos exóticos de um passado distante -, eram poderosas e omnipresentes, obrigando ao silêncio e à resignação.
O teatro A Barraca, decidiu levar à cana uma peça que reaviva toda a caduca catilinária despejada então pelos evidentes responsáveis que haviam beneficiado com o crime. Durante o sidonismo, os caídos na Noite Sangrenta, tinham sido tácitos aliados dos monárquicos e eram em definitivo, ferrenhos inimigos declarados daquilo a que já se chamava de Nova República Velha, ou seja, o predomínio dos "Democráticos" de Costa. É certo que esta peça teatral parece feita de encomenda, talvez fruto de mais uma acção benemérita da Comissão que tem aposto o seu logo a torto e a direito, mostrando trabalho*. No entanto, a desonestidade intelectual de tão evidente e grosseira, apenas poderá ser desculpada pela ignorância de quem se atreve a tanto.
Ignorância ou cupidez?, eis a questão.
Apenas como indicação da total inconsistência do argumento, aqui deixamos um pequeno excerto da apresentação do texto parido algures numa Barraca subsidiada não se sabe bem por quem:
«A História e o futuro vivem de saber ler o passado. Não será despiciendo saber toda a verdade sobre os crimes que se abateram sobre os dirigentes do 5 de Outubro, onze anos depois de terem conquistado a liberdade para o povo português.»
"Conquistado a liberdade para o povo português". Inacreditável? Não, esta é a "estória" que os milhões catados aos contribuintes paga, para ser propagandeada para escândalo de alguns e desinteresse da imensa maioria. Antes assim.
*Ainda ontem, quinta-feira, vimos o pepsodêntico sorriso do sr. Artur(inho) Santos Silva na vernissage de António Barreto. Entre um croquete e um vinho do Porto, fez-se notar.
Cronologia da república - 2ªedição - 12 de Novembro
- 1910
Conflitos entre Republicanos
- 1911
É fechado o jornal “Beira Baixa” de Castelo-Branco
O ministério de João Chagas é exonerado
Governo nº2 da república, presidido por Augusto de Vasconcelos (216 dias), com 3 membros do partido democrático, 3 apoiantes de Brito Camacho e 1 apoiante de António José de Almeida
- 1916
É fechado o jornal “O Liberal” do Funchal
É fechado o jornal “O concelho de Viseu”
- 1922
É fechado o jornal “A voz do Povo” de Lisboa
- 1923
É fechado o jornal “O trabalho” de Coimbra
Fontes
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
A Batalha dos Juros
Mais uma República aniversariante
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Telegrama
FMI a caminho
A dívida é soberana
Ai chora, chora, baixinho!
.
São contas do centenário
São juros do carbonário
A república falida
E Portugal foi à vida!
.
Acabaram-se os segredos
Companheiro, põe-te a pau
Vão-se os anéis e os dedos
Vai Sines depois de Macau!
.
Para salvar o que resta
Se há um pingo de vergonha
Pátria, outrora risonha,
Ergue-te, luta, protesta!
terça-feira, 9 de novembro de 2010
7,02 por cento
Abuso no Museu Nacional de Arte Antiga

Primitivos Portugueses (1450-1550) O século de Nuno Gonçalves
Museu Nacional de Arte Antiga
11 de Novembro 2010 a 27 de Fevereiro 2011
18 de Novembro 2010 a 27 de Fevereiro 2011
Exposição com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República
Resumo
Reunindo e colocando em confronto mais de 160 pinturas dos séculos XV e XVI, reconstituindo alguns dos mais belos retábulos portugueses desse período, esta exposição ensaia um panorama crítico, actualizado e de grande dimensão, acerca dos chamados Primitivos Portugueses e visa demonstrar como o estudo técnico e material desse património contribui decisivamente para renovar e aprofundar o seu conhecimento. Assinalando o centenário da primeira apresentação ao público, em 1910, dos Painéis de S. Vicente, que desde então passaram a constituir, nacional e internacionalmente, a obra “fundadora” e mais célebre da arte da pintura em Portugal, a exposição procura também documentar e questionar as noções de “originalidade artística” e de “identidade nacional” tradicionalmente associadas ao brilhante ciclo criativo dos Primitivos Portugueses, iniciado por Nuno Gonçalves e depois prosseguido e consolidado pelos nossos pintores da primeira metade do século XVI.
Contando com a colaboração de muitas colecções públicas e privadas, a selecção de peças privilegiou quer os painéis retabulares mais importantes, quer as pinturas menos conhecidas, algumas oportunamente restauradas para esta ocasião. Do estrangeiro, comparecem importantes obras de museus de Itália, França, Bélgica e Polónia.
A estrutura da exposição tem uma dominante de ordenação cronológica mas combina essa sequência de base com um agrupamento das obras em função dos confrontos comparativos (estilísticos, iconográficos, etc.) que importa suscitar.
O percurso integra uma vasta quantidade de materiais gráficos, incluindo uma zona exclusivamente dedicada ao conhecimento, exposição e polémicas relacionadas com os Primitivos Portugueses desde 1910. Inclui também uma vasta documentação laboratorial associada à investigação do processo criativo das pinturas mais relevantes.
O núcleo expositivo no Museu de Évora é especialmente dedicado aos pintores luso-flamengos e às oficinas activas na cidade nas primeiras décadas do século XVI.
Comissário: José Alberto Seabra Carvalho"
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Os amigos da nossa República
Cronologia da república - 2ªedição - 8 de Novembro
- 1924
José Rodrigues Migueis reconhece que as eleições na província são falseadas
- 1925
Na eleição nº5 para o congresso da república, Salazar candidata-se por Arganil como activista do CCP
Segundo Raul Proença o problema da República é o esmagamento dos pequenos partidos
Fontes
domingo, 7 de novembro de 2010
Os românticos do punho erguido

Cronologia da república - 2ªedição - 7 de Novembro
- 1918
As disciplinas que devem vigorar nos vários cursos das Faculdades de Letras de Coimbra e Lisboa, são determinadas pelo governo
- 1922
Distúrbios e agitação social em Lisboa com mortos e feridos
- 1924
A polícia acaba com as comemorações do 7º aniversário da revolução russa
- 1925
O tribunal militar absolve os implicados no 18 de Abril
António Sérgio é apologista de “uma ditadura de reforma”
O impulso messiânico da república acabara
Fontes
sábado, 6 de novembro de 2010
Nem Cavaco, nem outro qualquer
Repúblicas amigas
Estudar a história de Portugal

Cronologia da república - 2ªedição - 6 de Novembro
- 1911
Instabilidade em Angola
António José de Almeida é insultado e espancado em Lisboa e no Porto
- 1918
Proclamação dos “núcleos de oficiais” assinada pelo General Jaime Leitão de Castro
- 1919
Novo atentado contra o industrial Alfredo da Silva
- 1920
A assembleia contrai um empréstimo para despesas com a manutenção da ordem pública
- 1921
O governo dissolve a assembleia da República
- 1924
O governo nacionaliza a agência financial do Rio de Janeiro
- 1925
É fechado o jornal “O Democrata” de Coimbra
É fechado o jornal “A defesa” de Coimbra
Fontes
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Cronologia da república - 2ªedição - 5 de Novembro
- 1910
Continuação da lógica do caciquismo local e dos aparelhos partidários, como consequencia da predominância do regional sob o nacional, como se estivessemos numa nova forma de feudalismo.
- 1913
É fechado o jornal “O porto da horta”
- 1919
Bernardino Machado é reintegrado como professor na faculdade de ciências de Coimbra
- 1921
Governo nº29 da república, presidido por Carlos Maia Pinto. (41 dias)
Gabinete que mobiliza participantes da noite sangrenta, como dissidentes do partido democrático. Manuel Maria Coelho demitiu-se para evitar uma intervenção estrangeira pois havia o medo europeu de dar-se uma revolução bolchevista em Portugal
Fontes
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
«Comemorar "esta" República?»
Coisas do progresso

Três cores que tudo dizem: Etiópia, Bolívia, Congo, Camarões, Guiné-Conacri, Guiana, Gana, Burkina Faso, Togo, Benim, Senegal, Mali, "República Portuguesa" e... CAVACO SILVA. Todo um progama.
Brincadeiras no convento: post ao Papa, Cardeal-Patriarca e Bispos portugueses

quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Cronologia da república - 2ªedição - 3 de Novembro
- 1911
Descrença em relação ao partido republicano
- 1919
É fechado o jornal “A verdade” do Funchal
Fontes
terça-feira, 2 de novembro de 2010
A evolução republicana

segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Esperava-se mais de um jurista

Continua, soma e segue
Como vai votar nas Presidenciais?
- Cavaco Silva (3%, 88 Votes)
- Manuel Alegre (1%, 41 Votes)
- Fernando Nobre (7%, 198 Votes)
- Duarte Pio (40%, 1.174 Votes)
- Francisco Lopes (1%, 16 Votes)
- Defensor Moura (0%, 3 Votes)
- Candidato Vieira (4%, 131 Votes)
- António Pedro Ribeiro (0%, 9 Votes)
- Não voto (42%, 1.223 Votes)
- Em branco (2%, 48 Votes)
- José Pinto-Coelho (0%, 9 Votes)
Total Votantes: 2.940
domingo, 31 de outubro de 2010
Santificada seja a Vossa República!
No último ano temos sido bombardeados com propaganda massiva sobre as vantagens de termos uma República. De como o regime, neste centénio, levou o país ao progresso, elevando Portugal, entre todas as nações, ao modelo paradigmático de supra-desenvolvimento. E, muito embora, todos os dias a comunicação social contradiga este paradigma, certo é que muitos milhões foram gastos para refundar a ideia e a própria República passando uma esponja sobre o conflituoso e quase anárquico período de 1910 a 1926, e obliterando a memória do Estado Novo, já não considerada II República (mesmo apesar da Constituição de 1933 assim a designar), mas um triste parêntesis ditatorial de apenas ...48 anos! Talvez, se vivêssemos numa monarquia, a mesma quantia fosse gasta em exaltações. Mas para um regime que se arroga a uma sobriedade que os reinos não possuem, tais comemorações não são apenas censuráveis, são um acto criminoso.
Contas da República e do Socialismo
(...) Foi desastrosa a gestão da imagem pública da República nos mercados internacionais este ano."
sábado, 30 de outubro de 2010
Palavras de um magistrado republicano

sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Cronologia da república - 2ªedição - 29 de Outubro
- 1913
Destruição do jornal católico “O Universal”
- 1921
Explosão de bombas na sede das juventudes sindicalistas
- 1923
Greve e agitação operária no Porto
Fontes
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Vêm aí as Presidenciais

Recandidaturas, prazos e outras batotas!
Noutra vertente, a actual constituição republicana também faz batota quando limita a duas a sequência de recandidaturas à chefia de estado. Mas afinal que interesses pretende a república proteger?! O que leva o regime republicano a condicionar (mais uma vez) o sufrágio universal, limitando assim a vontade dos portugueses?! Será que tem medo que a república se transforme, de facto, numa monarquia electiva?! E já explicou isto aos portugueses a ver se eles concordam com o argumento limitativo?! Argumento que na prática apenas mascara a realidade de previsíveis recandidaturas que acabam (quer queiramos quer não) por subverter o regime.
São perguntas e mais perguntas feitas a um país que sobrevive amordaçado por uma ideologia estranha à sua cultura, aos seus interesses, e apenas ao serviço de uma minoria!
Saudações monárquicas
Cronologia da república - 2ªedição - 28 de Outubro
- 1922
Greve dos mineiros de Aljustrel
- 1923
Tumultos populares no Porto
- 1924
Greve de trabalhadores em Guimarães
Fontes
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
E continua a sondagem no Aventar...
Um blog onde a esmagadora maioria dos participantes - quem escreve e quem lê - é da esquerda. Ora vejam os resultados às 14.03H de hoje:
- Duarte Pio (50%, 555 Votes)
- Não voto (30%, 327 Votes)
- Fernando Nobre (7%, 82 Votes)
- Candidato Vieira (6%, 66 Votes)
- Cavaco Silva (3%, 33 Votes)
- Manuel Alegre (1%, 14 Votes)
- Em branco (1%, 12 Votes)
- António Pedro Ribeiro (0%, 4 Votes)
- José Pinto-Coelho (0%, 3 Votes)
- Francisco Lopes (0%, 3 Votes)
- Defensor Moura (2%, 1 Votes)
Total Voters: 1.105
Cronologia da república - 2ªedição - 27 de Outubro
- 1911
Congresso do partido republicano apelidado de “circo dos cavalinhos”. Começa com 600 e acaba com 280 delegados
Com a vitória dos partidários de Afonso Costa, há a divisão entre os apoiantes de Brito Camacho e António José de Almeida
- 1912
Assalto de repartições públicas e queima de documentos em vila flor
- 1917
Decreto de mobilização agrícola
- 1918
É fechado o jornal “O Minho” de Viana do Castelo
Fontes
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Vamos tentar uma...

Façam o favor de visitar o Aventar.
"A multidão que acorreu ao funeral"
obscura fibra

Do Metro de hoje
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
baixa fibra


