sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A coerência e a visão

Numa coisa tenho de concordar, há homens de coerência e visão; qual D. João II, um autarca de Paredes pretendeu (ou concretizou) erguer o maior mastro do mundo e lá no alto esvoaçar a maior bandeira do mundo. Eis-la, a ideia, no seu todo plena de sentido. Lá no alto, em todo o seu pano, a bandeira da pobreza, do desemprego, da desigualdade social da República, da frustração, um dos maiores índices de risco para empréstimo bancário do mundo. Mesmo que a crise não tenha permitido erguer o "tal" mastro a ideia fica pela oportunidade. Desde já, deve o povo agradecer o privilégio de tal visão, de coerência, do Centenário da República. Estão a vê-la? Sim. Olhai, lá no alto, essa bandeira-espelho – pena que já esfarrapada pelos ventos desta cíclica tempestade centenária que nos depaupera.

Vergonhosa " Barraca" na Camioneta Fantasma

Há dois anos e meio, aqui deixámos um post alusivo à Camioneta Fantasma. Não pretendendo reeditá-lo por razões óbvias - dois anos passaram e o texto é perigosamente actual -, torna-se contudo imperiosa a constante atenção, por tudo aquilo que se vai fazendo em ano de Centenário. A propaganda não esmorece, é bem paga através de subsídios e de promessas de pecúlios relativamente garantidos a quem sujeita a honorabilidade da sua profissão, aos desmandos de quem pode e manda. Poderá ser o caso de uma peça de teatro que está em cena em Lisboa? Como tema,A Camioneta Fantasma - ou A Noite Sangrenta -, torna-se sempre num aliciante, porque além de controverso pelo próprio acontecimento de há oito décadas, ainda provoca estupefacção pela violência de que se revestiu. Num país então submetido a correrias, cenas de pancadaria e ribeiros de sangue que jorravam pelas ruas em direcção à grande sarjeta colectiva em que Portugal se tornara, a Camioneta Fantasma consistiu num dos muitos episódios que ingloriamente distinguiram a 1ª República. Eram comuns os ajustes de contas entre grupos furiosamente inimigos e granizavam insultos, calúnias e as consequentes ameaças à integridade física dos visados. Fosse no Mercado da Praça da Figueira ou no areópago de S. Bento, eram escassas as variações sobre o mesmo tema. O país habituara-se à insegurança como sistema.

Após o Regicídio do 1º de Fevereiro de 1908, caíram todas as barreiras que estabeleciam aquela imaginária, mas muito real fronteira até então existente entre a luta política e o puro e simples livre arbítrio. As deploráveis cenas de generalizadas sovas e sevícias praticadas contra clérigos e civis conotados com o regime deposto, as intermináveis levas de presos políticos, a tortura exercida nas prisões do Estado, as quadrilhas de bandoleiros que coagiam cidades e campos, horrorizaram a Europa onde o novo verbo portugaliser, ganhou declarado relevo em qualquer conversa que tivesse como ponto de interesse a desordem, violência ou ilegalidade. De facto, tornou-se normal a fuzilaria e o bombismo entre rivais, fossem eles elementos civis ou unidades das forças armadas do Estado. A Polícia e a Guarda combatiam o exército, alternando com a Marinha e os "voluntários civis" - as milícias partidárias -, as preferências na escolha de amigos ou aliados de ocasião. O Palácio de S. Bento era um centro de irradiação de sedições de diversos matizes, excitando ânimos e fazendo trovejar acusações gravíssimas e bastas vezes infundadas, onde a falta de decoro e o desbragamento de falas e argumentos, minaram irreversivelmente, qualquer resquício de respeito que ainda alguns poderiam acalentar perante aquilo que normalmente se designa por Poder. Espancava-se e matava-se, como parte dos jogos onde a oposição política e inimizades pessoais se amalgamavam numa dificilmente identificável confusão, conduzindo a violências inauditas e irreparáveis.

Os "Democráticos" de Afonso Costa, não podiam condescender com aqueles que durante o breve consulado presidencialista de Sidónio, os haviam alijado do apetecível exercício do poder. O clientelismo que se tornara infrene e conquistara todo o tipo de posições que permitiam o controlo da máquina do Estado, ao mesmo tempo que atemorizava a sociedade civil até à submissão, provocou um profundo sentimento de frustração entre um vasto espectro da sociedade portuguesa. O exclusivismo e o falsear descarado daquilo que se considerava ser a vontade popular expressa por magérrimos cadernos eleitorais, tiveram como companhia a ruína económica com o consequente desemprego, a fuga para o estrangeiro, a fome e a tristemente célebre crise das subsistências, além das desoladoras notícias dos desastres que se sucediam nas frentes de combate na Flandres, em Angola e em Moçambique. De facto, a "enxerga de percevejos" de que Guerra Junqueiro se queixava, era o resultado de mais de três décadas de feroz delapidar daquele património de civilidade que pior ou melhor, o sistema constitucional do Rotativismo tinha conseguido instituir em Portugal. Os republicanos foram modernos propagandistas, naquele sentido que atingiria o seu clímax na década de 30 e que hoje, talvez poderia ter quase como inocentes correspondentes, um certo jornalismo de escândalos que alimenta os tablóides, onde um simples título é por si, uma lápide que condena qualquer reputação à maldição eterna. Há oitenta anos, a situação era infinitamente mais grave e nociva, não tendo correspondência com qualquer uma daquelas cenas que os portugueses já presenciaram desde 1976. É difícil conceber uma realidade jamais experimentada, nem mesmo tendo paralelo o já distante PREC. A 1ª República foi pior, infinitamente pior.

O assassinato de Sidónio - às mãos de um radical e alucinado "libertador" republicano -, reavivou a memória da tarde do 1º de Fevereiro e pode ter desencadeado o imparável processo de ajuste de contas que apenas podia chegar ao fim, com o desaparecimento físico dos odiados rivais. Sidónio contara com a colaboração dos monárquicos, desejosos de poderem participar na política que há quase uma década lhes era vedada. As cartas e diários dos principais vultos republicanos - como Relvas e Chagas, por exemplo -, são um excelente e perturbante exemplo do profundo trabalho de charrua que ia revolvendo ódios velhos, simultaneamente lançando as sementes da colheita final de vidas que chegariam ao epílogo, num futuro não muito longínquo. Atraso mental, desonestidade, inépcia e banditismo, eram alguns dos epítetos que surgem página após página, demonstrando a inconsistência de um regime que não concitava o respeito de que desesperadamente necessitava. Tal como Junqueiro foi um dos mais evidentes responsáveis morais pelo assassinato do Rei e do Príncipe Real, outros correligionários do PRP acirraram rancores e engendraram discórdias que apenas poderiam levar à queda do sistema instaurado em 5 de Outubro de 1910.

Machado Santos detestava profundamente o sistema que Afonso Costa despoticamente instituíra, onde a inépcia, escandalosamente caminhava a par da violenta prepotência sobre todos aqueles que não faziam parte do esquema de dependências entretanto consagrado. Após a morte de Sidónio e da proclamação da Monarquia do Norte, regressou o costismo em toda a sua força e mais disposto que nunca, à liquidação dos adversários que ainda poderiam oferecer alguma resistência ao seu projecto de monopólio do poder. Para mais e em pleno processo de consolidação da revolução soviética, surgiram novos procedimentos organizativos e de acção, pelo que não eram de surpreender ocorrências de cariz subversivo que denunciavam a inelutável dissolução do Estado como autoridade universalmente aceite. O terror extremo desanima os adversários e galvaniza os executantes, eis o princípio básico e imutável do livro de instruções da subversão. Há ainda que reconhecer que em caso de sucesso, garante-lhes uma legitimidade susceptível de se prolongar indefinidamente.

Esta Camioneta Fantasma - ou Noite Sangrenta -, pode ser incluída na série de ocorrências que tal como a chamada Leva da Morte e o Regicídio, jamais foram perfeitamente clarificadas à luz do exercício da justiça. Na verdade, uma das principais preocupações do PRP, consistiu em abafar o processo que correndo nos tribunais, procurava deslindar cumplicidades e comprometimentos de uma vasta rede de conspiradores que derrubara a Monarquia nos fatídicos minutos da tarde do 1º de Fevereiro de 1908. O volumoso Processo do Regicídio desapareceu sem deixar rasto e embora os dias posteriores ao crime denunciassem a clara implicação dos centros de decisão republicanos - disso se gabava abertamente a sua propaganda -, jamais houve uma verdadeira vontade em apurar a verdade dos factos. O mesmo aconteceria uma década depois, quando após a liquidação de Machado Santos, Maia, Granjo e outros, se tornou impossível trazer a verdade à barra do tribunal. O medo era imenso, generalizado e as forças ocultas - hoje encaradas como aspectos exóticos de um passado distante -, eram poderosas e omnipresentes, obrigando ao silêncio e à resignação.

O teatro A Barraca, decidiu levar à cana uma peça que reaviva toda a caduca catilinária despejada então pelos evidentes responsáveis que haviam beneficiado com o crime. Durante o sidonismo, os caídos na Noite Sangrenta, tinham sido tácitos aliados dos monárquicos e eram em definitivo, ferrenhos inimigos declarados daquilo a que já se chamava de Nova República Velha, ou seja, o predomínio dos "Democráticos" de Costa. É certo que esta peça teatral parece feita de encomenda, talvez fruto de mais uma acção benemérita da Comissão que tem aposto o seu logo a torto e a direito, mostrando trabalho*. No entanto, a desonestidade intelectual de tão evidente e grosseira, apenas poderá ser desculpada pela ignorância de quem se atreve a tanto.

Ignorância ou cupidez?, eis a questão.

Apenas como indicação da total inconsistência do argumento, aqui deixamos um pequeno excerto da apresentação do texto parido algures numa Barraca subsidiada não se sabe bem por quem:

«A História e o futuro vivem de saber ler o passado. Não será despiciendo saber toda a verdade sobre os crimes que se abateram sobre os dirigentes do 5 de Outubro, onze anos depois de terem conquistado a liberdade para o povo português.»

"Conquistado a liberdade para o povo português". Inacreditável? Não, esta é a "estória" que os milhões catados aos contribuintes paga, para ser propagandeada para escândalo de alguns e desinteresse da imensa maioria. Antes assim.

*Ainda ontem, quinta-feira, vimos o pepsodêntico sorriso do sr. Artur(inho) Santos Silva na vernissage de António Barreto. Entre um croquete e um vinho do Porto, fez-se notar.


Cronologia da república - 2ªedição - 12 de Novembro

  • 1910


Conflitos entre Republicanos

  • 1911

É fechado o jornal “Beira Baixa” de Castelo-Branco

O ministério de João Chagas é exonerado

Governo nº2 da república, presidido por Augusto de Vasconcelos (216 dias), com 3 membros do partido democrático, 3 apoiantes de Brito Camacho e 1 apoiante de António José de Almeida

  • 1916

É fechado o jornal “O Liberal” do Funchal

É fechado o jornal “O concelho de Viseu”

  • 1922

É fechado o jornal “A voz do Povo” de Lisboa

  • 1923

É fechado o jornal “O trabalho” de Coimbra

 
 
 
 
Fontes

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A Batalha dos Juros

A República Portuguesa, todos o sabem, continua em guerra contra a União Europeia. As baixas que tem sofrido são gloriosos feitos de armas contra o invasor. A todo o tempo se esperam reforços oriundos de Macau (antiga China). Enquanto tal, as nossas imortais tropas avançam corajosamente contra as hordas imensas dos Juros.
Neste pormenor, mais um esquadrão de Cavalaria, armado até aos dentes.
Até à vitória final, povo nosso !!!
(P.S. Os festejos do centenário prosseguem daqui a 100 anos...)-

Mais uma República aniversariante


... e de parabéns estão todos...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Telegrama

Chegou hoje um telegrama
FMI a caminho
A dívida é soberana
Ai chora, chora, baixinho!
.
São contas do centenário
São juros do carbonário
A república falida
E Portugal foi à vida!
.
Acabaram-se os segredos
Companheiro, põe-te a pau
Vão-se os anéis e os dedos
Vai Sines depois de Macau!
.
Para salvar o que resta
Se há um pingo de vergonha
Pátria, outrora risonha,
Ergue-te, luta, protesta!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

7,02 por cento

É quanto custa hoje a dívida ré-pública no mercado europeu. Parece que não adiantou a negociata com os chineses. Meses antes, 7 por cento, diziam os réus-público , seria a taxa-limite.
Agora jão não é?
Qual será?
Não há tecto. Só poderá haver a nossa revolta, o "irra!" monumental dos portugueses. Esta carraça não despega de outro modo.

Abuso no Museu Nacional de Arte Antiga


Estão desesperados. Agora, até as obras de arte produzidas na época dos Descobrimentos, são anexadas à comemoração da República de ópera bufa. Inaudito, para não dizermos mais. É este, o convite oficial que aqui apresentamos. Diz tudo acerca da gente que está à frente deste país e é sem dúvida, uma violência imposta à direcção do Museu Nacional de Arte Antiga, além de uma falta de respeito pelos visitantes.

"EXPOSIÇÃO

Primitivos Portugueses (1450-1550) O século de Nuno Gonçalves

Museu Nacional de Arte Antiga


11 de Novembro 2010 a 27 de Fevereiro 2011

18 de Novembro 2010 a 27 de Fevereiro 2011

Exposição com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República


Resumo
Reunindo e colocando em confronto mais de 160 pinturas dos séculos XV e XVI, reconstituindo alguns dos mais belos retábulos portugueses desse período, esta exposição ensaia um panorama crítico, actualizado e de grande dimensão, acerca dos chamados Primitivos Portugueses e visa demonstrar como o estudo técnico e material desse património contribui decisivamente para renovar e aprofundar o seu conhecimento. Assinalando o centenário da primeira apresentação ao público, em 1910, dos Painéis de S. Vicente, que desde então passaram a constituir, nacional e internacionalmente, a obra “fundadora” e mais célebre da arte da pintura em Portugal, a exposição procura também documentar e questionar as noções de “originalidade artística” e de “identidade nacional” tradicionalmente associadas ao brilhante ciclo criativo dos Primitivos Portugueses, iniciado por Nuno Gonçalves e depois prosseguido e consolidado pelos nossos pintores da primeira metade do século XVI.

Contando com a colaboração de muitas colecções públicas e privadas, a selecção de peças privilegiou quer os painéis retabulares mais importantes, quer as pinturas menos conhecidas, algumas oportunamente restauradas para esta ocasião. Do estrangeiro, comparecem importantes obras de museus de Itália, França, Bélgica e Polónia.

A estrutura da exposição tem uma dominante de ordenação cronológica mas combina essa sequência de base com um agrupamento das obras em função dos confrontos comparativos (estilísticos, iconográficos, etc.) que importa suscitar.

O percurso integra uma vasta quantidade de materiais gráficos, incluindo uma zona exclusivamente dedicada ao conhecimento, exposição e polémicas relacionadas com os Primitivos Portugueses desde 1910. Inclui também uma vasta documentação laboratorial associada à investigação do processo criativo das pinturas mais relevantes.

O núcleo expositivo no Museu de Évora é especialmente dedicado aos pintores luso-flamengos e às oficinas activas na cidade nas primeiras décadas do século XVI.

Comissário: José Alberto Seabra Carvalho"


Cronologia da república - 2ªedição - 9 de Novembro

  • 1918


É fechado o jornal “O proletário” de Estremoz




Fontes

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Os amigos da nossa República


Estão a ver os nossos Marocas todos a berrar pela defesa dos Direitos Humanos? Claro que estão, andamos nisso há décadas. Mas agora é diferente, os Marocas não gostam de vestir a tanga vindo aí os frios do inverno. Vai daí... Olá China, República Popular!
E vai de hastear bandeiras condizentes. Popularuchas. Parece que trazem dinheiro para que o povo abafe a sua revolta contra as mordomias dos grandes. Dos senhores ético-republicanos, comemorantes dos 100 anos da velhota.
É assim. E já foi tão mau: aquando da I GG, ou da parvoíce colonial. Portugueses, abram os olhos. Ou não se queixem.
P.S. Parece que Sócrates impôs à China, nesta visita de Hu Juntao a abolição da pena de morte. ele, subjugadamente, aceitou...

Cronologia da república - 2ªedição - 8 de Novembro

  • 1924


José Rodrigues Migueis reconhece que as eleições na província são falseadas

  • 1925

Na eleição nº5 para o congresso da república, Salazar candidata-se por Arganil como activista do CCP

Segundo Raul Proença o problema da República é o esmagamento dos pequenos partidos




Fontes

domingo, 7 de novembro de 2010

Os românticos do punho erguido


O amigo (presidente) chinês ("amigo" do povo dele e dos nossos problemas) está em Portugal a comprar a nossa incompetência. Tinta e seis anos depois da data mais sagrada para os românticos do punho erguido contra a ditadura da II república, o chefe supremo da ditadura visita Portugal com palavras de cooperação económica. A política, essa, a moral, deve ser deixada de lado; os direitos humanos, esses, são relativos; o que importa é dinheiro muito dinheiro. Trinta e seis anos depois da data mais sagrada para os românticos do punho erguido a ditosa "revolução" não vale mais do que uma pobreza assustadora e a ausência de esperança. O amigo chinês sabe bem a nossa história, tal como os demais chineses gosta muito de roletas e casinos. Um grande casino tem sido este (outrora) país nas mãos dos vendilhões da I república, da II e da III de "Abril". Pobres românticos manetas.

Cronologia da república - 2ªedição - 7 de Novembro

  • 1918


As disciplinas que devem vigorar nos vários cursos das Faculdades de Letras de Coimbra e Lisboa, são determinadas pelo governo

  • 1922

Distúrbios e agitação social em Lisboa com mortos e feridos

  • 1924

A polícia acaba com as comemorações do 7º aniversário da revolução russa

  • 1925

O tribunal militar absolve os implicados no 18 de Abril

António Sérgio é apologista de “uma ditadura de reforma”

O impulso messiânico da república acabara





Fontes

sábado, 6 de novembro de 2010

Nem Cavaco, nem outro qualquer

Engana-se, Dr. Rui Ramos: Portugal não precisa de Cavaco Silva, pois já o conhece há trinta anos. Aliás, não precisa de nenhum presidente. Basta!

Repúblicas amigas


O presidente da República Popular da China visita a República Portuguesa. Tão amigas, dizem, que são. De facto há uma história em comum. Foram repúblicas implantadas com regicídio, genocídio, tortura, opressão, terrorismo, ditadura e lavagem cerebral. A nossa é uma "democracia", dizem! A Chinesa está a "abrir-se" ao mundo. Vêm comprar os nossos portos marítimos, bancos, dívidas, por isso o nosso presidente da república e governo devem "abrir" os braços a estes nossos amigos, principalmente, a estes amigos tão amigos do seu povo, que eles são.

Estudar a história de Portugal

O presidente desta república incitou os jovens a estudar a história de Portugal naquela que foi a única frase coerente que lhe ouvi em ano de centenário. Obrigado sr. presidente. É esse o papel primordial deste blogue. Que a história não seja esquecida, manipulada, adulterada pelas conveniências. Que os Portugueses saibam o que foi o terrorismo político que assolou este país e cujos tiques e tentáculos permanecem tão evidentes.

Cronologia da república - 2ªedição - 6 de Novembro

  • 1911


Instabilidade em Angola

António José de Almeida é insultado e espancado em Lisboa e no Porto

  • 1918

Proclamação dos “núcleos de oficiais” assinada pelo General Jaime Leitão de Castro

  • 1919

Novo atentado contra o industrial Alfredo da Silva

  • 1920

A assembleia contrai um empréstimo para despesas com a manutenção da ordem pública

  • 1921

O governo dissolve a assembleia da República

  • 1924

O governo nacionaliza a agência financial do Rio de Janeiro

  • 1925

É fechado o jornal “O Democrata” de Coimbra

É fechado o jornal “A defesa” de Coimbra





Fontes

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cronologia da república - 2ªedição - 5 de Novembro

  • 1910


Continuação da lógica do caciquismo local e dos aparelhos partidários, como consequencia da predominância do regional sob o nacional, como se estivessemos numa nova forma de feudalismo.

  • 1913

É fechado o jornal “O porto da horta”

  • 1919

Bernardino Machado é reintegrado como professor na faculdade de ciências de Coimbra

  • 1921

Governo nº29 da república, presidido por Carlos Maia Pinto. (41 dias)

Gabinete que mobiliza participantes da noite sangrenta, como dissidentes do partido democrático. Manuel Maria Coelho demitiu-se para evitar uma intervenção estrangeira pois havia o medo europeu de dar-se uma revolução bolchevista em Portugal




Fontes

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

«Comemorar "esta" República?»

É este, exactamente, o título de uma carta do leitor Américo Marcelino, de Lisboa, publicada hoje no JN. Transcrevo apenas o seu início:
«Se eu tivesse de optar entre o regime monárquico e o regime republicano, racionalmente escolheria a república. Confesso, porém, que uma vez instalado qualquer destes regimes, salvaguardadas as regras da democracia, não mexeria uma palha para provocar a sua substiuição e, muito menos, seria cúmplice da série de crimes e violentações em que importou a instalação da República».
E, já agora, a sua finalização: «Comemorar "esta" República? para além de isso significar um atestado de menoridade a monarquias progressistas como a inglesa ou sueca... algum pudor deveria levar a esquecer discretamente algumas das páginas negras da nossa História...».
Façam V. Ex.cias o favor de ler o texto na íntegra. É muito salutar. E encorajador - porque assim vamos conhecendo portugueses - cada vez mais portugueses - sabendo apreciar pela sua própria cabeça.

Coisas do progresso

Três cores que tudo dizem: Etiópia, Bolívia, Congo, Camarões, Guiné-Conacri, Guiana, Gana, Burkina Faso, Togo, Benim, Senegal, Mali, "República Portuguesa" e... CAVACO SILVA. Todo um progama.


Brincadeiras no convento: post ao Papa, Cardeal-Patriarca e Bispos portugueses

O governo concedeu alguns benefícios fiscais à Igreja que pelo que parece, não está assim tão afastada do Estado como os comemoracionistas querem fazer crer. O mais certo, é ter existido algum acordo tácito ou táctico entre as duas instituições, num toma lá-dá cá que não pode ter deixado de ser apercebido por alguns. Há um ano, em voz fininha e melosa, o bispo do Porto tecia loas ao 31 de Janeiro. Já em 2010 e assim que chegou a Portugal, o Papa passou uma esponja de água benta sobre todas as violências e ilegalidades cometidas pela República Portuguesa, quase celebrando um Te Deum aos acontecimentos do 5 de Outubro de há cem anos. O pobre homem não deve andar bem informado, porque se conhecesse o que está em causa, recusar-se-ia a participar num certo petit-commerce de indulgências que se faz à descarada. De facto, o Papa, o Cardeal-Patriarca e os Bispos, deviam mostrar algum respeito por aqueles religiosos que em Portugal se sacrificaram no exercício das suas funções.
Os programas televisivos e as conferências multiplicam-se, pretendendo deixar uma luminosa aguarela das maravilhas do relacionamento entre a Igreja e a 1ª República, num estranho re-arranjo polifónico da História, decerto sob a batuta dos chefes de orquestra Rosas & Rollo. Pretendendo contribuir para este clima de Saúde e Fraternidade, passaremos a divulgar alguma investigação no M.N.E., aqui deixando uma modestíssima contribuição especialmente dedicada à Conferência Episcopal Portuguesa, assim como a Sua Santidade o Papa:

"Sir, - I read with feelings of disgust in Saturday's "North Mail", an interview which one of your foreign correspondents had with an English resident in Portugal on the past and the future affairs of Portugal. He gives a glaring misrepresentation of the real facts os the situation at the time of the revolution. He states that there were no attacks on the convents and monasteries.
On wednesday, October 5th, about 5 o'clock, the massacre of the inmates of the monasteries began. The Lazarist College of Arroios, at Lisbon, was singled out as one of the special objects on which the scum of Lisbon, encouraged and aided by the military "heroes", wrecked their vengeance. The drunken mob burst into the college, after having broken the doors and windows. They first meet in the corridor the Rev. Pere Barros-Gomes, aged 72. They rushed upon him, and one of the mob stabbed him with a poignard, and, not content with this brutality, they beat the aged priest with the butt end of their muskets on the head and chest until death ensured. They then continued their bloody drama by riddling the body of Father Fragues with bullets while he was imploring of them in Portuguese: "For the love of God, do not kill anybody". After this double assassination the band of ruffians dispersed through every part of the college, ransacking, plundering, and smashing everything they could lay their hands on.
The jesuits suffered a greater amount of persecution. Twenty-three of them were incarcerated in a space that could hardly give decent accomodation to three, while now the despots are pursuing the Jesuit beyond the ocean with their animosity. So "politely" were the Good Sisters treated, that one of them, an English lady, had lost her reason.
It was against Christianity that the revolution was directed, planned and executed. By driving the priests out of the country, by eliminating the name of God from the schools, and persecuting religion generally, they consider this the most efficient way to bring into existence as Godless and atheistic. people. This is made manifest by the fact that every member of the dictatorship is a Freemason, and by their subsequent iniquitous laws agains the Church.
- Yours, etc...

An Irish Liberal,
Prudhoe-on-Tyne, Dec. 31, 1910"

Despacho enviado em 7-1-1911 a Bernardino Machado, ministro dos Negócios Estrangeiros, por Jerónimo da Câmara Manoel, 1º secretário* da Legação de Portugal em Londres
Maço I, Série A, nº13, Arquivo do M.N.E., Lisboa

*Adesivo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A evolução republicana


A República calou-se. Qual um pato bufo. Descomemorou-se. Vai à deriva, tão mais à deriva quanto gastou uns milhões de euros afirmando que sabia para onde ia. Burla sem imaginação, a da República, cobradora - colectora - de impostos. Esbanjou e agora esmifra. Com o à-vontade de uma aventureira qualquer.
É o fim. O dela, claro. Os portugueses, percebem-se capazes de levantar a cara. E de, finalmente, cobrar os cobradores. O conto do vigário tem os dias contados. Já somos só nós...
Avisa a Polícia: atenção ao golpe do esticão. Mudo, bufo, mas eficaz.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Esperava-se mais de um jurista


No último Boletim da Ordem dos Advogados recebido, uma crónica bradava, eufórica, que em 5 de Outubro de 1910 teriam acabado os subditos e começado os cidadãos...
Porque nesta fase do campeonato, já toda a gente, menos os escassos republicanos, percebeu o logro da República (vd., por exemplo, a sondagem a decorrer no AVENTAR), limito-me a deixar aqui, a propósito, um excerto do discurso de D. Pedro V, na cerimónia da sua coroação. Ei-lo:
«Farei manter, quanto em mim caiba, os direitos, as garantias e a liberdade dos cidadãos portugueses. Empenhar-me-ei, dentro da esfera das prerrogativas reais em promover por todos os meios a pública prosperidade».
Estavamos em 1855. Mas já então a terminologia utilizada traduzia a modenidade dos conceitos que a demagogia de agora quer ocultar.

Continua, soma e segue

Como vai votar nas Presidenciais?

  • Cavaco Silva (3%, 88 Votes)
  • Manuel Alegre (1%, 41 Votes)
  • Fernando Nobre (7%, 198 Votes)
  • Duarte Pio (40%, 1.174 Votes)
  • Francisco Lopes (1%, 16 Votes)
  • Defensor Moura (0%, 3 Votes)
  • Candidato Vieira (4%, 131 Votes)
  • António Pedro Ribeiro (0%, 9 Votes)
  • Não voto (42%, 1.223 Votes)
  • Em branco (2%, 48 Votes)
  • José Pinto-Coelho (0%, 9 Votes)

Total Votantes: 2.940

domingo, 31 de outubro de 2010

Santificada seja a Vossa República!



No último ano temos sido bombardeados com propaganda massiva sobre as vantagens de termos uma República. De como o regime, neste centénio, levou o país ao progresso, elevando Portugal, entre todas as  nações, ao modelo paradigmático de supra-desenvolvimento. E, muito embora, todos os dias a comunicação social contradiga este paradigma, certo é que muitos milhões foram gastos para refundar a ideia e a própria República passando uma esponja sobre o conflituoso e quase anárquico período de 1910 a 1926, e obliterando a memória do Estado Novo, já não considerada II República (mesmo apesar da Constituição de 1933 assim a designar), mas um triste parêntesis ditatorial de apenas ...48 anos! Talvez, se vivêssemos numa monarquia, a mesma quantia fosse gasta em exaltações. Mas para um regime que se arroga a uma sobriedade que os reinos não possuem, tais comemorações não são apenas censuráveis, são um acto criminoso.
Por outro lado, uma certa historiografia e um certo jornalismo têm colaborado nesta exaltação republicana. A RTP não faz mais do que o seu serviço. Tem-no feito desde a sua existência, ou seja agradar a quem está no poder, mais ou menos controlada politicamente pelo regime e pelos governos que por ele vão passando. Os seus funcionários são marionetas dos governantes. Nesse aspecto, as séries romanceadas que a televisão pública lançou sobre a pretensa "História" da República foram bem o testemunho da manipulação dos factos e a exaltação de alguns actores dessa épocas, ou seja, em resumo: os monárquicos eram os maus e os republicanos, claro, os bons. Segundo guionistas e alguns historiadores é impossível de fugir a esta trama. Não contentes, depois da republicanice  viral aguda que contanimou a nossa historiografia, a nossa política e os media faltava convencer-nos que a Igreja Católica era, afinal, uma peça essencial desse enorme puzzle chamado república portuguesa. Com o documentário Republicanos, graças a Deus! a RTP desembaraçou-nos, finalmente, desse pesado preconceito ideológico que opunha republicanismo a clericalismo e ficamos a saber que a separação entre a Igreja e o Estado foi uma libertação e que nunca as relações entre a Santa Sé e Portugal foram tão cordiais como depois de 1910. E obreiros do regime libertador alguns padres, quais arautos da liberdade, que odiavam o trono e urdiam desejos para beijar o barrete frígio. Isto é uma boutade, claro, para quem conhece um mínimo de História Religiosa e História Contemporânea de Portugal. Mas ainda assim, a RTP e os Rosas &; C.ª Lda., vão fazendo dos portugueses burros e de alguns pobres, vendidos. A Igreja, claro, faz como sempre fez: mudam-se os regimes, mudam-se os amigos. E talvez compreendamos que à Igreja agradasse andar de mãos dadas com a República Portuguesa. Sobretudo com a Segunda. Afinal as confiscações de 1911 foram quase todas devolvidas pelo Estado Novo e o catolicismo continua a ser largamente apoiado pelo regime. Com tão cimentada amizade talvez até um dia destes, numa eventual reforma do catecismo, venha uma nova oração ao Padre Nosso, dirigido não ao Seu Reino, mas à Sua República.

Contas da República e do Socialismo


"Portugal é neste momento o sétimo país do mundo mais arriscado (para se emprestar dinheiro). Pertencemos actualmente a um top 10 de risco que reúne nomes ilustres como Venezuela, Dubai, Grécia e Iraque. Portugal é considerado actualmente como duplamente mais arriscado que Rússia, Israel ou Colômbia.
(...) Foi desastrosa a gestão da imagem pública da República nos mercados internacionais este ano.
"

sábado, 30 de outubro de 2010

Palavras de um magistrado republicano


A História republicana guarda o seu nome com zêlo. Daniel Rodrigues, juiz, homem de fanatismos. Após o falhanço da Monarquia do Norte, não só envergou a beca, como abriu a boca, nos jornais.
Aqui ficam excertos da sua justiça: «o desbotado pavilhão do morgadio braganção», «rei D. Manuel da Ericeira», a «sua esposa boche», «maldita, sejas, trágica múmia de coroa».
Last, but not least: «Tudo deve ter o seu ajuste de contas. Tudo quanto represente provocação». Desde logo, «o ruído ensurdecedor dos sinos».
Ou seja, o repicar dos sinos - a rebate ou de alegria. Do povo.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Cronologia da república - 2ªedição - 29 de Outubro

  • 1913


Destruição do jornal católico “O Universal”

  • 1921

Explosão de bombas na sede das juventudes sindicalistas

  • 1923

Greve e agitação operária no Porto




Fontes

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Vêm aí as Presidenciais


Agora sim, já todos os concorrentes se apresentaram à linha de partida. São cinco, parece que definitivamente. Cavaco, Alegre, Nobre, Lopes e Defensor, eis os nomes dos atletas, apresentados de forma absolutamemte aleatória.
Estamos a poucos minutos da partida, mas já se gerou alguma celeuma. Os participantes na corrida discutem entre si de que modo as respectivas claques se hão-de manifestar - com ou sem outdoors?
Alguém alvitra que troquem esses papeis inúteis por brinquedos e instrumentos artesanais, como o tambor, o reco-reco. Fazem barulho e sempre agitam um pouco a pasmacenta economia nacional.
E é com um ar resmungão, de quem prosseguirá amanhã a discussão, que os candidatos se encaminham para os seus lugares, joelho ao chão, respiração funda. Vai ser dada a partida...
Partiram!!! Aí vão eles. Quatro voltas à pista e uma eventual volta mais, em caso de dúvidas sobre o vencedor. Mas não, aproximam-se já da meta, com um concorrente á frente, destacadíssimo. Quem será?, não o distinguimos entre a poeira levantada... Estranho, não o reconhecemos mesmo, agora que cortou a meta. Mas é um sexto participante, afinal...
Ah!, vejamos a sua dorsal. Correu magníficamente... e chama-se... FMI.

Recandidaturas, prazos e outras batotas!

Há tempos que me venho referindo a esta ‘ditadura do prazo’ (constitucional) que impede que os portugueses se pronunciem sobre o rumo que pretendem para o país! São seis meses ou mais em que o ‘suposto’ árbitro não pode apitar nem marcar faltas, especialmente as mais graves, deixando o jogo prosseguir de acordo com as conveniências (e as politiquices) dos partidos políticos! Esta ‘suspensão democrática’ deve ser caso único na união europeia como também deve ser caso único esta obediência servil a uma lei que foi (mal) feita por uns quantos portugueses e que portanto (calculo eu) pode ser mudada por outros. A não ser que estejamos perante um texto sagrado!

Noutra vertente, a actual constituição republicana também faz batota quando limita a duas a sequência de recandidaturas à chefia de estado. Mas afinal que interesses pretende a república proteger?! O que leva o regime republicano a condicionar (mais uma vez) o sufrágio universal, limitando assim a vontade dos portugueses?! Será que tem medo que a república se transforme, de facto, numa monarquia electiva?! E já explicou isto aos portugueses a ver se eles concordam com o argumento limitativo?! Argumento que na prática apenas mascara a realidade de previsíveis recandidaturas que acabam (quer queiramos quer não) por subverter o regime.
São perguntas e mais perguntas feitas a um país que sobrevive amordaçado por uma ideologia estranha à sua cultura, aos seus interesses, e apenas ao serviço de uma minoria!

Saudações monárquicas

Cronologia da república - 2ªedição - 28 de Outubro

  • 1922


Greve dos mineiros de Aljustrel

  • 1923

Tumultos populares no Porto

  • 1924

Greve de trabalhadores em Guimarães





Fontes

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

E continua a sondagem no Aventar...

Um blog onde a esmagadora maioria dos participantes - quem escreve e quem lê - é da esquerda. Ora vejam os resultados às 14.03H de hoje:

  • Duarte Pio (50%, 555 Votes)
  • Não voto (30%, 327 Votes)
  • Fernando Nobre (7%, 82 Votes)
  • Candidato Vieira (6%, 66 Votes)
  • Cavaco Silva (3%, 33 Votes)
  • Manuel Alegre (1%, 14 Votes)
  • Em branco (1%, 12 Votes)
  • António Pedro Ribeiro (0%, 4 Votes)
  • José Pinto-Coelho (0%, 3 Votes)
  • Francisco Lopes (0%, 3 Votes)
  • Defensor Moura (2%, 1 Votes)

Total Voters: 1.105

Cronologia da república - 2ªedição - 27 de Outubro

  • 1911


Congresso do partido republicano apelidado de “circo dos cavalinhos”. Começa com 600 e acaba com 280 delegados

Com a vitória dos partidários de Afonso Costa, há a divisão entre os apoiantes de Brito Camacho e António José de Almeida

  • 1912

Assalto de repartições públicas e queima de documentos em vila flor

  • 1917

Decreto de mobilização agrícola

  • 1918

É fechado o jornal “O Minho” de Viana do Castelo




Fontes

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vamos tentar uma...

... que os esclareça de uma vez por todas. Se nas próximas "presidenciais" os portugueses levarem a abstenção a um resultado superior a 50% do universo eleitoral, talvez o "caso" mude de figura.

Entretanto, o blog Aventar está a proceder a uma sondagem acerca das eleições presidenciais. Entre os candidatos Cavaco Silva, Manuel Alegre, Francisco Lopes, Fernando Nobre, Vieira, José Pinto-Coelho e Defensor Moura, surge D. Duarte Pio. Às 17.15H de hoje, o Duque de Bragança ia folgadamente à frente, com 63%.

Façam o favor de visitar o Aventar.


"A multidão que acorreu ao funeral"

"(...) Três anos depois, porém, já estava nas tanoarias do Paço do Bispo, em Lisboa, onde foi aprendiz de tanoeiro. Ali ficou até aos 14 anos - aos 13, correu para ver passar o cortejo fúnebre de D. Carlos e do príncipe Luís Filipe, assassinados no Terreiro do Paço, e quase morreu esmagado pela multidão que acorreu ao funeral."

Mais uma vez se prova, até em documentos biográficos, que o povo ocorreu massivamente a despedir-se do seu Rei e que o espírito regicida-genocida republicano não colhia adeptos senão na escumalha que arruaçava o país.

obscura fibra


O despesismo podia proliferar, numa Monarquia, sem ser numa República?
Poder podia... mas não era a mesma coisa...

Do Metro de hoje

«Abre a caça na coutada de Belém» - hoje com o anúncio de mais uma candidatura, a de Cavaco Silva.
NUNCA NINGUÉM DISSE TANTO EM TÃO POUCAS PALAVRAS!!!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

baixa fibra


Os salafrários conseguiam viver, numa Monarquia, sem a República?
Poder podiam... mas não era a mesma coisa...

Birds of a feather flock together*

Publicada em Vias de Facto. Clique para aumentar.


A árvore genealógica acima publicada é um extraordinário documento sobre a perpetuação do poder económico e político em Portugal nos últimos 150 anos, entregue a uma burguesia liberal e económica, próxima da maçonaria. Esta nova aristocracia nada tem a ver com o conceito de aristocracia portuguesa do Ancien Régime, a qual, aliás, estava (como sempre esteve), nas vésperas do liberalismo, falida e totalmente dependente dos credores. Pelo contrário, os senhores das famílias Silva, Mayer, Espírito Santo e outras, construíram-se nos balcões da mercearia, conspirando contra a velha Ordem, segundo eles decrépita e avessa ao progresso. Mas como acontece com qualquer complexo mal resolvido, o objecto odiado é também o objecto do desejo e, nesse sentido, não foi preciso muito para que a velha Ordem fosse substituída por um novo estado de coisas, governado por esta oligarquia de antigos marçanos que acalentaram a ideia de República para o bom sucesso dos seus negócios. Os netos, bisnetos e trinetos desses senhores ainda aí estão, financiando a causa republicana, enquanto ela lhe for útil aos seus negócios. E ainda há quem se espante com isto.

* provérbio inglês, cuja tradução pode ser "pássaros da mesma plumagem acasalam entre si".