quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Cronologia da república - 2ªedição - 8 de Dezembro

  • 1917


Assalto ao jornal “O mundo” de Lisboa

Detenção de Afonso Costa no Porto

É fechado o jornal “República” de Setúbal

Adiamento do julgamento de Machado Santos

  • 1920

O jornal açoriano “ABC” é fechado

  • 1923

É fechado o jornal “O popular” de Braga

Carlos Rates defende uma ditadura de esquerda, contra à anunciada ditadura de direita





Fontes

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

D. Duarte, um Rei para a CPLP



No excelente blog que é o Bic Laranja, corre uma enorme polémica acerca do pedido da nacionalidade timorense, atempadamente enviado pelo Senhor D. Duarte às autoridades de Dili. Passando sobre umas tantas habituais e inócuas grosserias, a maioria dos comentadores - mais de 80! -, manifesta uma certa estupefacção pelo pedido real, dada a total incompreensão daquilo que é o direito sucessório à Coroa e a manifestação de um visionário projecto de uma portugalidade renovada.

Jamais qualquer londrino ou edimburguês questionou o facto de Isabel II ter a nacionalidade britânica e simultaneamente, ser canadiana, australiana, jamaicana, ou neo-zelandesa. O conceito da Commonwealth que tão bem tem servido uma imensa comunidade de povos e de interesses, normalizou este aspecto marginal da "nacionalidade". Antes de tudo, Isabel II é a soberana em título, como tal reconhecida representante da dita comunidade de valores e dos interesses que até hoje ditam a ainda forte presença britânica no mundo. Mais, Isabel II é o chefe da Commonwealth, onde pacificamente coexistem monarquias - entre as quais as acima citadas e outras que como Tonga, o Lesoto e a Suazilândia, têm soberanos próprios - e repúblicas como a África do Sul, a Índia, o Ceilão/Sri Lanka, ou a Tanzânia.

Arrepelam-se os cabelos, atira-se cinza do tabaco para a chávena de café e roem-se unhas em estupor pela "perda do Rei". Mas que perda? Onde está ela, que ninguém no seu perfeito juízo a vislumbra?

D. Duarte vê um Portugal maior e mais extenso que jamais, composto por uma miríade de povos livres e soberanos, mas voluntariamente unidos num interesse comum ditado não apenas pelo passado, mas pela necessidade do gizar de um futuro que hoje, nesta fase de acelerado desaparecimento de um mundo que durante tanto tempo conhecemos, urge erguer e garantir. O espaço atlântico, alargado ao Índico e às longínquas paragens do Pacífico ocidental, são a meta tentadora que é imperioso atingir. Incluir na CPLP a Guiné Equatorial, o Senegal, a Indonésia e quem pretenda revigorar ancestrais laços com a velha e quase desaparecida potência do alvorecer da globalização, consiste em primeiro lugar, numa enorme honra e distinção para os portugueses. Torna-se ainda mais importante, por dar total consistência ao nosso secular projecto nacional, por si só capaz de atrair a simpatia e o sentido de pertença de gentes de características tão díspares e separadas por oceanos e continentes.

Existe um discreto sentimento de temor pela incerteza destes dias e a procura da segurança, induz à acção. Estando Portugal incluído em alianças colectivas de inegável poder no mundo, tal servirá para a aproximação de muitos países com difíceis problemas de afirmação e de progresso. Foi isso que o Duque de Bragança entendeu, ao viajar ininterruptamente por paragens onde Portugal deixou marca indelével. Preocupada com a sua irreversível decadência que ameaça a própria existência do Estado, a república deveria estar-lhe sumamente agradecida e entusiasticamente aderir ao projecto.

Melhor contributo, não seria possível deixar à posteridade. Estamos possivelmente, no começo de um novo tempo e o caminho parece tão evidente quão infalível.

* Há precisamente 35 anos e aproveitando a loucura que grassava em Lisboa, o regime de Suharto invadiu Timor-Leste. Quem não se recordará daquilo que D. Duarte representou para a Libertação daquele povo, hoje dono do seu território?

Não ver o óbvio


A principal questão na abordagem à substituição, urgente, deste decadente regime republicano prende-se, para mim, não somente com a figura do chefe de estado mas com a "arquitectura" funcional e operacional do regime. Observem esta bandeira, pode ser um bom exemplo ideacional. Óbvia, simples, estrutural e conjuntural. Assim deve ser o mapa de um estado eficaz, aberto, sem sombras, sem procuradorias, chupadorias, supremos isto, tribunais administrativos aquilo, sem constituições de cinco quilos, sem teias de promiscuidades e interesses pessoais, isto é, um Estado sem caprichos e enteados, sem tetas e capachos, que não levante a mínima dúvida, nem ao mais desatento, do que deve ser a separação entre Estado/Pátria e Parlamento/Governação.
Dizem-me que o Chefe de Estado é importante. Óbvio. Mas que valor tem um chefe se este é avençado de x em x anos, se foi escolhido por "critérios" partidocráticos, se se porta como um gerente de lápis na orelha a "contabilizar" o survedouro? Observem esta bandeira. Uma estrutura simples, leve mas sofisticada, exige um Chefe de Estado, transparente, isento, presente mas não impositor, representativo mas não comprometido, que contemple o passado colectivo e permita o presente-futuro. Um Rei. Não é óbvio?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cronologia da república - 2ªedição - 6 de Dezembro

  • 1913


Protestos de industriais do Porto e de Lisboa

  • 1914

É fechado o jornal “O Abrantes”

  • 1918

Tentativa de assassinato de Sidónio Pais por um maçon

  • 1924

O governo é autorizado pela assembleia a fornecer gratuitamente o bronze necessário para a construção da estátua do marquês de Pombal





Fontes

domingo, 5 de dezembro de 2010

Cronologia da república - 2ªedição - 5 de Dezembro

  • 1913


É fechado o jornal “A Democracia” de Coimbra

  • 1917

Revolta liderada por Sidónio Pais, para travar o envio de tropas para a 1ªGuerra Mundial

Tumultos e assaltos no Porto, Ermesinde, Rio Tinto e Gondomar




Fontes

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O nojo


Enquanto as notícias vagueiam pelo folclore da eleição presidencial eu reservo-me ao nojo neste período que se avizinha. São candidatos a si. Não são candidatos pelo país. Primeiro eles, os candidatos, depois o partido deles, dos candidatos, depois os rapazes deles, que se sentam à mesa dos candidatos, depois o discurso deles, da ideologia mastigada em rascunho, dos candidatos, depois o povo, os outros, os ouvintes, os pedintes, do cortejo, da plateia, que acena, que se contenta, pela participação de cruz. Eu não, tiro licença, sem licença, de nojo.


A república comemorada

A não perder este interessantíssimo e conclusivo artigo de Carlos Bobone sobre a historiografia da revolução republicana e a república idealizada. Onde ficamos a entender como os historiadores do regime ao fim de cem anos concedem no fracasso da revolução do 5 de Outubro, e que afinal existem tiranias bem intencionadas e as outras.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A República tem datas para esquecer?

(...) Em 25 de Novembro as forças de esquerda - militares primeiro, a componente civil à espera - tentam o assalto e são derrotadas, mais pela intimidação do que pelos combates. Cunhal terá percebido que iria perder e deixa cair a outra revolução que o colocaria - a si e ao PC - no poder em Portugal. Só aí se inicia verdadeiramente o processo democrático português.

Como é que uma data destas não é celebrada, nem sequer lembrada? Ainda por cima, o partido que mais lutou para ela acontecesse foi o maior partido da altura e o maior ainda agora; o PS. Não tem portanto origem partidária, este esquecimento.Não tem explicação este esquecimento.

Ou tem?

Pelo desígnio de Portugal

Uma Confederação de Estados Lusófonos.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Uma lição à República. Em inglês.



Video acabado de chegar, via Radical Royalist

Cronologia da república - 2ªedição - 1 de Dezembro

  • 1910


Greve dos funcionários do gás e electricidade do Porto

Os radicais começam a perseguição política no exército

  • 1912

É fechado o jornal açoriano “A Luta”

  • 1918

É fechado o jornal “O Norte” de Braga






Fontes

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A legitimidade da república

Nunca é demais falar.

Adenda: A "discussão" no fórum já começou e alastrou-se rápidamente. Felizmente falar de Monarquia começa a incomodar muita gente.

O grande democrata.


Em 1967 Cavaco Silva escreveu e assinou por baixo, num documento público que estava "Integrado no actual regime político", acrescentando um reparo: "Não exerço qualquer actividade política". Estas declarações vêm firmar o que já sabíamos sobre o carácter do actual Presidente da República: é da fibra da maioria dos portugueses, daqueles que a 6 de Outubro de 1910 eram todos republicanos e que no dia 25 de Abril de 1974 juraram a sua intrínseca democracia. A história recente deste país tem sido feita por estes homens, tão versáteis como cobardes. Condições absolutamente necessárias para se ser um bom estadista.

O preconceito no tratamento social na República Portuguesa

Por várias razões, não difíceis de intuir, o uso dos títulos a seguir à "implantação" terrorista da República ampliou-se, generalizou-se e tomou a forma de "escadaria" no percurso social. Não há país mais pretensioso no uso dos títulos que a república Portuguesa. Qualquer bacharel é Doutor X, qualquer licenciado é o Senhor Doutor Engenheiro XY. Este abuso desapropriado numa República laica e igualitarista podia pressupor uma lógica compreensão face ao significado das distinções – nobiliárquicas ou não –, as suas origens e, sem complexos, do seu significado enquanto "património" pessoal. Mas não...



Ler o resto aqui.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cronologia da república - 2ªedição - 29 de Novembro

  • 1911


Abertura do “Tribunal das Trinas”

Greve dos camponeses Alentejanos

  • 1913

Prisões políticas em Torres Novas

  • 1914

É fechado o jornal “O Trabalho” de Viana do Castelo

  • 1915

Entram em greve as costureiras do Porto

Governo nº9 da república presidido por Afonso Costa (107 dias). O governo é organizado por indicações parlamentares por vontade de Bernardino Machado

  • 1917

O arcebispo de Braga é expulso do país por ordem do governo

  • 1921

Os partidos políticos não conseguem criar estabilidade no país

  • 1923

Aumento da contribuição predial

Despedimentos na função pública

Comparticipação do estado nos lucros das sociedades anónimas

  • 1925

O governo regulamenta as condições de ida para o estrangeiro de indivíduos obrigados a cumprir o serviço militar

  • 1926

O governo alarga os poderes do Presidente da República

Enquanto não fosse eleito o Presidente da República, o poder era assumido pelo 1ºministro




Fontes

domingo, 28 de novembro de 2010

Cronologia da república - 2ªedição - 28 de Novembro

  • 1913


É fechado o jornal “O Rebate” de Lisboa

  • 1914

Desordem em Setúbal

  • 1918

O governo aprova os programas do ensino secundário

  • 1922

Gago Coutinho é dispensado por lei de todas as provas e exames para a obtenção do diploma de observador aeronáutico





Fontes

sábado, 27 de novembro de 2010

Notícias da Itália

Deixando de lado as misérias e mediocridades do nosso triste quotidiano, recomendamos um olhar muito atento a este importante trabalho que da Itália chega. Uma grande quantidade de textos que tem Portugal como objecto de interessado estudo e reflexão. Sem grande surpresa, deparamos com aquilo que há décadas alguns dizem sem que sejam escutados, ou pior ainda, sendo desprezados pela turba que deixa o país nesta situação desesperada.

Os próprios italianos o dizem: temos de nos ver livres daqueles que condenam Portugal a uma desnecessária canga.

"- Portugal é um país central no complexo euro-atlântico e não pode submeter-se a orla periférica do Mitteleuropa;

- A comunidade cultural, linguística e afectiva dos países herdeiros da expansão portuguesa não é um adereço retórico; detém hegemonia económica, demográfica e política sobre a América do Sul e encontra em Angola o mais poderoso Estado da África negra após a África do Sul, posto que a Nigéria perdeu a sua grande oportunidade;

- Portugal está virado para os grandes espaços. Mais que uma inclinação, há uma verdadeira pulsão existencial que o impele a viver fora da Europa;

- Portugal não está condenado a desaparecer: há um grande potencial nos futurivéis, conquanto nos libertemos do Euro, que nos empobreceu;

- O Estado Social e as suas quimeras nórdicas levou o país à miséria, pelo que a ideia de Estado Social se deve adaptar aos recursos do país;

- A CPLP pode ser o pan in herbis de algo realmente grande e a ideia peregrina de juntar todos os países resultantes das fases imperiais de Portugal é, mais que uma nostalgia, uma ideia moderna e actualíssima na era da globalização;

- A Lusosfera não é um mito. Haverá dirigentes à altura para a alavancar ?"
Tudo AQUI, no Combustões, com um video de uma importante entrevista a não perder.

Cronologia da república - 2ªedição - 27 de Novembro

  • 1910


Protesto de caixeiros

  • 1911

Desalojamento de sacerdotes em Lisboa

  • 1925

Manifestações pela protecção das colónias





Fontes

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A dívida da república:


Há uma formula de nos livrarmos dela: os mercados que nos fiquem com a república como penhor.

Cronologia da república - 2ªedição - 26 de Novembro

  • 1911


Tumultos populares em Lisboa

18 mortos e 200 feridos num protesto radical

Tentativa de linchamento de Machado Santos

  • 1914

Conflitos entre a Carris e a Câmara Municipal do Porto

  • 1917

Greve dos operários do Município de Lisboa

  • 1919

A assembleia manda ocultar todos os processos de imprensa compreendendo os meses de Dezembro de 1917 e 1918





Fontes

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

República caloteira

Do Jornal de Notícias de hoje, acerca da greve: «Podemos parar um dia, mas não há folga para o défice e para a dívida pública da República portuguesa».
Pois não. Nem há dinheiro para a pagar. Só mesmo com a República a esmifrar Portugal e os portugueses.

União Ibérica

Onde já ouvi isto? Será que as Canárias têm um atmosfera hipnótica que leva ao Iberismo?

Nepal: restauração à vista

"A queda da monarquia foi, como todos sabem, um golpe minuciosamente preparado pela China, em estreita colaboração com diplomatas da União Europeia, com tamanha similitude com a crise dos "Camisas Vermelhas" na Tailândia que dir-se-ia ter sido o complot tailandês de Abril-Maio últimos a reedição do bem sucedido golpe de Estado no Nepal. O golpe plutocrático-comunista na Tailândia falhou, porque a monarquia está mais sólida e profundamente entranhada no ser e nos modos do povo. Mas tudo tem o seu tempo. Aos nepaleses, bastaram dois anos de república para poderem comparar. Nós somos mais masoquistas: assistimos ao longo de um século ao deslizamento da liberdade, do orgulho e do elementar direito a escolher, até chegarmos a este nadir humilhante de pelintrice esfarrapada. Os nepaleses são, pois, mais lestos. Que concluam o trabalho o mais rápido possivel, é tudo quanto desejamos."
Ler o texto todo, aqui, no Combustões

Essa é que é essa!

Passam hoje 165 anos sobre o nascimento de Eça de Queirós, para quem os republicanos se resumiam a "um grupo inquietante de pobretões descontentes" (A Capital). A visão certeira e arguta do escritor, intemporal. Parabéns, Eça!

Cronologia da república - 2ªedição - 25 de Novembro

  • 1910


Greve dos trabalhadores da companhia do gás e electricidade de Lisboa

Greve de ferroviários

  • 1911

O bispo da Guarda é proibido pelo governo de residir no seu distrito durante dois anos

Conflitos promovidos pela federação radical, devido à existência de curandeiras chinesas

  • 1917

É fechado o jornal “O povo de Abrantes”

  • 1918

É fechado o jornal açoriano “O Atlântico”

  • 1919

É preso um elemento implicado no atentado contra Afonso Costa

  • 1922

O governo aprova o regulamento da faculdade de enfermagem

  • 1924

É fechado o jornal “Jornal do Norte” de Braga

  • 1925

Extinção do ministério do trabalho

 
 
 
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

As Greves e as Repúblicas.



Greves. Algo a que a Primeira República se habituou rapidamente, a Segunda reprimiu e a Terceira desvaloriza. Nada de novo em Portugal desde 1910.

Polémica na maçonaria, porquê??


Cronologia da república - 2ªedição - 24 de Novembro

  • 1910


Greve de ferroviárias

  • 1911

Manifestação da carbonária contra o governo

  • 1912

Greve dos trabalhadores de cortiça em Silves

  • 1915

Greve geral em Guimarães

  • 1917

Existência de sociedades criminosas

  • 1922

Desordens em Ponta Delgada, derivado às eleições municipais

  • 1923

Sobre o governo de Ginestal Machado, António Lino pensa que a desconfiança em relação aos políticos têm de acabar, para Portugal não entrar numa ditadura




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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Apit'ó comboio (das comissões do TGV) !

Estes senhores do Centenário, não contentes em reivindicar fardos e fardos de excentricidades para a comemoração de coisa alguma, resolveram agora dar luz verde-vermelha de arranca-pára dos caminhos de ferro, como improváveis encarrilados impulsionadores da República em Portugal.

Uma muito risível anedota, dado ser mais uma clara fraude cometida pelos habituais amigos do alheio. Quando se sabe que mais de 80% das linhas férreas nacionais foram planeadas e construídas pela "nefanda Monarchia", virem agora os comissionistas do projecto TGV fazer propaganda aos comboios, não deixa de ser uma ridícula pouca vergonha. Querem obra que dê para o conto, é tudo.

Sabemos qual o fito da mudança de agulhas. Falam do Caminho de Ferro que a Monarquia construiu, preparando outro tipo de carris que conduzem directamente a certo tipo de contabilidade, provavelmente off-shore em qualquer paraíso tropical ou à beira das Colunas de Hércules. A exposição sobre os caminhos de ferro, embalada com laçarotes verde-rubros, indicia o pestilencial assunto TGV, onde alguns arredondarão o pecúlio por outrem prometido e impacientemente aguardado. Daí a insistência.

Porque não se dedicam a brincar com uns Marklin dos velhos tempos em que eram crianças privilegiadas?

São desavergonhados e não merecem qualquer tipo de crédito.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Cronologia da república - 2ªedição - 22 de Novembro

  • 1912


O governo nomeia o júri do concurso para a construção do monumento ao marquês de Pombal em Lisboa

  • 1914

Protestos em Lisboa

Jaime Cortesão critica o governo

  • 1915

Greve dos estudantes de liceu

  • 1918

Greve de ferroviários

Actos de sabotagem

Fecho de associações operárias

  • 1921

É fechado o jornal “O trabalho” de Angra do Heroísmo

  • 1925

As eleições legislativas ocorrem com inúmeros protestos pelo país






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domingo, 21 de novembro de 2010

Cronologia da república - 2ªedição - 21 de Novembro

  • 1910


Distúrbios em Alter do Chão

  • 1920

É proibido um comício de trabalhadores da câmara municipal de Lisboa

  • 1922

Atentado bombista numa igreja em Lisboa

Abandono dos campos pelos camponeses de Aljustrel em solidariedade com grevistas presos





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sábado, 20 de novembro de 2010

"O Tempo e a Alma"

O provecto Dr. José Hermano Saraiva continua dando lições de isenção e imparcialidade no seu programa "O Tempo e a Alma". Infelizmente, a fazer parte da grelha da RTP2, não vá correr-se o risco de portugueses em demasia o acompanharem.
Sobre essas exposições oficiais que o Centenário - antes da crise o expulsar - prodigalizava, nuna autêntica girândola de mentiras, hoje mesmo o Prof. Saraiva pegou no tema e contou tudo direitinho. O Regicidio, como conditio sine qua non, as trapalhadas de 5 de Outubro, a loucura de Afonso Costa, a I Gerra Mundial, Sidónio, a anarquia, o 28 de Maio, Salazar... Tudo muito bem explicado, diferenciando as Repúblicas todas - a I, a II, a III - para acabar alertando para a gravíssima situação actual. Do possivel fim de Portugal.
Há, reamente, programas e vozes que são ainda um grande antídoto contra os venenos aspergidos pelo GOL e sus muchachos.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

As 2ªs "damas" na República das Igualdades


A Democracia


A "democracia" também faz ponte? Ou faz feriados?


Cronologia da república - 2ªedição - 19 de Novembro

  • 1910


O governo determina a definição de uma obra de arte

  • 1911

É fechado o jornal “Democracia do Norte” de Viana do Castelo

É fechado o jornal “O semanário” de Chaves

Greve de padeiros

Conflitos dos grevistas com a polícia

  • 1918

Numa greve de ferroviários há a ocorrência de sabotagem

  • 1920

Segundo o governo, os nativos das colónias Portuguesas só têm a cidadania se integrarem os usos Portugueses

  • 1921

O general Gomes da Costa prepara uma conspiração militar

  • 1922

É fechado o jornal “Liberal” da Covilhã

  • 1924

O governo é derrubado pela Assembleia

  • 1925

É fechado o jornal “O democrático” de Évora

Revolta em Angola






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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Palavras para quê?

Nesta capa do próximo número da The Economist a bandeira da República Portuguesa é pequena e esfarrapada. Eu até chego a ter pena, não do país, nem dos portugueses, mas dos políticos e da sua ética republica... e acho que não vale a pena bater mais no ceguinho. Tudo é tão mau que qualquer propaganda não chega para limpar a obra deste regime centenário. Ela aí está, numa jangada de náufragos. Não tarda que a bandeira verde e rubra se substitua por uma branca. De rendição.

Repúblicas (republicanos) "informais"

"... A troca de presentes entre Cavaco Silva e Barack Obama não será feita presencialmente entre os dois presidentes, durante o seu encontro no Palácio de Belém, ao final da manhã de sexta-feira, mas serão entregues por via protocolar."

Intimidade e cordialidade para quê? São duas Repúblicas, concerteza.

Cronologia da república - 2ªedição - 18 de Novembro

  • 1915


O governo proíbe a exportação de enxofre

  • 1917

Atentado bombista no Porto

  • 1918

Greve geral promovida pela União operária Nacional

O exército, a mando do governo, ocupa as estações dos caminhos de ferros, para, evitar uma greve de ferroviários

Camponeses fazem greve em Évora e os seus líderes são deportados para África

Os efeitos da greve de Évora fazem-se sentir no Algarve e em Setúbal

Manifestação de operários gráficos

Manifestação de marceneiros

Prisão de sindicalistas

  • 1919

O governo revoga o decreto que mobilizou membros da GNR para patrulhas no país

O governo declara livre o comércio da batata, arroz e feijão

  • 1920

Tentativa de derrube da República em Lisboa

 
 
 
 
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

“O dois em um”

Este amigável com a Espanha é a melhor promoção alguma vez feita ao conhecido ‘dois em um’, champô e amaciador ao mesmo tempo! Marca ‘centenário’, produto da união ibérica, o modo de usar é simples: - organiza-se um campeonato de futebol a meias com o vizinho, e para parecer que é mesmo a meias, fricciona-se o champô no cérebro dos portugueses de forma enérgica e convincente! Enxagua-se de seguida, mas antes que o cérebro recupere aplica-se o amaciador, à base de vaselina e outras essências, para enfim percebermos porque é que a maioria dos jogos importantes se joga em Espanha ficando o refugo para Portugal. Em cabeças espessas ou mesmo carecas pode ser necessária uma segunda lavagem para se apurarem todas as vantagens do produto. Até porque joga a nosso favor a realização de uma meia-final! É aqui que entra o TGV! Os portugueses ainda não sabem, é um dos segredos da organização, mas a meia-final prometida será literalmente uma meia final, ou seja, a primeira parte joga-se em Lisboa, ao intervalo as equipas e demais comitiva metem-se no TGV (Poceirão) e acabam o jogo em Madrid. Mas atenção não vai ser sempre assim, no futuro só temos direito a um quarto de hora.