quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cronologia da república - 2ªedição - 15 de Dezembro

  • 1913


Afonso Costa, ministro das finanças, é eleito reitor da FDL. Nomeação vista como uma submissão ao regime republicano pela comunidade académica

O conselho superior de instrução demite-se

  • 1914

Tumultos em Tarouca

  • 1917

Prisão de Bernardino Machado




Fontes

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A Eutanásia

Aqui e ali, ouço umas vozes entusiasmadas com mais uma fractura exposta: a eutanásia; nome de menina! Já lhe imagino um busto com as mamas ao léu e um barrete à francesa. Os "éticos" pedem que caminhemos para o negócio da liberalização da eutanásia, com despesas a facturar pelos extremistas, os primeirinhos do aborto livre, esse aborto ironicamente celebrado pelos que não aceitam a pena de morte mas que até dão uma ajuda no suicídio assistido. Pois então que venha essa droga "libertadora" e depressa. A ver se o cadáver vai de vez e dá lugar a outra vida renascida. Beba lá um copinho disso, senhora República. Vai mais um? Até nunca.


Cronologia da república - 2ªedição - 14 de Dezembro

  • 1918


Assassínio de Sidónio Pais. Fim de uma longa suspensão da constituição.

Segundo Damião Peres e Francisco da Cunha Leal está lançada as bases do que este designa por Nova República Velha, marcada pela ditadura do partido democrático

O governo assume a totalidade do poder




Fontes

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

D. Isabel de Herédia na apresentação do livro de Áura Miguel

Realiza-se hoje, dia 13, pelas 12 horas, na Aula Magna da Faculdade de Medecina da Universidade do Porto, a apresentação do livro "O Papa e Portugal", da autoria da jornalista Áura Miguel.
A Administração do Hospital de S. João enviou os seus convites, ao público em geral, informando que S. A. R. a Duquesa de Bragança, D. Isabel de Herédia, também comparecerá ao evento.

Cronologia da república - 2ªedição - 13 de Dezembro

  • 1915


G.N.R é atacada em Pevidem

  • 1916

Tentativa revolucionária de Machado Santos

As garantias individuais são suspensas

É declarado o estado de sítio

São efectuadas várias prisões

  • 1923

É fechado o jornal “Democracia Nova” de Setúbal

  • 1924

É fechado o jornal “O Povo” dos Açores





Fontes

domingo, 12 de dezembro de 2010

Esta noite, Na TVI



Hoje, S.A.R. o Duque de Bragança, é entrevistado no programa "De Homem para Homem", na TVI24, às 23,00H.

Esta noite, Na TVI

Cronologia da república - 2ªedição - 12 de Dezembro

  • 1914


Governo nº6 da república presidido por Vitor Hugo Azevedo Coutinho. (44 dias) Gabinete constituido só por membros do partido democrático. Isso leva a que os deputados do partido unionista e Machado Santos renunciem aos respectivos mandatos.



  • 1915

É fechado o jornal “A Justiça” de Setúbal




Fontes

sábado, 11 de dezembro de 2010

Cronologia da república - 2ªedição - 11 de Dezembro

  • 1911


Greve no Funchal

O julgamento de um monárquico no Tribunal das Trinas é marcado com protestos

  • 1917

Governo nº 12 da república presidido por Sidónio Pais. (376 dias) O gabinete é constituido por civis

  • 1925

Após a renúncia de Manuel Teixeira Gomes, Bernardino Machado é eleito presidente da república. Chega-se a propor-se um golpe palaciano e fazer eleger-se o presidente, não através do parlamento, mas por sufrágio directo com recurso a plebiscito. (modelo que Salazar utilizará em 1932) Propõe-se o nome de Gago Coutinho




Fontes

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

No Combustões, um texto oportuno



A tela que maior entusiasmo concitou este ano na National Galery de Londres foi Charles I Insulted by Cromwell's Soldiers, pintada por Delaroche em 1836 ou 1837. Havia sido dada por perdida durante o Blitz de 1940-41, mas foi redescoberta algures na Escócia em 2008, voltando triunfalmente à casa de origem. O quadro mostra Carlos I, Rei de Inglaterra, sentado e absorto na leitura de uma qualquer obra edificante. À direita do soberano, já deposto e no cativeiro que lhe foi imposto no fim da chamada Segunda Guerra Civil, um soldado do Parlamento sopra-lhe no rosto o espesso fumo de cachimbo. À esquerda, um outro soldado, visivelmente embriagado, parece zombetear da desgraça do Rei, erguendo-lhe a taça das libações. Atrás dos dois foliões, dois militares puritanos assistem à ignóbil brincadeira sem intervirem.

No fundo, mais que a desdita de um homem humilhado por dois canalhas cheios de ódio, retrata o drama cósmico da inversão das polaridades, do triunfo do mal sobre o bem, do eclipse das virtudes da magnanimidade, da serenidade e da caridade. Aquilo que vulgarmente vejo nas exibições de ódio contra a monarquia e os monárquicos não passa disso: ódio a tudo o que não se compreende, ódio àquilo que não se pode ter nem pelo dinheiro, nem pelo atrevimento, excitação incontrolável dos sentidos na destruição de pedestais. É o ódio do plutucrata, príncipe do Reino de Mamona, dos condes da banca e marqueses dos supermercados, mais os seus caudatários, jograis-intelectuais em busca do dobrão de ouro atirado por esmola no fim das actuações. Tudo se resume a isso: despeito, eterna adolescência moral e uma quase certa revolta contra o berço onde se naceu. Não deixa de ter piada que é o povo chão quem melhor compreende os reis. O povo chão ama os reis. O mesmo não acontece com a burguesia, sobretudo a alta, que subiu a choques de punhal, bem como a novíssima, despenteada mental, a das Kátias e das Vanessas, dos futebóis, das gestões e das férias nas repúblicas dominicanas.

No Combustões

Obrigado, poeta, por me fazeres sentir um jovem

Um dos candidatos ao emprego de presidente da república sobe o tom da campanha. Atira com Camões. Olha os Lusíadas. Não cita os poemas mas diz que sabe quantos "cânticos" são e acha-se melhor que o rival porque ele sabe o que o outro não sabe. Sobe ainda mais o tom; meio tom, não exageremos: diz que se for ele a conseguir o emprego de presidente deste regime vai instigar os jovens à rebeldia, à insubmissão, à luta: "Não aceitem esta situação". Bem diz.
Obrigado, poeta, por me fazeres sentir jovem, é que eu pensava nisso mesmo, na insubmissão contra este regime imposto pela tirania. É pena achares – não levas a mal que eu, jovem, te trate por tu? – mas tenho pena que só vejas o "conformismo" naquilo que te interessa para manteres a conformidade das coisas, nessas coisas em que eu, jovem, não me conformo.


Vitória real



Em política, não existem coincidências.

Desde há alguns dias, a comunicação social tem noticiado as declarações do Duque de Bragança, referindo-se à disposição do Brasil ajudar Portugal a combater a crise económica e financeira. Enquanto alguns ignoraram totalmente a hipótese, houve quem tivesse exercido o seu "direito de troça" e ainda ontem, o nosso colega Portugal dos Pequeninos - que acusa D. Duarte de ócio! - desferiu um dos seus habituais ataques, talvez maçado pela evidente vacuidade e circunspecto mutismo de um re-candidato a certas "cooperações estratégicas" entre-palácios.

Os noticiários dizem que o governo do ainda presidente Lula da Silva, parece disposto à ajuda e que o sr. Teixeira dos Santos foi pragmático, ouvindo in loco a notícia daquela possibilidade. A compra de títulos de dívida, consiste na primeira fase e se existir vontade e competência no trato, poderemos chegar muito longe. Bem vistas as coisas, o governo português beneficia da diplomacia paralela da Casa Real, sem que isso implique qualquer tipo de despesa para os contribuintes. Gostem ou não gostem os detractores, engulam a evidência e aproveitemos a oportunidade.

A acção do cada vez mais nosso Rei, parece ter sido um factor de inegável relevo.

Estamos mesmo assim: gastamos quase 20.000.000 de Euros com Cavaco Silva - não contando com os outros três ex -, para que permaneça calado e ocasionalmente surja em cimeiras, como mero apêndice de S.M. João Carlos I de Espanha. O caríssimo ocioso residente de Belém, cada vez mais se parece com um sucedâneo do senhor Moralles e uns tantos outros de quem poucos sabem pronunciar o nome.

Definitivamente, chegámos a uma fase de transição e a par da cada vez mais estranha Europa, ressurgem outras possibilidades bem ao nosso gosto. Às montanhas com cumes nevados, os portugueses sempre preferiram praias bordejadas por coqueiros. Fazem bem.

Cronologia da república - 2ªedição - 10 de Dezembro

  • 1916


É fechado o jornal “O Rebate” de Tomar

  • 1923

Revoltas militares

Revolta contra o governo de Ginestal Machado




Fontes

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Finalmente reconhecem!

Tudo parece tratar-se de um espectáculo. Com o patrocínio do Ministério da Cultura, da Câmara Municipal do Porto, de mais entidades. Da informação constante do cartaz, consta ainda uma extensa lista de autores que serão citados. Entre eles, Guerra Junqueiro.
E consta, como claramente se destaca, esta correctissima versão da bandeira republicana. De onde emerge uma macaca saudade de África e dos seus exóticos sabores de fruta.
Assim a modos da América do Sul. Inocultável...

Cronologia da república - 2ªedição - 9 de Dezembro

  • 1912


Distúrbios em Alijó

Confrontos em Lisboa

  • 1917

É fechado o jornal “A gazeta de Braga”

  • 1922

É fechado o jornal “Foz de Lima” de Viana do Castelo





Fontes

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

WIKITUGA


Com a leitura dos acontecimentos diários que emanam da República Portuguesa estou certo que este "sítio" se adiantou à verborreia do tal Assange: esta república há muito que é uma verdadeira Wikituga.

Queijinhos suíços



Os sacripantas componentes da Vereinigte Bundesversammlung suíça, elegeram o seu novo presidente de quem, aliás, ninguém ouvirá falar ou saberá pronunciar o nome.

Dos 246 membros da assembleia, votaram 223, ficando 23 parlamentares em casa, sem sequer se darem ao trabalho da "participação cívica".
A sra. Micheline Calmy-Rey obteve 106 votos, verificando-se também, a existência de 27 votos nulos e seis abstenções. Concluindo, em 246 eleitores, 106 são suficientes para qualquer república, por mais gaiteira que seja.

Vigarice por vigarice, falcatrua por falcatrua, com um bocado de perseverança, conseguiremos que o sr. Cavaco seja eleito por um "universo eleitoral" de menos de 50% dos portugueses. Em casa, diante da TV ou da play-station, há mais para fazer.

Cronologia da república - 2ªedição - 8 de Dezembro

  • 1917


Assalto ao jornal “O mundo” de Lisboa

Detenção de Afonso Costa no Porto

É fechado o jornal “República” de Setúbal

Adiamento do julgamento de Machado Santos

  • 1920

O jornal açoriano “ABC” é fechado

  • 1923

É fechado o jornal “O popular” de Braga

Carlos Rates defende uma ditadura de esquerda, contra à anunciada ditadura de direita





Fontes

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

D. Duarte, um Rei para a CPLP



No excelente blog que é o Bic Laranja, corre uma enorme polémica acerca do pedido da nacionalidade timorense, atempadamente enviado pelo Senhor D. Duarte às autoridades de Dili. Passando sobre umas tantas habituais e inócuas grosserias, a maioria dos comentadores - mais de 80! -, manifesta uma certa estupefacção pelo pedido real, dada a total incompreensão daquilo que é o direito sucessório à Coroa e a manifestação de um visionário projecto de uma portugalidade renovada.

Jamais qualquer londrino ou edimburguês questionou o facto de Isabel II ter a nacionalidade britânica e simultaneamente, ser canadiana, australiana, jamaicana, ou neo-zelandesa. O conceito da Commonwealth que tão bem tem servido uma imensa comunidade de povos e de interesses, normalizou este aspecto marginal da "nacionalidade". Antes de tudo, Isabel II é a soberana em título, como tal reconhecida representante da dita comunidade de valores e dos interesses que até hoje ditam a ainda forte presença britânica no mundo. Mais, Isabel II é o chefe da Commonwealth, onde pacificamente coexistem monarquias - entre as quais as acima citadas e outras que como Tonga, o Lesoto e a Suazilândia, têm soberanos próprios - e repúblicas como a África do Sul, a Índia, o Ceilão/Sri Lanka, ou a Tanzânia.

Arrepelam-se os cabelos, atira-se cinza do tabaco para a chávena de café e roem-se unhas em estupor pela "perda do Rei". Mas que perda? Onde está ela, que ninguém no seu perfeito juízo a vislumbra?

D. Duarte vê um Portugal maior e mais extenso que jamais, composto por uma miríade de povos livres e soberanos, mas voluntariamente unidos num interesse comum ditado não apenas pelo passado, mas pela necessidade do gizar de um futuro que hoje, nesta fase de acelerado desaparecimento de um mundo que durante tanto tempo conhecemos, urge erguer e garantir. O espaço atlântico, alargado ao Índico e às longínquas paragens do Pacífico ocidental, são a meta tentadora que é imperioso atingir. Incluir na CPLP a Guiné Equatorial, o Senegal, a Indonésia e quem pretenda revigorar ancestrais laços com a velha e quase desaparecida potência do alvorecer da globalização, consiste em primeiro lugar, numa enorme honra e distinção para os portugueses. Torna-se ainda mais importante, por dar total consistência ao nosso secular projecto nacional, por si só capaz de atrair a simpatia e o sentido de pertença de gentes de características tão díspares e separadas por oceanos e continentes.

Existe um discreto sentimento de temor pela incerteza destes dias e a procura da segurança, induz à acção. Estando Portugal incluído em alianças colectivas de inegável poder no mundo, tal servirá para a aproximação de muitos países com difíceis problemas de afirmação e de progresso. Foi isso que o Duque de Bragança entendeu, ao viajar ininterruptamente por paragens onde Portugal deixou marca indelével. Preocupada com a sua irreversível decadência que ameaça a própria existência do Estado, a república deveria estar-lhe sumamente agradecida e entusiasticamente aderir ao projecto.

Melhor contributo, não seria possível deixar à posteridade. Estamos possivelmente, no começo de um novo tempo e o caminho parece tão evidente quão infalível.

* Há precisamente 35 anos e aproveitando a loucura que grassava em Lisboa, o regime de Suharto invadiu Timor-Leste. Quem não se recordará daquilo que D. Duarte representou para a Libertação daquele povo, hoje dono do seu território?

Não ver o óbvio


A principal questão na abordagem à substituição, urgente, deste decadente regime republicano prende-se, para mim, não somente com a figura do chefe de estado mas com a "arquitectura" funcional e operacional do regime. Observem esta bandeira, pode ser um bom exemplo ideacional. Óbvia, simples, estrutural e conjuntural. Assim deve ser o mapa de um estado eficaz, aberto, sem sombras, sem procuradorias, chupadorias, supremos isto, tribunais administrativos aquilo, sem constituições de cinco quilos, sem teias de promiscuidades e interesses pessoais, isto é, um Estado sem caprichos e enteados, sem tetas e capachos, que não levante a mínima dúvida, nem ao mais desatento, do que deve ser a separação entre Estado/Pátria e Parlamento/Governação.
Dizem-me que o Chefe de Estado é importante. Óbvio. Mas que valor tem um chefe se este é avençado de x em x anos, se foi escolhido por "critérios" partidocráticos, se se porta como um gerente de lápis na orelha a "contabilizar" o survedouro? Observem esta bandeira. Uma estrutura simples, leve mas sofisticada, exige um Chefe de Estado, transparente, isento, presente mas não impositor, representativo mas não comprometido, que contemple o passado colectivo e permita o presente-futuro. Um Rei. Não é óbvio?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cronologia da república - 2ªedição - 6 de Dezembro

  • 1913


Protestos de industriais do Porto e de Lisboa

  • 1914

É fechado o jornal “O Abrantes”

  • 1918

Tentativa de assassinato de Sidónio Pais por um maçon

  • 1924

O governo é autorizado pela assembleia a fornecer gratuitamente o bronze necessário para a construção da estátua do marquês de Pombal





Fontes

domingo, 5 de dezembro de 2010

Cronologia da república - 2ªedição - 5 de Dezembro

  • 1913


É fechado o jornal “A Democracia” de Coimbra

  • 1917

Revolta liderada por Sidónio Pais, para travar o envio de tropas para a 1ªGuerra Mundial

Tumultos e assaltos no Porto, Ermesinde, Rio Tinto e Gondomar




Fontes

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O nojo


Enquanto as notícias vagueiam pelo folclore da eleição presidencial eu reservo-me ao nojo neste período que se avizinha. São candidatos a si. Não são candidatos pelo país. Primeiro eles, os candidatos, depois o partido deles, dos candidatos, depois os rapazes deles, que se sentam à mesa dos candidatos, depois o discurso deles, da ideologia mastigada em rascunho, dos candidatos, depois o povo, os outros, os ouvintes, os pedintes, do cortejo, da plateia, que acena, que se contenta, pela participação de cruz. Eu não, tiro licença, sem licença, de nojo.


A república comemorada

A não perder este interessantíssimo e conclusivo artigo de Carlos Bobone sobre a historiografia da revolução republicana e a república idealizada. Onde ficamos a entender como os historiadores do regime ao fim de cem anos concedem no fracasso da revolução do 5 de Outubro, e que afinal existem tiranias bem intencionadas e as outras.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A República tem datas para esquecer?

(...) Em 25 de Novembro as forças de esquerda - militares primeiro, a componente civil à espera - tentam o assalto e são derrotadas, mais pela intimidação do que pelos combates. Cunhal terá percebido que iria perder e deixa cair a outra revolução que o colocaria - a si e ao PC - no poder em Portugal. Só aí se inicia verdadeiramente o processo democrático português.

Como é que uma data destas não é celebrada, nem sequer lembrada? Ainda por cima, o partido que mais lutou para ela acontecesse foi o maior partido da altura e o maior ainda agora; o PS. Não tem portanto origem partidária, este esquecimento.Não tem explicação este esquecimento.

Ou tem?

Pelo desígnio de Portugal

Uma Confederação de Estados Lusófonos.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Uma lição à República. Em inglês.



Video acabado de chegar, via Radical Royalist

Cronologia da república - 2ªedição - 1 de Dezembro

  • 1910


Greve dos funcionários do gás e electricidade do Porto

Os radicais começam a perseguição política no exército

  • 1912

É fechado o jornal açoriano “A Luta”

  • 1918

É fechado o jornal “O Norte” de Braga






Fontes

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A legitimidade da república

Nunca é demais falar.

Adenda: A "discussão" no fórum já começou e alastrou-se rápidamente. Felizmente falar de Monarquia começa a incomodar muita gente.

O grande democrata.


Em 1967 Cavaco Silva escreveu e assinou por baixo, num documento público que estava "Integrado no actual regime político", acrescentando um reparo: "Não exerço qualquer actividade política". Estas declarações vêm firmar o que já sabíamos sobre o carácter do actual Presidente da República: é da fibra da maioria dos portugueses, daqueles que a 6 de Outubro de 1910 eram todos republicanos e que no dia 25 de Abril de 1974 juraram a sua intrínseca democracia. A história recente deste país tem sido feita por estes homens, tão versáteis como cobardes. Condições absolutamente necessárias para se ser um bom estadista.

O preconceito no tratamento social na República Portuguesa

Por várias razões, não difíceis de intuir, o uso dos títulos a seguir à "implantação" terrorista da República ampliou-se, generalizou-se e tomou a forma de "escadaria" no percurso social. Não há país mais pretensioso no uso dos títulos que a república Portuguesa. Qualquer bacharel é Doutor X, qualquer licenciado é o Senhor Doutor Engenheiro XY. Este abuso desapropriado numa República laica e igualitarista podia pressupor uma lógica compreensão face ao significado das distinções – nobiliárquicas ou não –, as suas origens e, sem complexos, do seu significado enquanto "património" pessoal. Mas não...



Ler o resto aqui.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cronologia da república - 2ªedição - 29 de Novembro

  • 1911


Abertura do “Tribunal das Trinas”

Greve dos camponeses Alentejanos

  • 1913

Prisões políticas em Torres Novas

  • 1914

É fechado o jornal “O Trabalho” de Viana do Castelo

  • 1915

Entram em greve as costureiras do Porto

Governo nº9 da república presidido por Afonso Costa (107 dias). O governo é organizado por indicações parlamentares por vontade de Bernardino Machado

  • 1917

O arcebispo de Braga é expulso do país por ordem do governo

  • 1921

Os partidos políticos não conseguem criar estabilidade no país

  • 1923

Aumento da contribuição predial

Despedimentos na função pública

Comparticipação do estado nos lucros das sociedades anónimas

  • 1925

O governo regulamenta as condições de ida para o estrangeiro de indivíduos obrigados a cumprir o serviço militar

  • 1926

O governo alarga os poderes do Presidente da República

Enquanto não fosse eleito o Presidente da República, o poder era assumido pelo 1ºministro




Fontes

domingo, 28 de novembro de 2010

Cronologia da república - 2ªedição - 28 de Novembro

  • 1913


É fechado o jornal “O Rebate” de Lisboa

  • 1914

Desordem em Setúbal

  • 1918

O governo aprova os programas do ensino secundário

  • 1922

Gago Coutinho é dispensado por lei de todas as provas e exames para a obtenção do diploma de observador aeronáutico





Fontes

sábado, 27 de novembro de 2010

Notícias da Itália

Deixando de lado as misérias e mediocridades do nosso triste quotidiano, recomendamos um olhar muito atento a este importante trabalho que da Itália chega. Uma grande quantidade de textos que tem Portugal como objecto de interessado estudo e reflexão. Sem grande surpresa, deparamos com aquilo que há décadas alguns dizem sem que sejam escutados, ou pior ainda, sendo desprezados pela turba que deixa o país nesta situação desesperada.

Os próprios italianos o dizem: temos de nos ver livres daqueles que condenam Portugal a uma desnecessária canga.

"- Portugal é um país central no complexo euro-atlântico e não pode submeter-se a orla periférica do Mitteleuropa;

- A comunidade cultural, linguística e afectiva dos países herdeiros da expansão portuguesa não é um adereço retórico; detém hegemonia económica, demográfica e política sobre a América do Sul e encontra em Angola o mais poderoso Estado da África negra após a África do Sul, posto que a Nigéria perdeu a sua grande oportunidade;

- Portugal está virado para os grandes espaços. Mais que uma inclinação, há uma verdadeira pulsão existencial que o impele a viver fora da Europa;

- Portugal não está condenado a desaparecer: há um grande potencial nos futurivéis, conquanto nos libertemos do Euro, que nos empobreceu;

- O Estado Social e as suas quimeras nórdicas levou o país à miséria, pelo que a ideia de Estado Social se deve adaptar aos recursos do país;

- A CPLP pode ser o pan in herbis de algo realmente grande e a ideia peregrina de juntar todos os países resultantes das fases imperiais de Portugal é, mais que uma nostalgia, uma ideia moderna e actualíssima na era da globalização;

- A Lusosfera não é um mito. Haverá dirigentes à altura para a alavancar ?"
Tudo AQUI, no Combustões, com um video de uma importante entrevista a não perder.

Cronologia da república - 2ªedição - 27 de Novembro

  • 1910


Protesto de caixeiros

  • 1911

Desalojamento de sacerdotes em Lisboa

  • 1925

Manifestações pela protecção das colónias





Fontes

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A dívida da república:


Há uma formula de nos livrarmos dela: os mercados que nos fiquem com a república como penhor.

Cronologia da república - 2ªedição - 26 de Novembro

  • 1911


Tumultos populares em Lisboa

18 mortos e 200 feridos num protesto radical

Tentativa de linchamento de Machado Santos

  • 1914

Conflitos entre a Carris e a Câmara Municipal do Porto

  • 1917

Greve dos operários do Município de Lisboa

  • 1919

A assembleia manda ocultar todos os processos de imprensa compreendendo os meses de Dezembro de 1917 e 1918





Fontes

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

República caloteira

Do Jornal de Notícias de hoje, acerca da greve: «Podemos parar um dia, mas não há folga para o défice e para a dívida pública da República portuguesa».
Pois não. Nem há dinheiro para a pagar. Só mesmo com a República a esmifrar Portugal e os portugueses.

União Ibérica

Onde já ouvi isto? Será que as Canárias têm um atmosfera hipnótica que leva ao Iberismo?