sábado, 1 de janeiro de 2011
O Manual do Jogo Republicano.
Aos primeiros momentos de 2011

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Ao jeitoso 2010

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Uma surpresa republicana em fim de festa
Como eles dizem, nunca esquecer
República - uma questão de maquilhagem...
Daqui a 20 e poucos dias vamos eleger um Presidente da República que, no nosso regime político, tem poderes mínimos. No entanto, alimentamos este filme das possibilidades de um Presidente, quase tão onírico como a relação das mulheres (e cada vez mais homens) com os cosméticos.
Ana Sá Lopes no jornal i na integra aqui
A triste cavaqueira

Eleições presidenciais
Bem vistas as coisas, os debates televisivos e as próprias eleições presidenciais, são sintetizados por este video magistral: mudem o nome dos candidatos para "Farfalho", "Funini", "Katuki", "Marakaté" e claro está, "Kunami". Tudo fruta no mesmo estado de conservação.
Cronologia da república - 2ªedição - 30 de Dezembro
- 1919
Greve da Carris
- 1922
É fechado o jornal “A Provincia” de Castelo-Branco
É fechado o jornal “A Beira” de Viseu
Fontes
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Maestro Manuel Ivo Cruz

Uma imagem que a Censura do regime não deixou passar. O Maestro Manuel Ivo Cruz foi a sepultar no cemitério da Lapa. Um fiel de sempre, levou consigo a Bandeira Nacional.
F.C.P. ainda mais azul e branco

No final deste ano das fracassadas comemorações da "República", o clube azul e branco renovou o contrato com o bisneto do Senhor Visconde de Guilhomil, como treinador da equipa de futebol. Sabendo-se que o Sporting "já é nosso" há muito tempo e o Benfica está bem infiltrado, a coisa vai andando...
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Cronologia da república - 2ªedição - 28 de Dezembro
- 1911
O bispo de Lisboa, da Guarda e do Porto são desterrados por dois anos
- 1922
Protesto contra a detenção de sindicalistas
Fontes
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Quando o regime esquece os direitos das mulheres
Carolina Beatriz Ângelo
Nascida na Guarda em 1877, médica, cirurgiã, activista política, membro da Liga das Mulheres Repúblicanas, foi a primeira mulher em Portugal a exercer o direito de voto. A exposição foi seleccionada e aprovada pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República - CNCCR, e fará parte integrante do conjunto de iniciativas promovidas por esta comissão.
Ora temos de ter em conta que esta mulher ousou votar nas primeiras eleições republicanas a 28 de Maio de 1912 aproveitando as indefinições existentes no enunciado da Lei. Aproveitou uma cláusula da Constituição de 1911 onde só podiam votar "chefes de família" não especificando o sexo. Na sequência da controvérsia, é aprovada pelo senado em 1913 a Lei Eleitoral da República (nº 3 de 3 de Julho) onde pela primeira vez num texto legislativo se determina expressamente o sexo dos cidadãos eleitores masculinos.
O mais caricato no meio disto tudo é a Comissão do Centenário comemorar um dos mais flagrantes golpes da república contra os direitos das mulheres, já não chegam os cartões de Natal com a república ou até mesmo os spots publicitários da CNE a fazer propaganda ao Centenário. No meio deste nevoeiro de hipocrisia o Povo cada vez mais tem noção do que está realmente em jogo, não é a república mas sim Portugal que foi esquecido.
Fontes AQUI e AQUI
Local : Museu da Guarda, Entre 24-06-2010 e 31-12-2010
O jornalismo de soquete e o Colar com pernas
domingo, 26 de dezembro de 2010
Cronologia da república - 2ªedição - 26 de Dezembro
- 1914
É fechado o jornal “Noticias da Beira” de Castelo-Branco
- 1925
É fechado o jornal “Acção Social” de Barcelos
Fontes
sábado, 25 de dezembro de 2010
Parasitismo no Centenário, património a leilão

“Neste país” – é assim que hoje em dia, os portugueses chamam à sua pátria -, existe sempre uma verba qualquer para comprar miserável sucata a prazo, como um Mercedes ou BMW, destinado a uma qualquer irrisória excelência. Simultaneamente, um desastre que ninguém quis comemorar, tem custado milhões sobre milhões, devorados em festas, parasitas do "Esquema", publicações que poucos adquirem e "templates" a martelo, numa cega-rega de chupismo sem peias. No entanto, adquirir belas obras que enriquecem o nosso património e garantem um hipotético renascer da nossa auto-estima, é coisa difícil. Na Sotheby’s de Nova Iorque, vai a leilão este belíssimo quadro que retrata um grande português do Oriente. A base de licitação está fixada entre os 80.000 – 100.000 Dólares (EUA). Não haverá por aí um mecenas capaz de oferecer a Portugal esta prenda de Ano Novo?
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Cronologia da república - 2ªedição - 24 de Dezembro
- 1910
Pastoral alerta para o desrespeito republicano para com 5 milhões de católicos
- 1911
Destruição de um jornal católico em Viseu
- 1912
É fechado o jornal “Imparcial” de Guimarães
Fontes
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
República natalícia

Do lado da despesa, é curioso referir que o orçamento de Cavaco é o único que tem a maior fatia de gastos em comício e espectáculos. As outras candidaturas atribuem maior peso aos meios de propaganda."
Fora os outros gastos... os candidatos não vivem com crise, têm muita gente que lhes adianta por conta dinheiro e têm o dinheiro dos contribuintes que mesmo que não concordem com esta choldra pagam os candidatos, as candidaturas, as veleidades pessoais dos candidatos, as mesadas dos antigos chefes-das-forças-desarmadas, e não bufam...
Não era o Nobre, era o Rei...
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
O Natal no ano do Centenário da República

De bolo-rei a bolo Arriaga
Temos assim que o bolo-rei atravessou com êxito os reinados da Rainha D. Maria II e dos reis D. Pedro, D.Luís, D.Carlos e D. Manuel II. Com a República, houve alguns problemas que depressa foram ultrapassados.
Vieram depois sem novidade o Estado Novo de Salazar e Marcelo Caetano e a Revolução de 25 de Abril de 1974.
Cinco dias depois da Revolução do 5 de Outubro de 1910 eram já centenas os padres e freiras detidos. O ministro da Justiça e Cultos, Afonso Costa, dirigia pessoalmente interrogatórios a ponto de os seus adversários repescarem, para lha atirarem à cara, a alcunha de “mata frades” dada a Joaquim António de Aguiar.
Ainda em Outubro abolia-se o juramento religioso nos atos civis, suprimia-se a Faculdade de Teologia de Coimbra, extinguia-se o ensino da doutrina cristã nas escolas primárias e terminava-se com os feriados em dias santificados. A única exceção era o Natal, que passava a chamar-se Dia da Família.
Em boa verdade, os piores tempos para o bolo-rei foram os que se seguiram à proclamação da República, em 5 de Outubro de 1910. Meses depois, em 7 de Janeiro de 1911, o Diário de Notícias não fazia as coisas por menos: «O bolo-rei tende a decair ou desaparecer-Terá de ser substituído?» Poderá parecer estranho, mas a proclamação da República pôs em risco e existência do bolo-rei, na altura já considerado tradicional.
Tudo por causa da palavra rei, «símbolo do poder supremo», dizia o Diário de Notícias, que numa lógica que hoje nos faz sorrir, acrescentava na sua notícia-comentário: «Ora, morto este símbolo, o bolo tinha de desaparecer ou tomar o expediente de se mascarar para evitar a guerra que lhe podia ser feita.»
Em face disto, que fizeram os industriais de confeitaria? Partindo do princípio de que o negócio é negócio e política é política, seguiram naturalmente a segunda via, ou seja, continuaram a fabricar o bolo-rei, mas sob outra designação.
Os menos imaginativos passaram a anunciar um bolo que dava pelo nome de ex-bolo-rei, mas a maioria preferiu chamar-lhe bolo de Natal e bolo de Ano Novo.
A designação de bolo nacional era talvez a melhor, uma vez que remetia para a confeitaria que introduziu o bolo-rei em Portugal e também para uma certa ideia relacionada com Portugal, o que fica sempre bem em períodos revolucionários. Não contentes com nenhuma destas soluções os republicanos mais radicais chamaram-lhe bolo Presidente e até houve quem anunciasse… bolo Arriaga! Não se sabe como reagiu o primeiro presidente da República, Manuel de Arriaga, mas convenhamos que a homenagem dos confeiteiros não foi a melhor.
Fonte aqui
A república para os republicanos

O Estado continuou a ser a principal forma de organizar a influência política. Por exemplo, os empregos de notário, conservador do registo predial e oficial do novo registo civil, criado na sequência da Lei da Separação, eram de livre nomeação do ministro da Justiça, e por sua vez muitos dos auxiliares de livre escolha dos titulares dos cargos. Formaram-se pirâmides de patronos e clientes, com o vértice em Lisboa e a base na província. No congresso do PRP de Braga, em Abril de 1912, a maioria dos inscritos já eram funcionários públicos. (...) Como ser maçon pareceu uma boa credencial a quem procurava posições e benefícios, o número de iniciados nas lojas do Grande Oriente dispararam de 2733 para4341 em 1913.
A república para os republicanos, pp 592 por Rui Ramos In História de Portugal, Esfera dos Livros 2009
Publicado também aqui
república para os republicanos
O Estado continuou a ser a principal forma de organizar a influência política. Por exemplo, os empregos de notário, conservador do registo predial e oficial do novo registo civil, criado na sequência da Lei da Separação, eram de livre nomeação do ministro da Justiça, e por sua vez muitos dos auxiliares de livre escolha dos titulares dos cargos. Formaram-se pirâmides de patronos e clientes, com o vértice em Lisboa e a base na província. No congresso do PRP de Braga, em Abril de 1912, a maioria dos inscritos já eram funcionários públicos. (...) Como ser maçon pareceu uma boa credencial a quem procurava posições e benefícios, o número de iniciados nas lojas do Grande Oriente dispararam de 2733 para4341 em 1913.
A república para os republicanos, pp 592 por Rui Ramos In História de Portugal, Esfera dos Livros 2009
Publicado também aqui
Tabus de...
Candidaturas republicanas
«Rui Patrício - A vida conta-se inteira» é um título recente da jornalista Leonor Xavier e uma leitura interessante sob muitos pontos de vista. Trata-se da biografia, elaborada em forma de entrevista, do então mais jovem ministro dos Estrangeiros na Europa. Juntamente com Moreira Baptista, quem acompanhou Marcello na célebre viagem de chaimite, desde o Quartel do Carmo até ao da Pontinha.Mesmo a mim, fraquíssimo em vidências, parece-me evidente quem foi o patriota locutor...
Cronologia da república - 2ªedição - 22 de Dezembro
- 1912
António José de Almeida recebe insultos e vaias de apoiantes de Afonso Costa
- 1914
O parlamento é encerrado
- 1923
O parlamento é encerrado
- 1925
O deputado Pinheiro Torres defende o fascismo como solução
Fontes
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Outro tempo
Aos meus Amigos
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Como amar a República em 10 passos.
Submarinas reticências

O grande ilusionista profissional que é o sr. Cavaco Silva, diz ter "aprovado com grandes reticências", a lei nº66/XI, respeitante aos gastos nas campanhas eleitorais.
1. O citado diploma entra em vigor no dia 1 de Janeiro de 2011
2. A campanha eleitoral para as presidenciais, tem o seu início no próximo dia 9 de Janeiro de 2011.
3. O artigo 16º, parece claramente abranger a campanha eleitoral para a presidência.
Alguém poderá explicar o que se passa? A que se deverão as tais "reticências"?
Aproveitando as prerrogativas institucionais, o supracitado cavalheiro, prestou-se ontem a um tragicómico espectáculo bem montado junto dos sem-abrigo. Convenientemente ensanduichado por franjuda "betada" do gabinete de campanha, o sempre boca-meio-aberta/atarantado recandidato, regressou aos tempos do choradinho e na verdade, ele, mais que ninguém, deve fazê-lo. A maior parte da esfomeada e friorenta assistência, consiste nos "derivados" - como agora se usa dizer, tudo é "derivado" - do seu brilhante exercício como primeiro-ministro dos tempos das vacas-gordas.
Entretanto, o BPN - outro "derivado" dos áureos exercícios cavaquistas -, banco dos "amigos presidenciais", vai custar mais 500.000.000 de Euros aos contribuintes, ou contas mais explícitas, um submarino que seria bem necessário à Armada.
Reticências à parte, ainda estamos à espera de uma atitude semelhante à deste Senhor que em azada hora exigiu ao seu primeiro-ministro, o NÃO AUMENTO da dotação outorgada à Chefia do Estado.
Cronologia da república - 2ªedição - 20 de Dezembro
- 1912
Manuel de Arriaga pede ao governo clemência para com o clero e a abolição do barrete dos presos políticos
- 1914
É fechado o jornal “A justiça” da Covilhã
Fontes
sábado, 18 de dezembro de 2010
Os co-irresponsáveis

No debate com o Dr. Nobre, o recandidato Dr. Cavaco teve a gentileza de lembrar, não ser co-responsável por tudo aquilo que se tem passado em Portugal. Tem razão, pois responsabilidade é coisa difícil de se lhe atribuir, dado o seu palmarés de governante de há um quarto de século.
De facto, o Dr. Cavaco é tal como muitos outros, um ilustre co-irresponsável.
Com "o ar" mais sério deste mundo, aconselhamos a cívica abstenção.
Cronologia da república - 2ªedição - 18 de Dezembro
- 1917
Afonso Costa é encarcerado em Elvas
- 1918
Depois do assassínio de Sidónio Pais a junta militar do Porto pede um governo autoritário
- 1923
Governo nº 42 da república, presidido por Álvaro de Castro. (203 dias) Gabinete composto por democráticos, seareiros e independentes.
- 1925
Afonso Costa: “A raça dos sebastianistas e messiânicos têm pululado, de sorte que agora já alguns me quereriam para ditador”
Fontes
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Blogue revelação e Blogue do ano
Cronologia da república - 2ªedição - 16 de Dezembro
- 1911
É fechado o jornal “Vitalidade” de Aveiro
- 1918
Botelho Moniz pede a restauração da pena de morte
Canto e Castro é eleito como presidente da república pela assembleia com a abstenção dos deputados monárquicos
- 1921
Governo nº29 da república, presidido por Cunha Leal. (53 dias) Gabinete de concentração partidária
- 1922
É fechado o jornal “República” de Setúbal
- 1923
É fechado o jornal “A Justiça” de Viseu
Fontes
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
No dia em que só alguns são livres








