terça-feira, 18 de janeiro de 2011
A república ISCSP no seu melhor
Vasco Pulido Valente quer mudar o regime: NÓS TAMBÉM!
"Dez milhões de portugueses foram vítimas de uma fraude, que os fará passar anos de miséria.Toda a gente acusa deste crime, único na nossa história recente, entidades sem rosto como os “mercados”, a “especulação” ou meia dúzia de agências de rating, que por motivos misteriosos resolveram embirrar com um pequeno país bem comportado e completamente inócuo. Mas ninguém acusa os verdadeiros responsáveis, que continuam por aí a perorar, como se não tivessem nada a ver com o caso e até se juntam, quando calha, ao coro de lamúrias. Parece que não há um único político nesta terra responsável pelo défice, pela dívida e pela geral megalomania dos nossos compromissos. O Estado foi sempre administrado com bom senso e parcimónia. Tudo nos caiu do céu. Certos pensadores profissionais acham mesmo que o próprio regime que engendrou a presente tragédia é praticamente perfeito e que não se deve mexer na Constituição em que assenta. Isto espanta, porque a reacção tradicional costumava a ser a de corrigir as regras a que o desastre era atribuível. Basta conhecer a história de França, de Espanha ou mesmo de Portugal para verificar que várias Monarquias, como várias Repúblicas, desapareceram exactamente pela espécie de irresponsabilidade (eprodigalidade) que o Estado do “25 de Abril” demonstrou com abundância e zelo desde, pelo menos, 1990. A oligarquia partidária e a oligarquia de “negócios” que geriram, em comum, a administração central e as centenas de sobas sem cabeça ou vergonha da administração local, não nasceram por acaso. Nasceram da fraqueza do poder e da ausência de uma entidade fiscalizadora. Por outras palavras, nasceram de um Presidente quase irrelevante; de uma Assembleia em que os deputados não decidam ou votam livremente; de Governos, que no fundo nem o Presidente nem a Assembleia controlam; de câmaras que funcionam como verdadeiros feudos; de uma lei eleitoral que dissolve a identidade e a independência dos candidatos. Vivendo a nossa vida pública como vivemos, quem não perceberá a caracterizada loucura das despesas (que manifestamente excede o tolerável), a corrupção (que se tornou universal), os funcionários sem utilidade, o puro desperdício e, no fim, como de costume, a crise financeira? A moral da coisa é muito simples: só se resolve a crise mudando de regime."
Nota do Centenário da República: bem vistas as coisas, é precisamente aquilo que os sectores monárquicos têm proposto até à exaustão: novo Parlamento, novo sistema eleitoral, redesenhar do mapa autárquico, independência da chefia do Estado.
Cronologia da república - 2ªedição - 18 de Janeiro
- 1911
Greve de trabalhadores rurais no concelho de fronteira
Devido aos protestos dos trabalhadores, uma fábrica de laníficios em Alenquer é encerrada
- 1916
Greve dos alunos do Instituto Superior Técnico em Lisboa
A federação académica incentiva a greve geral de todas as universidades
- 1917
É fechado o jornal "A Gazeta de Viana"
- 1921
Greve dos tipógrafos
Protestos do operariado em Almada por falta de pão
Fontes
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
As touradas da república.
Por sua parte [o povo português], acha-se no seio da civilização que o explora como o touro em tarde de corrida no meio do redondel. É puro, bravo, boiante e claro. Está aí para o que quiser dele o capinha, o bandarilheiro e o espada. Acenam-lhe com o trapo encarnado e ele arrancará sempre com lealdade e braveza, entrando pelo seu terreno, acudindo ao engano e indo ao castigo de todas as vezes que o citem para atacar, para escornar, para estripar e afinal para morrer, o que tudo para ele é unicamente marrar. § Como o boi puro, o povo não se desilude nunca, nunca se desengana na lide.
Ramalho Ortigão - «Farpas na República». verbo: 1910, pp. 33-34.
Os boatos e clichés são como cancros que quando se metastizam contaminam toda a sociedade, levando as células a considerar mau o que antes era bom, e vice-versa. Uma afirmação, por falsa que seja, proferida com certeza por um interlocutor carismático, pode espalhar-se como o fogo numa seara. Numa época em que a Imprensa, como nunca, foi utilizada para destruir um regime, a maledicência tornou-se numa arma manejada por qualquer um que soubesse ler e escrever, desde políticos a simples ressabiados. Um dos exemplos mais flagrantes foi o da piolheira, expressão que Bordalo Pinheiro colocou na boca de D. Carlos com o intuito muito claro de acelerar a destruição da reputação do monarca entre os súbditos. E quem não sabia escrever, desenhava, criando o grotesco (veja-se o Zé Povinho) como forma de crítica social. E assim se procedeu à catequização republicana que começou muito antes de 1910.
Um dos clichés mais frequentes ainda hoje persiste é associar monarquia a marialvismo. Nesse aspecto, seja permitida a crítica, o próprio lado monárquico, pouco tem feito para erradicar ou amenizar a ideia de uma aristocracia beata, frequentadora de festas e profundamente arreigada às touradas. Mas esta ideia das touradas reais, de que fala o fado "Lisboa Antiga", não acabou em 5-10-1910. Aliás, nem antes dessa data a frequência naqueles espectáculos era apanágio de monárquicos ou nobres. Todos, sem excepção, frequentavam as praças de touros de Norte a Sul do país. De resto, tais espaços foram cruciais para a evangelização do povo pelos políticos republicanos.
Em 1907, numa praça do Ribatejo, houve um enorme comício republicano, como documenta a Ilustração Portuguesa , e um ano antes, em Maio de 1906, Afonso Costa - que sabia dar à população o que ela queria -, apareceu no Campo Pequeno para ser ovacionado em frente à Família Real. Ele próprio era um apreciador daquele cruel "desporto". O novo regime, que para sobreviver devia decalcar muitos dos ritos da monarquia, instituiu as "touradas republicanas", onde no camarote, agora presidencial, os chefes de estado assistiam, para gáudio popular, a grandes e faustosas corridas. O próprio Sidónio Pais foi assíduo frequentador das touradas. António Cabral recorda-se de o ter visto em Maio de 1918 vindo da praça de Touros do Campo Pequeno (Memórias, volume IV, 1932, p 362). No ambiente de protesto, as corridas de touros ocorriam com a normalidade de sempre:
"Na capital, o povo delirava. Sidónio Paes, triumphador, era acclamado com louco entusiasmo. N'uma tarde de domingo, 12 de maio, os operarios da construção civil ajuntavam-se, em comicio, no parque de Eduardo VII, reclamando contra a falta de trabalho, ao mesmo tempo, na praça do Campo Pequeno, em festa de gala, corriam-se touros. Á saída do espectaculo, milhares de pessoas rodearam o carro do presidente, soltando vivas, dando palmas, saudando, n'um clamor de alegria, o homem, que poucos mezes depois, era abatido a tiro, como se fôra um animal perigoso!
Não era o único aficionado. Durante o Estado Novo, o toureio, como o galo de barcelos, ou a tricana de Coimbra, entre outros, tornaram-se símbolos inseparáveis da Nação e do regime. Era comum que Americo Tomaz presidisse a touradas e que Craveiro Lopes, acompanhado de sua mulher, assistissem a corridas de touros organizadas alegadamente por razões de beneficência.
Ainda hoje o regime tenta criar a ilusão de que se pode apoiar as touradas sem ferir susceptibilidades de quem as considera um acto de barbarismo. E aproveita-se de uns e outros, como sempre se aproveitou daquele espectáculo para veiculação dos novos ideais republicanos. No fundo, a República nunca deixou de tratar o cidadão como o touro que urge controlar com rodeios, segundo a genial narrativa e comparação de Ramalho Ortigão (ver acima) em Fevereiro de 1911. Mas se perguntar a um qualquer cidadão o que lhe lembra as touradas e os seus protagonistas, ele dirá, quase com certeza, que se trata de uma manifestação extemporânea de elites, ligadas ao "tempo dos reis e nobres". Engana-se. A prova disso é que as touradas ainda existem e Portugal já não é uma monarquia há 100 anos.
Olha a campanha de "todos os portugueses"
Notícias de outra república

Segundo a policia secreta, a "primeira-dama" tunisina, a griffeuse mulher do finalmente deposto presidente Ben Ali, fugiu do país com uma tonelada e meia de ouro, notícia "relativamente confirmada".
Existe outro país "relativamente confirmado" na Europa do sudoeste e possuidor de uma espantosa e também "relativamente confirmada" quantidade de lingotes de ouro. Até agora bem guardados fechados nos cofres do banco central, oxalá assim permaneçam por muitas e boas décadas, não vá uma qualquer "relativamente confirmada" republicana dama, ter dourados apetites. Nos tempos que correm, tudo pode acontecer.
Cronologia da república - 2ªedição - 17 de Janeiro
- 1916
Greve de estudantes universitários no Porto e em Coimbra
- 1918
É fechado o jornal "A resistência" de Coimbra
- 1919
É decretado o estado de sítio no distrito de Santarém, exercendo-se a devida repressão
- 1920
Teófilo Duarte, ex-governador de Cabo Verde, é preso por razões políticas
- 1921
É fechado o jornal "A Noite" de Lisboa
Greve dos trabalhadores dos jornais de Lisboa, com larga adesão
- 1924
Sessão em Lisboa contra a pena de morte em que são oradores Raul Brandão, Jaime Cortesão e Câmara Reis
Fontes
domingo, 16 de janeiro de 2011
Cronologia da república - 2ªedição - 16 de Janeiro
- 1919
É fechado o jornal " 5 de Dezembro" de Guimarães
- 1923
É fechado o jornal de Évora "O Alentejo"
Fontes
sábado, 15 de janeiro de 2011
Tu que sabes e eu que sei, cala-te que eu me calarei!
Oiço e leio todos os dias os opinadores encartados nas televisões constatarem que a campanha e os discursos não geram entusiasmo, divididos entre a demagogia dos candidatos que reclamam matérias fora do seus poderes, e os que se desculpam por não possuírem prerrogativas para intervir. O problema é que os analistas chegados a este ponto bloqueiam, não desenvolvem a partir daqui, quando seria lógico questionarem o regime. Porque tem um cargo simbólico como este de ser de sufrágio universal e directo? Porque não adoptar um modelo como o da Alemanha ou da Itália em que os elegem nos seus parlamentos? Porque não referendar a monarquia?
Mas recentrando-nos na questão principal: o que receiam os operadores da política (em que incluo os jornalistas) ao não debatem o modelo da Chefia de Estado e sua eleição? Será que receiam cuspir na mão que lhes dá de comer? É o medo da mudança?
O facto é que a monarquia constitucional e as duas primeiras repúblicas caíram de podres, não se adaptaram ou desenvolveram, com as trágicas consequências que conhecemos. Estamos fartos de saber o que não funciona... Até quando vamos continuar neste circo a fingir que tudo está bem
Cronologia da república - 2ªedição - 15 de Janeiro
- 1911
A carbonária e os Batalhões de Voluntários da República manifestam-se contra as greves
Parada dos Batalhões de Voluntários da República
- 1913
Greve dos funcionários dos comboios
- 1914
Greve dos funcionários dos comboios, com sabotagens
- 1917
Reunião dos representantes dos jornais de Lisboa com o ministro do Interior para definir critérios na censura à imprensa
- 1919
Greve nos caminhos de ferro
- 1920
Greve dos funcionários dos Telefones do Porto
Assalto ao crédito público onde estavam membros do governo
O governo nº16 da república de Fernandes Costa que durou 12 horas não pode tomar posse
O governo nº17 da república é presidido por Sá Cardoso numa tentativa de encontrar-se um consenso
Fontes
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Povo que lavas no esgoto
Cronologia da república - 2ªedição - 14 de Janeiro
- 1912
Os respectivos bispos e governandores de Coimbra e Viseu são proibidos de residir nos respectivos distritos. São confiscados os seus bens.
- 1913
O ministério do Interior ordena aos governandores cívis para controlar as publicações do seu distrito.
- 1914
Greve dos funcionários da CP
- 1919
Formação de um movimento monárquico militar
- 1920
Greve da indústria corticeira
- 1921
É fechado o jornal "A verdade" de Viseu
- 1922
É fechado o jornal "Ideia Nova" de Silves
Fontes
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Presidenciais - a republica sob protesto
Anda pelo Facebook uma discussão acesa sobre a melhor atitude a tomar por um monárquico face às eleições presidenciais que se aproximam para a qual julgo convém imprimir alguma racionalidade.
1 - Votar: Nada impede moralmente um monárquico votar numas eleições presidenciais, quando na sua consciência mais altos valores se elevarem.
2 - O voto branco: esta opção presta-se facilmente à fraude.
3 - A abstenção: se esta for muito significativa pode (se os media e os agentes políticos assim o entenderem, o que não é liquido) colocar na agenda o tema da legitimidade do regime. Por outro lado este "não gesto" legítimo confunde-se com a irresponsabilidade dos comodistas ou alienados, não significando uma mensagem política clara contra a república.
4 - O voto nulo: tem a vantagem de explicitar um protesto contra o regime, no entanto contará como voto expresso com efeitos na eleição: deduzindo-se à abstenção obriga o vencedor a aumentar o score para a maioria.
Como em tudo na vida, não há uma receita "absoluta" e são legítimas diferentes opções, sendo que pela minha parte escolhi votar nulo.
O Coelho e a passarada

Cronologia da república - 2ªedição - 13 de Janeiro
- 1911
Greve dos empregados da companhia de gás de Lisboa
O Jornal Católico é assaltado em Viseu
- 1912
Manifestação de inúmeros católicos
- 1913
O governo proibe os jogos de sorte ou azar
Vitor Macedo Pinto renuncia à presidência da Câmara dos Deputados
O desejo de Anselmo Braamcamp Freire resignar ao cargo de presidente do senado é rejeitado
A cidade de Braga impede que as peças do tesouro da Sé sejam levadas para Lisboa
- 1914
O governo determina que a basílica da Estrela em Lisboa é fechada ao culto
- 1918
Um jornal brasileiro lança a candidatura de D. Luís de Bragança ao trono de Portugal contra a descendência austríaca em que D. Manuel quer abdicar
Fontes
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Cronologia da república - 2ªedição - 12 de Janeiro
- 1911
Demissão dos membros da Câmara Municipal do Porto
- 1912
Estudantes manifestam-se à porta de São Bento contra o recrutamento militar
- 1915
A assembleia adia os trabalhos parlamentares para dia 4 de Março
- 1919
O general Álvaro de Castro chefia um movimento revolucionário partindo de Santarém
Fontes
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Coelhos, Cavacos e Pombais

A "entre" pífia e chocarreira campanha presidencial, deu hoje mais alguns exemplos daquilo que é a república portuguesa. Enquanto a conhecida safardanice do sr. Cavaco Silva desancava o seu putativo principal oponente, chamando-lhe ignorante quanto a tudo e mais alguma coisa, o sr. Coelho da Madeira, decidiu-se pelo fim das falinhas mansas. Nada mais nada menos, malha na Justiça e diz a alto e bom som lutar pela Revolução Francesa - olá, senhora guilhotina - e que é necessário o regresso do Marquês de Pombal, possibilitando-se assim, uma reforma da ceguinha da balança. Em suma, se tivermos Coelho em Belém, podemos desde já contar com um incêndio na Trafaria, um baixar da omnipotente mão nos cofres do erário público, a liquidação daquilo que resta do ensino, com uma apropriação de terrenos para distribuir pela família e sobretudo, com o erguer de forcas, muitas forcas.
Para aqueles que ficarão famosos no futuro, está desde já reservado um certo espaço ermo, situado mesmo ao lado da estação fluvial de Belém. Qualquer atrevido escolho aos desígnios do sr. Coelho, para ali será arrastado, a ainda carcaça viva colocada sobre aspas para se lhe quebrarem as canas das pernas, esmagados os ossos do tronco, desconjuntadas as articulações e finalmente, queimados em roda os despojos e atiradas as cinzas ao Tejo.
Com um bocadinho de sorte, ainda assistiremos a uma ressurreição de mortos. Como deve estar contente a malta do Afonso Costa! Há coisas que não mudam.
A época está boa para a trituração

O problema é político
Os outros crocodilos continuarão a adiar o problema refugiando-se na teoria da galinha e do ovo! Dizem eles – precisamos de recuperar os nossos valores, as nossas referências históricas, e nisso estamos de acordo, mas ficam à espera que esta república (com estes republicanos laicos, maçons e socialistas) desfaça o nó em que se enreda todos os dias! No fundo esperam um milagre.
Assim não vamos lá, é preciso fazer mais qualquer coisa.
Saudações monárquicas
Cronologia da república - 2ªedição - 11 de Janeiro
- 1911
Greve de metalúrgicos
Greve da companhia de gás em que o exercito ocupa as instalações a mando do governo
A visão de Raul Brandão é pessimista: Os comboios parados e mais greves. Fuga de populações. Previsão de saques. Ameaça de mais greves. Ameaça à vida de Brito Camacho
Manifestação de caixeiros
- 1915
Nova lei eleitoral
- 1919
A escola de aviação de Vila Nova da Rainha é tomada por soldados da guarnição de Santarém
- 1920
É fechado o jornal de Chaves "A Provincia Transmontana"
Fontes
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Republica - o espectáculo não pode parar
domingo, 9 de janeiro de 2011
Cronologia da república - 2ªedição - 9 de Janeiro
- 1913
É fechado o jornal "O Progresso" de Aveiro
Segundo Guerra Junqueiro, Afonso Costa é um governante meramente burocrático
Segundo João Chagas, Afonso Costa é um governante cuja política é para prejudicar alguém
Machado Santos vê Afonso Costa como um cruel tirano
Raúl Brandão pensa que Afonso Costa têm uma visão limitada da realidade do país
Os voluntários da República são instituidos como uma polícia politica mal estruturada
O governo, a maneira de D. Manuel II, tenta utilizar o partido socialista para tentar suavizar a influência do anarco-sindicalismo no movimento operário
Governo nº3 da república presidido por Afonso Costa. (396 dias) O gabinete é composto com políticos do partido democrático e apoiantes de António Maria da Silva
- 1914
O senador João de Freitas acusa Afonso Costa de favorecimento a antigos clientes do escritório
- 1918
O governo determina que os governadores civis têm poder para dissolver centros politicos
- 1919
É fechado o jornal "A Gazeta de Lima" de Viana do Castelo
- 1923
Leonardo Coimbra é forçado a demitir-se do ministério da instrução, por tentar estabelecer legislação que determina a neutralidade do ensino em matéria religiosa
Fontes
sábado, 8 de janeiro de 2011
Cronologia da república - 2ªedição - 8 de Janeiro
- 1918
- 1919
- 1922
- 1923
religioso
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
A república moribunda
Se a abstenção passar dos 50 por cento ficaremos pelo menos com uma certeza: teremos um Presidente – e um regime - que não representa eleitoralmente a maioria dos portugueses.
No entretanto a campanha alimenta-se de chicanas políticas, entre um Manuel Alegre desesperado para quem vale tudo, e um Cavaco apostado em ser o maior obstáculo à sua própria reeleição.
Um grande absurdo, pois claro
Nesta campanha passa-se metade do tempo a ouvir pessoas dizer que querem fazer o que não podem fazer; e a outra metade do tempo a ouvir pessoas dizer que não podem fazer o que gostariam. Isto é totalmente absurdo!
António Barreto sobre as eleições presidenciais hoje em entrevista ao Diário de Notícias
Cronologia da república - 2ªedição - 7 de Janeiro
- 1911
O governo reduz os vencimentos dos médicos
- 1912
Protesto em Lisboa pelo aumento do custo de vida
- 1913
A criação do ministério de instrução pública gera polémica
- 1921
O engenheiro Santos Viegas é atacado na rua
- 1924
O governo extingue as escolas primárias superiores
Greve de tanoeiros
- 1926
O governo é autorizado pela assembleia a contribuir para a construção de um monumento em Lisboa, em memória de Alfredo Keil, autor do hino nacional
Fontes
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
As eleições do escândalo

Cronologia da república - 2ªedição - 6 de Janeiro
- 1911
Assalto aos jornais "Liberal"; "Correio da Manhã"; "Diário Ilustrado"
Greves e conflitos
Greve de ferroviários pelas 8 horas de trabalho, que leva a que o governo ordene ao exército a ocupação militar da estação do Rossio.
- 1912
O bispo do Algarve é suspenso de funções, por ordem do governo, por dois anos
- 1918
Acção revolucionária militar
- 1921
Raul Esteves, director da CP é alvejado
- 1925
Uma manifestação de 1500 operários é reprimida pela GNR e Policia.
Fontes
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Algures, numa sede perto de si

zzzzzz...zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz......zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz....zzzzzzzzzzzzzzzz..B P N!, zzzzzzzz..rrrrrronc...iau! O que foi?!
Espingardas de Vidro


O "pai" concluiu

Dããã, que República
Cronologia da república - 2ªedição - 5 de Janeiro
- 1912
A sessão do Parlamento é interrompida de forma turbulenta
- 1916
Protestos em Coimbra
- 1918
Leote do Rego e Norton de Matos desertam das forças armadas
- 1922
Cunha Leal tenta extinguir a GNR
Conflitos de trabalhadores na Carris do Porto
Fontes
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Não é Part-Time - É apenas incompetência
[...]Se as perdas fossem assumidas hoje, o custo directo para o Estado era de 2,5 mil milhões de euros. Se o BPN deixar de pagar o empréstimo à CGD temos de somar mais 4,8 mil milhões de euros, o que dá algo da ordem dos 7,3 mil milhões de euros. É um número astronómico.
Para terem uma ideia, com esse dinheiro era possível:
1. Construir 70 hospitais pediátricos como o de Coimbra (cada um custa 104 milhões de euros);
2. Comprar 486 mil FIAT 500 (cada um custa 15 mil euros);
3. Comprar 30 Airbus A380 (cada um custa 253,3 milhões de euros);
4. Pagar o funcionamento de todas as universidades portuguesas durante 10.4 anos (custam ~700 milhões de euros por ano);
5. Pagar 500 euros por mês a cada desempregado (600 mil actualmente) durante 24,3 anos (custaria 300 milhões por ano);
6. Construir o TGV com ligação ao Porto (5 mil milhões) e a Madrid (2,2 mil milhões) sem precisar de ajuda da UE;
7. Construir o novo aeroporto em Alcochete (5 mil milhões) e ainda sobravam 2,3 mil milhões para fazer hospitais, escolas, etc.
8. Fazer cerca de 141 obras iguais ao Metro Mondego (o custo da 1ª fase é de ~52 milhões de euros) que beneficiaria várias centenas de milhares de pessoas da zona centro de Portugal.[...]
A República mostra o seu odor

Uma Ideia para um Destino

Já percebeu o que possivelmente acontecerá no dia da não-ida às urnas e por isso, o marido da Sra. Dª Maria Cavaco Silva foi à Madeira insultar aqueles que no próximo dia 23, "comodamente ficarão em suas casas", abstendo-se de participar na inutilidade eleitoral que aí vem. Os dichotes nem sequer rasam as cabeças daqueles que já decidiram ignorar, os interesses pessoais do senhor que ainda ostenta a Banda das Três Ordens - mutiladas -, porque neste caso, a ameaçadora abstenção também conta. Consiste numa legítima e necessária decisão política e por isso mesmo pressentida e muito temida, indicadora da clara rejeição do discurso oportunista dos irresponsáveis que conduziram Portugal ao estado desesperado que todos temos que pagar. Nisto, como em muitos outros aspectos, o actual Chefe de Estado não se distingue de qualquer outro dos candidatos, com a desvantagem de não poder apresentar no seu currículo, qualquer aspecto meritório de acção em benefício daqueles desprotegidos, para quem um pedaço de pão e uma pequena lata de água meio salobra, consiste num vital auxílio à subsistência. Os "apoiantes de honra" do prof. Cavaco Silva são sobejamente conhecidos, com outro tipo de exigências e há que dizê-lo, o re-candidato não descurará a protecção dos fiéis amigos. Agora, avoluma-se a desconfiança que torna todo este processo eleitoral, numa táctica cortina de fumo que servirá para durante mais algum tempo, prosseguir a azáfama de ocultação de certos casos escaldantes.
Diz o fracassado "modernizador", que ..."o país precisa de alguém com experiência e que conheça o rumo que Portugal deverá tomar". Estamos de acordo, são sábias palavras de quem nos últimos trinta anos, muitos esperaram algo de "sustentadamente" positivo. Esse alguém não é, disso estamos seguros, o prof. Cavaco Silva ou qualquer um dos seus oponentes à presidência. De facto, o país não precisa de qualquer introspectivo e solitário homem providencial, mas sim, de uma ideia para um destino.
Cronologia da república - 2ªedição - 4 de Janeiro
- 1913
O governo cede a câmara municipal de Lisboa o Paço Patriarcal para serem instaladas repartições
- 1915
Vários senadores renunciam ao mandato
Organização de uma expedição militar para Angola
- 1917
Protestos em Lisboa
- 1921
O azeite e o açúcar amarelo são racionados pelo governo
- 1923
Confrontos entre populares e a polícia em Lisboa e no Porto
Protestos contra o militarismo e a guerra
- 1926
É fechado o jornal "O Dia" de Lisboa
Amâncio de Alpoim critica a administração danosa do Banco de Portugal
Fontes
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Cronologia da república - 2ªedição - 3 de Janeiro
- 1912
O governo desterra o patriarca de Lisboa para Gouveia
- 1917
É fechado o jornal "O Facho" de Beja
- 1922
As eleições são adiadas, o que leva o governo a organizar um conjunto próprio de candidatos.
O governo tenta usar o exército contra a GNR
O governo é trasnferido para Caxias
O exército cerca Lisboa por ordem do governo
Gomes da Costa não é nomeado por Cunha Leal para chefiar essa facção militar
Gomes da Costa é condenado a 15 dias de prisão
- 1919
Manifestação de militares no Norte
- 1922
O aumento até 300% dos bilhetes de comboio é autorizado pelo governo
- 1923
António José de Almeida, impõe o barrete cardinalício ao Núncio Apostólico
Fontes
domingo, 2 de janeiro de 2011
Cronologia da república - 2ªedição - 2 de Janeiro
- 1912
O governo distipula os casos em que serão pagos em ouro, os vencimentos aos funcionários do ministério dos negócios estrangeiros.
- 1917
Revolta em Angola
- 1919
É determinada prevenção nos quarteis
Greve dos telegrafistas do Porto
- 1922
Ameaça de golpe de Estado
Cunha Leal impede que Gomes da Costa desloque-se para Santarém e manda-o para Mafra
Fontes


