segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Um matinal burburinho de caserna

Na sequência do Ultimato, o advogado maçon e republicano entrou a aliciar civis e militares para uma insurreição no Porto.
Conseguiu o apoio de praças de duas unidades aquarteladas na cidade e de alguns militares da Guarda Fiscal. Mais um capitão, um tenente e um alferes.
Apanharam o Porto a dormir e «proclamaram» a República. Quando o Porto acordou, aí pelas dez da manhã, os insurrectos e muitos mirones subiam a Rua de Santo António.
Uma descarga da Guarda Municipal, lá no alto, junto à Igreja de Santo Ildefonso, pôs termo à marotice. Morreram dez pessoas.
O Partido Repúblicano logo se demarcou do acontecimento dizendo nada ser com ele.
Só mais tarde vieram reclamar os louros desse extraordinário feito.
Republicano é assim.
Hoje mesmo, lá irão em romagem ao Prado do Repouso, meia-dúzia de velhotes, discursar e dizer mentiras uns aos outros. A ver se eles próprios se convencem...

domingo, 30 de janeiro de 2011

Cronologia da república - 2ªedição - 30 de Janeiro

  • 1912


O governo declara o estado de sítio e entrega Lisboa ao comando militar

Ataques a sindicatos pela G.N.R em Évora

Greve geral com incidentes

Estabelecido o regime de censura à imprensa

O governo com a desculpa de perseguir bombistas manda prender 700 pessoas, contando-se monárquicos e sindicalistas

O governo fecha a casa sindical

  • 1916

Multiplicam-se os assaltos a mercearias pela província

Greve dos trabalhadores rurais na Golegã

  • 1922

Façe aos 35% que os monárquicos conseguem nas legislativas, tendo em conta a existência de irregularidades, Cunha Leal demite-se

A justificação de Cunha Leal era da existência de um conflito diplomático com a Inglaterra por não reconhecer o dia 31 de Janeiro como feriado





Fontes

sábado, 29 de janeiro de 2011

Porto, Terça-feira 1 de Fevereiro 19hs


A Real Associação do Porto informa que no próximo dia 1 de Fevereiro será celebrada Missa, na Igreja dos Clérigos, pelas 19horas, em memória do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luís Filipe, sendo presidida pelo Reverendo Pe. Gonçalo Aranha, com a presença de Sua Alteza o Senhor Infante Dom Henrique, Duque de Coimbra, convidando todos os associados e simpatizantes a nela participar.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um povo sem memória é um povo sem futuro

Na próxima 3ª feira dia 1 de Fevereiro pelas 19h00, na Igreja de Nossa Senhora da Encarnação ao Chiado, será celebrada missa em memória do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luís Filipe homenageando-se o seu sacrifício ao serviço da Pátria há 103 anos. A Real Associação de Lisboa apela à presença de todos neste tributo que contará com a presença da família Real.

Não faltem!

Cronologia da república - 2ªedição - 28 de Janeiro

1912


É fechado o jornal "O futuro da beira" de Castelo-Branco

Em solidariedade com as greves dos rurais alentejanos, a União dos Sindicatos Operários promove em Lisboa greve geral

Augusto Vasconcelos, em carta dirigida a João Chagas, diz que a greve foi boa para tirar 700 bombas à carbonária

 
 
Fontes

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Tinta no dedo!

Uns ganham outros perdem, mas aqui ganham todos ou quase todos, quem ganhou de facto (com isto) queixa-se dos outros candidatos, meninos feios e maus, que não o deixam ser alto e sério, humilde, o melhor aluno da Europa em tempo de auto estradas… mas voltemos aos resultados, aos analistas, também sou analista, sem as quotas em dia, mas afinal em que ficamos, qual é o valor real da abstenção?!
Não pergunto por perguntar, pergunto porque já se percebeu que a abstenção é grande inimiga da situação, do regime que insiste em legitimar-se através do voto. Porém, na guerra dos números, chegam-nos notícias dos cadernos eleitorais, imaginem que ainda por lá sobrevivem um milhão e duzentos e cinquenta mil mortos, incluindo emigrantes… neste mundo! Sabemos também que houve problemas com os cartões de eleitor, tudo somado, quem nos garante que o resto dos cadernos eleitorais está certo? Quem nos garante que estas (e outras) eleições são válidas?
Ninguém.

1º de Fevereiro de 2011: uma necessária homenagem a Dª Amélia de Orleães



Aquela tarde de 1 de Fevereiro de 1908, para sempre confirmaria a grandeza de Dª. Amélia de Orleães. Não lhe podendo ser negada a iniciativa por numerosas obras de benemerência, algumas das quais pioneiras em Portugal, a rainha ofereceu a um país atónito, uma prova de fibra e de abnegação. Protegendo a vida dos seus, foi o único e firme braço que faltou ao governo, à policia e a uma população que fugiu em debandada, atemorizada pela arrogante investida subversiva que violentamente derrubaria o Trono, a Constituição e um Estado de Direito que se normalizara após um conturbado início do século XIX. Foi a rainha da legalidade e da destemida coragem que enfrentou o comprometido silêncio de muitos e as rancorosas e mortíferas maquinações de alguns. Quem durante anos ofendeu e procurou denegrir a sua estatura de mulher honesta e o inatacável serviço prestado como rainha cuidadosamente preparada para o difícil serviço, pôde sempre contar com o majestático silêncio e mais tarde, longe de um Portugal que jamais esqueceu, com o seu perdão. Este é um exemplo para os que hoje - muito mais poderosos do que Dª Amélia alguma vez foi - de nada e de ninguém se esquecem, com o único fito de não quererem relevar. Não querem porque não podem, dada a natureza de um sistema que como o caruncho, tudo vai corroendo sem olhar a reputações de sujeitos singulares, ou ao geral interesse pela tranquilidade que o progresso exige.

Caíram o marido e o filho, mas as porfiadas e desafiadoras homenagens que ano após ano e durante um século inteiro o povo jamais deixou de prestar aos monarcas, tornam a rainha num vulto maior e merecedor do mesmo tributo. A vingança da rainha é esta que não fere ou mata. É a vingança da memória que de políticos e celebridades facilmente se olvida, enquanto para sempre ficará uma obra, ou a simples e imponente presença imortalizada em antigas fotografias que ainda hoje testemunham o tempo dos nossos bisavós, afinal bem próximo.

Que este 1º de Fevereiro de 2011, inclua Dª Amélia na recordação daqueles que heroicamente tombaram sem culpas e indefesos diante bem organizada conjura que condenaria os portugueses a mais de oitenta anos de esbulho, opressão e atraso. Portugal tem na rainha Dª Amélia, um exemplo de serviço que a coloca entre os grandes da nossa História.

Mais do que muitos nados e com seculares raízes nesta terra, a rainha bem mereceu a nacionalidade portuguesa.

A Real Associação de Lisboa apela à comparência popular no acto de reparação do 1º de Fevereiro de 2011, a realizar-se na Igreja da Encarnação pelas 19.00H, em Lisboa (Chiado). Estará presente a Família Real.

Cronologia da república - 2ªedição - 27 de Janeiro

  • 1912


Duelo entre os deputados Álvaro Pope e Camilio Rodrigues

  • 1918

O general Tamagnini de Abreu, comandante do CEP no teatro de operações, pede a suspensão das suas funções e regressa a Lisboa

  • 1919

Combates em Águeda, entre Monárquicos e repúblicanos

  • 1923

É fechado o jornal "A Voz Republicana" de Viana do Castelo





Fontes

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sair do quadrado

De facto não me importo nada que numa primeira fase o meu (não) voto nas presidenciais seja comungado pelo Renato Teixeira, por católicos ressentidos ou por qualquer facção revolucionária de esquerda. Com posicionamentos diversos todos pretendemos por em causa este acto eleitoral e furar a espessa cortina de fumo da agenda regimental. Quantos mais melhor. Vamos por partes Tiago, deve saber isso melhor do que eu.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

António Barreto enterra a 3ª República



Leia o texto completo AQUI.

Voto obrigatório: a sopa dos pobres



Alguns dos mais conhecidos e televisivos alcoviteiros do sistema, decidiram-se pela sugestão do voto obrigatório. Esmagada a instituição que consegue eleger um "presidente" por 23% dos eleitores inscritos, eis a solução drástica para disfarçar a viva repulsa que os "casos", "processos" e más políticas provocam.

De forma aparatosa, também caiu mais um mito republicano, precisamente aquele que aponta a absoluta igualdade na cidadania. Um candidato extra-partidário, o Sr. Coelho, não gozou dos mesmos direitos - e muito menos ainda dos privilégios - de qualquer um dos outros concorrentes à administração dos 16 milhões €/anuais, das dúzias de assessores e do exercício do beneplácito presidencial que providencia o bem estar a muitos. Nem um só debate televisivo - apressadamente antecipados para impedir o "intruso" de neles participar -, nem um simulacro de igualdade de tratamento , enquanto outros, precisamente aqueles detentores das chaves de cofres bem fornidos do pecúlio indispensável aos afazeres de campanha, tiveram a cobertura que desejavam. Ironicamente, com os seus pouco mais de 3.000€ gastos em campanha, o Sr. Coelho obteve um bom resultado, confirmando todas as conversas de café, de fila de supermercado e de hora do barbeiro da esquina. O que o madeirense disse, nada mais foi senão o que a rua abertamente discute há anos, daí a não-surpresa que os quase 5% de votos representaram. É de pasmar não ter obtido um ainda mais expressivo score eleitoral.

No rescaldo da "grande vitória" do "grande homem providencial" e "salvador da Pátria", um discurso inacreditável, num desnecessário ajuste de contas post-mortem. Pelos vistos, o embaixador norte-americano tinha razão quanto às "vinganças" que o Wikileaks divulgou. Longe vão os tempos em que D. Carlos I e Dª Amélia riam a bandeiras despregadas, com as caricaturas que Bordallo desenhava e que tinham como alvo frequente, o trono onde o régio casal se sentava.

Bem vistas as coisas como realmente se passaram, existiu um plebiscito oculto à 4ª República, aquela que alguns querem ver como presidencial. 52,94% de 46% é pouco, para não dizermos mais. Portugal teve a experiência sidonista que terminou como se sabe. Este "novo Sidónio" sem pingalim e a cavalo num Mercedes, terá apenas algo em comum com o original: a evocação da sopa dos pobres.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A comissão e as festas

A Comissão para as comemorações do centenário da república tem pasta mas não foi perfeita. Apesar de ter um gestor genealógicamente republicano tem as suas falhas e as suas barracas. "O" ano todo correu de fiasco em fiasco. Povo nem vê-lo a não ser nas inaugurações abonadas com "entradas" de pato e espumante e, quanto ao repertório, esse, pecou pela negação da história e pelo gatafunho básico, parcial e apressado. A dita comissão vai ficar a facturar até 31 de Janeiro, acho, ou até mais tarde. Tão tarde que até se esqueceu de colocar na sua programação como culminar dos festejos a tão desejada Eleição Presidencial. Não era? Não é por esta eleição que os maçons e carbonários terroristas assassinaram e aterrorizaram? Para dar ao povo a alegria de votar num deles? Ó comissão! Ó artistas que concorreram ao emprego de presidente! Onde esteve o povo neste Domingo? Que rica programação nos dá esta república...

A república em plebiscito

Os resultados destas eleições não trouxeram qualquer novidade. A notícia escondida está nos "não resultados": os 6% de votos brancos e nulos que significam record absoluto, já não falando da abstenção que rondou 53%. O Chefe de Estado foi eleito por 2.228.083 votos de 9.622.306 inscritos, pouco mais que um quinto dos portugueses. Reflecte a importância que os cidadãos atribuem ao cargo de presidente da república: um assunto de somenos importância. Tirem-se as ilações e concentremo-nos em coisas sérias.

Acertou

E não é que a ciência pode ser muito fiável? Pelo menos no que diz respeito à "euforia" pós-eleitoral nesta república das ratazanas, este cientista acertou.

Cronologia da república - 2ªedição - 24 de Janeiro

  • 1912


Confrontos em Évora, entre trabalhadores rurais e a G.N.R, resultando num morto e seis feridos

  • 1914

Protestos em Lisboa contra o governo

Os trabalhos parlamentares são adiados derivado à discórdia reinante

Para tentar por fim ao conflito governamental, Manuel de Arriaga avança com um conjunto de propostas para os principais partidos. Têm a oposição de Afonso Costa

João Chagas pensa que para haver ordem, não pode haver debate de ideias pela impossibilidade de diálogo

  • 1915

O governo pede a demissão por Manuel de Arriaga recusar um decreto que suspendia as garantias individuais





Fontes

domingo, 23 de janeiro de 2011

Cavaco reeleito por 25% dos eleitores...



São estes 59,57% de desdenhosos do sistema, os brilhantes resultados obtidos pela centenária. Há quem teça loas ao "grande sucesso" e como sempre, aí estão as desculpas para uma derrota que é clara e que a todos os candidatos partidários atinge. O "novo cartão de eleitor", os "problemas do recenseamento" - como se fosse a primeira vez que Portugal vai às urnas -, o "frio glacial", o "sol de inverno", a "irresponsável preguiça" e outras casualidades mais, aparecem como a trilha de atalho para um estrondoso fracasso. Agora, bradam contra aquilo que dizem ser uma "trafulhice organizada pelo governo, CNE e capangas a soldo"! Uma campanha miserável feito por e para gente de discutível dimensão, para um país caído no mais profundo descontentamento que desta forma ignorou todos os apelos. Esta derrota do Esquema é tão mais visível, quando se avizinha um futuro próximo cheio de incertezas e eivado de perigos. Portugal muito bem fez em ignorar os apelos dos seus cangalheiros, sejam eles nulidades vociferantes ou semi-mudos situacionistas por conta própria. O "grande homem, previdente e consciencioso salvador da Pátria", é "reeleito" por 25% do eleitorado. É esta, a representatividade republicana.

Ninguém, a não ser os monárquicos, fez ouvir a sua voz em constantes apelos à não participação. Mesmo assim, muitos de nós houve que se decidiram pela ficção da participação cívica, sendo nítida e perfeitamente escusada, a sua presença nas três primeiras candidaturas.

Muitos conseguiram aquilo que se pretendia, lançando um pacífico aviso aos que querem e mandam. Há cem anos, os precursores dos vencidos de hoje, utilizavam outro tipo de métodos, condenando uma instituição à indelével mácula original. Hoje, a nódoa vê-se como nunca.

Não haverá 4ª República presidencialista. O sistema habilmente armadilhado, prosseguirá o seu caminho para a total insignificância. De facto, quem venceu fomos nós. Os da campanha pelo basta!

A avalanche de ingressos nas Reais Associações, significa algo que há muito aqui avisámos.

Cronologia da república - 2ªedição - 23 de Janeiro

  • 1914


Manuel de Arriaga sugere o afastamento de Afonso Costa

  • 1919

Tentativa de restauração monárquica em Lisboa

O governo tenta pressuadir todos os militares do CEP a defenderem a república

As insubordinações monárquicas em Bragança e em Viseu são reprimidas pelo exército





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sábado, 22 de janeiro de 2011

Tanto chinfim para nada

A utilidade dum presidente da república é comprovadamente uma questão de fé, sentimento popular que será aferido no Domingo. Na segunda, com mais ou menos votos, Aníbal e Maria retornarão ao recato do seu palácio e o País à sua irremediável ingovernabilidade. Terminado o circo, resta aos artistas desmontarem a tenda, fazendo contas aos estragos. Os seus assessores e jornalistas retemperarão as forças com uma merecida folga complementar. A democracia, essa vai sendo cada vez mais uma palavra vazia, brinquedo duma casta sem escrúpulos que vem desbaratando o meu País por uma toleima e um prato de lentilhas. Que lhes pese na consciência é o meu ingénuo desejo.

A conta


O montante global para pagar as despesas destas eleições presidenciais deve chegar a 11,3 milhões de euros. Este dinheiro sairá do orçamento do estado, parte para o pagamento de compra de direitos de transmissão nas TV's e rádios e outra parte para as contas dos candidatos afim de pagarem a propaganda (conta que também é aforrada por donativos de amigos que acreditam piamente que eles são a cara do país). Se os candidatos ao emprego de presidente da república não podem configurar candidaturas colectivas e se o emprego a que se perfilam emerge de uma consciência de independência e imparcialidade face ao sistema porque razão é que os cidadãos devem pagar as aventuras dos proponentes? Já sei o que estão a pensar! Que a "democracia" tem custos! Mas para mim o argumento constitucional é uma falácia. Se ao invés de 6 houvessem 300 candidatos a conta seria bonita e rapada à migalha para cada um. A República é isto. Um regime que promove a partidocracia, com dinheiros públicos, em toda a hierarquia do estado, a escalada de inúteis que se apropriam dos dinheiros públicos e a sombra das ideologias no contexto pátrio que devia primar pela isenção e comunhão. Desta ocidental praia lusitana ninguém parece importar-se com este regime em decomposição. Dizem-nos que a constituição é para cumprir. Eu digo mais, é para açambarcar.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Que reflexão?



Cronologia da república - 2ªedição - 21 de Janeiro

  • 1911


Homem Cristo, director do jornal "Povo de Aveiro", exila-se em Vigo após o jornal ter sido encerrado

O governo determina que a capela da Universidade de Coimbra seja transformada num museu.

  • 1913

Greve geral de funcionários ligados às actividades marítimas

  • 1914

O senado aprova uma moção de desconfiança ao governo de Afonso Costa

Anúncio de várias greves em solidariedade com os trabalhadores da CP

A greve dos comboios gera uma onda de contestação

  • 1915

O "Movimento das Espadas", protesto pela demissão do Major João Craveiro Lopes, conta com a participação de Machado Santos. Pretendiam entregar as espadas a Manuel de Arriaga. Resulta na prisão dos participantes.

  • 1918

É fechado o jornal "A Resistência" de Castelo-Branco

  • 1919

A monarquia é proclamada em Espinho

Governo nº19 da república, presidido por Domingos Pereira. (47 dias) Gabinete composto por quatro democráticos, quatro liberais e um socialista. Agrava-se a crise das subsistências com protestos contra a requisição de alimentos

  • 1920

É decretado o estado de calamidade no Porto com o encerramento de redes sindicais e a efectuação de várias prisões.

  • 1922

Greve na Carris

  • 1926

É fechado o jornal "A opinião" de Setúbal





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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Antes pelo Contrário!



Daniel Oliveira, o timoneiro do Arrastão, anda a ler a "imprensa blogosférica" monárquica. No Expresso desfia o despesismo republicano e ainda indica que o actual presidente aumentou em 31 milhões, os gastos de Belém em 31%.

Por regra geralmente aceite, quando falam dos candidatos oficialistas dos partidos, declaram-nos como saídos da vontade das oligarquias financeiras e caciquistas. Quando falam dos candidatos/presidentes a eleger a Belém, colocam-lhes o rótulo de parciais, facciosos e servidores de Partido. Quando é eleito um cacique-chefe que não corresponde ao grupo de interesse, desde logo o acusam de incompetência, desleixo e contemporização oportunista com erros governativos. Quando entram em campanha, os argumentos republicanos baseiam-se no insulto pessoal, no boato acerca de "garantias de carácter" - aqui sim, no luso sentido do termo -, nas contas bancárias, títulos de propriedade, amigos semi-presidiários a prazo, etc. Assim sucessivamente, o tom vai subindo entre todas as candidaturas e o povo vai tendo a exacta percepção de quem ignominiosamente tem ocupado o trono deixado vazio por D. Manuel II.

Não precisamos de pesquisar muito, para concluirmos que seguem rigorosamente a cartilha do defunto PRP. Desta vez, contra eles próprios.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Os presidenciáveis

Não havia melhor maneira de comemorar a centenário da república que com a pior campanha para presidente da república que há memória, e com os piores candidatos de sempre.

Defensor de Moura
O que é que se pode dizer de um "alegado" candidato, que não sai da sua cidade para fazer campanha?
Se este candidato fosse conhecido do público há mais de 30 anos, Alberto Pimenta teria escrito em 1977 "O Discurso sobre Defensor de Moura".
Em Viana do Castelo, gastou milhões de euros num o programa Polis, que é composto por obras de fachada. Politicamente, revelou no Municipio, ser adepto do principio "Um Homem (Ele), Um voto (O dele)". Devido à falta de resultados, resolveu proibir a arte tauromáquica, pois Defensor é daqueles que adoraria ser "estrangeiro"
Foi impedido de se recandidatar pelo próprio partido.
A sua candidatura foi inventada pelo PS, para ter uma marioneta a debitar insultos e acusações a Cavaco Silva.
Em suma. É o retrato perfeito de um parolo de Portugal.

José Manuel Coelho
É o Palhaço da campanha. Candidatura surpresa vinda do jardim do atlântico. Apesar da distância, viajou mais que Defensor. Se tivesse atacado os politicos em geral, os juízes e os grandes interesses poderia causar alguma surpresa no próximo Domingo. Mas devido à sua fixação em Cavaco e Alberto João, faz suspeitar ser esta a 3ª candidatura PS.

Francisco Lopes
Candidato que aparece para marcar a posição do PCP, mas que parece que nem sequer consegue entusiasmar aqueles que já estão convencidos. Arrisca um resultado humilhante.

Fernando Nobre
Atirado às feras por Mário Soares para "liquidar" a candidatura de Alegre, começou a campanha mal e aos tropeções, chegando-se mesmo a prever a sua desistência. Na campanha e apesar de ter alinhado inicialmente nas calúnias contra Cavaco, cedo recuou e passou a uma campanha pela positiva. As ultimas sondagens revelam que está na disputa do 2º lugar, o que pode abrir boas perspectivas para 2016.

Manuel Alegre
Há 5 anos atrás, o Vate de Águeda, concorrendo contra tudo e todos, foi visto com simpatia como D. Quixote a lutar sózinho contra os "Moinhos", daí o seu "milhão de votos". Hoje, ninguém vê Alegre como D. Quixote. Alegre é percepcionado pelos Portugueses como um "Moinho velho", apoiado pelos mesmos partidos que há 5 anos atrás apoiavam o moinho que D. Quixote Alegre destruiu.
A sua campanha, gerida pelo Bloco, limitou-se a maledicência, à calunia e a acusações torpes, coisas que a sua personalidade não está talhada para fazer. Para além deste facto, Alegre tem Salazar dentro de si. Por ter feito parte da oposição ao estado novo, Alegre acha-se mais que os outros, nomeadamente quem era criança, ou não tinha nascido antes do 25 de Abril, gente que Alegre vê como Portugueses de 2ª.
Poderá ficar em 3º lugar, o que seria justo devido à campanha que tem feito.

Cavaco Silva
Em terra de cegos, quem tem um olho é rei. É o que se pode dizer de Cavaco Silva, quando comparado com a sua concorrência.
Durante 5 anos de mandato, pouco ou nada fez que se visse. Anunciou comunicações ao país com pompa e circunstância e depois falou sobre temas que ninguém se interessava. Recentemente promulgou um Decreto-Lei e passados 15 dias, em plena campanha, exortou a que o mesmo fosse "reavaliado".
Provavelmente vai ganhar por falta de concorrência, mas se atentarmos bem, a falta de concorrência foi sabiamente preparada por Cavaco através da aplicação da Lei de Gresham, onde a má moeda Cavaco, liquidou as outras boas moedas.

Cronologia da república - 2ªedição - 19 de Janeiro

  • 1911


Greve dos estudantes do liceu Passos Manuel de Lisboa

  • 1914

Os ministros do governo de Afonso Costa deixam de comparecer no senado

  • 1915

Rumores de um golpe de estado militar

  • 1919

Restauração da monarquia no norte do país

Governo nº14 da república de José Relvas. Um gabinete constituido por todas as facções repúblicanas para combater os monárquicos, devido à restauração da monarquia no norte. (62 dias)

  • 1926

Greve académica a nível nacional





Fontes

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A caravana ladra e os cães passam

A campanha para o emprego de presidente desta república está no seu término e por isso as caravanas vão-se desdobrar e ladrar pelo país. O que dizem elas que possamos entender de exequível? O que fazem estas caravanas moverem-se? Acha o povo que a Democracia precisa destes exercícios? Não vê o povo que estas caravanas ladram os mesmos argumentos que ladraram o Regicídio de 1908, que a "caçada" é a mesma? Não vê, este povo, que as caravanas ladram e atiçam o ódio entre pares, tudo para que a presa do tacho sazonal em Belém seja trazida à mão pelos cães que passamos a ser?

Notícias"achistas" e republicanas

1. Metade dos portugueses "acham" que o país está pior do que antes do 25 de Abril. Você também "acha"?
2. O julgamento do sr. Oliveira Costa foi adiado para DEPOIS das presidenciais? Você "acha" que isto não cheira a esturro e mesmo assim, deve ir votar?
3. O nosso putativo correligionário Fernando Nobre, "acha" que Cavaco destruiu o sector produtivo do país. Você também "acha", ou tem a certeza absoluta?
4. Francisco Lopes "acha" que Cavaco "acha" que Portugal é uma "área sua para vender a patacos". Você "acha o mesmo e também faz o favor de estender o "achismo" à política que o PC seguiu em 1974/75?
5. Você "acha" normal que estando o país neste estado, o presidente e o governo andem em guerras e coloquem as Forças Armadas na humilhante posição de alvo para exercícios de fogo real? "Acha" que um dia destes algo sucederá?

Notícias republicanas

A república ISCSP no seu melhor

Um caso que merece uma leitura atenta e que desmonta a tese do centenário que aos quatro ventos, apregoa o primado pelo mérito! Pelos vistos, o ISCSP é uma coutada reservada para alguns.

Vasco Pulido Valente quer mudar o regime: NÓS TAMBÉM!



"Dez milhões de portugueses foram vítimas de uma fraude, que os fará passar anos de miséria.Toda a gente acusa deste crime, único na nossa história recente, entidades sem rosto como os “mercados”, a “especulação” ou meia dúzia de agências de rating, que por motivos misteriosos resolveram embirrar com um pequeno país bem comportado e completamente inócuo. Mas ninguém acusa os verdadeiros responsáveis, que continuam por aí a perorar, como se não tivessem nada a ver com o caso e até se juntam, quando calha, ao coro de lamúrias. Parece que não há um único político nesta terra responsável pelo défice, pela dívida e pela geral megalomania dos nossos compromissos. O Estado foi sempre administrado com bom senso e parcimónia. Tudo nos caiu do céu. Certos pensadores profissionais acham mesmo que o próprio regime que engendrou a presente tragédia é praticamente perfeito e que não se deve mexer na Constituição em que assenta. Isto espanta, porque a reacção tradicional costumava a ser a de corrigir as regras a que o desastre era atribuível. Basta conhecer a história de França, de Espanha ou mesmo de Portugal para verificar que várias Monarquias, como várias Repúblicas, desapareceram exactamente pela espécie de irresponsabilidade (eprodigalidade) que o Estado do “25 de Abril” demonstrou com abundância e zelo desde, pelo menos, 1990. A oligarquia partidária e a oligarquia de “negócios” que geriram, em comum, a administração central e as centenas de sobas sem cabeça ou vergonha da administração local, não nasceram por acaso. Nasceram da fraqueza do poder e da ausência de uma entidade fiscalizadora. Por outras palavras, nasceram de um Presidente quase irrelevante; de uma Assembleia em que os deputados não decidam ou votam livremente; de Governos, que no fundo nem o Presidente nem a Assembleia controlam; de câmaras que funcionam como verdadeiros feudos; de uma lei eleitoral que dissolve a identidade e a independência dos candidatos. Vivendo a nossa vida pública como vivemos, quem não perceberá a caracterizada loucura das despesas (que manifestamente excede o tolerável), a corrupção (que se tornou universal), os funcionários sem utilidade, o puro desperdício e, no fim, como de costume, a crise financeira? A moral da coisa é muito simples: só se resolve a crise mudando de regime."

Nota do Centenário da República: bem vistas as coisas, é precisamente aquilo que os sectores monárquicos têm proposto até à exaustão: novo Parlamento, novo sistema eleitoral, redesenhar do mapa autárquico, independência da chefia do Estado.

Cronologia da república - 2ªedição - 18 de Janeiro

  • 1911


Greve de trabalhadores rurais no concelho de fronteira

Devido aos protestos dos trabalhadores, uma fábrica de laníficios em Alenquer é encerrada

  • 1916

Greve dos alunos do Instituto Superior Técnico em Lisboa

A federação académica incentiva a greve geral de todas as universidades

  • 1917

É fechado o jornal "A Gazeta de Viana"

  • 1921

Greve dos tipógrafos

Protestos do operariado em Almada por falta de pão





Fontes

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

As touradas da república.



Por sua parte [o povo português], acha-se no seio da civilização que o explora como o touro em tarde de corrida no meio do redondel. É puro, bravo, boiante e claro. Está aí para o que quiser dele o capinha, o bandarilheiro e o espada. Acenam-lhe com o trapo encarnado e ele arrancará sempre com lealdade e braveza, entrando pelo seu terreno, acudindo ao engano e indo ao castigo de todas as vezes que o citem para atacar, para escornar, para estripar e afinal para morrer, o que tudo para ele é unicamente marrar. § Como o boi puro, o povo não se desilude nunca, nunca se desengana na lide.
Ramalho Ortigão - «Farpas na República». verbo: 1910, pp. 33-34.

Os boatos e clichés são como cancros que quando se metastizam contaminam toda a sociedade, levando as células a considerar mau o que antes era bom, e vice-versa. Uma afirmação, por falsa que seja, proferida com certeza por um interlocutor carismático, pode espalhar-se como o fogo numa seara. Numa época em que a Imprensa, como nunca, foi utilizada para destruir um regime, a maledicência tornou-se numa arma manejada por qualquer um que soubesse ler e escrever, desde políticos a simples ressabiados. Um dos exemplos mais flagrantes foi o da piolheira, expressão que Bordalo Pinheiro colocou na boca de D. Carlos com o intuito muito claro de acelerar a destruição da reputação do monarca entre os súbditos. E quem não sabia escrever, desenhava, criando o grotesco (veja-se o Zé Povinho) como forma de crítica social. E assim se procedeu à catequização republicana que começou muito antes de 1910.

Um dos clichés mais frequentes ainda hoje persiste é associar monarquia a marialvismo. Nesse aspecto, seja permitida a crítica, o próprio lado monárquico, pouco tem feito para erradicar ou amenizar a ideia de uma aristocracia beata, frequentadora de festas e profundamente arreigada às touradas. Mas esta ideia das touradas reais, de que fala o fado "Lisboa Antiga", não acabou em 5-10-1910. Aliás, nem antes dessa data a frequência naqueles espectáculos era apanágio de monárquicos ou nobres. Todos, sem excepção, frequentavam as praças de touros de Norte a Sul do país. De resto, tais espaços foram cruciais para a evangelização do povo pelos políticos republicanos.

Em 1907, numa praça do Ribatejo, houve um enorme comício republicano, como documenta a Ilustração Portuguesa , e um ano antes, em Maio de 1906, Afonso Costa - que sabia dar à população o que ela queria -, apareceu no Campo Pequeno para ser ovacionado em frente à Família Real. Ele próprio era um apreciador daquele cruel "desporto". O novo regime, que para sobreviver devia decalcar muitos dos ritos da monarquia, instituiu as "touradas republicanas", onde no camarote, agora presidencial, os chefes de estado assistiam, para gáudio popular, a grandes e faustosas corridas. O próprio Sidónio Pais foi assíduo frequentador das touradas. António Cabral recorda-se de o ter visto em Maio de 1918 vindo da praça de Touros do Campo Pequeno (Memórias, volume IV, 1932, p 362). No ambiente de protesto, as corridas de touros ocorriam com a normalidade de sempre:
"Na capital, o povo delirava. Sidónio Paes, triumphador, era acclamado com louco entusiasmo. N'uma tarde de domingo, 12 de maio, os operarios da construção civil ajuntavam-se, em comicio, no parque de Eduardo VII, reclamando contra a falta de trabalho, ao mesmo tempo, na praça do Campo Pequeno, em festa de gala, corriam-se touros. Á saída do espectaculo, milhares de pessoas rodearam o carro do presidente, soltando vivas, dando palmas, saudando, n'um clamor de alegria, o homem, que poucos mezes depois, era abatido a tiro, como se fôra um animal perigoso!

Não era o único aficionado. Durante o Estado Novo, o toureio, como o galo de barcelos, ou a tricana de Coimbra, entre outros, tornaram-se símbolos inseparáveis da Nação e do regime. Era comum que Americo Tomaz presidisse a touradas e que Craveiro Lopes, acompanhado de sua mulher, assistissem a corridas de touros organizadas alegadamente por razões de beneficência.

Ainda hoje o regime tenta criar a ilusão de que se pode apoiar as touradas sem ferir susceptibilidades de quem as considera um acto de barbarismo. E aproveita-se de uns e outros, como sempre se aproveitou daquele espectáculo para veiculação dos novos ideais republicanos. No fundo, a República nunca deixou de tratar o cidadão como o touro que urge controlar com rodeios, segundo a genial narrativa e comparação de Ramalho Ortigão (ver acima) em Fevereiro de 1911. Mas se perguntar a um qualquer cidadão o que lhe lembra as touradas e os seus protagonistas, ele dirá, quase com certeza, que se trata de uma manifestação extemporânea de elites, ligadas ao "tempo dos reis e nobres". Engana-se. A prova disso é que as touradas ainda existem e Portugal já não é uma monarquia há 100 anos.

Olha a campanha de "todos os portugueses"

A ideia de uma "República" é uma coisa gira!! Eu próprio já vivi numa república de estudantes em Lisboa e era um local baril. A ideia de qualquer português poder ser o chefe do Estado é coisa que na república muito se apregoa e que serve de mote maior para criticar a monarquia; qualquer ser humano pode ser Presidente, desde que maior de 45 anos, dizem. Depois só tem que jurar a "constituição" que foi feita a pensar em "todos os portugueses". Mas se eles são isentos, independentes, imparciais no modo e no trato o que é que fazem ministros, secretários, adjuntos, autarcas, técnicos das juntas e políticos de inúmeros partidos envolvidos nas campanhas?

Notícias de outra república



Segundo a policia secreta, a "primeira-dama" tunisina, a griffeuse mulher do finalmente deposto presidente Ben Ali, fugiu do país com uma tonelada e meia de ouro, notícia "relativamente confirmada".

Existe outro país "relativamente confirmado" na Europa do sudoeste e possuidor de uma espantosa e também "relativamente confirmada" quantidade de lingotes de ouro. Até agora bem guardados fechados nos cofres do banco central, oxalá assim permaneçam por muitas e boas décadas, não vá uma qualquer "relativamente confirmada" republicana dama, ter dourados apetites. Nos tempos que correm, tudo pode acontecer.

Cronologia da república - 2ªedição - 17 de Janeiro

  • 1916


Greve de estudantes universitários no Porto e em Coimbra

  • 1918

É fechado o jornal "A resistência" de Coimbra

  • 1919

É decretado o estado de sítio no distrito de Santarém, exercendo-se a devida repressão

  • 1920

Teófilo Duarte, ex-governador de Cabo Verde, é preso por razões políticas

  • 1921

É fechado o jornal "A Noite" de Lisboa

Greve dos trabalhadores dos jornais de Lisboa, com larga adesão

  • 1924

Sessão em Lisboa contra a pena de morte em que são oradores Raul Brandão, Jaime Cortesão e Câmara Reis





Fontes

domingo, 16 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

Tu que sabes e eu que sei, cala-te que eu me calarei!

Oiço e leio todos os dias os opinadores encartados nas televisões constatarem que a campanha e os discursos não geram entusiasmo, divididos entre a demagogia dos candidatos que reclamam matérias fora do seus poderes, e os que se desculpam por não possuírem prerrogativas para intervir. O problema é que os analistas chegados a este ponto bloqueiam, não desenvolvem a partir daqui, quando seria lógico questionarem o regime. Porque tem um cargo simbólico como este de ser de sufrágio universal e directo? Porque não adoptar um modelo como o da Alemanha ou da Itália em que os elegem nos seus parlamentos? Porque não referendar a monarquia?
Mas recentrando-nos na questão principal: o que receiam os operadores da política (em que incluo os jornalistas) ao não debatem o modelo da Chefia de Estado e sua eleição? Será que receiam cuspir na mão que lhes dá de comer? É o medo da mudança?
O facto é que a monarquia constitucional e as duas primeiras repúblicas caíram de podres, não se adaptaram ou desenvolveram, com as trágicas consequências que conhecemos. Estamos fartos de saber o que não funciona... Até quando vamos continuar neste circo a fingir que tudo está bem

Cronologia da república - 2ªedição - 15 de Janeiro

  • 1911


A carbonária e os Batalhões de Voluntários da República manifestam-se contra as greves

Parada dos Batalhões de Voluntários da República


  • 1913

Greve dos funcionários dos comboios

  • 1914

Greve dos funcionários dos comboios, com sabotagens

  • 1917

Reunião dos representantes dos jornais de Lisboa com o ministro do Interior para definir critérios na censura à imprensa

  • 1919

Greve nos caminhos de ferro

  • 1920

Greve dos funcionários dos Telefones do Porto

Assalto ao crédito público onde estavam membros do governo

O governo nº16 da república de Fernandes Costa que durou 12 horas não pode tomar posse

O governo nº17 da república é presidido por Sá Cardoso numa tentativa de encontrar-se um consenso





Fontes

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Povo que lavas no esgoto


(...) A passividade e a permissividade com que votamos nos mesmos partidos políticos é, em si, um acto de manifesta solidariedade. Todas estas, entre muitas outras, manifestações de solidariedade vêm embuidas de um atroz complexo de culpa e de uma manifesta disfunção social. Como já várias vezes tenho escrito aqui, a forma como a sociedade portuguesa tem evoluído desde a implantação terrorista da república, em 1910, revela a perda de acuidades sociais essenciais, porque o regime forçou-nos a uma cidadania de disputa em prol da parceria, a posições de conflito ao invés da agregação.

Cronologia da república - 2ªedição - 14 de Janeiro

  • 1912


Os respectivos bispos e governandores de Coimbra e Viseu são proibidos de residir nos respectivos distritos. São confiscados os seus bens.

  • 1913

O ministério do Interior ordena aos governandores cívis para controlar as publicações do seu distrito.

  • 1914

Greve dos funcionários da CP

  • 1919

Formação de um movimento monárquico militar

  • 1920

Greve da indústria corticeira

  • 1921

É fechado o jornal "A verdade" de Viseu

  • 1922

É fechado o jornal "Ideia Nova" de Silves




Fontes