sexta-feira, 22 de abril de 2011

Cronologia da república - 2ªedição - 22 de Abril

  • 1911


Guerra Junqueiro considera Afonso Costa uma pessoa perigosa

  • 1913

Campanha internacional de protesto contra a situação dos presos políticos em Portugal

Eusébio Leão, embaixador na Itália, desmente as afirmações da duquesa de Bedford, acerca da situação dos presos políticos em Portugal

  • 1915

Prisão dos vereadores da câmara municipal de Lisboa

 
 
 
Fontes

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Cronologia da república - 2ªedição - 21 de Abril

  • 1915


É fechado o jornal “O Imparcial” de Braga

  • 1918

É fechado o jornal “O Tempo” de Coimbra

  • 1925

É fechado o jornal “A Capital” de Lisboa






Fontes

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Presentes!



O actual Parlamento acaba da pior forma o seu mandato, mas nem tudo são más notícias.

Confirma-se: as listas apresentadas pelos Partidos às eleições parlamentares de 5 de Junho, contam com uma enorme quantidade de candidatos monárquicos, bastantes dos quais em lugares elegíveis. Dezenas! Alguns são bem conhecidos, enquanto outros, por razões óbvias, são "nossos", mas ainda obrigados a manter um sigilo que não devia existir.

Todos os Partidos do chamado "arco governamental", um dos Partidos da esquerda parlamentar, o MPT, o PPM e o PCTP, apresentam candidatos favoráveis à instauração de uma Monarquia Constitucional.

Sinal dos tempos.

Cronologia da república - 2ªedição - 20 de Abril

  • 1911


Guerra Junqueiro considerou a lei da separação da igreja do estado como estúpida por ferir o sentimento religioso português

  • 1912

Incidentes em Macau

  • 1913

Protestos em Aveiro

A Maçonaria distingue Afonso Costa com o grau 30 de cavaleiro Kadosch

  • 1915

Amnistia a todos os presos políticos

  • 1916

O governo declara o estado de sítio na ilha terceira

O governo manda submeter à censura toda a correspondência postal para o estrangeiro

O governo manda submeter à censura todas as comunicações telegráficas com o estrangeiro

  • 1920

No julgamento do caso “Monarquia do Norte” Guerra Junqueiro defende um dos implicados

  • 1921

Greve na Universidade de Coimbra






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terça-feira, 19 de abril de 2011

Cronologia da república - 2ªedição - 19 de Abril

  • 1911


Distúrbios no colégio das missões ultramarinas em Cernache do Bonjardim

  • 1912

A Índia pede ao ministério das colónias reforço militar

Duelo à espada entre Egas Moniz e Norton de Matos

  • 1918

Salazar toma posse como catedrático da faculdade de Direito de Coimbra com dispensa de prestação de provas

Obtêm de igual modo o grau de doutorado em Direito

  • 1924

É fechado o jornal “A Actualidade” de Braga






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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Centenário da Lei da Separação

Na próxima Quarta-feira, 20 de Abril, comemoramos o centenário de uma das maiores guerras culturais da Primeira República: a Lei da Separação entre a Igreja e o Estado. Símbolo histórico da laicidade em Portugal, contribuiu mais do que qualquer outro acontecimento para o erro de transformar a laicidade em questão religiosa, para citar o insuspeito Fernando Rosas. Se por laicidade entendermos a neutralidade do Estado em matéria de religião, a "separação" republicana foi antes uma perseguição oficial à religião católica. Por outras palavras, a Lei da separação entre a Igreja e o Estado foi, em muitos aspectos, uma lei de submissão da Igreja ao Estado.

O fim confesso das suas duas centenas de artigos - reactualizando o velho programa do Estado moderno, identificado por Tocqueville, de esvaziar as comunidades intermédias entre os indivíduos e o poder central - era destituir a Igreja de personalidade jurídica, convertendo-a em mera associação de direito privado. Em consequência, todos os bens das dioceses e das paróquias foram nacionalizados. (Recorde-se que os bens das ordens religiosas já tinham sido nacionalizados em Outubro de 1910, quando estas foram extintas, o que significa que em meio ano a Igreja portuguesa perdeu todo o património.) Para sustentar o clero, foi instituída uma pensão a requerer ao Ministério da Justiça, o que perpetuava a tradição regalista de tratar os padres como funcionários públicos. Ao mesmo tempo, proibiam-se quaisquer dádivas dos fiéis para a manutenção do culto ou dos clérigos, uma vez que a Igreja não podia ser proprietária. A Lei impunha também grandes limitações ao culto público, exigindo que as autoridades civis regulamentassem missas, procissões e até o toque dos sinos. Finalmente, criava as famigeradas comissões cultuais para administrar as paróquias, comissões nomeadas pelo poder local e das quais o respectivo pároco estava excluído, o que na prática entregaria aos peões do Partido Republicano a vida religiosa dos católicos.

Em suma, a Lei era "uma declaração de guerra à Igreja", como lhe chamou Vasco Pulido Valente, e a Igreja reagiu em conformidade. No mês seguinte, o Papa Pio X publicou uma encíclica e o episcopado português um protesto colectivo em que condenavam sem apelo as pensões do Estado e as comissões cultuais. Paradoxalmente, ou talvez não, os dois pontos que a Igreja recusava em absoluto eram aqueles que permitiriam a sua sobrevivência administrativa e económica no novo regime. O choque era frontal. Em resposta, o Governo puniu com o desterro todos os bispos do Continente. Em 1912, à excepção da Madeira e dos Açores, não havia em Portugal uma única diocese com bispo residente. E o culto católico, embora raramente suprimido, tornara-se ilegal para a Igreja ou para o Estado na quase totalidade das paróquias, umas porque tinham comissão cultual, outras porque não tinham.

A Igreja, no entanto, venceu a guerra. Nas cerca de 4 mil paróquias do país, só em 300, sobretudo de Lisboa e do Sul, se nomearam comissões cultuais, muitas vezes sem entrar em funções, e só cerca de 10% dos padres, maioritariamente nas mesmas zonas, aceitaram a pensão governamental, sendo punidos com a suspensão a divinis, ou seja, com a interdição canónica de celebrar o culto. A Lei da Separação tornar-se-ia mesmo um dos grandes pomos de discórdia entre os republicanos, com os moderados a insistirem na sua revisão, mas só em 1918, no consulado de Sidónio Pais, seria revista e só em 1940, pela Concordata, revogada.

É verdade que a Lei da Separação "abriu um espaço novo de liberdade para a Igreja", como disse o Papa Bento XVI quando nos visitou há um ano, mas essa liberdade foi conquistada pelo clero português ao recusar a dependência económica e administrativa do Estado. Foi a luta da Igreja contra a tutela estatal que fez a verdadeira separação. A laicidade entre nós deve tanto à ideologia republicana como à resistência católica a uma lei iníqua.

Pedro Picoito, Crónicas da Renascença 17/4/2011

Cronologia da república - 2ªedição - 18 de Abril

  • 1911


O governo destitui o bispo de Beja das suas funções episcopais

  • 1924

Greve dos funcionários públicos

  • 1925

Golpe militar de Filomeno da Câmara

O governo declara o estado de sítio em todo o país, suspendendo a constituição

António Sérgio é a favor da ditadura fascista






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domingo, 17 de abril de 2011

Uma parábola imoral

Era uma vez um homem pequeno e magrinho, mal tratado pelos anos e privações, de pele curtida pelo sol e pelo mar, que parava todos os dias à porta da tasca daquela rua, de palito na boca e olhar nostálgico, na expectava de algum frete que lhe rendesse uns copos que inflamassem uma boa noite de cavaqueira. Chamava-se Portugal e consta que tinha envergonhadas origens fidalgas, e que em tempos vivera histórias e aventuras de pasmar.
Em frente à tasca, ficava uma magnífica mansão, onde morava uma esbelta senhora chamada Europa que ele há muito observava e seguia de esguelha, num mal disfarçado enlevo. Atraia-o o seu porte elegante e sofisticado que o enchia de arrebatado e secreto desejo.
Certo dia quando a Senhora elegante chegava a casa dumas proveitosas compras, baixando os óculos escuros para o nariz observou mais demoradamente no outro lado da rua o homem de aparência tisica, encostado à parede da tasca, aspirando uma beata sôfrega. Foi nesta sequência que o motorista, após receber indicações da senhora, se dirigiu ao velho jarreta com um cartão, que o convocava para uma visita à bela mansão, naquele mesmo dia à hora do chá.

Não teve mais sossego nesse dia: foi numa inaudita excitação que se dirigiu ao seu quarto miserável, numas águas-furtadas ali perto, para fazer a barba de 5 dias, com uma lâmina velha, uma fatia de sabão azul e um caco de espelho. Foi com o coração palpitante que Portugal mudou a camisa rota, esfregou as axilas, penteou os poucos cabelos que lhe restavam, pôs uma gravata ruça e um casaco escuro que herdara dum tio emigrante. Às cinco da tarde, quase a desfalecer de emoção, não sem antes passar o pente uma última vez na cabeça, tocou a campainha daquela porta intimidante, cuja sombra projectada para o interior conhecia de cor cada milímetro, de tantos anos de contemplação e cobiça. Mandado aguardar uns submissos instantes no grandioso hall da entrada, a criadagem conduziu-o de seguida a um faustoso quarto com banhos fumegantes, onde foi submetido a uma profunda operação higiénica com fundos comunitários. Foram-lhe depois entregues roupas limpas e uns sofisticados artefactos que ele não conhecia a utilidade, mas que rebrilhavam de novos e davam estilo.
Foi assim catita e bem cheiroso, tão subsidiado que até parecia um assessor ministerial, que o pobretana compareceu no salão onde a Senhora Europa, o recebeu com um misto de apreço e curiosidade mórbida. Em vez de o convidar a sentar, pediu-lhe que permanecesse ali mesmo, àquela distância, e puxando duma sineta de imediato respondeu um mordomo, a quem foi ordenado chamar a criançada ao salão. Imediatamente se ouviu um crescendo de passos descompassados, e duma desordenada correria logo o grupo se dispôs em composta formatura no ângulo oposto à decrepita criatura. Pareceu-lhe reconhecer alguns daqueles infantes cujo movimento observava há longos anos a entrar ou sair daquela grande casa, sempre crescendo bem nutridos e saudáveis, alguns até com aparência desportista. Aquela ali, esbelta e loura, de ar trocista chamava-se Finlândia, aqueloutra vaidosa e sedutora devia ser a França. Uma outra, mais encorpada, de cabelo ralo e com ar austero era certamente a tal Alemanha…
Foi então a Senhora Europa se levantou e agradecendo presença de Portugal para aquela solene ocasião, dirigiu-se autoritária às outras nações: “atentai minhas filhas, que é assim, decrepitas e inúteis, que ireis ficar se não cumprirdes o pacto de estabilidade!” De seguida ofereceu-lhe dois cigarros e dispensou o velho tísico, não sem que antes ele devolvesse o casaco de lã fina e os sapatos de pelica.

Cronologia da república - 2ªedição - 17 de Abril

  • 1911


O governo cria em Moçambique a Guarda Cívica

  • 1915

Proliferação pelo país de vários centros monárquicos

  • 1916

O governo civil de Lisboa é exonerado

  • 1922

Pacto de Paris no qual D. Manuel II aceita o sucessor indicado pelas cortes devido à falta de descendência directa

  • 1923

Greve das costureiras do Porto





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sábado, 16 de abril de 2011

Sem vergonha

Se os políticos soubessem o que querem, se soubessem do que falam, se soubessem como agir, não andávamos neste impasse. Dizem que eles estão impreparados. Eu digo que estão parados. Em nenhum encontro uma causa que não a vaidade do cargo, do emprego, do pretender entrar para uma "história". Coitados dos que não se revêem na linguagem falsa e dúbia desta gente, agora, sedimentada pelo aval de politólogos que tudo criticam ou aprovam. Coitados. Como podemos acreditar em políticos sem espinha, cabedal, coragem, sem luz, sem voz humilde. É por isso que tenho dó desta República, uma fabriqueta de gente ávida sem vergonha de se abeirar do Estado, sem escrúpulos de transformar o Estado numa vergonha.

Cronologia da república - 2ªedição - 16 de Abril

  • 1911


É fechado o jornal “O Concelho de Bragança”

  • 1920

Um comício no Porto é alvo de ataques terroristas




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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Menoridade

O sr. Soares disse aos jornalistas que não devemos ter medo do FMI porque o seu presidente era "Socialista"! Tal como ele, tal como o desgoverno irresponsável que nos tem orientado nos últimos anos. Eu, se fosse ao sr. Dominique Strauss Kahn, ou fugia desta ideologia ou metia um processo ao sr. Soares por hipotética comparação por arrasto. Depois, o sr. Soares, disse que não estava admirado com a atitude da Finlândia, por pensar duas vezes se nos quer apoiar na ajuda externa, porque esta era governada pela "extrema-direita". Esta demagogia bacoca e demagógica tem em si todo o conteúdo de menoridade moral e mental que nos têm impingido desde 1974.
Existem muitos Pilatos que se escondem atrás das ideologias para tudo obterem e a tudo se escusarem, à custa da simpatia clubista. Os portugueses não têm apenas uma crise económica às costas, bem vergadas, têm um caixão-sombra de complexos e mentiras nos miolos que os travam de serem livres. O Socialismo Abrilista, mais revolucionário menos revolucionário, mais à direita mais à esquerda, tornou Portugal num estado-parcial, num estado-patrão (muito mais patrão/promíscuo que o da I e II República), num estado-subserviente, num estado-corrupto, num estado-subsidiário, num estado-do-Partido, num estado-cobrador, num estado-Menor. Menor. Gigante, desporcionado, tão menor. E agora vem o FMI (do "Socialista") pedir para crescermos... ...

Cronologia da república - 2ªedição - 15 de Abril

  • 1915


Fernando Pessoa considera que as manifestações populares não são a favor de ninguém

  • 1917

É fechado o jornal “Alma Algarvia” de Silves

  • 1919

Greve geral em Viana do Castelo

  • 1920

Inicio do debate parlamentar da lei contra os bombistas

  • 1926

Na assembleia os deputados envolvem-se em rixas

É fechado o jornal “O Dia” de Lisboa





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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Brevemente......

Adaptação de um cartoon com mais de 35 anos do grande Vilhena

Cronologia da república - 2ªedição - 14 de Abril

  • 1918


Restabelecimento da censura de imprensa

  • 1920

Ataques bombistas em Lisboa

Ataques bombistas no Porto

Ataques bombistas em Faro

Ataques bombistas em Beja

  • 1926

Lutas entre deputados na assembleia da república





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quarta-feira, 13 de abril de 2011

A verdadeira bandeira da 3ª República

Pela terceira vez na terceira república, o FMI encontra-se entre nós com a palmatória na mão. Uma presença assim, e agora que não temos império, podemos dispensar a esfera armilar. Como somos um país oficialmente laico, digo ateu, digo anticatólico, as 5 chagas estão a mais.
Como uma bandeira apenas verde e vermelha dá um "look" ferroviário, podemos colocar lá, a organização que nesta terceira república se tornou já uma constância - O símbolo do FMI!

Olha um esqueleto!!!



Será este, um dos milhares de esqueletos escondidos no tal armário?

terça-feira, 12 de abril de 2011

A "vergonha" que os faz corar

Uma conselheira do FMI diz que neste momento Portugal está a dar uma imagem de um país do 3º mundo! Cara Estela, não é de hoje. Só agora é que cora de vergonha? Portugal é um país abastardado à mais de 100 anos. Que imagem demos do país quando foi covardemente assassinado o Rei D. Carlos e o seu filho? Que imagem demos do país quando o inquérito desse crime foi sonegado? Não cora por isso? Que imagem demos do país quando nos primeiros 16 anos de república atingimos um défice das contas públicas sem paralelo nos tempos da monarquia constitucional? Que imagem demos do país ao enviar para a morte, em 1918, um corpo expedicionário cujos mancebos pouca ou nenhuma instrução tiveram e nem armamento condigno portavam? Que imagem demos do país com a anarquia e terrorismo social em que vivemos até 1926? Que imagem demos do país com a acomodação ao regime Salazarista? Que imagem demos do país quando os "heróis" que queriam libertar este país foram logo os primeiros a tentar impôr uma ditadura fresquinha à moda soviete? Não acha que na altura demos uma imagem de gente do 3º mundo? Que imagem demos do país ao encetarmos uma descolonização inconsciente e disparatada de que resultaram guerras civis e um acérrimo despotismo, que ainda hoje se mantém, nos países "libertos"!? Que imagem demos do país ao apresentar desde 1974, sistematicamente, um despesismo desmesurado da máquina do estado e de um brutal aumento da chulice partidária, da direita à esquerda libertária, aglutinadora dos recursos e concursos? Só agora devemos corar de vergonha? O ponto a que chegámos, cara Estela, é o ponto de onde saímos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Cronologia da república - 2ªedição - 11 de Abril

  • 1917


Ataques aos vendedores do mercado do Porto

  • 1919

Greve dos estofadores e decoradores de Lisboa

  • 1920

Greve dos trabalhadores da construção civil

Greve dos trabalhadores da indústria tabaqueira

Julgamento em tribunal militar de monárquicos pertencentes ao “Batalhão de Voluntários de El-Rei” de Braga






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domingo, 10 de abril de 2011

Cronologia da república - 2ªedição - 10 de Abril

  • 1920


Greve dos arsenalistas

  • 1921

Afonso Costa anuncia a contracção de um empréstimo externo para pagar a dívida externa

  • 1926

Afonso Costa é eleito presidente da assembleia da sociedade das nações





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sábado, 9 de abril de 2011

Cronologia da república - 2ªedição - 9 de Abril

  • 1911


É fechado o jornal “A Tribuna” dos Açores

  • 1915

Pela recusa em cumprir os decretos ditatoriais, várias câmaras e juntas de freguesia revoltam-se contra o governo

Greve geral em Viana do Castelo

Bombas sob uma procissão nas Caldas da Rainha

  • 1920

É fechado o jornal “O Portugal” de Lisboa

  • 1921

Amnistia do governo de crimes políticos ou religiosos

Amnistia do governo de crimes militares cometidos na 1ªGuerra Mundial

Greve de padeiros em Lisboa

No dia da celebração do soldado desconhecido rebentam várias bombas em diversos locais

  • 1922

Augusto de Castro fala num desejo geral de uma governação estável

  • 1925

É fechado o jornal “A Defesa do Povo” de Viana do Castelo








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sexta-feira, 8 de abril de 2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vitor Bento - Crise actual é só comparável com o período após implantação da I República


Vamos ser «os Trás-os-Montes da Europa»

«Para encontrar uma década de crescimento tão fraco, é preciso recuar a 1912/1921, período pós implantação da república»

O empobrecimento da última década deixou o país numa situação muito difícil. «Vamos ser para a Europa o que Trás-os-Montes é para Portugal», prevê o economista Vítor Bento, na conferência promovida pelo SOL, nesta sexta-Feira, no CCB:”A economia e o futuro de Portugal” que é também o título do estudo de Ernâni Lopes, a sair na próxima sexta feira (6)

(30 de Outubro de 2009)

Portugal insustentável

O presidente da Sociedade Intebancária de Serviços (SIBS), Vítor Bento, considera que Portugal dificilmente sairá da «armadilha de empobrecimento relativo» da última década. «Vamos ser para a Europa o que Trás-os-Montes é para Portugal: uma região empobrecida».

O economista considera que o endividamento do país entrou «numa espiral de insustentabilidade». Pelas suas contas, aos 66% de PIB de dívida pública, têm de somar-se 25% do PIB em dívida do sector empresarial não-financeiro e 15% em encargos com parcerias público-privadas.

«Gastámos a herança, tudo o que produzimos e retiramos um ano de rendimentos ao nosso filho», refere analogicamente.

«Para encontrar uma década de crescimento tão fraco, é preciso recuar a 1912/1921, período pós implantação da república e da passagem da 1ª guerra mundial», afirmou, durante a sua intervenção no CCB.

I Republica foi a pior crise da História económica portuguesa

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Economia Portuguesa, César das Neves- anotações do SomosPortugueses


Ler mais em Instituto da Democracia Portuguesa

O regresso da União Ibérica


Reconheço a minha perplexidade. Mas não se trata de uma atoarda nem de dizeres cáusticos lançadados (e escutados) aqui e ali. Parece ser verdade: cada vez há mais adeptos - portugueses ou espanhois - da sempre famigerada União Ibérica.


Essa a conclusão de um inquérito levado a cabo pela Universidade Complutense de Madrid e pelo Centro de Investigação e Estudos de Lisboa. Concretamente, dos nacionais abordados, 46% pronunciaram-se favorávelmente, em 2010. No ano anterior, a percentagem era de 39,8%. Esta última, sensivelmente idêntica à dos espanhois, na actualidade.


Acrescente-se que a aludida pesquisa, já agora, peca por defeito: omite a pergunta - Reino da Ibéria ou República Ibérica?


Porque quanto à capital do nóvel Estado, as hipóteses só podem ser duas (digo eu) - ou Braga, cujo Arcebispo sempre foi o Primaz das Espanhas; ou Santiago de Compostela, onde vão dar todos os caminhos da Cristandade peninsular.



Cronologia da república - 2ªedição - 7 de Abril

  • 1911

Tumultos no arsenal da marinha

  • 1917

Assaltos no Porto a vendedores de pão e hortaliças

  • 1918

É fechado o jornal “O povo de Santa Clara” de Coimbra

  • 1919

O governo extingue a polícia preventiva e cria o corpo de polícia da segurança do estado

  • 1922

Greve geral operária

  • 1923

O industrial Lambert D´Argent é vítima de um atentado

Encerrado o sindicato dos trabalhadores rurais em Santiago do Cacém

  • 1924

Greve dos funcionários dos transportes de Lisboa e Porto

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O que Portugal há muito sabe



REPÚBLICA PORTUGUESA = LIXO!

Cronologia da república - 2ªedição - 6 de Abril

  • 1911


Para reprimir quaisquer protestos, devido a aplicação da lei de separação do estado e das igrejas, o cruzador adamastor patrulha a zona costeira, entre o Porto e Minho

  • 1912

Tiroteio entre soldados e populares em Braga, com várias prisões

  • 1913

Manifestação em Lisboa


  • 1925

Protestos de camponeses no Ervedal no qual resultam vários feridos





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terça-feira, 5 de abril de 2011

Às escuras desde 1910


Anda a imprensa e as gentes do futebol muito escandalizadas pelo "apagão" no estádio da luz. Eu estou escandalizado pelo apagão que Portugal sofre desde 1910 e ainda não vi o povo a queixar-se...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Glória de João José Baldi (coro e 6 órgãos na Real Basílica de Mafra)

O Timbre


Uma das razões porque gosto tanto das vitórias do Futebol Club do Porto, para além do meu portismo, é o colorido que resulta das manifestações populares, essa visão de azul, desse eterno azul e branco português. Mesmo que não o faça conscientemente, quando o povo embandeira de azul e branco está a dar vida às cores de Portugal. Para mim é um regalo descansar o olhar do usual trapo com as cores do terrorismo carbonário. Depois, o Dragão alado. Que voe alto e que nos recorde as qualidades porque fizeram dele o timbre, medieval, das armas de Portugal.

sábado, 2 de abril de 2011

Se o Presidente apelar, os monárquicos serão os primeiros



Do suicidário jogo a que os partidos se têm entregado, pouco resta quanto ao respeito votado por uma população revoltada e em crescente desespero. O Sr. Cavaco Silva apela agora a uma necessária "união de todos" para vencer a crise. Não tem outra escolha.

Alguns compreenderão a necessidade do apelo desesperado, na urgência do acalmar de querelas estéreis e que pelo claro sinal de luta pela manutenção de privilégios quantas vezes imerecidos, não merecerá grande atenção por parte de um povo defraudado.

A crise económica, o suspeito desastre das contas públicas, a corrupção, a justiça que se tornou barregã de torpezas, a ruína de um modelo que jamais foi de crescimento e o descalabro financeiro, são encarados quase como se de fatalidades se tratassem num país habituado a escutar estórias, intrigas e boatos acerca do vizinho.

Se existe algo que os portugueses não suportam, é a intervenção estrangeira. Não aquela que se decide na penumbra de gabinetes de agências financeiras ou de bancos extra-fronteiras, mas a que hoje surge às escâncaras, sem pudor e orada numa tribuna parlamentar de um longínquo edifício imponente e bastante simbólico. Foram apenas duas ou três fazes cortantes, secas e ditas sem medida, sinal de desespero por uma situação que poderá atingir os mais profundos interesses daqueles que muito têm feito por aquilo que se designa de Europa. É justo reconhecê-lo, embora o dislate soe a declaração de supremacia, por estas latitudes inaceitável.

Cavaco Silva deseja apelar à unidade nacional? Pois faça-o sem demora e nem sequer precisará de procurar muito, para que as frases já por todos ansiadas, sejam proferidas com naturalidade, dado o momento. Não se trata da gravidade decorrente de uma derrota militar de penosas consequências, mas de remédio seguro. Esta é mesmo uma daquelas horas transcendentes em que será necessário colocar à prova, o sentido que ainda se pode dar à reivindicação da nacionalidade.

Bem poderão os políticos evocar Pombal, Fontes, Costa, Salazar, Soares, Eanes e tantos outros de transitória glória e decidido confinamento a um sector que a certo tempo, foi o vencedor de contenda interna e possível de dirimir por uma maioria, por muito escassa que ela fosse. Se Cavaco Silva optar pela evocação dessas pequenas crises, onde o armazém de mercadorias surge como a coisa primeira a salvar, pouco sucesso terá. Ninguém procurará assimilar como suas, as presidenciais palavras.

A nossa história teve outras crises, essas sim, de imorredoura memória e que para sempre suscitarão aquele sobressalto essencial, sem o qual as hipóteses de ressurreição, de antemão se condenam a um fracasso. Os nomes dos homens que encabeçaram os destinos do país naqueles momentos de morte anunciada, são conhecidos e ícones tão simbólicos daquilo que é Portugal, como a bandeira ou o hino.

Em 1941, um desesperado José Estaline não recorreu a Lenine, ao proletariado internacional ou aos militantes do partido, para acender a chama patriótica de gentes temerosas do seu despótico poder e famintas de uma liberdade que não conheciam. Estaline evocou a Santa Rússia de outrora, Pedro o Grande, Alexandre Nevski, Catarina II - uma alemã -, Suvorov e Kutuzov, os grandes vultos que eram o símbolo de uma Rússia que ele próprio, o ditador vermelho, ajudara a aniquilar. Os russos compreenderam o que estava em jogo. Definitivamente, não se tratava da sobrevivência do regime e dos apparatchiks que refocilavam nas benesses exclusivistas que o sistema lhes prodigalizava. Quando Estaline pronunciou os Grandes de outros tempos, foi com assombro que os russos souberam estar na iminência do total esmagamento da sua pátria. O que se seguiu ao apelo, é conhecido.

Sem exagero podemos dizer que Portugal está hoje num plano semelhante ao daquele dia em que se finou de adiantada velhice, o Cardeal-Rei D. Henrique I. Sem sucessor, ele próprio o exemplo de uma pátria exangue e farta de fumos tão inebriantes quão enganosos, era mais que nunca o visível corpo da pátria no seu próprio, naquela união que em tempos felizes, fora aparelho da força da unidade e do querer. Portugal foi-se, porque assim o quis, sem escolha ou ânimo para contrariar a fatalidade.

1385 teve D. João I e de um quase certo desabar da obra já centenária, surgiu um outro Portugal que em pouco mais de um século, para sempre marcaria as páginas da história mundial. 1640 teve aquele D. João IV que tudo arriscou e tudo nos conseguiu, erguendo um outro império bem diferente daquele que o precedera e que bem vistos os factos, ainda existe, pujante e vastíssimo.

Não sendo um Rei, mas um Presidente que jamais beneficiará daquele dito incansavelmente repetido por todos aqueles que procuram situar eventos num determinado tempo - ..."no reinado do Rei D...." -, Cavaco Silva encontra-se em clara desvantagem. Apesar disso, ao invocar alguns nomes, os portugueses finalmente perceberão o que em verdade está em causa: a existência do país.

Sabemos a quem poderá pedir um auxílio que jamais lhe será regateado.

O Discurso do Presidente

Sobre o discurso da dissolução na 5ª Feira: sóbrio, realista, pacificador. As palavras certas proferidas pela pessoa errada, que encontra anticorpos ou indiferença na grande maioria dos portugueses. Esse é o nosso maior drama, na conjuntura trágica a que chegámos, com o País ajoelhado perante a Europa, e a soberania penhorada aos credores por troca com uma ilusão de progresso. A falta que hoje nos faz hoje uma reserva moral, uma simbologia inspiradora, uma Instituição independente, ou uma "ficção" benigna, aglutinadora.
Ai Portugal, Portugal!

quinta-feira, 31 de março de 2011

O discurso dirigido ao Landtag de S. Bento

O discurso que devia ser feito. O Sr. Cavaco Silva dissolve o Landtag de S. Bento e convoca as eleições para a data mais conveniente. Tece algumas considerações acerca das crises que trucidam o país e apela ao bom senso e moderação. As primeiras reacções partidárias parece que confirmam a total inconsciência pelo momento, pois logo veio partido do governo adiar o que já se considera como inadiável, além de insistir num patético alijar de culpas para as costas da oposição. O partido do Presidente, o PSD, pretende que seja Sócrates a carregar o ónus do pedido de ajuda ao exterior. Assim, já se prevê o tom da campanha eleitoral e até, um marcar de posições que impedirão aquilo que o Presidente deseja e o país necessita: uma aliança pós eleitoral do seu partido com os socialistas. Veremos até onde chega a loucura desta brincadeira de roleta russa e como reagirá a "grande tribuna" do Reichstag de Berlim.

A par daquele proferido no 1º de Fevereiro de 2008 - quando o Sr. Cavaco Silva esbofeteou o tal Landtag caído na vergonha de recusar a homenagem ao Rei D. Carlos I -, este terá sido o melhor discurso presidencial, quase "à Rei dos Belgas".

Conhecendo-se a profunda imbecilidade e o cavalgadurismo militante dos republicanos, pouco caso farão dos conselhos presidenciais. Triste sina.

Mar doce

Acho piada à cara de palerma que certas personagens fazem quando são descobertas à tona. Ele é o envelope do sucateiro, o saco azul do partido, a renda amena para amigos de casas da autarquia, os cartões de crédito a bem do serviço à república, o alvará ao empreiteiro a bem do progresso, o pagamento dúbio por acumulações de funções, e por aí dentro. Depois vem o despeito, a lavagem da cara suja, o cuspe para o ar, a conferência de imprensa, o peito inchado em defesa da honra e do bom nome até que os tribunais provem o dolo. Este país não é mar doce.

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Cronologia da república - 2ªedição - 31 de Abril

  • 1925


O governo dá como desertor o tenente Óscar Monteiro Torres






Fontes

Cronologia da república - 2ªedição - 31 de Março

  • 1915


O tenente Óscar Monteiro Torres é dado como desertor

  • 1923

Greve dos padeiros

Rebentamento de bombas em Lisboa






Fontes

quarta-feira, 30 de março de 2011

Cronologia da república - 2ªedição - 30 de Março

  • 1911


Greve dos vidreios em Lisboa

  • 1912

É fechado o jornal "O popular" de Lisboa

Casamento de um padre católico em Alcoentre, seguindo-se de uma celebração de missa pelo próprio

  • 1913

É fechado o jornal "O Carbonário" de Évora

  • 1914

É fechado o jornal "O Povo de Braga"

  • 1915

Depois do congresso, o partido democrático, apresenta queixa contra o governo

  • 1918

O governo lança uma nova lei eleitoral

Devido ao facto de Bernardino Machado ter publicado um manifesto no jornal "A Capital", o governo instaura um processo, sob a desculpa deste promover a revolta

  • 1919

Governo nº26 da república, presidido por de Domingos Pereira. (92 dias) Gabinete constituído por cinco membros do partido democrático, três do partido evolucionista, dois do partido unionista e um socialista

  • 1920

Greve nos telégrafos-postais

  • 1921

O governo estabelece os documentos que os emigrantes, com a passagem paga, têm de apresentar para embarcarem





Fontes

terça-feira, 29 de março de 2011

Eu também não

O Executivo não está surpreendido com os sucessivos cortes de "rating" à República portuguesa, às empresas públicas e à banca.

Deslocados


Por vezes vemos imagens que nos retém por um desconforto. Paramos, relemos e tentamos descobrir a razão. É o que podia chamar de persuasão inconsciente. É o caso desta foto. Mesmo que sendo foco de uma realidade parece ter duas personagens deslocadas no contexto ou se quiserem um contexto deslocado dessas duas personalidades!
Vamos a ver se alguém descobre quem são....


Foto retirada do DN on line

Cronologia da república - 2ªedição - 29 de Março

  • 1911


Não podem ser professores primários, todos os individuos que forem contra a república

  • 1912

Edward Grey diz que no âmbito da aliança, a Inglaterra devia defender as colónias Portuguesas, contra os seus inimigos

  • 1917

É fechado o jornal "O Debate" de Coimbra

  • 1919

Os operários da construção civil realizam um espectáculo de beneficiencia, para a construção de uma escola primária com aulas de desenho

  • 1923

É fechado o jornal "Povo de Leiria"






Fontes