terça-feira, 26 de abril de 2011
Que filme
Ler o resto aqui
Cronologia da república - 2ªedição - 26 de Abril
- 1912
Tumultos no liceu Rodrigues de Freitas no Porto
- 1913
Protesto pela falta de trigo
Manifestação da federação radical republicana
- 1914
É fechado o jornal “O Povo” de Lisboa
- 1915
Dissolução da câmara municipal de Évora
- 1920
É fechado o jornal “O Democrata” dos Açores
- 1925
É fechado o jornal “O Marão” de Vila Real
- 1926
Cunha Leal incita o exército a salvar a república
Fontes
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Abril mágoas mil
De facto, o 25 de Abril trouxe "liberdade". Liberdade para os "políticos" fazerem política. A outra liberdade tem desaparecido. Tem desaparecido a liberdade do sorriso, da esperança, de amar sem medo, sem medo de sair, de morrer, a liberdade de ser só sem ter que responder a matilhas ou a milícias correctivas. Desapareceu a liberdade de exigir valores. Também desapareceu a vergonha; essa anda livre e ao desbarato.
Cronologia da república - 2ªedição - 25 de Abril
- 1911
Afonso Costa considera que as religiões estão condenadas ao desaparecimento
O grão mestre da maçonaria vaticina o fim dos seminários em Portugal
Tumultos em Carrazeda
Tumultos no Porto
Manifestações de desempregados em Lisboa
Em Freixianda, propagandistas eleitorais são apedrejados
- 1915
É fechado o jornal “Notícias do Norte” de Braga
- 1917
Governo nº10 da república presidido por Afonso Costa. (231 dias) O terceiro governo de Afonso Costa vai sofrer as consequências da fome, peste e guerra. Este gabinete é enquadrado pelas aparições de Fátima
- 1919
Greve de corticeiros
- 1920
Tumultos entre o exército e a população em Beja. São efectuadas 21 prisões
- 1923
Atentado à bomba em Lisboa
Em Aljustrel, os operários abandonam o trabalho, em protesto pela falta de abastecimento de trigo
- 1924
Greve dos padeiros
Fontes
domingo, 24 de abril de 2011
Cronologia da república - 2ªedição - 24 de Abril
- 1912
É fechado o jornal “O Diário do Porto”
- 1915
Dissolução das câmaras municipais de Setúbal e Sobral de Monte Agraço
- 1920
Intensa fuga de capitais
- 1924
O presidente da associação de armadores é ferido a tiro em Lisboa
Fontes
sábado, 23 de abril de 2011
Os republicanos
José Manuel Fernandes, Público
Cronologia da república - 2ªedição - 23 de Abril
- 1912
Conflitos com operários em Vila Nova de Gaia resultam em prisões e feridos graves
Na greve operária do Porto há tiroteio e rebentamento de bombas
- 1915
Dissolução de várias câmaras municipais
Fontes
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Socialistas

Sem qualquer comentário, um comentário de hoje, a ler aqui:
"De Lisboa socialista a 22 de Abril de 2011 às 18:00
Como socialista de sempre, rendo-me ao óbvio. Não temos ninguém à altura para entusiasmar a população nesta hora trágica. O regime deve mudar e colocar como símbolo, aqule que todos sabemos ser um homem bom, honesto, modesto e pouco dado a exibicionismos. Já percebi que não é preciso ser de direita ou aristocrata para se ser monárquico. Vou passar-me para a monarquia. Uma pena D. Duarte não ter hoje 40 anos, mas inda poderá ser o pai da nação. Direi isso mesmo na minha sede do Rato."
Cronologia da república - 2ªedição - 22 de Abril
- 1911
Guerra Junqueiro considera Afonso Costa uma pessoa perigosa
- 1913
Campanha internacional de protesto contra a situação dos presos políticos em Portugal
Eusébio Leão, embaixador na Itália, desmente as afirmações da duquesa de Bedford, acerca da situação dos presos políticos em Portugal
- 1915
Prisão dos vereadores da câmara municipal de Lisboa
Fontes
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Cronologia da república - 2ªedição - 21 de Abril
- 1915
É fechado o jornal “O Imparcial” de Braga
- 1918
É fechado o jornal “O Tempo” de Coimbra
- 1925
É fechado o jornal “A Capital” de Lisboa
Fontes
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Presentes!

O actual Parlamento acaba da pior forma o seu mandato, mas nem tudo são más notícias.
Confirma-se: as listas apresentadas pelos Partidos às eleições parlamentares de 5 de Junho, contam com uma enorme quantidade de candidatos monárquicos, bastantes dos quais em lugares elegíveis. Dezenas! Alguns são bem conhecidos, enquanto outros, por razões óbvias, são "nossos", mas ainda obrigados a manter um sigilo que não devia existir.
Todos os Partidos do chamado "arco governamental", um dos Partidos da esquerda parlamentar, o MPT, o PPM e o PCTP, apresentam candidatos favoráveis à instauração de uma Monarquia Constitucional.
Sinal dos tempos.
Cronologia da república - 2ªedição - 20 de Abril
- 1911
Guerra Junqueiro considerou a lei da separação da igreja do estado como estúpida por ferir o sentimento religioso português
- 1912
Incidentes em Macau
- 1913
Protestos em Aveiro
A Maçonaria distingue Afonso Costa com o grau 30 de cavaleiro Kadosch
- 1915
Amnistia a todos os presos políticos
- 1916
O governo declara o estado de sítio na ilha terceira
O governo manda submeter à censura toda a correspondência postal para o estrangeiro
O governo manda submeter à censura todas as comunicações telegráficas com o estrangeiro
- 1920
No julgamento do caso “Monarquia do Norte” Guerra Junqueiro defende um dos implicados
- 1921
Greve na Universidade de Coimbra
Fontes
terça-feira, 19 de abril de 2011
Cronologia da república - 2ªedição - 19 de Abril
- 1911
Distúrbios no colégio das missões ultramarinas em Cernache do Bonjardim
- 1912
A Índia pede ao ministério das colónias reforço militar
Duelo à espada entre Egas Moniz e Norton de Matos
- 1918
Salazar toma posse como catedrático da faculdade de Direito de Coimbra com dispensa de prestação de provas
Obtêm de igual modo o grau de doutorado em Direito
- 1924
É fechado o jornal “A Actualidade” de Braga
Fontes
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Centenário da Lei da Separação
Cronologia da república - 2ªedição - 18 de Abril
- 1911
O governo destitui o bispo de Beja das suas funções episcopais
- 1924
Greve dos funcionários públicos
- 1925
Golpe militar de Filomeno da Câmara
O governo declara o estado de sítio em todo o país, suspendendo a constituição
António Sérgio é a favor da ditadura fascista
Fontes
domingo, 17 de abril de 2011
Uma parábola imoral
Era uma vez um homem pequeno e magrinho, mal tratado pelos anos e privações, de pele curtida pelo sol e pelo mar, que parava todos os dias à porta da tasca daquela rua, de palito na boca e olhar nostálgico, na expectava de algum frete que lhe rendesse uns copos que inflamassem uma boa noite de cavaqueira. Chamava-se Portugal e consta que tinha envergonhadas origens fidalgas, e que em tempos vivera histórias e aventuras de pasmar.
Em frente à tasca, ficava uma magnífica mansão, onde morava uma esbelta senhora chamada Europa que ele há muito observava e seguia de esguelha, num mal disfarçado enlevo. Atraia-o o seu porte elegante e sofisticado que o enchia de arrebatado e secreto desejo.
Certo dia quando a Senhora elegante chegava a casa dumas proveitosas compras, baixando os óculos escuros para o nariz observou mais demoradamente no outro lado da rua o homem de aparência tisica, encostado à parede da tasca, aspirando uma beata sôfrega. Foi nesta sequência que o motorista, após receber indicações da senhora, se dirigiu ao velho jarreta com um cartão, que o convocava para uma visita à bela mansão, naquele mesmo dia à hora do chá.
Não teve mais sossego nesse dia: foi numa inaudita excitação que se dirigiu ao seu quarto miserável, numas águas-furtadas ali perto, para fazer a barba de 5 dias, com uma lâmina velha, uma fatia de sabão azul e um caco de espelho. Foi com o coração palpitante que Portugal mudou a camisa rota, esfregou as axilas, penteou os poucos cabelos que lhe restavam, pôs uma gravata ruça e um casaco escuro que herdara dum tio emigrante. Às cinco da tarde, quase a desfalecer de emoção, não sem antes passar o pente uma última vez na cabeça, tocou a campainha daquela porta intimidante, cuja sombra projectada para o interior conhecia de cor cada milímetro, de tantos anos de contemplação e cobiça. Mandado aguardar uns submissos instantes no grandioso hall da entrada, a criadagem conduziu-o de seguida a um faustoso quarto com banhos fumegantes, onde foi submetido a uma profunda operação higiénica com fundos comunitários. Foram-lhe depois entregues roupas limpas e uns sofisticados artefactos que ele não conhecia a utilidade, mas que rebrilhavam de novos e davam estilo.
Foi assim catita e bem cheiroso, tão subsidiado que até parecia um assessor ministerial, que o pobretana compareceu no salão onde a Senhora Europa, o recebeu com um misto de apreço e curiosidade mórbida. Em vez de o convidar a sentar, pediu-lhe que permanecesse ali mesmo, àquela distância, e puxando duma sineta de imediato respondeu um mordomo, a quem foi ordenado chamar a criançada ao salão. Imediatamente se ouviu um crescendo de passos descompassados, e duma desordenada correria logo o grupo se dispôs em composta formatura no ângulo oposto à decrepita criatura. Pareceu-lhe reconhecer alguns daqueles infantes cujo movimento observava há longos anos a entrar ou sair daquela grande casa, sempre crescendo bem nutridos e saudáveis, alguns até com aparência desportista. Aquela ali, esbelta e loura, de ar trocista chamava-se Finlândia, aqueloutra vaidosa e sedutora devia ser a França. Uma outra, mais encorpada, de cabelo ralo e com ar austero era certamente a tal Alemanha…
Foi então a Senhora Europa se levantou e agradecendo presença de Portugal para aquela solene ocasião, dirigiu-se autoritária às outras nações: “atentai minhas filhas, que é assim, decrepitas e inúteis, que ireis ficar se não cumprirdes o pacto de estabilidade!” De seguida ofereceu-lhe dois cigarros e dispensou o velho tísico, não sem que antes ele devolvesse o casaco de lã fina e os sapatos de pelica.
Cronologia da república - 2ªedição - 17 de Abril
- 1911
O governo cria em Moçambique a Guarda Cívica
- 1915
Proliferação pelo país de vários centros monárquicos
- 1916
O governo civil de Lisboa é exonerado
- 1922
Pacto de Paris no qual D. Manuel II aceita o sucessor indicado pelas cortes devido à falta de descendência directa
- 1923
Greve das costureiras do Porto
Fontes
sábado, 16 de abril de 2011
Sem vergonha
Cronologia da república - 2ªedição - 16 de Abril
- 1911
É fechado o jornal “O Concelho de Bragança”
- 1920
Um comício no Porto é alvo de ataques terroristas
Fontes
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Menoridade
Existem muitos Pilatos que se escondem atrás das ideologias para tudo obterem e a tudo se escusarem, à custa da simpatia clubista. Os portugueses não têm apenas uma crise económica às costas, bem vergadas, têm um caixão-sombra de complexos e mentiras nos miolos que os travam de serem livres. O Socialismo Abrilista, mais revolucionário menos revolucionário, mais à direita mais à esquerda, tornou Portugal num estado-parcial, num estado-patrão (muito mais patrão/promíscuo que o da I e II República), num estado-subserviente, num estado-corrupto, num estado-subsidiário, num estado-do-Partido, num estado-cobrador, num estado-Menor. Menor. Gigante, desporcionado, tão menor. E agora vem o FMI (do "Socialista") pedir para crescermos... ...
Cronologia da república - 2ªedição - 15 de Abril
- 1915
Fernando Pessoa considera que as manifestações populares não são a favor de ninguém
- 1917
É fechado o jornal “Alma Algarvia” de Silves
- 1919
Greve geral em Viana do Castelo
- 1920
Inicio do debate parlamentar da lei contra os bombistas
- 1926
Na assembleia os deputados envolvem-se em rixas
É fechado o jornal “O Dia” de Lisboa
Fontes
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Brevemente......
Cronologia da república - 2ªedição - 14 de Abril
- 1918
Restabelecimento da censura de imprensa
- 1920
Ataques bombistas em Lisboa
Ataques bombistas no Porto
Ataques bombistas em Faro
Ataques bombistas em Beja
- 1926
Lutas entre deputados na assembleia da república
Fontes
quarta-feira, 13 de abril de 2011
A verdadeira bandeira da 3ª República

Olha um esqueleto!!!
terça-feira, 12 de abril de 2011
A "vergonha" que os faz corar
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Cronologia da república - 2ªedição - 11 de Abril
- 1917
Ataques aos vendedores do mercado do Porto
- 1919
Greve dos estofadores e decoradores de Lisboa
- 1920
Greve dos trabalhadores da construção civil
Greve dos trabalhadores da indústria tabaqueira
Julgamento em tribunal militar de monárquicos pertencentes ao “Batalhão de Voluntários de El-Rei” de Braga
Fontes
domingo, 10 de abril de 2011
Cronologia da república - 2ªedição - 10 de Abril
- 1920
Greve dos arsenalistas
- 1921
Afonso Costa anuncia a contracção de um empréstimo externo para pagar a dívida externa
- 1926
Afonso Costa é eleito presidente da assembleia da sociedade das nações
Fontes
sábado, 9 de abril de 2011
Cronologia da república - 2ªedição - 9 de Abril
- 1911
É fechado o jornal “A Tribuna” dos Açores
- 1915
Pela recusa em cumprir os decretos ditatoriais, várias câmaras e juntas de freguesia revoltam-se contra o governo
Greve geral em Viana do Castelo
Bombas sob uma procissão nas Caldas da Rainha
- 1920
É fechado o jornal “O Portugal” de Lisboa
- 1921
Amnistia do governo de crimes políticos ou religiosos
Amnistia do governo de crimes militares cometidos na 1ªGuerra Mundial
Greve de padeiros em Lisboa
No dia da celebração do soldado desconhecido rebentam várias bombas em diversos locais
- 1922
Augusto de Castro fala num desejo geral de uma governação estável
- 1925
É fechado o jornal “A Defesa do Povo” de Viana do Castelo
Fontes
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Cronologia da república - 2ªedição - 8 de Abril
- 1921
Greve académica em Coimbra
- 1925
É fechado o jornal “O Correio do Minho” de Viana do Castelo
Fontes
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Vitor Bento - Crise actual é só comparável com o período após implantação da I República
Vamos ser «os Trás-os-Montes da Europa»
«Para encontrar uma década de crescimento tão fraco, é preciso recuar a 1912/1921, período pós implantação da república»
O empobrecimento da última década deixou o país numa situação muito difícil. «Vamos ser para a Europa o que Trás-os-Montes é para Portugal», prevê o economista Vítor Bento, na conferência promovida pelo SOL, nesta sexta-Feira, no CCB:”A economia e o futuro de Portugal” que é também o título do estudo de Ernâni Lopes, a sair na próxima sexta feira (6)
(30 de Outubro de 2009)
Portugal insustentável
O presidente da Sociedade Intebancária de Serviços (SIBS), Vítor Bento, considera que Portugal dificilmente sairá da «armadilha de empobrecimento relativo» da última década. «Vamos ser para a Europa o que Trás-os-Montes é para Portugal: uma região empobrecida».
O economista considera que o endividamento do país entrou «numa espiral de insustentabilidade». Pelas suas contas, aos 66% de PIB de dívida pública, têm de somar-se 25% do PIB em dívida do sector empresarial não-financeiro e 15% em encargos com parcerias público-privadas.
«Gastámos a herança, tudo o que produzimos e retiramos um ano de rendimentos ao nosso filho», refere analogicamente.
«Para encontrar uma década de crescimento tão fraco, é preciso recuar a 1912/1921, período pós implantação da república e da passagem da 1ª guerra mundial», afirmou, durante a sua intervenção no CCB.
I Republica foi a pior crise da História económica portuguesa

Economia Portuguesa, César das Neves- anotações do SomosPortugueses
Ler mais em Instituto da Democracia Portuguesa
O regresso da União Ibérica
Reconheço a minha perplexidade. Mas não se trata de uma atoarda nem de dizeres cáusticos lançadados (e escutados) aqui e ali. Parece ser verdade: cada vez há mais adeptos - portugueses ou espanhois - da sempre famigerada União Ibérica.
Essa a conclusão de um inquérito levado a cabo pela Universidade Complutense de Madrid e pelo Centro de Investigação e Estudos de Lisboa. Concretamente, dos nacionais abordados, 46% pronunciaram-se favorávelmente, em 2010. No ano anterior, a percentagem era de 39,8%. Esta última, sensivelmente idêntica à dos espanhois, na actualidade.
Acrescente-se que a aludida pesquisa, já agora, peca por defeito: omite a pergunta - Reino da Ibéria ou República Ibérica?
Porque quanto à capital do nóvel Estado, as hipóteses só podem ser duas (digo eu) - ou Braga, cujo Arcebispo sempre foi o Primaz das Espanhas; ou Santiago de Compostela, onde vão dar todos os caminhos da Cristandade peninsular.
Cronologia da república - 2ªedição - 7 de Abril
- 1911
Tumultos no arsenal da marinha
- 1917
Assaltos no Porto a vendedores de pão e hortaliças
- 1918
É fechado o jornal “O povo de Santa Clara” de Coimbra
- 1919
O governo extingue a polícia preventiva e cria o corpo de polícia da segurança do estado
- 1922
Greve geral operária
- 1923
O industrial Lambert D´Argent é vítima de um atentado
Encerrado o sindicato dos trabalhadores rurais em Santiago do Cacém
- 1924
Greve dos funcionários dos transportes de Lisboa e Porto
quarta-feira, 6 de abril de 2011
O que Portugal há muito sabe
Cronologia da república - 2ªedição - 6 de Abril
- 1911
Para reprimir quaisquer protestos, devido a aplicação da lei de separação do estado e das igrejas, o cruzador adamastor patrulha a zona costeira, entre o Porto e Minho
- 1912
Tiroteio entre soldados e populares em Braga, com várias prisões
- 1913
Manifestação em Lisboa
- 1925
Protestos de camponeses no Ervedal no qual resultam vários feridos
Fontes
terça-feira, 5 de abril de 2011
Às escuras desde 1910
Anda a imprensa e as gentes do futebol muito escandalizadas pelo "apagão" no estádio da luz. Eu estou escandalizado pelo apagão que Portugal sofre desde 1910 e ainda não vi o povo a queixar-se...
segunda-feira, 4 de abril de 2011
O Timbre
Uma das razões porque gosto tanto das vitórias do Futebol Club do Porto, para além do meu portismo, é o colorido que resulta das manifestações populares, essa visão de azul, desse eterno azul e branco português. Mesmo que não o faça conscientemente, quando o povo embandeira de azul e branco está a dar vida às cores de Portugal. Para mim é um regalo descansar o olhar do usual trapo com as cores do terrorismo carbonário. Depois, o Dragão alado. Que voe alto e que nos recorde as qualidades porque fizeram dele o timbre, medieval, das armas de Portugal.
sábado, 2 de abril de 2011
Se o Presidente apelar, os monárquicos serão os primeiros

Do suicidário jogo a que os partidos se têm entregado, pouco resta quanto ao respeito votado por uma população revoltada e em crescente desespero. O Sr. Cavaco Silva apela agora a uma necessária "união de todos" para vencer a crise. Não tem outra escolha.
Alguns compreenderão a necessidade do apelo desesperado, na urgência do acalmar de querelas estéreis e que pelo claro sinal de luta pela manutenção de privilégios quantas vezes imerecidos, não merecerá grande atenção por parte de um povo defraudado.
A crise económica, o suspeito desastre das contas públicas, a corrupção, a justiça que se tornou barregã de torpezas, a ruína de um modelo que jamais foi de crescimento e o descalabro financeiro, são encarados quase como se de fatalidades se tratassem num país habituado a escutar estórias, intrigas e boatos acerca do vizinho.
Se existe algo que os portugueses não suportam, é a intervenção estrangeira. Não aquela que se decide na penumbra de gabinetes de agências financeiras ou de bancos extra-fronteiras, mas a que hoje surge às escâncaras, sem pudor e orada numa tribuna parlamentar de um longínquo edifício imponente e bastante simbólico. Foram apenas duas ou três fazes cortantes, secas e ditas sem medida, sinal de desespero por uma situação que poderá atingir os mais profundos interesses daqueles que muito têm feito por aquilo que se designa de Europa. É justo reconhecê-lo, embora o dislate soe a declaração de supremacia, por estas latitudes inaceitável.
Cavaco Silva deseja apelar à unidade nacional? Pois faça-o sem demora e nem sequer precisará de procurar muito, para que as frases já por todos ansiadas, sejam proferidas com naturalidade, dado o momento. Não se trata da gravidade decorrente de uma derrota militar de penosas consequências, mas de remédio seguro. Esta é mesmo uma daquelas horas transcendentes em que será necessário colocar à prova, o sentido que ainda se pode dar à reivindicação da nacionalidade.
Bem poderão os políticos evocar Pombal, Fontes, Costa, Salazar, Soares, Eanes e tantos outros de transitória glória e decidido confinamento a um sector que a certo tempo, foi o vencedor de contenda interna e possível de dirimir por uma maioria, por muito escassa que ela fosse. Se Cavaco Silva optar pela evocação dessas pequenas crises, onde o armazém de mercadorias surge como a coisa primeira a salvar, pouco sucesso terá. Ninguém procurará assimilar como suas, as presidenciais palavras.
A nossa história teve outras crises, essas sim, de imorredoura memória e que para sempre suscitarão aquele sobressalto essencial, sem o qual as hipóteses de ressurreição, de antemão se condenam a um fracasso. Os nomes dos homens que encabeçaram os destinos do país naqueles momentos de morte anunciada, são conhecidos e ícones tão simbólicos daquilo que é Portugal, como a bandeira ou o hino.
Em 1941, um desesperado José Estaline não recorreu a Lenine, ao proletariado internacional ou aos militantes do partido, para acender a chama patriótica de gentes temerosas do seu despótico poder e famintas de uma liberdade que não conheciam. Estaline evocou a Santa Rússia de outrora, Pedro o Grande, Alexandre Nevski, Catarina II - uma alemã -, Suvorov e Kutuzov, os grandes vultos que eram o símbolo de uma Rússia que ele próprio, o ditador vermelho, ajudara a aniquilar. Os russos compreenderam o que estava em jogo. Definitivamente, não se tratava da sobrevivência do regime e dos apparatchiks que refocilavam nas benesses exclusivistas que o sistema lhes prodigalizava. Quando Estaline pronunciou os Grandes de outros tempos, foi com assombro que os russos souberam estar na iminência do total esmagamento da sua pátria. O que se seguiu ao apelo, é conhecido.
Sem exagero podemos dizer que Portugal está hoje num plano semelhante ao daquele dia em que se finou de adiantada velhice, o Cardeal-Rei D. Henrique I. Sem sucessor, ele próprio o exemplo de uma pátria exangue e farta de fumos tão inebriantes quão enganosos, era mais que nunca o visível corpo da pátria no seu próprio, naquela união que em tempos felizes, fora aparelho da força da unidade e do querer. Portugal foi-se, porque assim o quis, sem escolha ou ânimo para contrariar a fatalidade.
1385 teve D. João I e de um quase certo desabar da obra já centenária, surgiu um outro Portugal que em pouco mais de um século, para sempre marcaria as páginas da história mundial. 1640 teve aquele D. João IV que tudo arriscou e tudo nos conseguiu, erguendo um outro império bem diferente daquele que o precedera e que bem vistos os factos, ainda existe, pujante e vastíssimo.
Não sendo um Rei, mas um Presidente que jamais beneficiará daquele dito incansavelmente repetido por todos aqueles que procuram situar eventos num determinado tempo - ..."no reinado do Rei D...." -, Cavaco Silva encontra-se em clara desvantagem. Apesar disso, ao invocar alguns nomes, os portugueses finalmente perceberão o que em verdade está em causa: a existência do país.
Sabemos a quem poderá pedir um auxílio que jamais lhe será regateado.





