segunda-feira, 27 de junho de 2011
Um discurso importante
Os tempos de crise vão-nos trazer privações mas também vêm exigir reflexão. Este é o momento de olharmos para o que somos. Para este país tão desaproveitado. Para a sua costa atlântica com Portos tão ameaçados, para uma fronteira tão vulnerabilizada, para um património cultural tão desaproveitado.
Temos de perguntar até onde deixaremos continuar o desordenamento do território, que levou a população a concentrar-se numa estreita faixa do litoral, ocupando as melhores terras agrícolas do país e esquecendo o interior, reduzido a 10% do PIB.
Temos de perguntar à economia portuguesa por que razão os bens de produção são despromovidos perante os “serviços”, o imobiliário, e ultimamente, os serviços financeiros. O planeamento das próprias vias de comunicação se subjugaram a essa visão.
Temos de perguntar até onde o regime democrático aguenta, semana após semana, a perda de confiança nas instituições políticas e uma atitude de “caudilhização” do discurso.
Temos de perguntar até onde continuaremos a atribuir recursos financeiros a grandes naufrágios empresariais, ou a aeroportos e barragens faraónicas que são erros económicos.
Temos de perguntar até onde o sistema judicial aguenta, sem desguarnecer os direitos dos portugueses, a perda de eficácia e a morosidade crescente dos processos.
Temos de perguntar se não deveríamos estabelecer um serviço de voluntariado cívico em que os desempregados possam prestar um contributo à comunidade.
Temos de perguntar até onde as polémicas fracturantes que só interessam a uma ínfima minoria política, não ofendem a imensa maioria das famílias, preocupadas com a estabilidade pessoal e económica.
Temos de perguntar como vamos aproveitar o ciclo eleitoral que se avizinha, a começar pelas eleições europeias, onde será desejável que apareçam independentes que lutem pelos interesses nacionais.
Temos de perguntar se nas relações lusófonas, estamos a dar atenção suficente às relações especiais que sempre existiram entre Portugal e o Brasil.
Para ultrapassarmos as dificuldades, precisamos de todos os nossos recursos humanos em direcção a uma economia mais “real”, mais sustentada, mais equitativa, uma economia em que respirem todas as regiões a um mesmo “pulmão”.
Apesar de tudo, o nosso sector bancário fugiu das estrondosas irresponsabilidades dos congéneres mundiais. Saibam os Governos regulamentar os apoios para as empresas grandes, médias ou pequenas mas que sejam produtivas.
Em regime democrático, exige-se processos e discursos ditados pelo imperativo de responsabilidade. A equidade e integridade territorial só poderão ser obtidas com a participação de todos, e com sacrifícios para todos.
Estamos confiantes que somos capazes de fazer das nossas fragilidades as nossas maiores vantagens. Onde outros tiveram soluções muito rígidas que falharam, nós venceremos promovendo os portugueses que lutam por um país de imensas vantagens competitivas.
Mostremos como somos um grande País, uma Pátria em que todos cabem porque acreditam na Democracia. Portugal precisa de mostrar o seu projecto para o século XXI. Pela minha parte, e pela Casa Real que chefio, estou, como sempre, disponível para colaborar.»
Dom Duarte de Bragança - Discurso de encerramento no I Congresso Marquês de Sá da Bandeira, em 03 de Março de 2009.
domingo, 19 de junho de 2011
Dinheiro. República
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Abastardados
Esta república, centenária, viveu sempre bem a extorquir, a fingir e a propalar a sacra divisão por todos, a sacra indistinção entre pares, a distribuir a liberdade equitativamente, segundo a "tabela" das constituições. Contudo, o que a história nos prova é que este regime tem sido em tudo contrário à sua doutrina: a república não é o mar da Liberdade nem tão pouco a "inventou"; não é a "paz entre os homens"; não é a fonte da riqueza bem distribuída por todos; não é o fim das "regalias" e privilégios! Não, a República é sim tudo aquilo que critica ver de mal na Monarquia, seja ela do ideário medieval ou nas realezas modernas, porque se não fosse não permitiria certos devaneios governativos no seu território. Se o regime se alicerça no compadrio o que poderemos esperar da assembleia governativa? Que governe para fazer cair o regime? Não. A assembleia não governa para fazer cair a mais pequena cadeira, governa para que o regime – de tantas coisas – se mantenha. Dito isto, o regime republicano não tem uma única figura ou organismo que possa ser Imparcial perante todos independentemente de nem todos se reverem nessa figura. Somos um país abastardado. Se é que ainda somos um país.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Os Donos do Regime.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Homenagem do povo de Timor-Leste

Nem vinte e quatro horas decorridas desde mais uma pitoresca tentativa de criar-se um absurdo "caso" digno da tasca da ginginha, eis que chega de Timor, uma notícia que a ninguém causará estranheza.
O Duque de Bragança recebeu a nacionalidade timorense, numa excepcional decisão tomada pelo Parlamento Nacional de Timor-Leste. Para que não haja qualquer dúvida acerca das razões dessa atitude, os parlamentares timorenses concedem a S.A.R. essa grande honra, "por relevantes serviços prestados a Timor-Leste e ao seu povo. Desde 1975 e nos momentos mais difíceis em que a luta pela independência não era falada, nem comentada pelos meios de comunicação internacionais, S.A.R. Dom Duarte de Bragança, foi um dos maiores ativistas em prol da causa timorense, advogando desde cedo o direito à auto-determinação do Povo timorense. Foram inúmeras as campanhas em que se envolveu, de onde se destacam a campanha “Timor 87 Vamos Ajudar” e em 1992 a campanha que envolveu o navio “Lusitânia Expresso”. O trabalho humanitário de D. Duarte, também levou ao reconhecimento do “papel fundamental que S.A.R. Dom Duarte de Bragança teve no apoio às comunidades timorenses que foram acolhidas em Portugal”.
Algo fica ainda por dizer. De facto, durante décadas os presidentes de Belém fizeram vista grossa quanto à invasão indonésia e sendo este um assunto incómodo que beliscava a legitimidade do regime de Lisboa, jamais tiveram uma atitude que fosse no sentido da reparação da criminosa displicência com que a chamada descolonização foi tratada. Diz-se que um dos antigos presidentes chegou mesmo ao ponto de referir o território como ..."essa ilha indonésia". Durante anos, o solitário e pelo actual regime sempre abandonado Ramos-Horta, era invariavelmente visto em público com o Duque de Bragança - recepções em embaixadas, comemorações de eventos como aquele a que um dia assisti no Sheraton, quando do Dia Nacional da Tailândia -, ao mesmo tempo que o chefe da Casa Real estabelecia contactos essenciais à resolução do conflito que opunha Portugal ao regime do general Suharto.
Esta homenagem do Parlamento Nacional timorense, honra Portugal inteiro.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
O exercício de Votar – A diferença entre o Presidente da República e o Rei
Ontem dia 5 de Junho Portugal foi a eleições, o Povo foi ouvido nas urnas, desde já os parabéns democráticos a Pedro Passos Coelho e a todos os portugueses que votaram.
Até aqui tudo é normal num regime Constitucional excepto algo … o Presidente Cavaco Silva foi votar. Parecendo que não é uma grande diferença entre o Regime Constitucional Monárquico e o Republicano, no primeiro o Rei nunca vota enquanto que no segundo o Presidente vota. No meio disto tudo é natural que se pergunte “onde está a imparcialidade do Presidente da República quando vota ? em que partido vota ? no dele ? favorece qual ?”. Ora seguindo os últimos 25 anos de democracia depreende-se que o Presidente tem vindo sempre de um passado político afecto a um dos partidos do arco da governação, portanto é de questionar só por isso a sua imparcialidade … ainda mais quando ao representar o Povo Português toma partido de uma facção do Povo e não de todos.
Como sabemos a Eleição Presidêncial condicionou a entrada do FMI em Portugal e como tal é legitimo pensar que todos os últimos meses nada foi ao acaso. Segundo a Constituição Portuguesa um Presidente só pode ser demitido pelo Parlamento em caso de Crime, se for doente ou maluco nada se pode fazer … Nunca poderia “arbitrar” um jogo de futebol porque iria beneficiar uma das equipas …
Precisamos mais do que nunca de um Chefe de Estado que una o país e que encontre consensos entre todas as forças políticas, com um Rei todos os partidos teriam a certeza de que a eleição legislativa seria justa e não condicionada.
Se a Crise agudizar provavelmente ainda vamos ver Cavaco Silva a sair de helicóptero de Belém … algo que já aconteceu à Argentina em 2002 pelas mesmas razões que afectam hoje condicionam o nosso país … o FMI
Paiva Monteiro
domingo, 29 de maio de 2011
Alternativas
sábado, 28 de maio de 2011
A 28 de Maio
«Portugueses:
Para homens de dignidade e de honra, a situação política do País é inadmissível.
Vergado sob a acção de uma minoria devassa e tirânica, a Nação, envergonhada, sente-se morrer.
Eu, por mim, revolto-me abertamente.
E os homens de valor, de coragem e de dignidade que venham ter comigo, com as armas nas mãos, se quiserem comigo vencer ou morrer.
Às armas, Portugal!
Portugal, às armas, pela Liberdade e pela Honra de Portugal.
Às armas, Portugal!».
Esta não é uma proclamação recente, da autoria de um Otelo ou de umas Brigadas Revolucionárias quaisquer. Data de 1926 e o seu teor expressa bem a coboiada que foi a I República. Com ela o Marechal Gomes da Costa deu início à chamada Revolução Nacional, com princípio em Braga - que delirantemente a aplaudiu, como o Porto também e o resto do País, cansado de golpes, contra-golpes, politiquices, corrupção e fome.
E a Revolução atravessou pacíficamente Portugal e foi instalar-se em Lisboa, onde se demorou 48 anos. Tantos quantos viveu a II República. A mais longeva filha da República-mãe.
O preço da extinção da "ditadura das ruas" foi elevado. A II República surgiu muito autocrática, impondo o silêncio a toda a gente. Refinou a actuação da polícia política, perseguiu, prendeu, torturou. Actualmente, é de tal modo execrada que os próprios republicanos a renegam. Esquecendo que, na tirada final dos seus dias, os propósitos liberalizantes de alguns foram aparados cerces pela facção mais ortodoxa, encabeçada pelo Presidente Almirante Américo Tomaz.
O que será a IV República ainda não sabemos. Sabemos apenas que os mais entusiastas da actual, a III, gastaram 10 milhões de euros a comemorar o fim da Monarquia.
Quando o País, de Norte a Sul, já era, como é, literalmente, uma casa de penhores!
terça-feira, 24 de maio de 2011
A culpa é do capitalismo?
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Má Despesa Pública – Palácio de Belém mais caro que Buckingham
O leitor do DN João Gaivão fez as contas. “Referia o DN de sábado que a Presidência da República emprega agora 500 pessoas. Numa recente publicação, é referido que o Palácio de Buckingham emprega 300. Será que Cavaco e a sua Maria necessitam de mais cuidados que a Rainha e o seu consorte? Ou será antes a eterna questão de os serviços públicos em Portugal empregarem muito mais gente do aquela que realmente necessitam, pagos por todos nós? No mesmo trabalho de investigação, referia-se que o orçamento da Casa Real britânica era de 46,6 milhões de euros e o da casa republicana de Portugal era de 16 milhões. Aparentemente, a monarquia é mais dispendiosa. Errado. Se dividirmos 46,6 milhões por cerca de 50 milhões de ingleses, dá bastante menos (0,93 euro) que 16 milhões por dez milhões de portugueses (1,6euro).” (Fonte: Diário de Notícias)
sábado, 21 de maio de 2011
Braga gostou da ideia
Em Braga, esta manhã, no Arco da Porta Nova. A bandeira monárquica é hasteada no topo do monumento. As pessoas vão chegando, os transeuntes param, puxam do telemóvel e fotografam. Um dirigente local do PPM dá uma entrevista a um canal televisivo. São atenciosíssimos, os dois agentes da PSP presentes. E porque não haviam de ser?, nota alguém, de olhos postos nas cores da sua viatura. O tempo vai troteando, amenamente, animadamente, num sorriso que abarca toda a vizinhança.
Depois foi o passeio pela pedonal Rua D. Diogo de Sousa, ainda com vestígios dos festejos pela proeza futebolistica dos bracarenses. Os comerciantes vêm à porta, incentivam, por alma de quem não há a bandeira de estar ali? Antes estes do que os que lá estão, a roubar-nos...
- Perdão, minha senhora: nós é que não estamos aqui à cata de votos...
E foi assim até à Lusitana, no centro, para um café e mais um bocado de conversa. Enquanto Braga prosseguia o seu matinal sábado. Sem medo nem histerias. Sempre com palavras de simpatia pela Bandeira Nacional.
Chegámos a isto...

Vejamos.
Três Partidos que sabem ser imperioso entenderem-se, nem que seja para a partilha de despojos ou sinecuras. Sem juízo, persistem em erros e dislates velhos de décadas.
Dois Partidos que degustam a crise, delirando com a hipótese de um futuro ataque a um Palácio, num país onde o inverno nem sequer pode ser considerado Inverno.
Um Presidente sufragado por uma côdea eleitoral e que pertencendo a um dos Partidos, é o verdadeiro líder-sombra em oposição à chefia democraticamente eleita em Congresso e que nestas semanas de vésperas, desespera nas tentativas de desestabilização. Desestabilização do seu Partido, desestabilização de uma provável e bem possível maioria, pois resta-lhe a vanglória de dividir para mandar. Mandar o quê, mandar em quem e para quê? Há quem queira investir num "empate técnico", bem capaz de por si só, fazer embalar orgulhosos egoísmos sem sentido.
Chegou a isto, a República Portuguesa.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Uma triste sina, ou um pesadelo mesmo...
Ontem no meio de já tantas preocupações que assaltam o meu quotidiano, em conversa com amigos acometeu-me um sobressalto, ao equacionar os futuros “presidenciáveis” com que inevitavelmente seremos brindados para o futuro pós Cavaco. Como se já não bastasse o vexatório histórico de chefes de Estado nos últimos 100 anos, daqui a pouco mais de quatro, estaremos sujeitos a ver sentados em Belém, personagens sinistras ou bizarras como José Sócrates, António Guterres ou até quem sabe um “desertor” como Durão Barroso.
Estes são os símbolos que a república destina ao seu Povo, a “benigna ficção”, curiosa definição que Miguel Morgado dá ao cargo de Presidente, a que os portugueses têm direito. Afundados no mais profundo desânimo e descrença moral.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Uma Causa Real à conquista do Futuro
sábado, 14 de maio de 2011
Uma sangrenta crise republicana
Muito sucintamente foi isto: em 1915 a República estava ao rubro, em permanente ameaça de conflitos armados entre facções e de convulsões sociais. Vivia-se pessimamente, com as milicias de Afonso Costa (a famigerada formiga branca) dominando a capital e cometendo as maiores tropelias.
O Presidente Manuel de Arriaga - um homem bom e desiludido - convidou o septuagenário General Pimenta de Castro para formar Governo (assim depondo o chefiado por Victor Hugo Azevedo Coutinho, caricaturalmente conhecido como o dos Miseráveis...) onde se juntassem ministros oriundos de todos os partidos da República.
Seguiram-se semanas, meses, de contestação e caceteirismo afonsista nas ruas de Lisboa. À frente das tropas pró-governamentais, Machado dos Santos, incapaz de suster a insurreição. Nem mesmo contando com a fidelidade da Cavalaria e dos cadetes da Escola de Guerra.
Os estabelecimentos comerciais foram saqueados. Roubou-se, sobretudo, muito vinho, um dos principais ingredientes de qualquer arruaça ou motim. A formiga branca sabia-o e actuou, como sempre, com a máxima eficiência.
Feitas as contas, morreram nesse dia - 14 de Maio de 1915 - cerca de 200 pessoas, só em Lisboa. Os feridos ascenderam os mil. Arriaga, Pimenta de Castro e Machado dos Santos seguiram para o exílio, empurrados pelos "democráticos". Logo - democráticamente...
Não há registos de outra rebelião com tão elevado número de vítimas. Esperemos, ainda assim, que a República se fique por aí, nada fazendo para subir a fasquia...
quinta-feira, 12 de maio de 2011
É já no próximo Sábado dia 14 de maio
Organizado pela Real Associação do Porto, realiza-se no próximo dia 14 de Maio no Porto, no Auditório do Palácio da Bolsa, o XVII Congresso da Causa Real. Da parte da tarde participarei com João Palmeiro presidente da Associação Portuguesa de Imprensa num curto seminário sobre Comunicação, as oportunidades dos Media “Social” e Tradicionais. Além dos congressistas e convidados, o evento é aberto a todos os interessados, sob o estatuto de observadores.
V Centenário Portugal-Tailândia

Há quem se admire pela invocação de um passado que continua a ser um precioso património a aproveitar. No entanto, também existe muita gente interessada em continuar o legado dos nossos antepassados e esta iniciativa que visa celebrar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Sião, a Tailândia dos nossos dias, é um marco que poderá iniciar o necessário regresso de Portugal à Ásia.
Seguindo o apelo do Combustões, não deixem de aderir à página dos amigos da iniciativa Portugal-Tailândia, 500 anos 1511-2011.
Por um Portugal melhor

Transformações na estrutura das Forças Armadas, criação de uma Guarda Costeira, reformas profundas no poder político, criação de uma Secretaria de Estado para os Idosos e o Ministério do Mar. Eis algumas das propostas que o MPT - Partido da Terra faz aos Portugueses no seu programa Eleitoral, consultável aqui.
terça-feira, 10 de maio de 2011
SEiS, SEIS SUBMARINOS!

Aqui está, o espectacular resultado que a República Portuguesa conseguiu em época de regabofe pelo seu Centenário: só em juros, os portugueses terão de pagar 3.000 milhões (para que fique claro, três mil milhões!), ou melhor dizendo em politiquês actual, o equivalente a uma Armada de seis novos submarinos. Em suma, um descarado abuso perpetrado pelos nossos alegados benfeitores.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Olha-m'este!

Agora, pega no conhecido programa monárquico de racionalização do poder local - há 40 anos já disso falava Ribeiro Telles! - e copiando sem hesitações, diz que "existem freguesias e concelhos a mais". Também existem frotas automóveis a mais, assessores a mais, Gabinetes a mais, Institutos a mais, Fundações privadas com dinheiro público a mais e ex-Presidentes a mais.
Melhor faria em definitivamente dedicar-se ao "faz de conta" de reedição da "Rainha Dª Amélia II"- e proveitoso uso do respectivo atelier nas Necessidades -, fazendo algo de visível pela luta contra a tuberculose.
FMI ignora presidência da República

Além do olímpico destroçar de toda a propaganda vertida ao longo de tantos anos - duas gerações de incompetência do PS, PSD e CDS, porque PC e BE não existem! - e conhecido o programa que nos espera e que há muito tempo o país precisa, apenas há a reter a impiedosa resposta de um dos três actuais Regentes (1), quando questionado acerca da "necessária" assinatura do Presidente da República, lapidarmente respondeu:
- "Temos o acordo e o compromisso das principais forças políticas partidárias".
Em boa verdade, deixou bem visível a inutilidade do regime imposto em 1910.
(1) Grandes profissionais, justamente o reconhecemos. É uma desgraça não serem portugueses.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
O Euro 2004 e Casamento Real Inglês de Príncipe William e Kate Middleton
É em momentos como os que vamos presenciar amanhã com o Casamento Real do Príncipe William e Kate Middleton que se pode ver a diferença de vivências em países monárquicos democráticos e republicas democráticas. Em Portugal a última manifestação de patriotismo no nosso país foi o Campeonato Europeu de futebol de 2004, todos andavam com as Bandeiras portuguesas de todas as formas e tamanhos desde os mais ricos até aos pescadores no Tejo ao acompanharem a selecção nos seus humildes barcos. O símbolo nacional era usado não para reafirmar os valores da história da nossa pátria mais na maioria só exclusivamente para apoiar a selecção de futebol, acabou o campeonato e o patriotismo ficou na gaveta.
Acabou o Euro 2004 mas muitas bandeiras nacionais ficaram nas janelas, perderam cor, romperam-se … aliás inúmeras são as fotos na internet do tratamento patriótico às mesmas. Eu pergunto o que um militar que serve o nosso país pensa quando vê uma bandeira “dessas”, dá-lhe vontade de servir um país que nem sequer honra a sua identidade ?
Vejamos o que vai acontecer amanhã em Londres com o Casamento Real Inglês de Príncipe William e Kate Middleton, bandeiras do Reino Unido por todo o lado. Os ingleses orgulhosamente usam a sua bandeira para celebrar um evento que para além de um mero casamento entre duas pessoas é um evento de união e de reafirmar uma identidade que embora muitos não gostem nos outros cantos do mundo fazem parte da história da humanidade. Não vão ver depois bandeiras descoloridas, bandeiras rotas, bandeiras esquecidas … Temos que aprender muito com os ingleses sobre o respeito e a identidade nacional. São acontecimentos como estes que ajudam um Povo a acreditar em si e avançar perante os momentos mais difíceis, não são recados por facebook que aliás ninguém na família real britânica o faz.
Resumindo o Casamento Real Inglês está a gerar milhões de libras dinamizando a economia, não foi preciso construir estádios de futebol que hoje alguns pensam que mais valia serem demolidos pelo prejuízo que dão. A Instituição Real está em constante renovação e ainda bem que a inglesa cada vez mais responde às aspirações do Povo, não me parece que os Estádios de Futebol façam cá o mesmo. É só fazer contas, claro que nem todos podem ser príncipes, mas nem todos podem ser presidentes e nem todos jogaram no Real Madrid.
Amanhã veremos ingleses orgulhosos com a sua bandeira, dos ricos aos mais pobres, em Liberdade e em Democracia mas respeitando a sua identidade.
Rui Monteiro
28/04/2011
Dedicado aos invejosos
Cronologia da república - 2ªedição - 30 de Abril
- 1912
Prisão de dois funcionários públicos
Encerramento de uma fábrica em Lisboa
- 1913
Prisão de vários soldados
Prevenção na marinha e em vários quartéis
- 1914
Tentativa de assalto a um quartel em Amarante
- 1915
É fechado o jornal “A Tarde” do Porto
Dissolução de várias câmaras municipais
- 1916
Greve dos ferroviários
- 1918
É fechado o jornal açoriano “A república”
- 1924
Greve dos motoristas
É decretado o estado de sítio em Lisboa, com a suspensão da constituição
Fontes
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Missão casamento
O casamento do ano... O casamento do século... Um casamento tirado de um "conto de fadas"... A gente vai ouvindo de tudo. Estas e outras parolices a cargo dos nossos enviados especiais da RTP, da SIC, da TVI.
Em boa verdade, escapa-me o porquê de tais missões. A festa não era portuguesa, pertencia aos britânicos. E estes, sim, - aproveitaram-na em pleno. No maior entusiasmo. Na alegria de um povo inteiro que se sentiu convidado para uma comemoração acima de tudo simbolizando a continuidade da sua identidade nacional.
Foi o que se viu nas ruas de Londres. Alguém imagina, cá pela Tortuga, semelhante euforia no casório de um filho ou filha, neto ou neta de qualquer dos passageiros presidentes desta atrasada República?
Será que os britânicos gostam da ditadura hereditária - ou não será antes que já é tempo de nos irmos libertando de certos preconceitos?
Cada povo tem aquilo que faz por merecer
É um acontecimento fulcral na vida duma Instituição Real, símbolo de renovação, de esperança e de continuidade da Nação. O casamento é uma demonstração viva da profunda, inexplicável, da unidade entre todo um povo. Parabéns a SSAARR Os Duques de Cambridge, futuros Reis do Reino Unido, da Grã Bretanha e Irlanda do Norte, etc.
Santa Raivinha Anti-Monárquica
Cronologia da república - 2ªedição - 29 de Abril
- 1913
Tiroteio em Lisboa
- 1915
Afonso Costa depõe no processo por abuso de poder contra Manuel de Arriaga e Pimenta de Castro
- 1919
Greve dos funcionários da câmara municipal de Lisboa
- 1921
É fechado o jornal “A Imprensa de Lisboa”
Fontes
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Assine esta petição
Catarina, Kate (de Bragança)

A 21 de Maio de 1662 casou-se com Carlos II, aquela que até hoje, seria a última Rainha da Grã-Bretanha com o nome de Catarina. Desde cedo se lhe referiam como Kate, tal como agora é popularmente conhecida a futura consorte de Guilherme de Gales. O casamento foi cuidadosamente tratado e se para Portugal significou a garantia da independência em boa hora restaurada no 1º de Dezembro de 1640, para os britânicos marcou decisivamente, o momento da ascensão imperial que levaria a Union Jack a todo o planeta. Não será muito ousado afirmar que essa segurança proporcionaria a Portugal, a manutenção de um império ultramarino que chegaria ao nosso tempo e hoje significa a presença da língua portuguesa em quatro continentes.
Os noticiários têm passado constantes imagens do movimento em torno do enlace daquele que num futuro ainda distante, será o monarca do nosso mais antigo - talvez o único, constante, teimoso e verdadeiro - aliado. A esmagadora maioria entusiasmar-se-á por um espectáculo que segundo os cânones ingleses, surge como uma obra de cinema avidamente seguida por dois mil milhões de espectadores. Se uns tantos criticam o evidente dispêndio de somas destinadas a uma organização que zela para que tudo surja impecavelmente disposto e apresentado, muitos já pasmam com o caudal de ouro que entra nos cofres do Estado. Materialmente, a Monarquia consiste num esplendoroso negócio para a Grã-Bretanha e em qualquer loja de rua amontoam-se souvenirs que podem atingir preços exorbitantes, adquiridos por coleccionadores em todo o mundo. É certo que se o kitsch e a irreverência são parte integrante no conjunto da oferta, há que notar a extraordinária qualidade de peças que vão desde as faianças à joalharia, vestuário e acessórios. O famoso By Appointment of H.M. The Queen, consiste numa inesgotável fonte de receitas para o Exchequer e paralelamente, nota-se a existência de uma próspera indústria que dá trabalho a um importante contingente de cidadãos. A Monarquia é sinónimo de Grã-Bretanha e de Commonwealth e o fraquíssimo e quase caricato "movimento republicano", não passa de uma curiosidade ao nível de anedota cockney.
Para incredulidade dos observadores do continente, a Coroa goza de um imenso prestígio dentro e fora das fronteiras do país, pois soube ser nas horas difíceis, o essencial esteio daquela união popular que permitiu vencer todas as adversidades, por mais gravosas que pudessem apresentar-se. A uma jornalista espantada dizia a Rainha Isabel, a mãe da actual monarca, que "os londrinos esperam ver-me sempre firme e bem apresentada, eles querem ter a certeza de que a Rainha está ali, que não teme nem foge". Se as palavras não foram precisamente as mesmas que aqui deixamos, foi esta a mensagem transmitida. Londres vivia os meses terríveis do blitz imposto pela Luftwaffe e a constante presença de Jorge VI e de Isabel nas ruas de Londres, levaria Hitler a considerar a soberana, como "a mulher mais perigosa da Europa". Para os britânicos, canadianos, neo-zelandeses, australianos, sul-africanos, jamaicanos e tantas outras populações daquilo que conhecemos como Commonwealth, o Palácio de Buckingham foi o centro de uma certa ideia de um mundo livre que para sempre queriam preservar. Os símbolos contam e pelo que se vê, estão longe, muito longe de desaparecerem. Um exemplo é a evidente alegria que varre todo o país, onde os entusiastas colocam ombro a ombro britânicos, as comunidades imigrantes e muitos milhares de turistas que acorreram à capital do Reino Unido.
Amanhã veremos uma cerimónia sem igual, um eco que o passado também já viu desfilar pelas ruas de Lisboa. Imagens de bom gosto, de um imenso orgulho de mostrar ao mundo aquilo que a Grã-Bretanha tem de melhor. Algumas carruagens, talvez bem modestas se compararmos com a quase acintosa qualidade e requinte daquelas que mal conservamos no Museu dos Coches, serão o foco de todos os olhares e mostrando a quem quiser ver, a não cedência perante modas efémeras ou à ausência de convicções de uns tantos ressabiados que diante dos televisores, não deixarão de proferir uns tantos ditos jocosos. Não perdendo sequer uma imagem, contentar-se-ão no ensimesmar de rancores e porque disso estamos seguros, de uma inveja larvar que é bem um sintoma de vários desesperos e desgraças que geralmente recaem sobre as pobres cabeças que dizem governar.
As Monarquias servem sobretudo nos momentos difíceis. Hoje o Reino Unido aproveita esta oportunidade e durante horas a fio, beneficiará de uma publicidade comparável a um evento de nível mundial, estimulando a economia, arrecadando cabedais para o tesouro público e enchendo de contentamento negociantes, políticos e populares que anseiam por melhores tempos. As guerras, as discórdias partidárias, o difícil equilíbrio de poderes ou as crises económicas, causam perturbações à segurança dos Estados e assim sendo, a necessidade de referências comuns torna-se imperiosa. Não é um chefe de partido ou um exaltado mas efémero caudilho, quem conseguirá concitar a quase unânime aquiescência que aqueles momentos exigem. Os ingleses sabem-no bem, enquanto nós, portugueses, fazemos os possíveis para não reconhecer essa evidência. É que bem vistos os factos, também temos a "nossa Commonwealth", ainda tímida e hesitante, mas não menos promissora. Se quisermos.
Cronologia da república - 2ªedição - 28 de Abril
- 1912
Tumultos em Timor-Leste
- 1913
Machado Santos ao responder a acusação de bandido de Brito Camacho, diz que os deputados devem os lugares aos revoltosos da federação radical republicana
- 1915
É fechado o jornal “O Rebate” de Castelo-Branco
- 1917
Salazar toma posse como assistente na faculdade de Direito de Coimbra
- 1918
É fechado o jornal “O Intrépido” da Covilhã
Eleição para a assembleia da república (primeira por sufrágio universal e directo) e para a presidência da república. Os partidos: democrático, evolucionista e unionista apelam à abstenção. Sidónio Pais é eleito presidente da república com 69% dos votos. Nas legislativas o partido nacional republicano ganha 108 lugares (70%). Os monárquicos também ganham 40 lugares (24%). Os independentes 5 lugares, os católicos 5 lugares. Um deputado socialista é eleito para a assembleia. O partido nacional republicano ganha a maioria em todos os círculos, menos o de Arganil, onde triunfam os monárquicos
- 1919
Greve dos metalúrgicos
Greve dos funcionários da carris
- 1922
Prisão de 200 operários
- 1926
Protestos contra o governo
Fontes
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Cronologia da república - 2ªedição - 27 de Abril
- 1913
É fechado o jornal “O Dia” de Lisboa
É fechado o jornal “A Nação” de Lisboa
É fechado o jornal “O Intransigente” de Lisboa
É fechado o jornal “O Socialista” de Lisboa
É fechado o jornal “O Sindicalista” de Lisboa
O jornal o mundo culpa os monárquicos pelo golpe da federação radical republicana
É encerrada a casa sindical
Revolta promovida pela federação radical republicana
- 1923
Atentados bombistas em Lisboa
Greve dos corticeiros
Greve dos trabalhadores das moagens
Greve dos trabalhadores dos têxteis
- 1924
Movimento revolucionário contra o governo
Fontes
terça-feira, 26 de abril de 2011
Como encher os cofres públicos

Os ingleses têm experiência, sabem o que fazem e são profissionais exímios. Os cofres do Estado vão enchendo, as fábricas não têm mãos a medir, o património do Estado está perfeitamente restaurado e é com orgulho exibido, os hotéis abarrotam de turistas e encontram-se lotados num raio de 300 km em redor de Londres.
Mais emprego, mais vendas para todo o mundo, uma colossal promoção do Reino Unido em todo o planeta. A unidade do país está mais forte que nunca e os britânicos estouram de entusiasmo. Eis a verdade do casamento real.
Por cá, ficamo-nos com os discursos garante-buchas dos do costume. Em suma, não aprendemos.
Que filme
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Cronologia da república - 2ªedição - 26 de Abril
- 1912
Tumultos no liceu Rodrigues de Freitas no Porto
- 1913
Protesto pela falta de trigo
Manifestação da federação radical republicana
- 1914
É fechado o jornal “O Povo” de Lisboa
- 1915
Dissolução da câmara municipal de Évora
- 1920
É fechado o jornal “O Democrata” dos Açores
- 1925
É fechado o jornal “O Marão” de Vila Real
- 1926
Cunha Leal incita o exército a salvar a república
Fontes
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Abril mágoas mil
De facto, o 25 de Abril trouxe "liberdade". Liberdade para os "políticos" fazerem política. A outra liberdade tem desaparecido. Tem desaparecido a liberdade do sorriso, da esperança, de amar sem medo, sem medo de sair, de morrer, a liberdade de ser só sem ter que responder a matilhas ou a milícias correctivas. Desapareceu a liberdade de exigir valores. Também desapareceu a vergonha; essa anda livre e ao desbarato.
Cronologia da república - 2ªedição - 25 de Abril
- 1911
Afonso Costa considera que as religiões estão condenadas ao desaparecimento
O grão mestre da maçonaria vaticina o fim dos seminários em Portugal
Tumultos em Carrazeda
Tumultos no Porto
Manifestações de desempregados em Lisboa
Em Freixianda, propagandistas eleitorais são apedrejados
- 1915
É fechado o jornal “Notícias do Norte” de Braga
- 1917
Governo nº10 da república presidido por Afonso Costa. (231 dias) O terceiro governo de Afonso Costa vai sofrer as consequências da fome, peste e guerra. Este gabinete é enquadrado pelas aparições de Fátima
- 1919
Greve de corticeiros
- 1920
Tumultos entre o exército e a população em Beja. São efectuadas 21 prisões
- 1923
Atentado à bomba em Lisboa
Em Aljustrel, os operários abandonam o trabalho, em protesto pela falta de abastecimento de trigo
- 1924
Greve dos padeiros
Fontes
domingo, 24 de abril de 2011
Cronologia da república - 2ªedição - 24 de Abril
- 1912
É fechado o jornal “O Diário do Porto”
- 1915
Dissolução das câmaras municipais de Setúbal e Sobral de Monte Agraço
- 1920
Intensa fuga de capitais
- 1924
O presidente da associação de armadores é ferido a tiro em Lisboa
Fontes
sábado, 23 de abril de 2011
Os republicanos
José Manuel Fernandes, Público








