quarta-feira, 31 de agosto de 2011
A obra da República
Se continuassem a ser impressas brochuras como esta, de 1919, ao invés de trinta e tal páginas teriamos umas milhares só para relatar o descalabro dos últimos seis anos.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Elites
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Sai uma tónica para esta República
sábado, 20 de agosto de 2011
A arte dos artistas
Não está disponível no catálogo mas este artista devia incluir na ficha técnica, da sua performance, a qualidade da molécula que vai mandar para o cérebro e a posologia que vai ingerir. Também, devia incluir na ficha técnica a raça dos galináceos, idade e peso e, por fim, a idade legal a partir da qual se pode ver a performance e se esta é discernível para espectadores só com a escolaridade obrigatória.
Quanto ao "sonho" deste intelectual, temo que nem as galinhas nem os Xanax o ajudem a acordar para a realidade, aliás, é graças a este e muitos outros artistas que eu me sinto tão diferente.
* Fiquei a saber que a seguir a esta performance a artista colombiana Triny Prada vai fazer arte e vai cozinhar as sete galinhas, anteriormente engaioladas, num repasto que será oferecido ao público presente!!... a "arte" dos "artistas" não pára...
... porque é que estas duas performances fazem-me tanto lembrar a arte política que se pratica na República Portuguesa?
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Uma República dos Ateus
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Só um pobre de espírito pode dizer que Portugal é pequeno
Banguecoque, 10 de Junho de 2011. Crianças da comunidade luso-descendente de Santa Cruz de Thonburi. As Necessidades que abram os olhos !
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Propaganda republicana

A propaganda política é coisa antiga, não tem mal e não é novidade. Curiosa é a faiança da foto, que descobri em casa de um amigo, um brinde propagandístico “republicano”, cujo ideário do partido, como se sabe, se fundava algures entre o nacionalismo e... o anticlericalismo radical. Ler mais, aqui.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Nós os monárquicos temos um azar... somos uns tipos mais passivos, mais simpáticos, mais bonacheirões, portanto não gostamos de revoluções...
Ser monárquico é uma maneira diferente de ver o país, e sobretudo de estar no país. Mudando o regime pode-se mudar qualquer coisa, sobretudo a mentalidade das pessoas. (...) Não há nenhum país monárquico que tenha pedido ajuda ao FMI, todos os países que recorreram à ajuda financeira são repúblicas.
Rodrigo Moita de Deus, numa luminosa entrevista ao Jornal i em parceria com o Canal Q na integra aqui.
Na hora de prestar contas
«Menos dinheiro, mais História" - este um curioso título na edição de hoje do JN. Com a notícia a explicar, logo depois, que afinal não fora dez, mas sim 8,5 milhões de euros dispendidos, o ano transacto, nas comemorações do centenário da República.
Uma verba óbvia, acessivel e compatível com o grau de riqueza da maioria dos portugueses...
Mas vamos ao importante. Há aspectos parcelares realmente até à data desconhecidos e do maior significado. Então:
- As seis (6!!!) exposições alusivas levadas a cabo por todo o País absorveram 59,2% do mencionado dispêndio. Total dos visitantes dos mencionados certames: 228.478 pessoas - menos do que a população da Amadora...
- Na edição de diversas publicações sobre o tema escoaram-se 5,3% desses famigerados milhões. Como se intitulavam elas? Quem as leu? Nas mãos de quem estão esses «principais legados da iniciativa»?
- Sobreleva-se o «envolvimento massivo das autarquias». Pessoalmente, de quase nada me apercebi. Salvo de algumas corajosas e pedagógicas realizações de Escolas Secundárias, onde se confrontaram em debate convidados monárquicos e republicanos. (Fui, de resto, participante, como defensor do lado de cá). Com manifesta vantagem de argumentos e adesão do público relativamente à Instituição Real.
- O relatório conclui pela valia do aprofundamento do estudo dos antecedentes da I República e das «primeiras revoltas contra a ditadura do Estado Novo». Neste ponto, se calhar não apresento discordâncias - a República passou 48 dos seus 100 anos a lutar consigo mesmo.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
De José Mattoso

"Filósofo, místico e referência ética nacional, são três os adjectivos com que definiria esta personagem ímpar da nossa vida cultural. Já foi monge e, perante a perplexidade da vida, considera Deus, como aquele que “preenche todo o vazio e responde a todas as perguntas” e critica acidamente os valores prevalecentes, afirmando: “o domínio da técnica não garante o exercício da sabedoria”.
Embora acreditando nas virtualidades do 25 de Abril, nem por isso, se revê nos seus frutos: “incapazes de resolver problemas relacionados com a organização social e económica, os políticos desenvolveram estratégias de ataque pessoal e de descrédito, que ainda hoje dominam a luta pelo poder”. E elege duas figuras como paradigmas nacionais: Alexandre Herculano e Dom Duarte, não se esquecendo de Camões, “épico” demais para o seu gosto e Fernando Pessoa, que considera “demasiado paradoxal”.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Só
sábado, 16 de julho de 2011
Otão de Habsburgo
sábado, 9 de julho de 2011
A República e o terrorismo
Se temos terrorismo e crime organizado em Portugal? Temos. De fato-e-gravata e de fato-macaco. E não são do IRA.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
A república da boçalidade
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Amanhã, em S. Vicente de Fora

Durante décadas aprendeu a renegar tudo aquilo em que acreditava, almejando substituir aquele que fora o seu mentor. Governou Portugal, não teve coragem e não conseguiu uma transição como aquela que anos mais tarde se verificaria em Espanha. Por vezes intrigando e noutras procurando dramatizar, frequentemente minimizou os problemas da guerra e do desenvolvimento. Partiu para jamais voltar, vivo ou morto. Deixou bem expressa a sua vontade: voltar para Portugal? Nunca! Este português de nascimento foi Marcelo Caetano. Hoje o seu legado é palpável, pois o actual regime rotativo, é dominado pelos herdeiros que deixou em todos os postos relevantes do poder. A ANP é um resumo do PS e do PSD.
D. Maria Pia de Sabóia foi Rainha e chegando a este país na adolescência, aqui para sempre quis ficar. Sem a vontade ou a capacidade introspectiva daquela que seria a sua nora, conseguiu concitar a quase unanimidade do país, rendido ao seu sentido do dever e tão importante quanto a obrigação, à forma como soube praticar o seu ofício. Não foi dada a actos cuidadosamente ponderados e que visavam o futuro e o bem comum e em contraste com D. Amélia de Orleães, amava a etiqueta, os grandes actos públicos, possuindo aquele sentido de oportunidade que aqueles poderiam significar. Nos actos públicos, por vezes tornava-se numa expontânea e o povo amava-a por isso mesmo. Não se tratava da mera vaidade pessoal de quem se vira alçada a uma posição de discutível vantagem, sendo Portugal um país de escassos recursos e onde a estabilidade política era sempre posta em causa pelas paixões partidárias e efabulações de uma grandeza que não voltou. A Rainha talvez possa ser considerada como alguém que compreendeu a necessidade de uma proximidade com a população, sendo esta receptiva a demonstrações de atenção que de outra forma jamais chegariam. Passando o óbvio anacronismo, D. Maria Pia foi uma Rainha moderna nas relações públicas do Estado e hoje não estranharíamos a sua visibilidade e o cuidado que punha nas suas aparições públicas. Desde o estudar de tons da indumentária e as manifestações de respeito e deferência para com os mais humildes, até ao preciso local onde se ajoelharia em acção de graças - num momento cronometrado ao segundo e que conseguia um "inesperado" raio de sol que rasgava os vitrais e lhe iluminava a ruiva cabeleira -, a Rainha parece ter compreendido a psicologia das multidões. Será desnecessário mencionar as bem conhecidas obras de benemerência, o bom gosto que deixou nas residências onde viveu, ou o seu apego aos preceitos constitucionais que um dia a levariam a desabridamente enfrentar um espantado e prepotente marechal Saldanha.
D. Maria Pia quis ser portuguesa e soube sê-lo. No seu retrato oficial dispensou jóias e apenas se embelezou com as cores nacionais, bastando-lhe isso para mostrar quem era. Ao contrário de Marcelo Caetano, não intrigou para derrubar potenciais adversários, não enviou rapazes para a guerra, não mentiu e não quis fugir. Mais importante ainda, na hora da morte pediu que o seu leito fosse deslocado, de modo a que o seu derradeiro olhar partisse em direcção à sua pátria adoptiva, o distante Portugal.
Passam cem anos desde a sua morte. Exige-se uma reparação à mulher que não culpou o país pelo assassinato do filho e do neto, pelos enxovalhos a que a baixa política panfletária submeteu o marido e a ela própria. A 5 de Outubro de 1910, perguntava espantada porque razão partia, sabendo que em Portugal estaria segura, acontecesse o que acontecesse. Conhecia a população que aprendera a ver naquela Rainha uma grandeza passada e teve aquele sentido do servir que após a sua presença no pináculo do Estado, apenas a sua nora conseguiu durante algumas décadas manter incólume.
Não bastará uma simples e discreta trasladação à "maneira da 2ª República". Exige-se mais, pois tratar-se-á da justiça reparadora. O regresso da rainha D. Maria Pia a Portugal, deverá ser um grande momento de reconciliação dos portugueses consigo próprios, no exemplo da soberana que tendo nascido estrangeira, soube ser mais patriota que muitas consideradas luminárias de tempos passados e do presente. Como em todos os momento difíceis, quer-se grandeza e o sentido da plena compreensão da nossa História. Apenas isso.
Amanhã, 5 de Julho de 2011, será um dia de reparação. Em S. Vicente de Fora, naquele lugar onde um dia será definitivamente recolhida, reunir-se-ão aqueles que não querem nem podem esquecer. Nesta hora de todas as ameaças, o exemplo de D. Maria Pia serve de lição. Saibamos merecê-la.
domingo, 3 de julho de 2011
Municipalismo: uma Causa Real
Este estranho fenómeno que constitui a Nação Portuguesa, um irredutível povo num pobre território sitiado no extremo ocidental da Europa, teve a sua génese, expandiu-se e desenvolveu-se, da Idade Média à diáspora dos Descobrimentos, até ao regime parlamentar constitucional, alicerçado em duas fundamentais e resilientes instituições que organicamente se equiponderavam: a Instituição Real e os Municípios.
A primeira, uma fórmula politicamente isenta e unificadora dum Estado disputado pelos eternos partidos (nas suas diversas fórmulas de “partes” na corrida pela governança) foi barbaramente derrubada entre 1908 e 1910, tendo sido substituída por uma tosca ficção de isenção e desapego, conhecida por “presidente”.
A segunda Instituição, os Municípios, o último reduto da autonomia local, contra a macrocefalia do Estado, prepara-se para ser violentamente atacado pela tecnocracia dos gabinetes da Praça do Comércio.
Pela minha parte, não me parece que a desregulação, o caciquismo ou o despesismo municipal se possam resolver com um novo mapa autárquico desenhado e régua e esquadro: acontece que, no caso de se fundirem duas autarquias de dez mil habitantes que empreguem cada uma metade dos seus eleitores, a despesa camarária em assistencialismo ou emprego artificial simplesmente duplicará. Na mesma proporção das rotundas, fontanários ou ruas desertificadas. A matriz que proporcionou a nossa Nação, essa continuará a ser metodicamente desmantelada pelo prato de lentilhas que hoje é o mito duma federação europeia. Esta não é uma causa para o Sr. Fernando Ruas nem do Bloco de Esquerda ou de Direita: esta deverá ser uma Causa Real.
sábado, 2 de julho de 2011
Iconografia republicana
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Um discurso importante
Os tempos de crise vão-nos trazer privações mas também vêm exigir reflexão. Este é o momento de olharmos para o que somos. Para este país tão desaproveitado. Para a sua costa atlântica com Portos tão ameaçados, para uma fronteira tão vulnerabilizada, para um património cultural tão desaproveitado.
Temos de perguntar até onde deixaremos continuar o desordenamento do território, que levou a população a concentrar-se numa estreita faixa do litoral, ocupando as melhores terras agrícolas do país e esquecendo o interior, reduzido a 10% do PIB.
Temos de perguntar à economia portuguesa por que razão os bens de produção são despromovidos perante os “serviços”, o imobiliário, e ultimamente, os serviços financeiros. O planeamento das próprias vias de comunicação se subjugaram a essa visão.
Temos de perguntar até onde o regime democrático aguenta, semana após semana, a perda de confiança nas instituições políticas e uma atitude de “caudilhização” do discurso.
Temos de perguntar até onde continuaremos a atribuir recursos financeiros a grandes naufrágios empresariais, ou a aeroportos e barragens faraónicas que são erros económicos.
Temos de perguntar até onde o sistema judicial aguenta, sem desguarnecer os direitos dos portugueses, a perda de eficácia e a morosidade crescente dos processos.
Temos de perguntar se não deveríamos estabelecer um serviço de voluntariado cívico em que os desempregados possam prestar um contributo à comunidade.
Temos de perguntar até onde as polémicas fracturantes que só interessam a uma ínfima minoria política, não ofendem a imensa maioria das famílias, preocupadas com a estabilidade pessoal e económica.
Temos de perguntar como vamos aproveitar o ciclo eleitoral que se avizinha, a começar pelas eleições europeias, onde será desejável que apareçam independentes que lutem pelos interesses nacionais.
Temos de perguntar se nas relações lusófonas, estamos a dar atenção suficente às relações especiais que sempre existiram entre Portugal e o Brasil.
Para ultrapassarmos as dificuldades, precisamos de todos os nossos recursos humanos em direcção a uma economia mais “real”, mais sustentada, mais equitativa, uma economia em que respirem todas as regiões a um mesmo “pulmão”.
Apesar de tudo, o nosso sector bancário fugiu das estrondosas irresponsabilidades dos congéneres mundiais. Saibam os Governos regulamentar os apoios para as empresas grandes, médias ou pequenas mas que sejam produtivas.
Em regime democrático, exige-se processos e discursos ditados pelo imperativo de responsabilidade. A equidade e integridade territorial só poderão ser obtidas com a participação de todos, e com sacrifícios para todos.
Estamos confiantes que somos capazes de fazer das nossas fragilidades as nossas maiores vantagens. Onde outros tiveram soluções muito rígidas que falharam, nós venceremos promovendo os portugueses que lutam por um país de imensas vantagens competitivas.
Mostremos como somos um grande País, uma Pátria em que todos cabem porque acreditam na Democracia. Portugal precisa de mostrar o seu projecto para o século XXI. Pela minha parte, e pela Casa Real que chefio, estou, como sempre, disponível para colaborar.»
Dom Duarte de Bragança - Discurso de encerramento no I Congresso Marquês de Sá da Bandeira, em 03 de Março de 2009.
domingo, 19 de junho de 2011
Dinheiro. República
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Abastardados
Esta república, centenária, viveu sempre bem a extorquir, a fingir e a propalar a sacra divisão por todos, a sacra indistinção entre pares, a distribuir a liberdade equitativamente, segundo a "tabela" das constituições. Contudo, o que a história nos prova é que este regime tem sido em tudo contrário à sua doutrina: a república não é o mar da Liberdade nem tão pouco a "inventou"; não é a "paz entre os homens"; não é a fonte da riqueza bem distribuída por todos; não é o fim das "regalias" e privilégios! Não, a República é sim tudo aquilo que critica ver de mal na Monarquia, seja ela do ideário medieval ou nas realezas modernas, porque se não fosse não permitiria certos devaneios governativos no seu território. Se o regime se alicerça no compadrio o que poderemos esperar da assembleia governativa? Que governe para fazer cair o regime? Não. A assembleia não governa para fazer cair a mais pequena cadeira, governa para que o regime – de tantas coisas – se mantenha. Dito isto, o regime republicano não tem uma única figura ou organismo que possa ser Imparcial perante todos independentemente de nem todos se reverem nessa figura. Somos um país abastardado. Se é que ainda somos um país.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Os Donos do Regime.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Homenagem do povo de Timor-Leste

Nem vinte e quatro horas decorridas desde mais uma pitoresca tentativa de criar-se um absurdo "caso" digno da tasca da ginginha, eis que chega de Timor, uma notícia que a ninguém causará estranheza.
O Duque de Bragança recebeu a nacionalidade timorense, numa excepcional decisão tomada pelo Parlamento Nacional de Timor-Leste. Para que não haja qualquer dúvida acerca das razões dessa atitude, os parlamentares timorenses concedem a S.A.R. essa grande honra, "por relevantes serviços prestados a Timor-Leste e ao seu povo. Desde 1975 e nos momentos mais difíceis em que a luta pela independência não era falada, nem comentada pelos meios de comunicação internacionais, S.A.R. Dom Duarte de Bragança, foi um dos maiores ativistas em prol da causa timorense, advogando desde cedo o direito à auto-determinação do Povo timorense. Foram inúmeras as campanhas em que se envolveu, de onde se destacam a campanha “Timor 87 Vamos Ajudar” e em 1992 a campanha que envolveu o navio “Lusitânia Expresso”. O trabalho humanitário de D. Duarte, também levou ao reconhecimento do “papel fundamental que S.A.R. Dom Duarte de Bragança teve no apoio às comunidades timorenses que foram acolhidas em Portugal”.
Algo fica ainda por dizer. De facto, durante décadas os presidentes de Belém fizeram vista grossa quanto à invasão indonésia e sendo este um assunto incómodo que beliscava a legitimidade do regime de Lisboa, jamais tiveram uma atitude que fosse no sentido da reparação da criminosa displicência com que a chamada descolonização foi tratada. Diz-se que um dos antigos presidentes chegou mesmo ao ponto de referir o território como ..."essa ilha indonésia". Durante anos, o solitário e pelo actual regime sempre abandonado Ramos-Horta, era invariavelmente visto em público com o Duque de Bragança - recepções em embaixadas, comemorações de eventos como aquele a que um dia assisti no Sheraton, quando do Dia Nacional da Tailândia -, ao mesmo tempo que o chefe da Casa Real estabelecia contactos essenciais à resolução do conflito que opunha Portugal ao regime do general Suharto.
Esta homenagem do Parlamento Nacional timorense, honra Portugal inteiro.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
O exercício de Votar – A diferença entre o Presidente da República e o Rei
Ontem dia 5 de Junho Portugal foi a eleições, o Povo foi ouvido nas urnas, desde já os parabéns democráticos a Pedro Passos Coelho e a todos os portugueses que votaram.
Até aqui tudo é normal num regime Constitucional excepto algo … o Presidente Cavaco Silva foi votar. Parecendo que não é uma grande diferença entre o Regime Constitucional Monárquico e o Republicano, no primeiro o Rei nunca vota enquanto que no segundo o Presidente vota. No meio disto tudo é natural que se pergunte “onde está a imparcialidade do Presidente da República quando vota ? em que partido vota ? no dele ? favorece qual ?”. Ora seguindo os últimos 25 anos de democracia depreende-se que o Presidente tem vindo sempre de um passado político afecto a um dos partidos do arco da governação, portanto é de questionar só por isso a sua imparcialidade … ainda mais quando ao representar o Povo Português toma partido de uma facção do Povo e não de todos.
Como sabemos a Eleição Presidêncial condicionou a entrada do FMI em Portugal e como tal é legitimo pensar que todos os últimos meses nada foi ao acaso. Segundo a Constituição Portuguesa um Presidente só pode ser demitido pelo Parlamento em caso de Crime, se for doente ou maluco nada se pode fazer … Nunca poderia “arbitrar” um jogo de futebol porque iria beneficiar uma das equipas …
Precisamos mais do que nunca de um Chefe de Estado que una o país e que encontre consensos entre todas as forças políticas, com um Rei todos os partidos teriam a certeza de que a eleição legislativa seria justa e não condicionada.
Se a Crise agudizar provavelmente ainda vamos ver Cavaco Silva a sair de helicóptero de Belém … algo que já aconteceu à Argentina em 2002 pelas mesmas razões que afectam hoje condicionam o nosso país … o FMI
Paiva Monteiro
domingo, 29 de maio de 2011
Alternativas
sábado, 28 de maio de 2011
A 28 de Maio
«Portugueses:
Para homens de dignidade e de honra, a situação política do País é inadmissível.
Vergado sob a acção de uma minoria devassa e tirânica, a Nação, envergonhada, sente-se morrer.
Eu, por mim, revolto-me abertamente.
E os homens de valor, de coragem e de dignidade que venham ter comigo, com as armas nas mãos, se quiserem comigo vencer ou morrer.
Às armas, Portugal!
Portugal, às armas, pela Liberdade e pela Honra de Portugal.
Às armas, Portugal!».
Esta não é uma proclamação recente, da autoria de um Otelo ou de umas Brigadas Revolucionárias quaisquer. Data de 1926 e o seu teor expressa bem a coboiada que foi a I República. Com ela o Marechal Gomes da Costa deu início à chamada Revolução Nacional, com princípio em Braga - que delirantemente a aplaudiu, como o Porto também e o resto do País, cansado de golpes, contra-golpes, politiquices, corrupção e fome.
E a Revolução atravessou pacíficamente Portugal e foi instalar-se em Lisboa, onde se demorou 48 anos. Tantos quantos viveu a II República. A mais longeva filha da República-mãe.
O preço da extinção da "ditadura das ruas" foi elevado. A II República surgiu muito autocrática, impondo o silêncio a toda a gente. Refinou a actuação da polícia política, perseguiu, prendeu, torturou. Actualmente, é de tal modo execrada que os próprios republicanos a renegam. Esquecendo que, na tirada final dos seus dias, os propósitos liberalizantes de alguns foram aparados cerces pela facção mais ortodoxa, encabeçada pelo Presidente Almirante Américo Tomaz.
O que será a IV República ainda não sabemos. Sabemos apenas que os mais entusiastas da actual, a III, gastaram 10 milhões de euros a comemorar o fim da Monarquia.
Quando o País, de Norte a Sul, já era, como é, literalmente, uma casa de penhores!
terça-feira, 24 de maio de 2011
A culpa é do capitalismo?
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Má Despesa Pública – Palácio de Belém mais caro que Buckingham
O leitor do DN João Gaivão fez as contas. “Referia o DN de sábado que a Presidência da República emprega agora 500 pessoas. Numa recente publicação, é referido que o Palácio de Buckingham emprega 300. Será que Cavaco e a sua Maria necessitam de mais cuidados que a Rainha e o seu consorte? Ou será antes a eterna questão de os serviços públicos em Portugal empregarem muito mais gente do aquela que realmente necessitam, pagos por todos nós? No mesmo trabalho de investigação, referia-se que o orçamento da Casa Real britânica era de 46,6 milhões de euros e o da casa republicana de Portugal era de 16 milhões. Aparentemente, a monarquia é mais dispendiosa. Errado. Se dividirmos 46,6 milhões por cerca de 50 milhões de ingleses, dá bastante menos (0,93 euro) que 16 milhões por dez milhões de portugueses (1,6euro).” (Fonte: Diário de Notícias)
sábado, 21 de maio de 2011
Braga gostou da ideia
Em Braga, esta manhã, no Arco da Porta Nova. A bandeira monárquica é hasteada no topo do monumento. As pessoas vão chegando, os transeuntes param, puxam do telemóvel e fotografam. Um dirigente local do PPM dá uma entrevista a um canal televisivo. São atenciosíssimos, os dois agentes da PSP presentes. E porque não haviam de ser?, nota alguém, de olhos postos nas cores da sua viatura. O tempo vai troteando, amenamente, animadamente, num sorriso que abarca toda a vizinhança.
Depois foi o passeio pela pedonal Rua D. Diogo de Sousa, ainda com vestígios dos festejos pela proeza futebolistica dos bracarenses. Os comerciantes vêm à porta, incentivam, por alma de quem não há a bandeira de estar ali? Antes estes do que os que lá estão, a roubar-nos...
- Perdão, minha senhora: nós é que não estamos aqui à cata de votos...
E foi assim até à Lusitana, no centro, para um café e mais um bocado de conversa. Enquanto Braga prosseguia o seu matinal sábado. Sem medo nem histerias. Sempre com palavras de simpatia pela Bandeira Nacional.
Chegámos a isto...

Vejamos.
Três Partidos que sabem ser imperioso entenderem-se, nem que seja para a partilha de despojos ou sinecuras. Sem juízo, persistem em erros e dislates velhos de décadas.
Dois Partidos que degustam a crise, delirando com a hipótese de um futuro ataque a um Palácio, num país onde o inverno nem sequer pode ser considerado Inverno.
Um Presidente sufragado por uma côdea eleitoral e que pertencendo a um dos Partidos, é o verdadeiro líder-sombra em oposição à chefia democraticamente eleita em Congresso e que nestas semanas de vésperas, desespera nas tentativas de desestabilização. Desestabilização do seu Partido, desestabilização de uma provável e bem possível maioria, pois resta-lhe a vanglória de dividir para mandar. Mandar o quê, mandar em quem e para quê? Há quem queira investir num "empate técnico", bem capaz de por si só, fazer embalar orgulhosos egoísmos sem sentido.
Chegou a isto, a República Portuguesa.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Uma triste sina, ou um pesadelo mesmo...
Ontem no meio de já tantas preocupações que assaltam o meu quotidiano, em conversa com amigos acometeu-me um sobressalto, ao equacionar os futuros “presidenciáveis” com que inevitavelmente seremos brindados para o futuro pós Cavaco. Como se já não bastasse o vexatório histórico de chefes de Estado nos últimos 100 anos, daqui a pouco mais de quatro, estaremos sujeitos a ver sentados em Belém, personagens sinistras ou bizarras como José Sócrates, António Guterres ou até quem sabe um “desertor” como Durão Barroso.
Estes são os símbolos que a república destina ao seu Povo, a “benigna ficção”, curiosa definição que Miguel Morgado dá ao cargo de Presidente, a que os portugueses têm direito. Afundados no mais profundo desânimo e descrença moral.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Uma Causa Real à conquista do Futuro
sábado, 14 de maio de 2011
Uma sangrenta crise republicana
Muito sucintamente foi isto: em 1915 a República estava ao rubro, em permanente ameaça de conflitos armados entre facções e de convulsões sociais. Vivia-se pessimamente, com as milicias de Afonso Costa (a famigerada formiga branca) dominando a capital e cometendo as maiores tropelias.
O Presidente Manuel de Arriaga - um homem bom e desiludido - convidou o septuagenário General Pimenta de Castro para formar Governo (assim depondo o chefiado por Victor Hugo Azevedo Coutinho, caricaturalmente conhecido como o dos Miseráveis...) onde se juntassem ministros oriundos de todos os partidos da República.
Seguiram-se semanas, meses, de contestação e caceteirismo afonsista nas ruas de Lisboa. À frente das tropas pró-governamentais, Machado dos Santos, incapaz de suster a insurreição. Nem mesmo contando com a fidelidade da Cavalaria e dos cadetes da Escola de Guerra.
Os estabelecimentos comerciais foram saqueados. Roubou-se, sobretudo, muito vinho, um dos principais ingredientes de qualquer arruaça ou motim. A formiga branca sabia-o e actuou, como sempre, com a máxima eficiência.
Feitas as contas, morreram nesse dia - 14 de Maio de 1915 - cerca de 200 pessoas, só em Lisboa. Os feridos ascenderam os mil. Arriaga, Pimenta de Castro e Machado dos Santos seguiram para o exílio, empurrados pelos "democráticos". Logo - democráticamente...
Não há registos de outra rebelião com tão elevado número de vítimas. Esperemos, ainda assim, que a República se fique por aí, nada fazendo para subir a fasquia...
quinta-feira, 12 de maio de 2011
É já no próximo Sábado dia 14 de maio
Organizado pela Real Associação do Porto, realiza-se no próximo dia 14 de Maio no Porto, no Auditório do Palácio da Bolsa, o XVII Congresso da Causa Real. Da parte da tarde participarei com João Palmeiro presidente da Associação Portuguesa de Imprensa num curto seminário sobre Comunicação, as oportunidades dos Media “Social” e Tradicionais. Além dos congressistas e convidados, o evento é aberto a todos os interessados, sob o estatuto de observadores.
V Centenário Portugal-Tailândia

Há quem se admire pela invocação de um passado que continua a ser um precioso património a aproveitar. No entanto, também existe muita gente interessada em continuar o legado dos nossos antepassados e esta iniciativa que visa celebrar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Sião, a Tailândia dos nossos dias, é um marco que poderá iniciar o necessário regresso de Portugal à Ásia.
Seguindo o apelo do Combustões, não deixem de aderir à página dos amigos da iniciativa Portugal-Tailândia, 500 anos 1511-2011.
Por um Portugal melhor

Transformações na estrutura das Forças Armadas, criação de uma Guarda Costeira, reformas profundas no poder político, criação de uma Secretaria de Estado para os Idosos e o Ministério do Mar. Eis algumas das propostas que o MPT - Partido da Terra faz aos Portugueses no seu programa Eleitoral, consultável aqui.
terça-feira, 10 de maio de 2011
SEiS, SEIS SUBMARINOS!

Aqui está, o espectacular resultado que a República Portuguesa conseguiu em época de regabofe pelo seu Centenário: só em juros, os portugueses terão de pagar 3.000 milhões (para que fique claro, três mil milhões!), ou melhor dizendo em politiquês actual, o equivalente a uma Armada de seis novos submarinos. Em suma, um descarado abuso perpetrado pelos nossos alegados benfeitores.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Olha-m'este!

Agora, pega no conhecido programa monárquico de racionalização do poder local - há 40 anos já disso falava Ribeiro Telles! - e copiando sem hesitações, diz que "existem freguesias e concelhos a mais". Também existem frotas automóveis a mais, assessores a mais, Gabinetes a mais, Institutos a mais, Fundações privadas com dinheiro público a mais e ex-Presidentes a mais.
Melhor faria em definitivamente dedicar-se ao "faz de conta" de reedição da "Rainha Dª Amélia II"- e proveitoso uso do respectivo atelier nas Necessidades -, fazendo algo de visível pela luta contra a tuberculose.
FMI ignora presidência da República

Além do olímpico destroçar de toda a propaganda vertida ao longo de tantos anos - duas gerações de incompetência do PS, PSD e CDS, porque PC e BE não existem! - e conhecido o programa que nos espera e que há muito tempo o país precisa, apenas há a reter a impiedosa resposta de um dos três actuais Regentes (1), quando questionado acerca da "necessária" assinatura do Presidente da República, lapidarmente respondeu:
- "Temos o acordo e o compromisso das principais forças políticas partidárias".
Em boa verdade, deixou bem visível a inutilidade do regime imposto em 1910.
(1) Grandes profissionais, justamente o reconhecemos. É uma desgraça não serem portugueses.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
O Euro 2004 e Casamento Real Inglês de Príncipe William e Kate Middleton
É em momentos como os que vamos presenciar amanhã com o Casamento Real do Príncipe William e Kate Middleton que se pode ver a diferença de vivências em países monárquicos democráticos e republicas democráticas. Em Portugal a última manifestação de patriotismo no nosso país foi o Campeonato Europeu de futebol de 2004, todos andavam com as Bandeiras portuguesas de todas as formas e tamanhos desde os mais ricos até aos pescadores no Tejo ao acompanharem a selecção nos seus humildes barcos. O símbolo nacional era usado não para reafirmar os valores da história da nossa pátria mais na maioria só exclusivamente para apoiar a selecção de futebol, acabou o campeonato e o patriotismo ficou na gaveta.
Acabou o Euro 2004 mas muitas bandeiras nacionais ficaram nas janelas, perderam cor, romperam-se … aliás inúmeras são as fotos na internet do tratamento patriótico às mesmas. Eu pergunto o que um militar que serve o nosso país pensa quando vê uma bandeira “dessas”, dá-lhe vontade de servir um país que nem sequer honra a sua identidade ?
Vejamos o que vai acontecer amanhã em Londres com o Casamento Real Inglês de Príncipe William e Kate Middleton, bandeiras do Reino Unido por todo o lado. Os ingleses orgulhosamente usam a sua bandeira para celebrar um evento que para além de um mero casamento entre duas pessoas é um evento de união e de reafirmar uma identidade que embora muitos não gostem nos outros cantos do mundo fazem parte da história da humanidade. Não vão ver depois bandeiras descoloridas, bandeiras rotas, bandeiras esquecidas … Temos que aprender muito com os ingleses sobre o respeito e a identidade nacional. São acontecimentos como estes que ajudam um Povo a acreditar em si e avançar perante os momentos mais difíceis, não são recados por facebook que aliás ninguém na família real britânica o faz.
Resumindo o Casamento Real Inglês está a gerar milhões de libras dinamizando a economia, não foi preciso construir estádios de futebol que hoje alguns pensam que mais valia serem demolidos pelo prejuízo que dão. A Instituição Real está em constante renovação e ainda bem que a inglesa cada vez mais responde às aspirações do Povo, não me parece que os Estádios de Futebol façam cá o mesmo. É só fazer contas, claro que nem todos podem ser príncipes, mas nem todos podem ser presidentes e nem todos jogaram no Real Madrid.
Amanhã veremos ingleses orgulhosos com a sua bandeira, dos ricos aos mais pobres, em Liberdade e em Democracia mas respeitando a sua identidade.
Rui Monteiro
28/04/2011









