domingo, 16 de outubro de 2011
São eles que o dizem
"Todos os outros Presidentes distinguiram-se claramente da sua origem partidária*, fizeram até muitas vezes questão de o evidenciar, o senhor Presidente da República atual, nos momentos chave da política nacional, tem tido uma atuação claramente associada ao PSD, que tem beneficiado objetivamente o PSD", afirmou, acrescentando que Cavaco Silva foi "um promotor da ascensão do PSD à área governativa".
Ainda defendem a República! Pobre povo. Tão pobre no bolso e no espírito. A fome cega e as sucessivas repúblicas têm-nos atirado sempre para a miséria.
* que hipócrisia.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Mais um "Instituto" verde-tinto
Perceberam? Sempre que a coisa descamba e o barco está a ir ao fundo esta "sociedade" balança-se para o frenesim. Será que neste Instituto Português de Estudos Maçónicos também se vai ensinar a balear chefes de estado e a colocar bombas em manifestações ou será apenas um edifício de aprendizagem e colocação para o chupismo dos recursos públicos?
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Adoentados
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Um sonho de 5 de Outubro
Um 5 de Outubro de todos os portugueses
Há três anos consecutivos que a Causa Real vêm disputando o palco político proporcionado pelo 5 de Outubro com considerável sucesso, sempre granjeando entrevistas e reportagens nos telejornais, imprensa e rádios nacionais. Este ano, os monárquicos militantes concentraram-se em torno do Chefe da Casa Real Portuguesa na cidade de Coimbra, onde perante a sinistra crise de soberania nacional, homenagearam o espírito heróico do seu rei fundador por ocasião do 868º aniversário da assinatura do tratado de Zamora.
Reportagem tvi aqui
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Falando em "marquises"...

Após um patético e encomendado intróito grasnado por uma menina muito ao estilo da propaganda do Dr. Goebbels, tivemos o prato forte da ora.
Num razoável e decerto inconsciente exercício de autocrítica com laivos quase maoístas, o Mr. Deficit de serviço contabilizou as oportunidades colocadas em termos de empréstimos sobre as "nossas" mesas ministeriais. Sem proferir uma única palavra relativa à sua ruinosa gestão como primeiro-ministro, o já avançado avô do défice das contas públicas veio dizer-nos que ..."durante alguns anos foi possível iludir o que era óbvio" e viveram-se ..."tempos de ilusões". Num auto-bofetão, acrescentou ainda alguns anos perdidos na ..."letargia do consumo fácil e na ilusão do despesismo público e privado".
Num discurso normalmente escrito por um serviçal disponível entre as grosas de assessores pagos a expensas do contribuinte - eufemisticamente conhecido como Erário Público -, acaba por enterrar quase trinta anos de carreira intensa e exclusivamente política, liquidando de uma penada, as manigâncias pretensamente económicas que abusivamente asfaltaram o país de norte a sul, descalcificando os cofres que abarrotaram de verbas colocadas à disposição pela "Europa" (Alemanha). Coortes de futuros consagrados meliantes arrastados para os lugares chave do poder, centos de milhar de novos funcionários públicos entrando pela porta de serviço do(s) Partidos(s), uma inaudita emergência de yuppies de cabelos compridos e bem oleados de gel, a barulhenta jeepalhada que substituiu tractores e os tais dois pequenos apartamentos T3 de algarvios investimentos que refundiram em betão, aquela traineira da faina outrora familiar. A todo este ridente progresso, acrescente-se o bem cavaquista ímpeto demolidor dos centros urbanos à mercê da cupidez imobiliária, as digestivas brincadeiras bolsistas, os negócios explosivos das amizades escusas, a total e subserviente cedência diante da prepotência estrangeira e pior que tudo, a completa rendição perante os espanhóis. Esta ultrajante República, consegue a proeza de numa brisa de pouco mais de duas décadas, liquidar a presença económica portuguesa no antigo Ultramar e os dados oficiais hoje trauteados pela televisão estatal, remetem as nossas trocas comerciais com os PALOP, ao ínfimo patamar de 1%, ao qual acrescenta-se mais uma unidade no que se refere ao Brasil. É um desastre praticamente irreparável, um verdadeiro Alcácer Quibir sem o remédio que há 350 anos era possível para a ambicionada cura: a posse do conhecimento das redes do comércio internacional de então, a presença pluricontinental e sobretudo, a vontade do querer fazer e de garantir a independência, por muito improvável que ela parecesse.
O nosso Mr. Deficit carrancudamente nos avisa acerca do "vivermos acima das nossas possibilidades" e quase parafraseando Salazar - o reconhecidamente inatingível alter ego -, apela à "austeridade digna", rejeitando-se os "gastos desmesurados" e insistindo no patriótico dever de consumirmos aqueles produtos que ele próprio fez um dia desaparecer das prateleiras dos mercados.
"Valor republicano da austeridade digna", balbucia. Assim sendo, comece ele próprio a dar o exemplo, prescindindo de 50% da lista civil e da criadagem engravatada repescada nos recônditos clubísticos dos interesses de onde ele próprio um dia saiu para a ribalta que nos encadeia e exaure. Siga o exemplo do vizinho João Carlos e passe a consumir uns módicos 8 milhões anuais. Já é muito e chegam e sobejam para este desastroso marquisamento mental a que submeteu este país.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Contra a resignação, por aquilo que nos une!
Que grande pivete
Amanhã, no dia 5 de Outubro, patuscos e mentores da republicanite vão orar a favor da causa republicana. Vão repetir o mesmo discurso do ano passado, do ano anterior e dos anteriores. No meio da festa, por certo, vazia de adeptos, vão falar da "Liberdade", dos "Direitos" como filhas da República e vaticinar muita saúde e amigos também. É notório que todos os anos, falam da desnudada como sendo a era primogénita da pátria, como se Portugal tivesse começado nesse dia a sua obra. Realmente, começou. ... a obrar! Fujam da latrina-república. Que grande pivete... ...!
sábado, 1 de outubro de 2011
A República esburacada
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Venha o Rei
Bater no ceguinho
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Sóquete tigela
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Heroico ato
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
República, a gorda almejada por engordar
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Fuga de Peniche
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Comemoração da Fundação da Nacionalidade - Coimbra 5 de Outubro 2011

A Causa Real e a Real Associação de Coimbra organizam no próximo dia 5 de Outubro nessa cidade um programa de comemorações da fundação da nacionalidade, ocorrida com a assinatura do Tratado de Zamora, um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela a 5 de Outubro de 1143.
Do programa da efeméride consta uma Missa Solene seguida de homenagem ao Rei Fundador, pelas 11h00 na Igreja de Sta. Cruz, seguindo-se pelas 15.00hs na sala do capítulo uma alocução de S.A.R. o Senhor Dom Duarte aos presentes, após a qual será recebido na Câmara Municipal de Coimbra.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
... e vão 7
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Paiva Couceiro, um herói português

No mesmo dia será assinada – pelos netos – a doação ao Estado português do Arquivo Pessoal de Henrique Mitchell de Paiva Couceiro (1861-1944), capitão de artilharia, explorador, combatente e administrador colonial, e um dos líderes das tentativas de restauração monárquica, após a implantação da República. No total são cerca de 40 caixas contendo mais de cinco mil documentos inéditos abarcam o período de1892 a 1956.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Os estrangeiros podem vir em equipas comprar as nossas empresas mas já não são bem vindos a dar pontapés na bola
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Desertores
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
A obra da República
Se continuassem a ser impressas brochuras como esta, de 1919, ao invés de trinta e tal páginas teriamos umas milhares só para relatar o descalabro dos últimos seis anos.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Elites
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Sai uma tónica para esta República
sábado, 20 de agosto de 2011
A arte dos artistas
Não está disponível no catálogo mas este artista devia incluir na ficha técnica, da sua performance, a qualidade da molécula que vai mandar para o cérebro e a posologia que vai ingerir. Também, devia incluir na ficha técnica a raça dos galináceos, idade e peso e, por fim, a idade legal a partir da qual se pode ver a performance e se esta é discernível para espectadores só com a escolaridade obrigatória.
Quanto ao "sonho" deste intelectual, temo que nem as galinhas nem os Xanax o ajudem a acordar para a realidade, aliás, é graças a este e muitos outros artistas que eu me sinto tão diferente.
* Fiquei a saber que a seguir a esta performance a artista colombiana Triny Prada vai fazer arte e vai cozinhar as sete galinhas, anteriormente engaioladas, num repasto que será oferecido ao público presente!!... a "arte" dos "artistas" não pára...
... porque é que estas duas performances fazem-me tanto lembrar a arte política que se pratica na República Portuguesa?
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Uma República dos Ateus
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Só um pobre de espírito pode dizer que Portugal é pequeno
Banguecoque, 10 de Junho de 2011. Crianças da comunidade luso-descendente de Santa Cruz de Thonburi. As Necessidades que abram os olhos !
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Propaganda republicana

A propaganda política é coisa antiga, não tem mal e não é novidade. Curiosa é a faiança da foto, que descobri em casa de um amigo, um brinde propagandístico “republicano”, cujo ideário do partido, como se sabe, se fundava algures entre o nacionalismo e... o anticlericalismo radical. Ler mais, aqui.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Nós os monárquicos temos um azar... somos uns tipos mais passivos, mais simpáticos, mais bonacheirões, portanto não gostamos de revoluções...
Ser monárquico é uma maneira diferente de ver o país, e sobretudo de estar no país. Mudando o regime pode-se mudar qualquer coisa, sobretudo a mentalidade das pessoas. (...) Não há nenhum país monárquico que tenha pedido ajuda ao FMI, todos os países que recorreram à ajuda financeira são repúblicas.
Rodrigo Moita de Deus, numa luminosa entrevista ao Jornal i em parceria com o Canal Q na integra aqui.
Na hora de prestar contas
«Menos dinheiro, mais História" - este um curioso título na edição de hoje do JN. Com a notícia a explicar, logo depois, que afinal não fora dez, mas sim 8,5 milhões de euros dispendidos, o ano transacto, nas comemorações do centenário da República.
Uma verba óbvia, acessivel e compatível com o grau de riqueza da maioria dos portugueses...
Mas vamos ao importante. Há aspectos parcelares realmente até à data desconhecidos e do maior significado. Então:
- As seis (6!!!) exposições alusivas levadas a cabo por todo o País absorveram 59,2% do mencionado dispêndio. Total dos visitantes dos mencionados certames: 228.478 pessoas - menos do que a população da Amadora...
- Na edição de diversas publicações sobre o tema escoaram-se 5,3% desses famigerados milhões. Como se intitulavam elas? Quem as leu? Nas mãos de quem estão esses «principais legados da iniciativa»?
- Sobreleva-se o «envolvimento massivo das autarquias». Pessoalmente, de quase nada me apercebi. Salvo de algumas corajosas e pedagógicas realizações de Escolas Secundárias, onde se confrontaram em debate convidados monárquicos e republicanos. (Fui, de resto, participante, como defensor do lado de cá). Com manifesta vantagem de argumentos e adesão do público relativamente à Instituição Real.
- O relatório conclui pela valia do aprofundamento do estudo dos antecedentes da I República e das «primeiras revoltas contra a ditadura do Estado Novo». Neste ponto, se calhar não apresento discordâncias - a República passou 48 dos seus 100 anos a lutar consigo mesmo.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
De José Mattoso

"Filósofo, místico e referência ética nacional, são três os adjectivos com que definiria esta personagem ímpar da nossa vida cultural. Já foi monge e, perante a perplexidade da vida, considera Deus, como aquele que “preenche todo o vazio e responde a todas as perguntas” e critica acidamente os valores prevalecentes, afirmando: “o domínio da técnica não garante o exercício da sabedoria”.
Embora acreditando nas virtualidades do 25 de Abril, nem por isso, se revê nos seus frutos: “incapazes de resolver problemas relacionados com a organização social e económica, os políticos desenvolveram estratégias de ataque pessoal e de descrédito, que ainda hoje dominam a luta pelo poder”. E elege duas figuras como paradigmas nacionais: Alexandre Herculano e Dom Duarte, não se esquecendo de Camões, “épico” demais para o seu gosto e Fernando Pessoa, que considera “demasiado paradoxal”.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Só
sábado, 16 de julho de 2011
Otão de Habsburgo
sábado, 9 de julho de 2011
A República e o terrorismo
Se temos terrorismo e crime organizado em Portugal? Temos. De fato-e-gravata e de fato-macaco. E não são do IRA.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
A república da boçalidade
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Amanhã, em S. Vicente de Fora

Durante décadas aprendeu a renegar tudo aquilo em que acreditava, almejando substituir aquele que fora o seu mentor. Governou Portugal, não teve coragem e não conseguiu uma transição como aquela que anos mais tarde se verificaria em Espanha. Por vezes intrigando e noutras procurando dramatizar, frequentemente minimizou os problemas da guerra e do desenvolvimento. Partiu para jamais voltar, vivo ou morto. Deixou bem expressa a sua vontade: voltar para Portugal? Nunca! Este português de nascimento foi Marcelo Caetano. Hoje o seu legado é palpável, pois o actual regime rotativo, é dominado pelos herdeiros que deixou em todos os postos relevantes do poder. A ANP é um resumo do PS e do PSD.
D. Maria Pia de Sabóia foi Rainha e chegando a este país na adolescência, aqui para sempre quis ficar. Sem a vontade ou a capacidade introspectiva daquela que seria a sua nora, conseguiu concitar a quase unanimidade do país, rendido ao seu sentido do dever e tão importante quanto a obrigação, à forma como soube praticar o seu ofício. Não foi dada a actos cuidadosamente ponderados e que visavam o futuro e o bem comum e em contraste com D. Amélia de Orleães, amava a etiqueta, os grandes actos públicos, possuindo aquele sentido de oportunidade que aqueles poderiam significar. Nos actos públicos, por vezes tornava-se numa expontânea e o povo amava-a por isso mesmo. Não se tratava da mera vaidade pessoal de quem se vira alçada a uma posição de discutível vantagem, sendo Portugal um país de escassos recursos e onde a estabilidade política era sempre posta em causa pelas paixões partidárias e efabulações de uma grandeza que não voltou. A Rainha talvez possa ser considerada como alguém que compreendeu a necessidade de uma proximidade com a população, sendo esta receptiva a demonstrações de atenção que de outra forma jamais chegariam. Passando o óbvio anacronismo, D. Maria Pia foi uma Rainha moderna nas relações públicas do Estado e hoje não estranharíamos a sua visibilidade e o cuidado que punha nas suas aparições públicas. Desde o estudar de tons da indumentária e as manifestações de respeito e deferência para com os mais humildes, até ao preciso local onde se ajoelharia em acção de graças - num momento cronometrado ao segundo e que conseguia um "inesperado" raio de sol que rasgava os vitrais e lhe iluminava a ruiva cabeleira -, a Rainha parece ter compreendido a psicologia das multidões. Será desnecessário mencionar as bem conhecidas obras de benemerência, o bom gosto que deixou nas residências onde viveu, ou o seu apego aos preceitos constitucionais que um dia a levariam a desabridamente enfrentar um espantado e prepotente marechal Saldanha.
D. Maria Pia quis ser portuguesa e soube sê-lo. No seu retrato oficial dispensou jóias e apenas se embelezou com as cores nacionais, bastando-lhe isso para mostrar quem era. Ao contrário de Marcelo Caetano, não intrigou para derrubar potenciais adversários, não enviou rapazes para a guerra, não mentiu e não quis fugir. Mais importante ainda, na hora da morte pediu que o seu leito fosse deslocado, de modo a que o seu derradeiro olhar partisse em direcção à sua pátria adoptiva, o distante Portugal.
Passam cem anos desde a sua morte. Exige-se uma reparação à mulher que não culpou o país pelo assassinato do filho e do neto, pelos enxovalhos a que a baixa política panfletária submeteu o marido e a ela própria. A 5 de Outubro de 1910, perguntava espantada porque razão partia, sabendo que em Portugal estaria segura, acontecesse o que acontecesse. Conhecia a população que aprendera a ver naquela Rainha uma grandeza passada e teve aquele sentido do servir que após a sua presença no pináculo do Estado, apenas a sua nora conseguiu durante algumas décadas manter incólume.
Não bastará uma simples e discreta trasladação à "maneira da 2ª República". Exige-se mais, pois tratar-se-á da justiça reparadora. O regresso da rainha D. Maria Pia a Portugal, deverá ser um grande momento de reconciliação dos portugueses consigo próprios, no exemplo da soberana que tendo nascido estrangeira, soube ser mais patriota que muitas consideradas luminárias de tempos passados e do presente. Como em todos os momento difíceis, quer-se grandeza e o sentido da plena compreensão da nossa História. Apenas isso.
Amanhã, 5 de Julho de 2011, será um dia de reparação. Em S. Vicente de Fora, naquele lugar onde um dia será definitivamente recolhida, reunir-se-ão aqueles que não querem nem podem esquecer. Nesta hora de todas as ameaças, o exemplo de D. Maria Pia serve de lição. Saibamos merecê-la.
domingo, 3 de julho de 2011
Municipalismo: uma Causa Real
Este estranho fenómeno que constitui a Nação Portuguesa, um irredutível povo num pobre território sitiado no extremo ocidental da Europa, teve a sua génese, expandiu-se e desenvolveu-se, da Idade Média à diáspora dos Descobrimentos, até ao regime parlamentar constitucional, alicerçado em duas fundamentais e resilientes instituições que organicamente se equiponderavam: a Instituição Real e os Municípios.
A primeira, uma fórmula politicamente isenta e unificadora dum Estado disputado pelos eternos partidos (nas suas diversas fórmulas de “partes” na corrida pela governança) foi barbaramente derrubada entre 1908 e 1910, tendo sido substituída por uma tosca ficção de isenção e desapego, conhecida por “presidente”.
A segunda Instituição, os Municípios, o último reduto da autonomia local, contra a macrocefalia do Estado, prepara-se para ser violentamente atacado pela tecnocracia dos gabinetes da Praça do Comércio.
Pela minha parte, não me parece que a desregulação, o caciquismo ou o despesismo municipal se possam resolver com um novo mapa autárquico desenhado e régua e esquadro: acontece que, no caso de se fundirem duas autarquias de dez mil habitantes que empreguem cada uma metade dos seus eleitores, a despesa camarária em assistencialismo ou emprego artificial simplesmente duplicará. Na mesma proporção das rotundas, fontanários ou ruas desertificadas. A matriz que proporcionou a nossa Nação, essa continuará a ser metodicamente desmantelada pelo prato de lentilhas que hoje é o mito duma federação europeia. Esta não é uma causa para o Sr. Fernando Ruas nem do Bloco de Esquerda ou de Direita: esta deverá ser uma Causa Real.
sábado, 2 de julho de 2011
Iconografia republicana
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Um discurso importante
Os tempos de crise vão-nos trazer privações mas também vêm exigir reflexão. Este é o momento de olharmos para o que somos. Para este país tão desaproveitado. Para a sua costa atlântica com Portos tão ameaçados, para uma fronteira tão vulnerabilizada, para um património cultural tão desaproveitado.
Temos de perguntar até onde deixaremos continuar o desordenamento do território, que levou a população a concentrar-se numa estreita faixa do litoral, ocupando as melhores terras agrícolas do país e esquecendo o interior, reduzido a 10% do PIB.
Temos de perguntar à economia portuguesa por que razão os bens de produção são despromovidos perante os “serviços”, o imobiliário, e ultimamente, os serviços financeiros. O planeamento das próprias vias de comunicação se subjugaram a essa visão.
Temos de perguntar até onde o regime democrático aguenta, semana após semana, a perda de confiança nas instituições políticas e uma atitude de “caudilhização” do discurso.
Temos de perguntar até onde continuaremos a atribuir recursos financeiros a grandes naufrágios empresariais, ou a aeroportos e barragens faraónicas que são erros económicos.
Temos de perguntar até onde o sistema judicial aguenta, sem desguarnecer os direitos dos portugueses, a perda de eficácia e a morosidade crescente dos processos.
Temos de perguntar se não deveríamos estabelecer um serviço de voluntariado cívico em que os desempregados possam prestar um contributo à comunidade.
Temos de perguntar até onde as polémicas fracturantes que só interessam a uma ínfima minoria política, não ofendem a imensa maioria das famílias, preocupadas com a estabilidade pessoal e económica.
Temos de perguntar como vamos aproveitar o ciclo eleitoral que se avizinha, a começar pelas eleições europeias, onde será desejável que apareçam independentes que lutem pelos interesses nacionais.
Temos de perguntar se nas relações lusófonas, estamos a dar atenção suficente às relações especiais que sempre existiram entre Portugal e o Brasil.
Para ultrapassarmos as dificuldades, precisamos de todos os nossos recursos humanos em direcção a uma economia mais “real”, mais sustentada, mais equitativa, uma economia em que respirem todas as regiões a um mesmo “pulmão”.
Apesar de tudo, o nosso sector bancário fugiu das estrondosas irresponsabilidades dos congéneres mundiais. Saibam os Governos regulamentar os apoios para as empresas grandes, médias ou pequenas mas que sejam produtivas.
Em regime democrático, exige-se processos e discursos ditados pelo imperativo de responsabilidade. A equidade e integridade territorial só poderão ser obtidas com a participação de todos, e com sacrifícios para todos.
Estamos confiantes que somos capazes de fazer das nossas fragilidades as nossas maiores vantagens. Onde outros tiveram soluções muito rígidas que falharam, nós venceremos promovendo os portugueses que lutam por um país de imensas vantagens competitivas.
Mostremos como somos um grande País, uma Pátria em que todos cabem porque acreditam na Democracia. Portugal precisa de mostrar o seu projecto para o século XXI. Pela minha parte, e pela Casa Real que chefio, estou, como sempre, disponível para colaborar.»
Dom Duarte de Bragança - Discurso de encerramento no I Congresso Marquês de Sá da Bandeira, em 03 de Março de 2009.











