quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Altos voos



Não seria uma excelente ideia se "certa gente" começasse a dar o exemplo e prescindisse deste tipo de ataques pequeno-burgueses?

domingo, 16 de outubro de 2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Mais um "Instituto" verde-tinto

Diz o patrão desta "sociedade": “Vai ser uma escola de valores e de princípios que é necessário aprofundar” e vai promover cursos, publicações e conferências, acrescentou o advogado e gestor empossado como figura máxima do GOL, obediência com cerca de 2000 membros distribuídos por cerca de 90 lojas (estruturas autónomas) em todo o país. “O Instituto dará um conhecimento mais pedagógico à sociedade do que é a maçonaria”, afirmou.
Perceberam? Sempre que a coisa descamba e o barco está a ir ao fundo esta "sociedade" balança-se para o frenesim. Será que neste Instituto Português de Estudos Maçónicos também se vai ensinar a balear chefes de estado e a colocar bombas em manifestações ou será apenas um edifício de aprendizagem e colocação para o chupismo dos recursos públicos?

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Adoentados

Os dados dizem que o nº de pessoas que se deslocam às urgências tem estado a aumentar. Estes dados parecem reflectir, depois de uma redução acentuada entre 2006 e 2009, que a crise está a tirar as pessoas dos seguros médicos e dos consultórios particulares. Como não há médicos suficientes nos centros de saúde o povo dirige-se para os hospitais. Esta migração tem duas consequências, faz aumentar a despesa pública (deste SNS bem gordo e sedento) e faz aumentar o tempo de espera para aqueles que realmente se encontram de verdadeira urgência médica. Com a saúde não se brinca, dizem, apenas com a nossa saúde mental e moral. A "Crise" tem destas crises. A nossa, da República, já dura há muito. Somos um povo adoentado.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Um sonho de 5 de Outubro

Ontem, tive um sonho de 5 de Outubro. Pelo almoço, um repasto de sonho (que bem dirige estes eventos a minha prima Rosarinho!) com dezenas de familiares numa quinta de família, em Mansores. Ao jantar, em casa de uma das minhas tias, um jantar de aniversário, de uma outra tia, com os meus irmãos e a nossa descendência. Ao deitar um sonho peculiar! Ainda antes da meia-noite desse dia, sonhei que estava a dar uma entrevista na televisão (sonho inédito)! Falava e falava contra os corruptos que nos governavam, dos terroristas que implantaram a República, da escumalha que apoiava o terrorismo como forma de implantar um estado de "direito", das anedotas de "presidentes" que tivemos na I e II república, dos presidentes saídos da corruptela partidária do pós-25 de Abril, dos esquemas e falcatruas que o regime permite, do autismo de que padece o cidadão português. Já alto no sonho, disse para o ecrã que ia para a rua e que o povo se me juntasse para um golpe de estado!!! Vi-me na rua, de megafone, a comandar uma multidão vestida de branco (!) a derrubar a república e a ver a monarquia renascer naturalmente (apareciam bandeiras brancas com o escudo real ao centro nas varandas dos prédios), sem tiros apenas com palavras de ordem e a dirigir centenas de pessoas apressadas; os militares também estavam fardados de branco (!), dezenas de prisões erguiam-se; o sonho parou quando eu estava a ditar a lista dos governantes que iam a julgamento sumário pelo estado da nação, todos, sem excepção. Espevitei, acordei. Foi o cansaço, com certeza, ia precisar de várias semanas para alinhavar a lista. Que sonho de 5 de Outubro.

Um 5 de Outubro de todos os portugueses

Há três anos consecutivos que a Causa Real vêm disputando o palco político proporcionado pelo 5 de Outubro com considerável sucesso, sempre granjeando entrevistas e reportagens nos telejornais, imprensa e rádios nacionais. Este ano, os monárquicos militantes concentraram-se em torno do Chefe da Casa Real Portuguesa na cidade de Coimbra, onde perante a sinistra crise de soberania nacional, homenagearam o espírito heróico do seu rei fundador por ocasião do 868º aniversário da assinatura do tratado de Zamora.

Reportagem tvi aqui

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Falando em "marquises"...



Após um patético e encomendado intróito grasnado por uma menina muito ao estilo da propaganda do Dr. Goebbels, tivemos o prato forte da ora.
Num razoável e decerto inconsciente exercício de autocrítica com laivos quase maoístas, o Mr. Deficit de serviço contabilizou as oportunidades colocadas em termos de empréstimos sobre as "nossas" mesas ministeriais. Sem proferir uma única palavra relativa à sua ruinosa gestão como primeiro-ministro, o já avançado avô do défice das contas públicas veio dizer-nos que ..."durante alguns anos foi possível iludir o que era óbvio" e viveram-se ..."tempos de ilusões". Num auto-bofetão, acrescentou ainda alguns anos perdidos na ..."letargia do consumo fácil e na ilusão do despesismo público e privado".

Num discurso normalmente escrito por um serviçal disponível entre as grosas de assessores pagos a expensas do contribuinte - eufemisticamente conhecido como Erário Público -, acaba por enterrar quase trinta anos de carreira intensa e exclusivamente política, liquidando de uma penada, as manigâncias pretensamente económicas que abusivamente asfaltaram o país de norte a sul, descalcificando os cofres que abarrotaram de verbas colocadas à disposição pela "Europa" (Alemanha). Coortes de futuros consagrados meliantes arrastados para os lugares chave do poder, centos de milhar de novos funcionários públicos entrando pela porta de serviço do(s) Partidos(s), uma inaudita emergência de yuppies de cabelos compridos e bem oleados de gel, a barulhenta jeepalhada que substituiu tractores e os tais dois pequenos apartamentos T3 de algarvios investimentos que refundiram em betão, aquela traineira da faina outrora familiar. A todo este ridente progresso, acrescente-se o bem cavaquista ímpeto demolidor dos centros urbanos à mercê da cupidez imobiliária, as digestivas brincadeiras bolsistas, os negócios explosivos das amizades escusas, a total e subserviente cedência diante da prepotência estrangeira e pior que tudo, a completa rendição perante os espanhóis. Esta ultrajante República, consegue a proeza de numa brisa de pouco mais de duas décadas, liquidar a presença económica portuguesa no antigo Ultramar e os dados oficiais hoje trauteados pela televisão estatal, remetem as nossas trocas comerciais com os PALOP, ao ínfimo patamar de 1%, ao qual acrescenta-se mais uma unidade no que se refere ao Brasil. É um desastre praticamente irreparável, um verdadeiro Alcácer Quibir sem o remédio que há 350 anos era possível para a ambicionada cura: a posse do conhecimento das redes do comércio internacional de então, a presença pluricontinental e sobretudo, a vontade do querer fazer e de garantir a independência, por muito improvável que ela parecesse.

O nosso Mr. Deficit carrancudamente nos avisa acerca do "vivermos acima das nossas possibilidades" e quase parafraseando Salazar - o reconhecidamente inatingível alter ego -, apela à "austeridade digna", rejeitando-se os "gastos desmesurados" e insistindo no patriótico dever de consumirmos aqueles produtos que ele próprio fez um dia desaparecer das prateleiras dos mercados.

"Valor republicano da austeridade digna", balbucia. Assim sendo, comece ele próprio a dar o exemplo, prescindindo de 50% da lista civil e da criadagem engravatada repescada nos recônditos clubísticos dos interesses de onde ele próprio um dia saiu para a ribalta que nos encadeia e exaure. Siga o exemplo do vizinho João Carlos e passe a consumir uns módicos 8 milhões anuais. Já é muito e chegam e sobejam para este desastroso marquisamento mental a que submeteu este país.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Contra a resignação, por aquilo que nos une!


Todos a Coimbra 5 de Outubro 15,00 junto à sala do Capítulo da Igreja de Santa Cruz em na homenagem ao nosso rei fundador. Contra a resignação, por aquilo que nos une: Portugal

Que grande pivete


Amanhã, no dia 5 de Outubro, patuscos e mentores da republicanite vão orar a favor da causa republicana. Vão repetir o mesmo discurso do ano passado, do ano anterior e dos anteriores. No meio da festa, por certo, vazia de adeptos, vão falar da "Liberdade", dos "Direitos" como filhas da República e vaticinar muita saúde e amigos também. É notório que todos os anos, falam da desnudada como sendo a era primogénita da pátria, como se Portugal tivesse começado nesse dia a sua obra. Realmente, começou. ... a obrar! Fujam da latrina-república. Que grande pivete... ...!

sábado, 1 de outubro de 2011

A República esburacada


Para que não hajam dúvidas convém esclarecer que, o "buraco" de 6 mil milhões de euros nas contas da ilha da Madeira significam 6 mil milhões gastos aquém do orçamentado!! Gastos que foram pagos, em vias de pagar ou em risco de não serem pagos (o que representa, igualmente, prejuízo material). E, como obscenamente diz o governador do arquipélago, o "buraco" – indecoroso e a descoberto – da República é bastante maior. Convinha que o jornalismo, de chinelo, tenha pudor e dê o mesmo tratamento aos governantes do continente que dão a João Jardim e os classifiquem com os mesmos epítetos! Que rica vala comum os recentes políticos escavaram.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Venha o Rei

Hoje estive a dirigir a montagem de uma importante exposição. E, na vicissitude dos vários problemas surgidos, lembrei-me deste regime republicano! Tal e qual. Foi, corta e substitui. Não basta falar das peças, há que mudar o tabuleiro! Sem preconceitos; com projecto.
A mudança que o país precisa não se faz só por mudanças de roupagem. Mudam-se as vontades, mudem-se os tempos e modos de regime. Caia a República, mude-se a orgânica, faça-se a lavagem da esterqueira, esprema-se a "democracia" e vamos a ver o que isto dá!!! Por muito que os falsos "Moisés" nos queiram levar para a margem das falhadas "virtudes",  a travessia deste deserto só se fará com a esperança. Por algo novo,  transformador e egrégio.

Bater no ceguinho

Não gosto de unanimismos. Assim, foi pasmado que assisti ontem ao debate entre jornalistas na SIC Notícias sobre a inédita entrevista ao presidente da república: nenhum dos convidados fez o mais pequeno esforço por disfarçar a sua antipatia para com o personagem, sendo que os esgares de ressentimento de António José Teixeira pareceram-me até despudorados. Deste fenómeno de unanimidade do “quinto poder” que se evidencia há muito, pelo menos desde que se começou a adivinhar a inevitável a reeleição de Cavaco, o que me aflige mesmo é a dificuldade dos jornalistas tirarem daí as devidas ilações: o modelo semipresidencialista remete-nos para uma mistificação a respeito dos poderes e isenção do cargo. Um mito benigno para os da sua facção, maligno para os seus detractores, trágico para a Nação. Ou seja, a falta de uma Chefia de Estado orgânica é bem mais grave quando o país se acerca do olho do furacão e carece como nunca dum sólido símbolo de unidade.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sóquete tigela

A imprensa de sóquete tigela teima em colocar epítetos em numerosas personagens. Vive-se a moda de enunciar as pessoas por um só nome ou apelido {Freitas, o Esteves, Carvalhas} – como se toda a gente reconhecesse a "figura" como "representante" desse nome –, vive-se a mediana de apresentar as pessoas por uma suposta "qualidade". No que toca ao "jet Set", então, a coisa é caricata. Um conhecido travesti é apelidado de "Conde" – "o" Conde –. Sei que para muitos, dos que escrevem e dos que lêem, colar um Conde, ou afim, à "qualidade" (pela falta dela!) de certas pessoas é motivo de regozijo, de deixar espuma e satisfação nas entranhas. É algo que lhes está nos ossos, herdado, certamente, pelos sonhos do igualitarismo de cacete. 
Nem todos têm de entender/perceber de história, da história das sociedades, das regras de nobilitação do antigo regime, mas desfigurar um título colando-o ao sabor dos complexos é falta de cultura e de gosto. Toda a gente quer ser qualquer coisa, um degrau acima, a República agradece e distribui os baptismos com  Donas, com Senhoras Donas, com Doutôras, os Stôres, os Senhores engenheiros, os "Reis", da bola, da música e variedades. "Ó Rica" sociedade de meia, não, sóquete tigela.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Heroico ato

Um ato do ativo ator Joaquim, cheio de ação e efetiva conceção, e de excecional tato mental, fez com que o público tivesse uma reação coletica de profunda estupefação pelo introito. Joaquim adotou uma postura seleta e vai daí de jiboia, cato e boia na mão atirou uma joia para a plateia – os que o veem nesta atitude  de correção e exata postura enchem de palmas o noturno teatro. Que excecional talento deste ator, de tão bom aspeto, que também é arquiteto, diretor, colecionador, confecionador e um reto e seletivo cidadão, curiosamente, batizado no Egito nesse distante verão de 1960. Ele é uma autentica autoestrada de estoicismo e há de, um dia, chegar a presidente da agroindustria local. Podem crer os que me leem e os que me releem.


*prosa escrita ao abrigo do "acordo (!) ortográfico" desta abastardada III República

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Fuga de Peniche


O Professor, licenciado, João Serra, que preside actualmente à Guimarães2012, capital europeia da cultura, amigo, instalado e ex-chefe da casa civil do ex-presidente Jorge Sampaio, vai em Peniche proferir uma conferência sobre a Republica (e que local tão simbólico para a II República)! O que nos poderá dizer este "Grande Oficial" da "Ordem da Liberdade" sobre o republicanismo? A nós nada. Sobre Republicanismo tudo. De facto, a República instalou-se pelo "republicanismo", ou seja, pelo "saber estar na República"!! É um "Grande" tema. Oportuno. As minhas orelhas já estão a ferver ainda o inflamado tema não foi proferido. Aos homens e mulheres que prezam a Liberdade de ideias e convicções, fujam. Quais camaradas, fujam. Fujam de Peniche.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Comemoração da Fundação da Nacionalidade - Coimbra 5 de Outubro 2011

A Causa Real e a Real Associação de Coimbra organizam no próximo dia 5 de Outubro nessa cidade um programa de comemorações da fundação da nacionalidade, ocorrida com a assinatura do Tratado de Zamora, um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela a 5 de Outubro de 1143.
Do programa da efeméride consta uma Missa Solene seguida de homenagem ao Rei Fundador, pelas 11h00 na Igreja de Sta. Cruz, seguindo-se pelas 15.00hs na sala do capítulo uma alocução de S.A.R. o Senhor Dom Duarte aos presentes, após a qual será recebido na Câmara Municipal de Coimbra.

Transportes a partir de Lisboa

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

... e vão 7


Esta mania de eleger as "maravilhas" tem tanto de patético como de pernicioso. Por um lado denota o perfil feirante das mentes proponentes das "maravilhas", por outro tem o perigo de comprimir um todo de características e conhecimento numa nota de enciclopédia. Pior, faz-nos tender a resumir numa emoção o "objecto" que vai a "votos"!! Se a democracia faz com que os políticos eleitos o sejam, muitas vezes, por minoria, esta ideia de levar a "democracia" sobre todas as coisas tem o seu quê de diurético. Mas, foi para isto que também se fez o "25 de Abril"...
Uma ideia para os senhores promotores destas eleições: elegerem as 7 mer_avilhas da coisa pública nacional-republicana.* 

* Nesta altura de crise, para resfriar os custos, pode-se aproveitar, até, o logo das comezainas de garfo e faca, tem tudo a ver; falta só acrescentar uma desnudada ou um barrete.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Paiva Couceiro, um herói português

Será apresentado na próxima quarta-feira, 14 de Setembro, às 18h30, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo «Paiva Couceiro, Diários, Correspondência e Escritos Dispersos», do historiador Filipe Ribeiro de Meneses (Dom Quixote). situado A cerimónia será presidida pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

No mesmo dia será assinada – pelos netos – a doação ao Estado português do Arquivo Pessoal de Henrique Mitchell de Paiva Couceiro (1861-1944), capitão de artilharia, explorador, combatente e administrador colonial, e um dos líderes das tentativas de restauração monárquica, após a implantação da República. No total são cerca de 40 caixas contendo mais de cinco mil documentos inéditos abarcam o período de1892 a 1956.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Os estrangeiros podem vir em equipas comprar as nossas empresas mas já não são bem vindos a dar pontapés na bola


"O Presidente da República, Cavaco Silva, condecorou nesta terça-feira a selecção portuguesa de futebol de sub-20 que se sagrou vice-campeã no Mundial da categoria, que decorreu na Colômbia". – Os jogadores foram empossados "cavaleiros" da Ordem do Infante Dom Henrique, e para a equipa técnica a "Comenda" da Ordem do Infante Dom Henrique. Bem, não vou fazer comentários sobre a contradição que é esta República distinguir cidadãos, quando propala a igualdade de punhos cerrados, muito menos sobre a mercê de "Cavaleiro", mas não me posso deter sobre os comentários que o Presidente fez sobre o número de jogadores estrangeiros a jogar em Portugal. – Então o Sr. Presidente não gosta dos feitos dos nossos jogadores que jogam no estrangeiro? Então não somos um país moderno? Que vocemeçês quiseram globalizado? Invadido por tudo quanto é marcas? Invadido por tudo quanto é gostos e desgostos? Invadido por tudo quanto é conceitos e tiques do estrangeirismo? Vocemeçês não passam a vida lá fora a estender a mão e a pedir para os de fora virem investir (comprar) o que é nosso? Se tudo o que temos é maioritariamente forasteiro porque raio não podemos ter jogadores de aquém e além mar a dar uns pontapés numa bola?


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Desertores


No mundo (à parte) do futebol, o seleccionador "nacional" disse que o jogador Ricardo Carvalho era um "desertor". Desde logo a imprensa escrita e falada convocou as autoridades intelectuais e morais para debater este epíteto. Eu sei o que significa Desertor. O Ricardo Carvalho lá teve as suas razões, eu diria que foi mal educado, mal criado, mal humorado, deselegante, pretensioso, incumpridor, mas desertor é uma expressão que remete para um contexto uns andares bem acima do condomínio relvado onde vinte e poucos se entretêm a correr e a ganhar muito dinheiro e tempo de antena. Desertar pode estar associado a Covardia, pode estar associado a Traição. Um desertor também é alguém que foge, mas entre fugir e abandonar há muitas diferenças e o medo – enquanto emoção indutora da fuga – não é desculpa pláusivel se o corpo mental do indivíduo for constituído por princípios e valores éticos e afectivos. Depois há a Coragem; nas minhas quatro décadas de vida aprendi que a coragem cruza-se com o carácter e que apenas parte dela é submetida na massa muscular.
No Portugal real eu conheço desertores, porventura bem amados pelo povo, bem amados pela conveniência da "situação", desculpados pela ocorrência das historietas, desertores desculpados pelo regicídio, pela "república", desculpados pelas "revoluções", pelos cravos, pelas rádios argelinas, pelas "descolonizações", pelo pântano, pela tanga. Se a esses o povo chama "heróis" porque haveria o Ricardo Carvalho ser um desertor?

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A obra da República

A ver.

Se continuassem a ser impressas brochuras como esta, de 1919, ao invés de trinta e tal páginas teriamos umas milhares só para relatar o descalabro dos últimos seis anos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Elites


No decurso da pergunta do Miguel Castelo Branco, "Há elites em Portugal?" eu digo que há e que houve. Elites que não no campo político. Pensando bem, desde o séc. XVIII que a política só atraiu gente menor, interesseira e criou escola no Liberalismo. Olhar para as elites políticas é olhar para um ocupado espaço vazio de gente. Fora da vida política, a que interessa mas que também está sobre a alçada da gente que governa, existem elites composta por cidadãos íntegros e distantes da choldra. O nosso problema não é só a falta de gente que imponha credibilidade é a noção, martelada pela propaganda do igualitarismo, que recita ao povo a lenga-lenga dos direitos, do direito às vagas das cadeiras do poder. Depois, o povo hipnotizado pelo romance desta democracia republicana não distingue o odor do trabalho do odor do roubo. Não distingue o público do privado. Não distingue honra de pretenciosismo. Nunca vislumbraria uma elite porque para o povo esclarecido "elite" é algo que já devia ter sido esmagado numa qualquer revolução.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Sai uma tónica para esta República

Os jornais andam pródigos em comentar as medidas e mais "medidas" que o FMI e este governo andam a fazer. A mais notória é a tónica do "fechar". Fechar "organismos", fechar escolas, fechar hospitais, fechar empresas municipais, fechar "um ciclo"... Se fecham é porque não devem estar abertas, em uso, não deviam ter aberto; são, porventura, dispensáveis. Esta é a tónica da República: abrir e fechar, à custa da despesa, porque pela despesa se "fecha e se abre"... a seguir. Tenho pena é que, estes "eleitos", não cheguem à conclusão que também devem fechar as Procuradorias, os Supremos disto e daquilo, os Governos Civis (estão já foram), as Chupadorias e toda a artilharia de presidências que se implantou nos últimos cem anos ao som dos tambores "é tudo nosso". No fundo estão a reconhecer a tónica da República e do que esta é e se tornou, uma imensa avença de interesses que borbulham nos brindes sigilosos, uma extensa promiscuidade entre Pátria, Estado e propriedade privada, entre serviço e carreirismo.

sábado, 20 de agosto de 2011

A arte dos artistas


Um artista português de nome Nuno Oliveira vai passar três dias numa gaiola (desenhada por si) na companhia de sete galinhas e sob o efeito de sedativos para demonstrar ao mundo a experiência "sonho que somos iguais"! Para quem pretender ir ver, é na Bienal de Cerveira (podem ir e visitar a vila que é muito bonita, passear e voltar que a performance acaba só no Domingo).
Não está disponível no catálogo mas este artista devia incluir na ficha técnica, da sua performance, a qualidade da molécula que vai mandar para o cérebro e a posologia que vai ingerir. Também, devia incluir na ficha técnica a raça dos galináceos, idade e peso e, por fim, a idade legal a partir da qual se pode ver a performance e se esta é discernível para espectadores só com a escolaridade obrigatória.
Quanto ao "sonho" deste intelectual, temo que nem as galinhas nem os Xanax o ajudem a acordar para a realidade, aliás, é graças a este e muitos outros artistas que eu me sinto tão diferente.


* Fiquei a saber que a seguir a esta performance a artista colombiana Triny Prada vai fazer arte e vai cozinhar as sete galinhas, anteriormente engaioladas, num repasto que será oferecido ao público presente!!... a "arte" dos "artistas" não pára...
... porque é que estas duas performances fazem-me tanto lembrar a arte política que se pratica na República Portuguesa?


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Uma República dos Ateus

O "Presidente" da Associação Ateísta Portuguesa diz hoje numa entrevista ao DN que acha muito bem a manifestação dos ateus, laicos, homossexuais e "indignados" em Madrid e que, se pudesse, gostaria de ter ido. Também eu gostaria de ter ido, para manifestar a minha fé. Depois diz que em Portugal os ateus devem manifestar-se contra os poderes da Igreja ( visto que "existem cada vez menos católicos"), contra os privilégios das Misericórdias. Para este "Presidente" o Estado devia assumir tudo e retirar "os benefícios que a Igreja goza em campos como a educação e saúde". O que este "Presidente" não disse era se, caso a Igreja fosse expulsa ao estilo do tempo e modo do "mata-frades", a sua associação (e os associados) passaria a oferecer sopa, roupa e carinho às milhares de famílias e abandonados que recorrem (e sempre recorreram) às instituições de inspiração cristã. Coitados dos desesperados na "República dos Ateus"...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Só um pobre de espírito pode dizer que Portugal é pequeno


Banguecoque, 10 de Junho de 2011. Crianças da comunidade luso-descendente de Santa Cruz de Thonburi. As Necessidades que abram os olhos !

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Propaganda republicana

A propaganda política é coisa antiga, não tem mal e não é novidade. Curiosa é a faiança da foto, que descobri em casa de um amigo, um brinde propagandístico “republicano”, cujo ideário do partido, como se sabe, se fundava algures entre o nacionalismo e... o anticlericalismo radical. Ler mais, aqui.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Nós os monárquicos temos um azar... somos uns tipos mais passivos, mais simpáticos, mais bonacheirões, portanto não gostamos de revoluções...

Ser monárquico é uma maneira diferente de ver o país, e sobretudo de estar no país. Mudando o regime pode-se mudar qualquer coisa, sobretudo a mentalidade das pessoas. (...) Não há nenhum país monárquico que tenha pedido ajuda ao FMI, todos os países que recorreram à ajuda financeira são repúblicas.

Rodrigo Moita de Deus, numa luminosa entrevista ao Jornal i em parceria com o Canal Q na integra aqui.

Na hora de prestar contas

«Menos dinheiro, mais História" - este um curioso título na edição de hoje do JN. Com a notícia a explicar, logo depois, que afinal não fora dez, mas sim 8,5 milhões de euros dispendidos, o ano transacto, nas comemorações do centenário da República.
Uma verba óbvia, acessivel e compatível com o grau de riqueza da maioria dos portugueses...
Mas vamos ao importante. Há aspectos parcelares realmente até à data desconhecidos e do maior significado. Então:

- As seis (6!!!) exposições alusivas levadas a cabo por todo o País absorveram 59,2% do mencionado dispêndio. Total dos visitantes dos mencionados certames: 228.478 pessoas - menos do que a população da Amadora...

- Na edição de diversas publicações sobre o tema escoaram-se 5,3% desses famigerados milhões. Como se intitulavam elas? Quem as leu? Nas mãos de quem estão esses «principais legados da iniciativa»?

- Sobreleva-se o «envolvimento massivo das autarquias». Pessoalmente, de quase nada me apercebi. Salvo de algumas corajosas e pedagógicas realizações de Escolas Secundárias, onde se confrontaram em debate convidados monárquicos e republicanos. (Fui, de resto, participante, como defensor do lado de cá). Com manifesta vantagem de argumentos e adesão do público relativamente à Instituição Real.

- O relatório conclui pela valia do aprofundamento do estudo dos antecedentes da I República e das «primeiras revoltas contra a ditadura do Estado Novo». Neste ponto, se calhar não apresento discordâncias - a República passou 48 dos seus 100 anos a lutar consigo mesmo.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

De José Mattoso



"Filósofo, místico e referência ética nacional, são três os adjectivos com que definiria esta personagem ímpar da nossa vida cultural. Já foi monge e, perante a perplexidade da vida, considera Deus, como aquele que “preenche todo o vazio e responde a todas as perguntas” e critica acidamente os valores prevalecentes, afirmando: “o domínio da técnica não garante o exercício da sabedoria”.
Embora acreditando nas virtualidades do 25 de Abril, nem por isso, se revê nos seus frutos: “incapazes de resolver problemas relacionados com a organização social e económica, os políticos desenvolveram estratégias de ataque pessoal e de descrédito, que ainda hoje dominam a luta pelo poder”. E elege duas figuras como paradigmas nacionais: Alexandre Herculano e Dom Duarte, não se esquecendo de Camões, “épico” demais para o seu gosto e Fernando Pessoa, que considera “demasiado paradoxal”.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Os mandatários da campanha de Aníbal Cavaco Silva informaram que só gastaram 1,79 milhões de euros, metade do que a lei permitia gastar e que desse montante 89% foi suportado por "Donativos". Só. Se auferirmos as contas dos outros candidatos, a campanha global não deve ter andado longe dos 10 milhões de euros. Na verdade, para eles é pouco. Só parece muito para aqueles que acham que o dinheiro dos impostos não devia andar a pagar as candidaturas a um emprego (bem pago) de um cidadão (alinhado por um partido político). Mas a República é isto!! Todos dão mesmo não querendo dar... donativos.

sábado, 16 de julho de 2011

Otão de Habsburgo

Vai hoje a sepultar, aquele que foi o maior austríaco do século XX. Debalde procuraremos revolver a memória, tentando encontrar um único nome de um homem de Estado que oriundo daquele país, pudesse significar algo que escape ao nanismo político deste tempo. Otão foi único, fez a diferença e as homenagens que hoje lhe são prestadas em Viena, são a prova do seu legado.

sábado, 9 de julho de 2011

A República e o terrorismo

Hoje alguns jornais diários trazem na capa um sinal de assombro por Portugal estar a ser infestado por terroristas. Não sei se é dos jornalistas ou da época mas de onde virá a ideia que Portugal é um país de boa cidadania e civilidade? Convinha, a toda a sociedade, rever o conceito de "Terrorismo" porque para mim, por exemplo, esta República foi instaurada através do terrorismo e não vejo os "historiadores" a assumir os termos numa leitura idónea do processo. Não fosse a política de anestesiamento do Estado Novo e esta República já há muito teria no seu estado natural este "estado de coisas"; diria que, as décadas de 30 a 60 foram uma excepção nos últimos cem anos de República. Com a devida escala, a corrupção grassa hoje tanto quanto na I República e a desordem e o banditismo não está aquém. Para já, ainda não vemos a GNR a colaborar em assaltos mas vemos um "fechar de olhos" que a todos revolta, quando se trata de fazer cumprir uma lei que está do lado dos direitos da escumalha. Na minha família relatam-se os desacatos e assaltos constantes que as quintas sofriam a seguir a 1910, os assaltos a Igrejas, os fogos postos e o colaboracionismo das "autoridades". Umas décadas mais tarde, eu próprio vi, alguns "avós" destes carjakers de capús e óculos da moda, a ocupar terrenos e a retirar marcos delimitadores de confrontações de propriedades – com arma na mão – enquanto gritavam pelo "povo unido". O crime e a impunidade avançam de acordo com o molde que a natureza dos regimes permitem. Um dia, ainda vão dizer que boicotar a actividade da malta de caçadeira em punho é atentar contra a Liberdade!
Se temos terrorismo e crime organizado em Portugal? Temos. De fato-e-gravata e de fato-macaco. E não são do IRA.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A república da boçalidade

Acontece que estes modernos tempos de igualitária república "democratizaram" uma casta de gente mesmo “importante”, que se reproduz como coelhos de aviário, com supostas e ocultas ligações ao poder. Há momentos testemunhei aqui na rua aquela cena clássica que já todos um dia testemunhámos, em que um palerma enfarpelado, junto ao seu carro topo de gama mal estacionado, intimida um jovem polícia com um “você sabe com quem está a falar?!”.
Presumo que esta vulgar fórmula bem portuguesa da intimidação, atravessando os tempos até aos nossos dias, tenha origem no advento dos celebres “cidadãos limpos”, do devorismo liberal, cuja cartola, casaca e polainas não chegavam para os distinguir na sua intrínseca incorruptibilidade e inopinado poderio social.
Pela minha parte, que iniciei a minha vida profissional na hotelaria, mundo em que experimentei quase todos os papéis quase sempre em contacto com público, confesso que ainda hoje me revolta visceralmente este “guião” de profunda arrogância com que se identifica um tuga endinheirado… quase sempre um pobre diabo, afinal. Se não perante a lei, certamente perante Deus.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Amanhã, em S. Vicente de Fora



Durante décadas aprendeu a renegar tudo aquilo em que acreditava, almejando substituir aquele que fora o seu mentor. Governou Portugal, não teve coragem e não conseguiu uma transição como aquela que anos mais tarde se verificaria em Espanha. Por vezes intrigando e noutras procurando dramatizar, frequentemente minimizou os problemas da guerra e do desenvolvimento. Partiu para jamais voltar, vivo ou morto. Deixou bem expressa a sua vontade: voltar para Portugal? Nunca! Este português de nascimento foi Marcelo Caetano. Hoje o seu legado é palpável, pois o actual regime rotativo, é dominado pelos herdeiros que deixou em todos os postos relevantes do poder. A ANP é um resumo do PS e do PSD.

D. Maria Pia de Sabóia foi Rainha e chegando a este país na adolescência, aqui para sempre quis ficar. Sem a vontade ou a capacidade introspectiva daquela que seria a sua nora, conseguiu concitar a quase unanimidade do país, rendido ao seu sentido do dever e tão importante quanto a obrigação, à forma como soube praticar o seu ofício. Não foi dada a actos cuidadosamente ponderados e que visavam o futuro e o bem comum e em contraste com D. Amélia de Orleães, amava a etiqueta, os grandes actos públicos, possuindo aquele sentido de oportunidade que aqueles poderiam significar. Nos actos públicos, por vezes tornava-se numa expontânea e o povo amava-a por isso mesmo. Não se tratava da mera vaidade pessoal de quem se vira alçada a uma posição de discutível vantagem, sendo Portugal um país de escassos recursos e onde a estabilidade política era sempre posta em causa pelas paixões partidárias e efabulações de uma grandeza que não voltou. A Rainha talvez possa ser considerada como alguém que compreendeu a necessidade de uma proximidade com a população, sendo esta receptiva a demonstrações de atenção que de outra forma jamais chegariam. Passando o óbvio anacronismo, D. Maria Pia foi uma Rainha moderna nas relações públicas do Estado e hoje não estranharíamos a sua visibilidade e o cuidado que punha nas suas aparições públicas. Desde o estudar de tons da indumentária e as manifestações de respeito e deferência para com os mais humildes, até ao preciso local onde se ajoelharia em acção de graças - num momento cronometrado ao segundo e que conseguia um "inesperado" raio de sol que rasgava os vitrais e lhe iluminava a ruiva cabeleira -, a Rainha parece ter compreendido a psicologia das multidões. Será desnecessário mencionar as bem conhecidas obras de benemerência, o bom gosto que deixou nas residências onde viveu, ou o seu apego aos preceitos constitucionais que um dia a levariam a desabridamente enfrentar um espantado e prepotente marechal Saldanha.

D. Maria Pia quis ser portuguesa e soube sê-lo. No seu retrato oficial dispensou jóias e apenas se embelezou com as cores nacionais, bastando-lhe isso para mostrar quem era. Ao contrário de Marcelo Caetano, não intrigou para derrubar potenciais adversários, não enviou rapazes para a guerra, não mentiu e não quis fugir. Mais importante ainda, na hora da morte pediu que o seu leito fosse deslocado, de modo a que o seu derradeiro olhar partisse em direcção à sua pátria adoptiva, o distante Portugal.

Passam cem anos desde a sua morte. Exige-se uma reparação à mulher que não culpou o país pelo assassinato do filho e do neto, pelos enxovalhos a que a baixa política panfletária submeteu o marido e a ela própria. A 5 de Outubro de 1910, perguntava espantada porque razão partia, sabendo que em Portugal estaria segura, acontecesse o que acontecesse. Conhecia a população que aprendera a ver naquela Rainha uma grandeza passada e teve aquele sentido do servir que após a sua presença no pináculo do Estado, apenas a sua nora conseguiu durante algumas décadas manter incólume.

Não bastará uma simples e discreta trasladação à "maneira da 2ª República". Exige-se mais, pois tratar-se-á da justiça reparadora. O regresso da rainha D. Maria Pia a Portugal, deverá ser um grande momento de reconciliação dos portugueses consigo próprios, no exemplo da soberana que tendo nascido estrangeira, soube ser mais patriota que muitas consideradas luminárias de tempos passados e do presente. Como em todos os momento difíceis, quer-se grandeza e o sentido da plena compreensão da nossa História. Apenas isso.

Amanhã, 5 de Julho de 2011, será um dia de reparação. Em S. Vicente de Fora, naquele lugar onde um dia será definitivamente recolhida, reunir-se-ão aqueles que não querem nem podem esquecer. Nesta hora de todas as ameaças, o exemplo de D. Maria Pia serve de lição. Saibamos merecê-la.

domingo, 3 de julho de 2011

Municipalismo: uma Causa Real

Este estranho fenómeno que constitui a Nação Portuguesa, um irredutível povo num pobre território sitiado no extremo ocidental da Europa, teve a sua génese, expandiu-se e desenvolveu-se, da Idade Média à diáspora dos Descobrimentos, até ao regime parlamentar constitucional, alicerçado em duas fundamentais e resilientes instituições que organicamente se equiponderavam: a Instituição Real e os Municípios.
A primeira, uma fórmula politicamente isenta e unificadora dum Estado disputado pelos eternos partidos (nas suas diversas fórmulas de “partes” na corrida pela governança) foi barbaramente derrubada entre 1908 e 1910, tendo sido substituída por uma tosca ficção de isenção e desapego, conhecida por “presidente”.
A segunda Instituição, os Municípios, o último reduto da autonomia local, contra a macrocefalia do Estado, prepara-se para ser violentamente atacado pela tecnocracia dos gabinetes da Praça do Comércio.
Pela minha parte, não me parece que a desregulação, o caciquismo ou o despesismo municipal se possam resolver com um novo mapa autárquico desenhado e régua e esquadro: acontece que, no caso de se fundirem duas autarquias de dez mil habitantes que empreguem cada uma metade dos seus eleitores, a despesa camarária em assistencialismo ou emprego artificial simplesmente duplicará. Na mesma proporção das rotundas, fontanários ou ruas desertificadas. A matriz que proporcionou a nossa Nação, essa continuará a ser metodicamente desmantelada pelo prato de lentilhas que hoje é o mito duma federação europeia. Esta não é uma causa para o Sr. Fernando Ruas nem do Bloco de Esquerda ou de Direita: esta deverá ser uma Causa Real.

sábado, 2 de julho de 2011

Iconografia republicana

Os ditadores Oliveira Salazar e Franco. Homens da mesma moeda, sustidos pela verde-rubra. A lembrar a Segunda República.