quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Lei de Talião

A ser verdadeira a notícia publicada hoje no Correio da Manhã de que, além da eliminação acordada com a Igreja dos feriados Assunção de Maria e Corpo de Deus, o governo propõe o fim dos feriados de 5 de Outubro e do 1º de Dezembro, tal aparenta ser uma medida que visa reciprocidade, no contraponto de duas sensibilidades políticas marcadas na nossa cultura; no fundo para assim calar as hostes com uma espécie de lei de Talião: nem “tradicionalistas” nem “progressistas” (e desculpem-me estes equívocos chavões) se ficam a rir. Esta solução aparentemente equitativa esconde um grave engano, já que, sendo consensual que a revolução de 5 de Outubro dividiu profundamente o país, é inegável que a restauração da independência uniu os portugueses em torno dum projecto de independência e soberania, hoje mais do que nunca ameaçado. A decisão de acabar com o dia da Restauração encerra um enorme simbolismo: quem é que por estes dias quer saber verdadeiramente dessa coisa extravagante chamada soberania, ou ainda desse capricho da “independência”

A ser verdade, foi-se o merdoso feriado 5 de Outubro

A serem verdadeiras as notícias, sobre o fim de dois feriados civis e dois feriados católicos, esta República cortou a bôla em partes iguais. Aparentemente. Foi-se o merdoso 5 de Outubro de 1910, feriado importante para os republicanos-maçons, foi-se o 1º de Dezembro, um feriado importante para todos os Portugueses com espinha e para os monárquicos. No fundo, as cabeças pensadoras do regime tiveram receio de cortar o dia sagrado dos sindicalistas, o dia sagrado dos comunistas-anti-fascistas- e-outros-que-tais-com-curriculum-de-1/2 página, os dias mais importantes dos católicos. Quem vai ficar a berrar sem um dia "sagrado" é a maçonaria. Os patuscos que celebrem a data nas suas lojas e que abram para saldos e rebaixas a ver se o povo lhes compra qualquer fundamentozito.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Feriado a remover



O Público está a proceder a uma sondagem quanto aos feriados a abolir. Sugerimos que todos participem, escolhendo o 5 de Outubro como coisa dispensável. Poderão visitar o site neste link e votar em conformidade.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

República que fede


Nesta centenária República que fede, implantada pelo terrorismo, dá-se tempo de antena e corteja-se entrevistas a um terrorista. Mais, amplia-se o arroto de um terrorista que vive sustentado com uma reforma paga pela República.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Eu apoio o Otelo se for para derrubar a República!



Porra, camarada, Direita?? Mas então para ti, camarada, os anos em que os socialistas andaram a cantar os amanhãs, e os depois de amanhã, e a gastar à tropa forra foram anos de Direita?
Apoia a Monarquia, camarada, porque fazer a mesma bosta que fizeram em 74 não leva a nada.



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Tem razão


Hoje, no DN, António Reis, grão-mestre maçon, diz que "Os autores têm de estar mais atentos às coisas que escrevem"! Isto a propósito de uma critica que fez a autores de manuais escolares (que escreveram sobre a pré-história). Tanta razão. E o que dizer, então, sobre os historiadores parciais que assobiam a implantação da República? Será que o facciosismo dos historiadores só é visível quando se escreve sobre matérias com milhares de anos?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

sábado, 29 de outubro de 2011

A ler no Expresso de hoje



Todos reconhecem os inestimáveis serviços que a nossa amiga Augusta Menezes quotidianamente tem prestado à Causa, no seu blog Família Real Portuguesa. Como alertei há uns dias neste post, é imperiosa a colaboração de todos para o progressivo esclarecimento dos portugueses. Sendo um inegável facto o recrudescer da simpatia pela instauração da Monarquia em Portugal, a mensagem tem encontrado eco em toda a sociedade e já chega aos mais importantes jornais do país. A prova disso, é a coluna que hoje mesmo Fernando Madrinha deixou no Expresso do oportunamente republicano Sr. Balsemão.
Já se contrapõe abertamente o exemplo do Rei D. Carlos I, à péssima, abusiva, inconsciente e absurda prestação do Presidente em exercício e dos respectivos antecessores-colegas na capitosa reforma

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Para a rotunda Vasco


O camarada Vasco anda com tusa de mais revoluções, vai daí, sente-se roubado, expoliado, acossado, ressabiado – só agora!. Uma dica para não perder a conta do viagra que deve andar a tomar; traga a sua "associação" para a rua e faça um golpe de estado! Acabe com "eles"... ... Derrube o regime e restaure a única alternativa de alto a baixo, a Monarquia. Mas não faça como os seus camaradas, que se venderam às oportunidades e faça justiça aos roubos que vê cometidos contra o povo, vá para a rotunda. Olha para eles em 1910, 1928, 1974... tão indignados que eles estavam, a tropa fandanga, tão vendidos que eles foram a troco de quem lhes prometeu mais, a favor da República dos mentirosos.

sábado, 22 de outubro de 2011

Mudar

Nestes dias em que tanto se critica a austeridade eu lembro-me dos anos em que a visão da maioria das pessoas era de "crescimento". Portugal era um paraíso, entretinha-se a refinar as suas teorias das vitórias Abrilistas e a projectar um futuro lindo e terno regado pelos milhões da Comunidade, conforto conseguido pelo herói anti-fascista Soares. Os políticos da altura (que hoje, mais velhos, se regalam com o conforto da massa conquistada e do poder instalado) falavam como evangelistas, falavam dos seus sonhos como dos nossos se tratassem. Talvez por isso, nem um só momento dei de atenção a tais homens que na altura pensava serem apenas interesseiros mas que agora chamo de ralé. Acho lastimável a impunidade e a leveza com que olhamos para os actos políticos, para a anestesia a que fomos votados, mas não me admira. Um país que esqueceu e não condenou o assassinato covarde de um chefe de estado não pode crescer saudavelmente. O sentido crítico foi vendido às mentalidades dominantes, de uma forma tão corrupta, moralmente, como a corrupção material. A história está perante nós e pergunta-nos constantemente: como chegamos aqui? Neste momento, devemos olhar para nós e perguntar onde pára a nossa consciência, depois devemos reflectir porque devemos acreditar mais nos outros do que em nós e exigir aqueles que nos fizeram promessas, à nossa custa, os resultados. Os tempos pedem-nos uma mudança radical desde o regime ao sistema. O que vejo é que poucos querem mudar. Poucos questionam a República: "há problemas mais importantes", dizem. Não se fala de mudança mas de constança, não se olha para trás. Vem aí as greves, as indignações, as manifestações pela não mudança. São sinónimos da mentalidade instalada pela propaganda da república, do vício da passividade, da preguiça física e mental, do desejo da permanência dos subsídios gratuitos. Vem aí a luta, mas ao invés dos que lutam com consciência pátria esta será uma luta feita pelos que estão a favor de uma doença que os fará enterrar.



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Altos voos



Não seria uma excelente ideia se "certa gente" começasse a dar o exemplo e prescindisse deste tipo de ataques pequeno-burgueses?

domingo, 16 de outubro de 2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Mais um "Instituto" verde-tinto

Diz o patrão desta "sociedade": “Vai ser uma escola de valores e de princípios que é necessário aprofundar” e vai promover cursos, publicações e conferências, acrescentou o advogado e gestor empossado como figura máxima do GOL, obediência com cerca de 2000 membros distribuídos por cerca de 90 lojas (estruturas autónomas) em todo o país. “O Instituto dará um conhecimento mais pedagógico à sociedade do que é a maçonaria”, afirmou.
Perceberam? Sempre que a coisa descamba e o barco está a ir ao fundo esta "sociedade" balança-se para o frenesim. Será que neste Instituto Português de Estudos Maçónicos também se vai ensinar a balear chefes de estado e a colocar bombas em manifestações ou será apenas um edifício de aprendizagem e colocação para o chupismo dos recursos públicos?

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Adoentados

Os dados dizem que o nº de pessoas que se deslocam às urgências tem estado a aumentar. Estes dados parecem reflectir, depois de uma redução acentuada entre 2006 e 2009, que a crise está a tirar as pessoas dos seguros médicos e dos consultórios particulares. Como não há médicos suficientes nos centros de saúde o povo dirige-se para os hospitais. Esta migração tem duas consequências, faz aumentar a despesa pública (deste SNS bem gordo e sedento) e faz aumentar o tempo de espera para aqueles que realmente se encontram de verdadeira urgência médica. Com a saúde não se brinca, dizem, apenas com a nossa saúde mental e moral. A "Crise" tem destas crises. A nossa, da República, já dura há muito. Somos um povo adoentado.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Um sonho de 5 de Outubro

Ontem, tive um sonho de 5 de Outubro. Pelo almoço, um repasto de sonho (que bem dirige estes eventos a minha prima Rosarinho!) com dezenas de familiares numa quinta de família, em Mansores. Ao jantar, em casa de uma das minhas tias, um jantar de aniversário, de uma outra tia, com os meus irmãos e a nossa descendência. Ao deitar um sonho peculiar! Ainda antes da meia-noite desse dia, sonhei que estava a dar uma entrevista na televisão (sonho inédito)! Falava e falava contra os corruptos que nos governavam, dos terroristas que implantaram a República, da escumalha que apoiava o terrorismo como forma de implantar um estado de "direito", das anedotas de "presidentes" que tivemos na I e II república, dos presidentes saídos da corruptela partidária do pós-25 de Abril, dos esquemas e falcatruas que o regime permite, do autismo de que padece o cidadão português. Já alto no sonho, disse para o ecrã que ia para a rua e que o povo se me juntasse para um golpe de estado!!! Vi-me na rua, de megafone, a comandar uma multidão vestida de branco (!) a derrubar a república e a ver a monarquia renascer naturalmente (apareciam bandeiras brancas com o escudo real ao centro nas varandas dos prédios), sem tiros apenas com palavras de ordem e a dirigir centenas de pessoas apressadas; os militares também estavam fardados de branco (!), dezenas de prisões erguiam-se; o sonho parou quando eu estava a ditar a lista dos governantes que iam a julgamento sumário pelo estado da nação, todos, sem excepção. Espevitei, acordei. Foi o cansaço, com certeza, ia precisar de várias semanas para alinhavar a lista. Que sonho de 5 de Outubro.

Um 5 de Outubro de todos os portugueses

Há três anos consecutivos que a Causa Real vêm disputando o palco político proporcionado pelo 5 de Outubro com considerável sucesso, sempre granjeando entrevistas e reportagens nos telejornais, imprensa e rádios nacionais. Este ano, os monárquicos militantes concentraram-se em torno do Chefe da Casa Real Portuguesa na cidade de Coimbra, onde perante a sinistra crise de soberania nacional, homenagearam o espírito heróico do seu rei fundador por ocasião do 868º aniversário da assinatura do tratado de Zamora.

Reportagem tvi aqui

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Falando em "marquises"...



Após um patético e encomendado intróito grasnado por uma menina muito ao estilo da propaganda do Dr. Goebbels, tivemos o prato forte da ora.
Num razoável e decerto inconsciente exercício de autocrítica com laivos quase maoístas, o Mr. Deficit de serviço contabilizou as oportunidades colocadas em termos de empréstimos sobre as "nossas" mesas ministeriais. Sem proferir uma única palavra relativa à sua ruinosa gestão como primeiro-ministro, o já avançado avô do défice das contas públicas veio dizer-nos que ..."durante alguns anos foi possível iludir o que era óbvio" e viveram-se ..."tempos de ilusões". Num auto-bofetão, acrescentou ainda alguns anos perdidos na ..."letargia do consumo fácil e na ilusão do despesismo público e privado".

Num discurso normalmente escrito por um serviçal disponível entre as grosas de assessores pagos a expensas do contribuinte - eufemisticamente conhecido como Erário Público -, acaba por enterrar quase trinta anos de carreira intensa e exclusivamente política, liquidando de uma penada, as manigâncias pretensamente económicas que abusivamente asfaltaram o país de norte a sul, descalcificando os cofres que abarrotaram de verbas colocadas à disposição pela "Europa" (Alemanha). Coortes de futuros consagrados meliantes arrastados para os lugares chave do poder, centos de milhar de novos funcionários públicos entrando pela porta de serviço do(s) Partidos(s), uma inaudita emergência de yuppies de cabelos compridos e bem oleados de gel, a barulhenta jeepalhada que substituiu tractores e os tais dois pequenos apartamentos T3 de algarvios investimentos que refundiram em betão, aquela traineira da faina outrora familiar. A todo este ridente progresso, acrescente-se o bem cavaquista ímpeto demolidor dos centros urbanos à mercê da cupidez imobiliária, as digestivas brincadeiras bolsistas, os negócios explosivos das amizades escusas, a total e subserviente cedência diante da prepotência estrangeira e pior que tudo, a completa rendição perante os espanhóis. Esta ultrajante República, consegue a proeza de numa brisa de pouco mais de duas décadas, liquidar a presença económica portuguesa no antigo Ultramar e os dados oficiais hoje trauteados pela televisão estatal, remetem as nossas trocas comerciais com os PALOP, ao ínfimo patamar de 1%, ao qual acrescenta-se mais uma unidade no que se refere ao Brasil. É um desastre praticamente irreparável, um verdadeiro Alcácer Quibir sem o remédio que há 350 anos era possível para a ambicionada cura: a posse do conhecimento das redes do comércio internacional de então, a presença pluricontinental e sobretudo, a vontade do querer fazer e de garantir a independência, por muito improvável que ela parecesse.

O nosso Mr. Deficit carrancudamente nos avisa acerca do "vivermos acima das nossas possibilidades" e quase parafraseando Salazar - o reconhecidamente inatingível alter ego -, apela à "austeridade digna", rejeitando-se os "gastos desmesurados" e insistindo no patriótico dever de consumirmos aqueles produtos que ele próprio fez um dia desaparecer das prateleiras dos mercados.

"Valor republicano da austeridade digna", balbucia. Assim sendo, comece ele próprio a dar o exemplo, prescindindo de 50% da lista civil e da criadagem engravatada repescada nos recônditos clubísticos dos interesses de onde ele próprio um dia saiu para a ribalta que nos encadeia e exaure. Siga o exemplo do vizinho João Carlos e passe a consumir uns módicos 8 milhões anuais. Já é muito e chegam e sobejam para este desastroso marquisamento mental a que submeteu este país.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Contra a resignação, por aquilo que nos une!


Todos a Coimbra 5 de Outubro 15,00 junto à sala do Capítulo da Igreja de Santa Cruz em na homenagem ao nosso rei fundador. Contra a resignação, por aquilo que nos une: Portugal

Que grande pivete


Amanhã, no dia 5 de Outubro, patuscos e mentores da republicanite vão orar a favor da causa republicana. Vão repetir o mesmo discurso do ano passado, do ano anterior e dos anteriores. No meio da festa, por certo, vazia de adeptos, vão falar da "Liberdade", dos "Direitos" como filhas da República e vaticinar muita saúde e amigos também. É notório que todos os anos, falam da desnudada como sendo a era primogénita da pátria, como se Portugal tivesse começado nesse dia a sua obra. Realmente, começou. ... a obrar! Fujam da latrina-república. Que grande pivete... ...!

sábado, 1 de outubro de 2011

A República esburacada


Para que não hajam dúvidas convém esclarecer que, o "buraco" de 6 mil milhões de euros nas contas da ilha da Madeira significam 6 mil milhões gastos aquém do orçamentado!! Gastos que foram pagos, em vias de pagar ou em risco de não serem pagos (o que representa, igualmente, prejuízo material). E, como obscenamente diz o governador do arquipélago, o "buraco" – indecoroso e a descoberto – da República é bastante maior. Convinha que o jornalismo, de chinelo, tenha pudor e dê o mesmo tratamento aos governantes do continente que dão a João Jardim e os classifiquem com os mesmos epítetos! Que rica vala comum os recentes políticos escavaram.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Venha o Rei

Hoje estive a dirigir a montagem de uma importante exposição. E, na vicissitude dos vários problemas surgidos, lembrei-me deste regime republicano! Tal e qual. Foi, corta e substitui. Não basta falar das peças, há que mudar o tabuleiro! Sem preconceitos; com projecto.
A mudança que o país precisa não se faz só por mudanças de roupagem. Mudam-se as vontades, mudem-se os tempos e modos de regime. Caia a República, mude-se a orgânica, faça-se a lavagem da esterqueira, esprema-se a "democracia" e vamos a ver o que isto dá!!! Por muito que os falsos "Moisés" nos queiram levar para a margem das falhadas "virtudes",  a travessia deste deserto só se fará com a esperança. Por algo novo,  transformador e egrégio.

Bater no ceguinho

Não gosto de unanimismos. Assim, foi pasmado que assisti ontem ao debate entre jornalistas na SIC Notícias sobre a inédita entrevista ao presidente da república: nenhum dos convidados fez o mais pequeno esforço por disfarçar a sua antipatia para com o personagem, sendo que os esgares de ressentimento de António José Teixeira pareceram-me até despudorados. Deste fenómeno de unanimidade do “quinto poder” que se evidencia há muito, pelo menos desde que se começou a adivinhar a inevitável a reeleição de Cavaco, o que me aflige mesmo é a dificuldade dos jornalistas tirarem daí as devidas ilações: o modelo semipresidencialista remete-nos para uma mistificação a respeito dos poderes e isenção do cargo. Um mito benigno para os da sua facção, maligno para os seus detractores, trágico para a Nação. Ou seja, a falta de uma Chefia de Estado orgânica é bem mais grave quando o país se acerca do olho do furacão e carece como nunca dum sólido símbolo de unidade.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sóquete tigela

A imprensa de sóquete tigela teima em colocar epítetos em numerosas personagens. Vive-se a moda de enunciar as pessoas por um só nome ou apelido {Freitas, o Esteves, Carvalhas} – como se toda a gente reconhecesse a "figura" como "representante" desse nome –, vive-se a mediana de apresentar as pessoas por uma suposta "qualidade". No que toca ao "jet Set", então, a coisa é caricata. Um conhecido travesti é apelidado de "Conde" – "o" Conde –. Sei que para muitos, dos que escrevem e dos que lêem, colar um Conde, ou afim, à "qualidade" (pela falta dela!) de certas pessoas é motivo de regozijo, de deixar espuma e satisfação nas entranhas. É algo que lhes está nos ossos, herdado, certamente, pelos sonhos do igualitarismo de cacete. 
Nem todos têm de entender/perceber de história, da história das sociedades, das regras de nobilitação do antigo regime, mas desfigurar um título colando-o ao sabor dos complexos é falta de cultura e de gosto. Toda a gente quer ser qualquer coisa, um degrau acima, a República agradece e distribui os baptismos com  Donas, com Senhoras Donas, com Doutôras, os Stôres, os Senhores engenheiros, os "Reis", da bola, da música e variedades. "Ó Rica" sociedade de meia, não, sóquete tigela.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Heroico ato

Um ato do ativo ator Joaquim, cheio de ação e efetiva conceção, e de excecional tato mental, fez com que o público tivesse uma reação coletica de profunda estupefação pelo introito. Joaquim adotou uma postura seleta e vai daí de jiboia, cato e boia na mão atirou uma joia para a plateia – os que o veem nesta atitude  de correção e exata postura enchem de palmas o noturno teatro. Que excecional talento deste ator, de tão bom aspeto, que também é arquiteto, diretor, colecionador, confecionador e um reto e seletivo cidadão, curiosamente, batizado no Egito nesse distante verão de 1960. Ele é uma autentica autoestrada de estoicismo e há de, um dia, chegar a presidente da agroindustria local. Podem crer os que me leem e os que me releem.


*prosa escrita ao abrigo do "acordo (!) ortográfico" desta abastardada III República

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Fuga de Peniche


O Professor, licenciado, João Serra, que preside actualmente à Guimarães2012, capital europeia da cultura, amigo, instalado e ex-chefe da casa civil do ex-presidente Jorge Sampaio, vai em Peniche proferir uma conferência sobre a Republica (e que local tão simbólico para a II República)! O que nos poderá dizer este "Grande Oficial" da "Ordem da Liberdade" sobre o republicanismo? A nós nada. Sobre Republicanismo tudo. De facto, a República instalou-se pelo "republicanismo", ou seja, pelo "saber estar na República"!! É um "Grande" tema. Oportuno. As minhas orelhas já estão a ferver ainda o inflamado tema não foi proferido. Aos homens e mulheres que prezam a Liberdade de ideias e convicções, fujam. Quais camaradas, fujam. Fujam de Peniche.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Comemoração da Fundação da Nacionalidade - Coimbra 5 de Outubro 2011

A Causa Real e a Real Associação de Coimbra organizam no próximo dia 5 de Outubro nessa cidade um programa de comemorações da fundação da nacionalidade, ocorrida com a assinatura do Tratado de Zamora, um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela a 5 de Outubro de 1143.
Do programa da efeméride consta uma Missa Solene seguida de homenagem ao Rei Fundador, pelas 11h00 na Igreja de Sta. Cruz, seguindo-se pelas 15.00hs na sala do capítulo uma alocução de S.A.R. o Senhor Dom Duarte aos presentes, após a qual será recebido na Câmara Municipal de Coimbra.

Transportes a partir de Lisboa

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

... e vão 7


Esta mania de eleger as "maravilhas" tem tanto de patético como de pernicioso. Por um lado denota o perfil feirante das mentes proponentes das "maravilhas", por outro tem o perigo de comprimir um todo de características e conhecimento numa nota de enciclopédia. Pior, faz-nos tender a resumir numa emoção o "objecto" que vai a "votos"!! Se a democracia faz com que os políticos eleitos o sejam, muitas vezes, por minoria, esta ideia de levar a "democracia" sobre todas as coisas tem o seu quê de diurético. Mas, foi para isto que também se fez o "25 de Abril"...
Uma ideia para os senhores promotores destas eleições: elegerem as 7 mer_avilhas da coisa pública nacional-republicana.* 

* Nesta altura de crise, para resfriar os custos, pode-se aproveitar, até, o logo das comezainas de garfo e faca, tem tudo a ver; falta só acrescentar uma desnudada ou um barrete.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Paiva Couceiro, um herói português

Será apresentado na próxima quarta-feira, 14 de Setembro, às 18h30, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo «Paiva Couceiro, Diários, Correspondência e Escritos Dispersos», do historiador Filipe Ribeiro de Meneses (Dom Quixote). situado A cerimónia será presidida pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

No mesmo dia será assinada – pelos netos – a doação ao Estado português do Arquivo Pessoal de Henrique Mitchell de Paiva Couceiro (1861-1944), capitão de artilharia, explorador, combatente e administrador colonial, e um dos líderes das tentativas de restauração monárquica, após a implantação da República. No total são cerca de 40 caixas contendo mais de cinco mil documentos inéditos abarcam o período de1892 a 1956.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Os estrangeiros podem vir em equipas comprar as nossas empresas mas já não são bem vindos a dar pontapés na bola


"O Presidente da República, Cavaco Silva, condecorou nesta terça-feira a selecção portuguesa de futebol de sub-20 que se sagrou vice-campeã no Mundial da categoria, que decorreu na Colômbia". – Os jogadores foram empossados "cavaleiros" da Ordem do Infante Dom Henrique, e para a equipa técnica a "Comenda" da Ordem do Infante Dom Henrique. Bem, não vou fazer comentários sobre a contradição que é esta República distinguir cidadãos, quando propala a igualdade de punhos cerrados, muito menos sobre a mercê de "Cavaleiro", mas não me posso deter sobre os comentários que o Presidente fez sobre o número de jogadores estrangeiros a jogar em Portugal. – Então o Sr. Presidente não gosta dos feitos dos nossos jogadores que jogam no estrangeiro? Então não somos um país moderno? Que vocemeçês quiseram globalizado? Invadido por tudo quanto é marcas? Invadido por tudo quanto é gostos e desgostos? Invadido por tudo quanto é conceitos e tiques do estrangeirismo? Vocemeçês não passam a vida lá fora a estender a mão e a pedir para os de fora virem investir (comprar) o que é nosso? Se tudo o que temos é maioritariamente forasteiro porque raio não podemos ter jogadores de aquém e além mar a dar uns pontapés numa bola?


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Desertores


No mundo (à parte) do futebol, o seleccionador "nacional" disse que o jogador Ricardo Carvalho era um "desertor". Desde logo a imprensa escrita e falada convocou as autoridades intelectuais e morais para debater este epíteto. Eu sei o que significa Desertor. O Ricardo Carvalho lá teve as suas razões, eu diria que foi mal educado, mal criado, mal humorado, deselegante, pretensioso, incumpridor, mas desertor é uma expressão que remete para um contexto uns andares bem acima do condomínio relvado onde vinte e poucos se entretêm a correr e a ganhar muito dinheiro e tempo de antena. Desertar pode estar associado a Covardia, pode estar associado a Traição. Um desertor também é alguém que foge, mas entre fugir e abandonar há muitas diferenças e o medo – enquanto emoção indutora da fuga – não é desculpa pláusivel se o corpo mental do indivíduo for constituído por princípios e valores éticos e afectivos. Depois há a Coragem; nas minhas quatro décadas de vida aprendi que a coragem cruza-se com o carácter e que apenas parte dela é submetida na massa muscular.
No Portugal real eu conheço desertores, porventura bem amados pelo povo, bem amados pela conveniência da "situação", desculpados pela ocorrência das historietas, desertores desculpados pelo regicídio, pela "república", desculpados pelas "revoluções", pelos cravos, pelas rádios argelinas, pelas "descolonizações", pelo pântano, pela tanga. Se a esses o povo chama "heróis" porque haveria o Ricardo Carvalho ser um desertor?

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A obra da República

A ver.

Se continuassem a ser impressas brochuras como esta, de 1919, ao invés de trinta e tal páginas teriamos umas milhares só para relatar o descalabro dos últimos seis anos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Elites


No decurso da pergunta do Miguel Castelo Branco, "Há elites em Portugal?" eu digo que há e que houve. Elites que não no campo político. Pensando bem, desde o séc. XVIII que a política só atraiu gente menor, interesseira e criou escola no Liberalismo. Olhar para as elites políticas é olhar para um ocupado espaço vazio de gente. Fora da vida política, a que interessa mas que também está sobre a alçada da gente que governa, existem elites composta por cidadãos íntegros e distantes da choldra. O nosso problema não é só a falta de gente que imponha credibilidade é a noção, martelada pela propaganda do igualitarismo, que recita ao povo a lenga-lenga dos direitos, do direito às vagas das cadeiras do poder. Depois, o povo hipnotizado pelo romance desta democracia republicana não distingue o odor do trabalho do odor do roubo. Não distingue o público do privado. Não distingue honra de pretenciosismo. Nunca vislumbraria uma elite porque para o povo esclarecido "elite" é algo que já devia ter sido esmagado numa qualquer revolução.