sábado, 23 de junho de 2012
O aborrecimento de alguns, é a satisfação da imensa maioria
terça-feira, 19 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Entregar a soberania?

sábado, 9 de junho de 2012
E assim vai a República - mais um fado na Mouraria
terça-feira, 5 de junho de 2012
O Jubileu deles
Curta entrevista minha ao Diário de Notícias sobre o Jubileu de Isabel II
domingo, 3 de junho de 2012
Uma Pátria para lá do futebol

Nesse sentido pouco me comovem os veementes e apelos de adesão a esse artificial sentimento de “nacionalismo” verde-rubro. Em pleno processo de enfraquecimento dos valores identitários e atomização social, reabilitar a Pátria para conveniências mercantilistas do jogo da bola é brincar com coisas sérias. Mais a mais sob o significativo risco de não passarmos de uma participação medíocre. Sim; o futebol é um jogo, com o que isso implica de fortuito e emocional. O patriotismo indispensável aos desafios que a Nação enfrenta, jamais poderá ser equívoco, mas sustentado em fundamentos consistentes, que só uma coesa comunidade de homens e mulheres conhecedores e livres garante. Coisa que não temos.
Por tudo isto, pareceu-me de uma assinalável salubridade a derrota ontem da selecção com os turcos, partida que não tive o desprazer de assistir. Um balde de água fria que coloca as coisas nas devidas proporções.
De facto, urge levantar o esplendor de Portugal, inspirar a alma lusitana, coisa que duvido aconteça nos relvados da Polónia e da Ucrânia. Mas se nessa roleta de sortes e azares o destino nos levar às finais, certo é que o meu coração não resistirá a bater acelerado e em uníssono com o País… mesmo que pelo sonho duma fugaz vitória.
terça-feira, 29 de maio de 2012
As crianças na República Portuguesa
No passado ano de 2010, em que o regime "celebrou" os 100 anos de descalabro, muita coisa ficou por dizer. Das "virtude" da República os media não se cansaram de falar, de utopizar, de mentir, de imaginar, de contrapor com o antigamente. Mas, os factos não mentem, os dados demonstram o inverso dos discursos: com dados de 2009 – ainda sem o efeito "desta crise" – a República Portuguesa estava num incómodo 25 lugar, em 29, no que respeita à pobreza infantil. Pior que nós só os países subdesenvolvidos. Rezo para que a República não dure mais 100 anos, por este caminho de pobres passaremos a miseráveis.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Acomodados à infelicidade
Os portugueses são dos povos menos satisfeitos com a vida, é o que se lê neste relatório da OCDE que avalia o bem-estar em 36 países europeus, apoiando-se em indicadores como a Saúde, a Educação, Trabalho, ou a própria “satisfação de vida” ponto em que rasamos o fundo da tabela.
Talvez porque seja lenta a libertação de séculos e séculos de fome e pobreza, ao sabor das pragas e acidentes climáticos, que nos legaram estes genes desconfiados e amargos. Da herança do cristianismo sobreveio uma prática pagã de supersticiosidade, sem relação, sem densidade. E nem esta solar luminosidade imperial nos aquece o coração cinzento. Debruçados sobre um infinito esplendoroso Oceano, este inspirou-nos a diáspora e a saudade. Ah, pois! e a culpa, a culpa, essa inconfessável culpa, que se esconde sempre nos outros e nas circunstâncias, como um canto de sereia que nos enleia para os abismos da impotência. Acomodados à infelicidade.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Molecagem balsemeira
sábado, 12 de maio de 2012
Magistratura de "influência"
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Saldar
quarta-feira, 2 de maio de 2012
O jacobino
terça-feira, 1 de maio de 2012
Desculpem o mau jeito, mas nada será como dantes
Com o diagnóstico feito há muitos anos, nem a centímetros do precipício o sistema mostra vontade de se regenerar. Se os partidos se desligaram das comunidades em detrimento da plutocracia que os alimenta, se os deputados não representam os eleitores, se o sistema semipresidencialista se revela uma manhosa irrelevância política, se a economia não gera riqueza que pague os descomunais custos do Estado, o que é que deveria ocupar as mentes brilhantes das nossas elites? A sua preocupação é a de sobreviver mais um dia e mais outro, um de cada vez, do estatuto e privilégios conquistados, que hipotecaram irremediavelmente várias gerações vindouras.
O que nos une hoje é a camarata de terceira classe do navio chamado Europa que mete água por todos os lados. Anestesiados pelas vagas alterosas, aos portugueses de pouco serve ou consola o mal dos vizinhos. É que, fiéis à nossa tradição ultraconservadora de nada mudar até tudo cair putrefacto, à trágica incapacidade de nos regenerarmos por nós mesmos, mesmo na evidência da catástrofe, corremos o sério risco de sermos o primeiro lastro a ir borda fora. E assim nos afundamos enroscados como lapas aos nossos "pais". Ao pai da Revolução, do Serviço Nacional de Saúde, da Constituição, do Socialismo, e de tantas outras ressequidas vacas sagradas.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Ingovernáveis, ontem como hoje...
Segundo um relatório de um espião da coroa britânica de serviço em Lisboa ao tempo da “questão inglesa” era nas manobras dos chefes políticos que estava a lógica dos acontecimentos, porque em Portugal “a animosidade dos partidos é mais poderosa do que o patriotismo”.
George Petre, oficio a lord Salsbury, 31.3.1890 In D. Carlos – Rui Ramos, Círculo de Leitores 2006
Cravos vermelhos
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Há quem cace milhas e golpes de estado constitucionais
Em vez de andar a criticar o Rei de Espanha por crime algum, devemos olhar para o nosso umbigo. Os nossos chefes de estado são verdadeiros campeões de viagens com safaris à mistura, tartarugas, pescarias, festarolas, festanças, dançaricos e até agora só não deu para caçadas porque o "bardo" alegre ainda não foi eleito. Para que fique registado, Jorge Sampaio realizou 113 visitas ao estrangeiro durante os seus dez anos de mandato, menos 37 que o seu antecessor, o campeão, Mário Soares. Uma verdadeira caça às milhas e hotéis de cinco estrelas. Nestas 113 visitas e mariscadas Jorge Sampaio esteve ausente do país mais do que um ano, foram 435 dias, ainda longe do campeão que esteve ausente em comezainas perto de 500 dias!
Para ler o resto aqui.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
O que interessa dizer sobre a "caçada" do Rei de Espanha ou como os tótós que cultivam o ódio contra as monarquias não fazem o trabalho de casa
sábado, 14 de abril de 2012
Os meninos à volta da fogueira
texto completo aqui
quinta-feira, 5 de abril de 2012
É tudo um preciosismo
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Tirem-me deste filme
O presidente desta república disse, quando interpelado sobre o fim do 13º e 14º mês, de ordenado, que não emitia opinião por estar a entrar para uma sessão de cinema a "nível particular" com a sua farste leidi. A repórter, estrábica, insistiu e o presidente discursou as mesmas palavras no mesmo tom de voz. Esta não-notícia televisiva teve o dom de despertar em mim a cobiça de saber qual o nome do filme que o chefe ia ver! Seria "Vergonha", "Compramos um Zoo" ou "o Artista"? Deixo a minha pergunta, também, aos leitores.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Notícias republicanas

1. Na Hungria, o Presidente demitiu-se após um escândalo relacionado com "copianço"- diz-se plágio - da sua tese de doutoramento.
2. Em França, surgem agora acusações dirigidas a Sarkozy. Tudo isto respeita ao terrorista Merah que segundo os habituais teóricos da conspiração, era um agente dos serviços secretos franceses e assim serviu perfeitamente os interesses eleitorais do "President miston" em exercício. Impagável.
3. O "Messiê" Vichysoise Rebelo de Sousa - o eterno candidato a não-candidato a Belém -, meteu-se numa terrível embrulhada com o Partido Socialista. Imagine-se o que aconteceria se por desastre nacional, este comentador de futebóis, viras, broas, bancos, secas e inundações, chegasse à "Suprema Magistratura"... Lá se vai "para o brejo" a tal independência dos Presidentes da coisa. Cavaco Silva, o mais ignorado líder sombra do PSD, tem feito o que se sabe, mas com "Messiê" Vichysoise, seria ainda pior. Quando o PS se convencer das vantagens da Monarquia Constitucional, basta um piparote na porta e o tal famoso edifício de "pedra e cal" desfaz-se em pó, ou melhor, num montículo de areia.
4. Em Portugal, ali para a Av. da Liberdade, a gente da embaixada da Argentina resolveu colocar uma microscópica coroazinha de flores diante do mamarracho bolivariano conhecido por "El Cabezudo". Como se esta espécie de General Tapioca avant la lettre tivesse algo a ver com a Argentina. Isto, para celebrar a clamorosa derrota na Guerra das Falkland, quando a republicana tropa fandanga da Casa Rosada, foi derrotada pela Royal Navy. Eis uma kirchenerada em plena Lisboa, atestando a "chavização" do regime da Senhora manicura de Buenos Aires. Só visto!
terça-feira, 27 de março de 2012
Retrocesso
sábado, 24 de março de 2012
A República é uma coisa terrivelmente francesa, mal contada, imposta...

Para abrir o apetite aqui vos deixo um excerto da entrevista de Pedro Mexia a Miguel Esteves Cardoso hoje publicada na Revista do Expresso.
(…) Pedro Mexia - Ao mesmo tempo que há essa dimensão quotidiana, também há um lado mais ideológico: a fundação Atlântica, o prefácio a um livro de Teixeira de Pascoaes e a monarquia. O prefácio ao livro de Pascoaes sobre Portugal é uma verdadeira carta de amor.
Miguel Esteves Cardoso – Portugal é um país especial, os portugueses são especiais. Há aqui qualquer coisa de muito bom, qualquer coisa que merecia ser acarinhada e guardada, a nossa maneira de ser, a nossa boa educação. (…) Já desisti há muito tempo de lutar pelos princípios. Fiz a minha tentativa, as pessoas têm o direito quando são novas, fazem jornais, fazem uma tentativa de editora, tentam mudar a cultura do país, mas a partir dos trinta, trinta e tal, pronto. Tinha princípios, como restaurar a monarquia, tinha sonhos políticos para Portugal, mas abandonei-os completamente.
Pedro Mexia – Parece haver uma ligação entre esse amor por Portugal e o ideário monárquico.
Miguel Esteves Cardoso – Há. A República é uma coisa terrivelmente francesa, mal contada, imposta.
Pedro Mexia – Como chegou à monarquia?
Miguel Esteves Cardoso – Eu nunca cheguei foi à República. Comecei pelo D. Afonso Henriques e fui por aí adiante. Eles é que fizeram a alteração, não fui eu.
Pedro Mexia – Mas do ponto de vista das convicções pessoais…
Miguel Esteves Cardoso – Conhece o D. Duarte? Uma coisa se nota, quando se fala com ele, é a maneira como se preocupa, mesmo, com toda a gente, com tudo o que faz parte de Portugal. Não há nenhuma noção de sectarismo. É uma pessoa obrigada a uma responsabilidade, recebeu esse legado e tem de tomar conta, saber as coisas. Isso é muito impressionante, não é para glória dele, é uma continuação.
Expresso Revista 24 de Março 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Reis-escravos
Acresce que os Reis não têm privilégios e se os têm resumem-se apenas a privilégios onerosos, aqueles que exigem um sorriso permanente, apertos de mão a multidões, participação em actividades filantrópicas, galas, inaugurações, banquetes, paradas militares, actos religiosos, discursos. Os Reis são o que resta de uma ordem antiga onde a cultura do dever se sobrepunha à cultura dos direitos. Mais, os Reis são escrutinados do nascer do sol ao momento em que recolhem, extenuados, ao leito, não podem ir a uma praia, sentar-se num restaurante, ir a um cinema. Vivem em permanente prisão e dela só se libertam quando dormem.
Há quem os inveje. São os pobres desmiolados, comummente gente riquíssima servida por legiões de criados, com vida privada roçando o hedonismo.
Ontem, ao assistir ao triunfo do Sistema Westminster sobre essas outras "democracias" plutocráticas que fazem as delícias de tanto pateta, tanto demagogo e tanto carreirista, confirmei a superioridade moral, funcional e estética da monarquia."
Miguel Castelo Branco, in Combustões
terça-feira, 20 de março de 2012
C' alhos
domingo, 18 de março de 2012
Fundação Casa de Bragança recusa acesso a relatório e contas
mas esconde as contas de 2010. Os monárquicos acham "muito estranho".
S.A.R. D. Duarte não comenta as voltas da Fundação
A Fundação da Casa de Bragança não permite o acesso às suas contas, alegando ser necessária autorização prévia da Presidência do Conselho de Ministros, O Governo estranha a atitude e remete para a instituição a prestação de contas sobre o seu vasto património imobiliário que inclui os bens pessoais do último rei de Portugal, D. Manuel II. Entre este pingue-pongue, o Expresso aguarda há duas semanas pelo acesso ao documento. "É inacreditável", diz. Augusto Ferreira do Amaral, monárquico e consultor jurídico de D. Duarte, o último duque de Bragança. "A Fundação, como entidade pública, devia ter a mesma obrigação de transparência exigida de qualquer outra pessoa colectiva", afirma ao Expresso. A verdade, porém, é que "não existe qualquer inventário de bens ou balanço publicado pela Fundação", prossegue Ferreira do Amara, que condena o facto de a gestão da instituição ser feita "em circuito fechado, sem qualquer transparência". Natália Correia Guedes, presidente da Junta da Fundação Casa de Bragança, disse ao Expresso que o "último Relatório e Contas da Fundação, referente ao exercício de 2010, foi aprovado em 31.3.2011", mas condicionou a divulgação do documento a prévia e "competente autorização da Presidência do Conselho de Ministreis", O Governo autorizou. Mesmo assim, a Fundação não cedeu ao Expresso o relatório e contas.
O clima de crispação entre a família Bragança e os administradores da Fundação ê indisfarçável. Por diversas vezes e nos últimos anos, garante Ferreira do Amaral “esteve para ser accionado um contencioso" contra os dirigentes da Fundação.
Os monárquicos apoiantes do duque de Bragança, D. Duarte, não escondem que "há matéria jurídica" para contestar a decisão de "confisco dos bens da família" em favor do Estado, decretada por Oliveira Salazar em 1933 e que deu origem à actual fundação. "D. Duarte esteve, várias vezes, para fazer sair esse contencioso", garantiu.
A tensão aumentou, nos últimos anos, quando foi abandonado o princípio - consagrado por Salazar — de que metade dos dirigentes da Fundação da Casa de Bragança fosse indicada pela família. "Essa cláusula desapareceu, nenhum membro da actual Junta da FCB tem qualquer ligação à família", diz Ferreira do Amaral. A verdade, porém, é que com a morte do último administrador, João Amaral Cabral, e a sua substituição por Marcelo Rebelo de Sousa, fica vago um lugar na direcção da Fundação da Casa de Bragança, composta por sete membros, nomeados de forma vitalícia. A necessidade de preencher o lugar, aliada à mudança da direcção para uma personalidade "inteligente e com sensibilidade" pode ajudar a "encontrar uma solução", diz o monárquico. Para já, afastou-se a possibilidade de processar a fundação e confia-se na capacidade de Marcelo Rebelo de Sousa para “estabelecer conversações com a família”.
Para Augusto Ferreira do Amaral, "pode ser negociado um plano que leve a família Bragança a ter uma presença mínima na Fundação". O fundador do PPM, Gonçalo Ribeiro Telles, espera "um gesto" de Marcelo para pacificar as relações entre os Braganças e a Fundação. Mas o gesto ainda não chegou.
Rosa Pedroso Lima – Expresso 17 de Março 2012
sábado, 17 de março de 2012
Marcelo vai ter de reconhecer a actual dinastia de Bragança
evidentemente, um bom ponto de partida para se iniciar um processo de restauração".
Quase a fazer 90 anos, Gonçalo Ribeiro Telles mantém firme a defesa incondicional de uma monarquia democrática.
Expresso: Para os monárquicos é boa notícia ter um republicano à frente da Fundação da Casa Bragança?
GRT - Com certeza. Desde logo porque o novo presidente é um profundo conhecedor do assunto.
Exp. Não é estranho que seja logo um potencial candidato a PR o responsável pelo legado pessoal do último rei de Portugal?
GRT - O problema é dele. Foi nomeado, penso que é uma pessoa digna para assumir as funções e agora tem possibilidade de mostrar toda a sua autenticidade.
Exp. A fundação tem desempenhado bem o seu papel?
GRT: Da fundação foi criada na 11 República por Salazar. A continuidade da Casa Real passou de D. Manuel II para D. Duarte Nuno (pai do actual duque) e hoje para D. Duarte e família. Com certeza que o presidente da fundação tem isto em consideração e vai estabelecer uma ligação indispensável com a família, quer pela importância que tem para o país a dinastia de Bragança como pala a própria autenticidade da fundação.
Exp. Há queixas sobre o divórcio entre a família de Bragança e a fundação...
GRT - Nem é um divórcio! Não há qualquer ligação. A fundação funcionou como unia instituição do Estado e não se relacionou de forma alguma — como deveria ter feito — com a dinastia, que tem uma face humana.
Exp. Sendo uma instituição do Estado, a fundação deve aproximar-se da família Bragança?
GRT - Fundamental! Até pelo respeito que lodos nós devemos à família Bragança. Mesmo os republicanos! Desde o problema da independência nacional, até ao problema da liberalização da sociedade portuguesa, deve muito à dinastia de Bragança. O reconhecimento desta actual dinastia como património de todos nós é importante. Tenho a certeza absoluta de que o próximo presidente da fundação o vai fazer.
Exp. O que correu mal na relação entre a FCB e a família?
GRT - Da distância. Salazar tentou evitar um problema, afastando o mais possível a dinastia de Bragança dos portugueses,
Exp. Salazar pretendia que parte da direcção da fundação fosse indicada pela família...
GRT. Mas este não é um problema de 'pane', nem de 'metade' dos membros indicados pelo Estado ou pela família. O novo presidente vai ter de reconhecer na fundação toda a sua ligação com D. Duarte e com a Casa Real.
Exp. Os monárquicos querem que a fundação seja uma âncora para defesa dos seus ideais?
GRT - Não é a defesa dos ideais monárquicos, mas do património de Portugal Quando o povo português quiser defender os ideais monárquico; fá-lo-á de uma forma democrática. Não através de qualquer instituição.
Exp. Gostava que a fundação desse maior visibilidade à causa monárquica?
GRT - Não. Gostaria que desse mais visibilidade à Casa Real. que encarna esses ideais.
Exp. A devolução do património da fundação é um caso aberto?
GRT - Partilho a opinião de Augusto Ferreira do Amaral, que tem muito mais conhecimento jurídico do que eu.
Exp. Ou seja, que se tratou de uma espoliação de património, que deve ser devolvido à família...
GRT - Com certeza! É um processo que está em curso.
Exp. O facto de um professor de Direito estar à frente da fundação ajuda a encontrar uma solução?
GRT - Pode ajudar. Mesmo dizendo-se um republicano.
Exp. Não precisa ser monárquico?
GRT - Não, basta ser português.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Mau mau Maria
terça-feira, 13 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Uma única utopia: Portugal

Nos últimos duzentos anos as fracturas e a desconstrução permanente dos nossos símbolos, instituições e da nossa própria História, conduziram os portugueses à descrença, à desconfiança e à apatia generalizada. Uma mentalidade derrotista e sebastiânica que se traduz em trágicos resultados para a economia, e a prazo nos condena à extinção.
Levantar hoje de novo o esplendor de Portugal é um projecto premente para a nossa sobrevivência e uma utopia em que vale a pena investir e pela qual vale a pena lutar.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Petisqueiros
E hoje a quem serve?
Responde o historiador Rui Ramos: "Salazar teve sempre muito cuidado para que a Família Real não tivesse meios, de que nunca conseguisse ter autonomia financeira, pelo que não deixou que herdassem os bens de Dom Manuel", acentua. Em síntese: queria a realeza "dependente e vulnerável"
terça-feira, 6 de março de 2012
"Focke" Wulff

Por cá, sabemos como a geringonça se paga. Na forreta Alemanha, os passivos presidenciais não se ficam por ninharias, senão vejamos:
O recentemente deposto Sr. Christian Wulff, receberá uma pensão vitalícia de 199,000 € anuais, embora apenas tenha mourejado menos de dois anos no trabalho de Hércules de totalmente ignorado corta-fitas berlinense. Alguma vez ouviram falar no fulano? Claro que não.
Mesmo assim a sortuda esposa, catorze anos mais nova que o derrubado vígaro de águas paradas, em caso de morte ficará também a título vitalício com a pensão completa do defunto. Sendo já seis os presidentes passivos em sistema comensal - juntando-se a estes uma viúva alegra como convidada para o banqueta -, os alemães ainda pagam fundos para um gabinete com o staff de assessores, além de uma limusina com chauffeur. Tal qual como em Portugal, há assim que desculpá-los. Já bem longe vão os tempos em que o Kaiser tinha de permanecer no seu posto até ao momento de partir para o Walhala, não havendo desculpas para reformas e "bem-bons" logo aos cinquenta e dois anos.
Por cá estamos na mesma, as somas serão assim tão diversas, apesar de Portugal ser infinitamente menos rico e produtivo em comparação com a Alemanha. Ficamos contudo em vantagem, porque por agora apenas temos Cavaco Silva na actividade que se sabe, enquanto outros três antecessores vão mais ou menos se entretendo, bem provavelmente "à alemã".
quinta-feira, 1 de março de 2012
Escola para a submissão
Como educador de quatro crianças, encontro amiúde uma tão premente quanto velha questão com a qual fui de novo confrontado há dias ao ajudar a minha filha num trabalho de História do 6º ano sobre a Revolução Francesa: acontece que passam governos de direita e de esquerda, passam anos e décadas depois do PREC e nós conformados que se continue a ensinar às criancinhas a disciplina de História sob a óptica do Materialismo Histórico. Acontece que dá muito trabalho desmontar da cabeça duma criança a perspectiva do passado maniqueísta, repleta de juízos explícitos sobre uma Nobreza opressora, um Clero interesseiro, uma Burguesia gananciosa e o povo oprimido, vítima de tudo o mais. Ensina-se aos miúdos que a História da humanidade é um campo de batalha entre classes sociais (tornadas entidades corpóreas auto-conscientes), entre opressores e oprimidos, uma ascendente sucessão de acontecimentos, cujo desenlace é a vitória dos bons contra os maus, consubstanciada na modernidade dos dias de hoje.
Infelizmente ou felizmente a coisa não funciona assim e percebe-se que seja considerado perverso pelos pedagogos do regime revelar às criancinhas certas “fontes”, factos e pensamentos que denunciem a prevalência de um relativismo casuístico na História.
De facto como referia há umas semanas Filipe Paiva Cardoso, no jornal i custa a aceitar que o nosso país não tenha a força para reclamar o lugar de topo na história da civilização, quando, quase cento e cinquenta anos antes da Tomada da Bastilha, exibe num seu documento fundacional, a legitimação democrática de D. João IV, no assento das cortes de Lisboa em 1641, algo como “[...] sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins [vida, liberdade e felicidade], cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la” – e “Nenhum indivíduo pode exercer autoridade que dela [nação] não emane expressamente”.
De resto, quase duzentos anos depois de outorgada Carta Constitucional, nesta república modernaça e democrática por acaso hipotecada aos estrangeiros, alguém acredita que a igualdade do cidadão perante a lei já tenha passado das intenções à realidade? E sabiam V. exas que, ao contrário do que acontecia na Idade Média a que eles chamam “das Trevas”, hoje neste País é possível adquirir-se um relógio por 5.000.000 euros ou um Yacht por 500.000.000,00 de euros, enquanto uma família dos subúrbios de Lisboa vive com 500,00 euros por mês, e uma outra em África sobrevive com um por dia? Querem impingir uma linha condutora a isto tudo? Haja paciência!
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Encalhados num beco da História

António Ribeiro Ferreira com o amargurado cepticismo com que nos vem brindando nos seus editoriais do jornal i, hoje retoma en passant um assunto de vital importância para o nosso regime em acelerado estado de corrosão: a reforma do sistema político.
Porque no meu entender o parlamento é o órgão de soberania plural e democrático por excelência, onde salutarmente se deveriam confrontar as diversas facções representativas de interesses e ideias, é trágico concluirmos que a famosa reforma nunca irá para a frente pela simples razão de os aparelhos partidários, velhos, desgastados, corruptos, clientelares, fechados, máquinas de emprego público e de muita cacicagem, não quererem assinar a sua sentença de morte.
De resto desenganem-se os iludidos, que os restantes vértices do regime também são enfermos e não auguram nada de bom. Perante a borrasca que nos ameaça a todos, atente-se como se encontra comprometido o papel basilar da Chefia de Estado, não especialmente por causa da proverbial aselhice do actual inquilino de Belém, mas pela natureza fundacional do cargo. Se a sua legitimidade sufragada eleitoralmente, especialmente nesta conjuntura, impele à intervenção e confusão de narizes com o Executivo, a sua real falta de poderes denuncia a sua patética inutilidade. Compreende-se porquê os mais genuínos republicanos, vacinados pelo regime semipresidencialista que vigorava na monarquia constitucional, sempre dispensaram a figura do presidente, ou a tal “benigna ficção” como lhe chama Miguel Morgado.
Hoje como nunca, a crise brutal que mina transversalmente toda a sociedade civil, apela à autoridade de uma voz (ou silêncio), independente, que seja ao mesmo tempo, representante dele próprio e de todos os que o antecederam e do todo que somos como povo, resiliente realidade transgeracional com 900 anos de História. É trágico, mas o regime não oferece aquilo que nunca como hoje foi tão urgente: uma reserva moral a montante da espuma dos dias, figura independente e aglutinadora de motivação e esperança. Algo impossível a quem emergiu da guerrilha politica e da gestão dos clientelismos e ilusórias negociatas que conduziram o país ao presente abismo. Estamos de facto entregues à deriva e favores europeus, cujos ventos esperamos se nos revelem indulgentes para com a nossa miséria. Que jamais as guerras, regicídios ou revoluções dos últimos duzentos anos conseguiram mitigar.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Discutir o regime
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
A república "impossibilitada"

À falta de melhor explicação sobre a "impossibilidade", o cancelamento à última hora da visita do Chefe de Estado à Escola António Arroio, onde era esperado às 10.30 com uma manifestação à porta, é um terrível sinal dos tempos. Onde está por estes dias difíceis - em que tanta falta faz - a tal referência unificadora e apartidária dos portugueses, a tal “ficção benigna” da Nação, como dizia em tempos Miguel Morgado?
















