sexta-feira, 20 de julho de 2012


Está já no prelo o Correio Real nº 8 que durante a próxima semana será distribuído de norte a sul de Portugal aos sócios da Causa Real. Saiba mais aqui.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Partir uma perna


Não foi falta de educação, usurpação de "funções" ou megalomania de povo promovido, a mulher do presidente da república sentou-se na cadeira, desenhada propositadamente para o eleito, para ver se a perna estava estável e não partia. Salazar caiu abaixo de uma e esta primeira-"dama" dá-se bem no Palácio...

sábado, 23 de junho de 2012

O aborrecimento de alguns, é a satisfação da imensa maioria

O Hino e a Bandeira causarão alguns azedumes entre os sátrapas do costume, mas a verdade deve ser reposta. Foi precisamente o que o Zé fez. Divulguem o video e o texto de apresentação no youtube: "A Portuguesa foi composta por Alfredo Keil e Lopes de Mendonça, em desagravo pelo Ultimatum de 1890. Num sobressalto patriótico, dedicaram a Marcha a D. Miguel (II) de Bragança, então exilado na Áustria. A Portuguesa, pela sua letra apelando ao glorioso passado do Portugal de sempre, o da Monarquia, e pelo facto de ter sido oferecida à Casa de Bragança, é um hino claramente monárquico. Os republicanos aproveitaram a força de A Portuguesa, apropriando-se de uma obra que não lhes pertencia e que pela mensagem contraria aquilo que a república foi, é e sempre será: um desastre para Portugal. Mesmo após a Restauração que virá, continuará a ser o Hino da nação portuguesa."

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Entregar a soberania?



E então? Hipotecar formalmente um pouco mais da soberania Nacional por um prato de lentilhas e uma caçadeira encostada à nuca é o preço da saída da crise? Além de claramente definidos os limites dessa "união política", a colocar-se, ela terá imperetrivelmente de ser sufragada. Caso contrário será mais um passo firme para adensar a salganhada que constitui esta desgraçada Europa desenhada à revelia dos povos nos gabinetes de Bruxelas por sociólogos, ex-hippies, trotskistas e comunistas arrependidos. Chamem-me lírico ou idealista, mas pela parte que me toca não aceito a hipoteca de nem mais um milímetro da minha Nação, uma extraordinária invenção que nem oitocentos anos de História conseguiram implodir. 

Declaração de interesses: sou dos que terei mais dificuldade a sobreviver à queda do euro - não possuo heranças, bens imóveis nem contas off-shore. Na minha casa, governa-se uma família de seis almas, um dia de cada vez, sem “ordenados” ou “empregos”, apenas à custa muita tenacidade a angariar trabalho para uma micro empresa sobrevivente a uma permanente extorsão fiscal. 

sábado, 9 de junho de 2012

Portugal - Sempre a nossa Causa!

Força Portugal!

E assim vai a República - mais um fado na Mouraria


Enquanto em Inglaterra os cidadãos rejubilam pelo regime e a sua democracia por aqui os portugueses, modernos, muito modernos e muito cientes do regime que herdaram, preparam-se para mais um arroto e um fadinho para os lados da Mouraria.

terça-feira, 5 de junho de 2012

O Jubileu deles

Tenho uma certa inveja de não podermos ter algum dia um Jubileu como os ingleses. Nós portugueses nunca soubemos crescer e adaptarmo-nos aos tempos, antes promovemos rupturas, que hoje sabemos terem sido tão brutais quanto inúteis, autofágicas.
Curta entrevista minha ao Diário de Notícias sobre o Jubileu de Isabel II

domingo, 3 de junho de 2012

Uma Pátria para lá do futebol




Confesso que me incomoda um pouco a campanha de histerismo criada à volta da Selecção Nacional na contagem decrescente para o Europeu de Futebol. Mais do que na expectativa indígena face ao certame, este barulho tem origem na necessidade imperiosa de compensar os patrocinadores do investimento publicitário investido e tal não era possível sem a adesão incondicional da comunicação social de massas.
Nesse sentido pouco me comovem os veementes e apelos de adesão a esse artificial sentimento de “nacionalismo” verde-rubro. Em pleno processo de enfraquecimento dos valores identitários e atomização social, reabilitar a Pátria para conveniências mercantilistas do jogo da bola é brincar com coisas sérias. Mais a mais sob o significativo risco de não passarmos de uma participação medíocre. Sim; o futebol é um jogo, com o que isso implica de fortuito e emocional. O patriotismo indispensável aos desafios que a Nação enfrenta, jamais poderá ser equívoco, mas sustentado em fundamentos consistentes, que só uma coesa comunidade de homens e mulheres conhecedores e livres garante. Coisa que não temos.
Por tudo isto, pareceu-me de uma assinalável salubridade a derrota ontem da selecção com os turcos, partida que não tive o desprazer de assistir. Um balde de água fria que coloca as coisas nas devidas proporções.
De facto, urge levantar o esplendor de Portugal, inspirar a alma lusitana, coisa que duvido aconteça nos relvados da Polónia e da Ucrânia. Mas se nessa roleta de sortes e azares o destino nos levar às finais, certo é que o meu coração não resistirá a bater acelerado e em uníssono com o País… mesmo que pelo sonho duma fugaz vitória.

PS.: Durante os doze meses de ano, faça sol ou chuva, da janela da minha casa e no fundo do meu coração a bandeira nacional que me inspira está sempre desfraldada. Não é verde e encarnada. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

As crianças na República Portuguesa


No passado ano de 2010, em que o regime "celebrou" os 100 anos de descalabro, muita coisa ficou por dizer. Das "virtude" da República os media não se cansaram de falar, de utopizar, de mentir, de imaginar, de contrapor com o antigamente. Mas, os factos não mentem, os dados demonstram o inverso dos discursos: com dados de 2009 – ainda sem o efeito "desta crise" – a República Portuguesa estava num incómodo 25 lugar, em 29, no que respeita à pobreza infantil. Pior que nós só os países subdesenvolvidos. Rezo para que a República não dure mais 100 anos, por este caminho de pobres passaremos a miseráveis.


terça-feira, 22 de maio de 2012

Acomodados à infelicidade



Os portugueses são dos povos menos satisfeitos com a vida, é o que se lê neste relatório da OCDE que avalia o bem-estar em 36 países europeus, apoiando-se em indicadores como a Saúde, a Educação, Trabalho, ou a própria “satisfação de vida” ponto em que rasamos o fundo da tabela. 
É empírico, uma mera opinião, mas parece-me que os portugueses são infelizes porque se sentem bem assim. Entretidos com os nossos medos e ressabiamentos, desconfiamos do sucesso e da felicidade, condenamos a sua exibição. E nada tem a ver com Salazar, talvez o próprio emerja de tudo isto, assim como os vários regimes e demais frustradas engenharias a que nos vimos sujeitando na expectativa duma redenção.
Talvez porque seja lenta a libertação de séculos e séculos de fome e pobreza, ao sabor das pragas e acidentes climáticos, que nos legaram estes genes desconfiados e amargos. Da herança do cristianismo sobreveio uma prática pagã de supersticiosidade, sem relação, sem densidade. E nem esta solar luminosidade imperial nos aquece o coração cinzento. Debruçados sobre um infinito esplendoroso Oceano, este inspirou-nos a diáspora e a saudade. Ah, pois! e a culpa, a culpa, essa inconfessável culpa, que se esconde sempre nos outros e nas circunstâncias, como um canto de sereia que nos enleia para os abismos da impotência. Acomodados à infelicidade. 
Pelo João Gonçalves, ficamos a saber que o dr. Medeiros Ferreira anda por aí numa rematada pedinchice para a manutenção do 5 de Outubro. Pois pode pedir à vontade que pelo menos durante os próximos anos, não há mais "Afonso Costa" para ninguém. Com Fátima a rebentar pelas costuras, há quem ainda não percebeu que certos mitos acabaram de vez, precisamente aqueles que julgavam extirpar as raízes culturais deste povo em apenas duas gerações. Vê-se! A divertida carta do homem que "negociou" a entrada de Portugal na CEE "por razões políticas", está preciosamente esmaltada com as fantasias e contorcionismos propagandísticos do costume, desde as negridões nocturnas do salazarismo que comemorava o 5 de Outubro com feriado, alçamento de bandeirola e banda a tocar A Portugesa, até à histérica exaltação do Venerando belenense de cada tempo! Como nota cómica, acrescentou a PIDE ao assunto, salientando as lojas de portas abertas durante a data de lazer do último dia de praia em cada verão secundo-republicano. Pois então o que poderá Medeiros Ferreira dizer de tudo o que se passa na 3ª República, com centros comerciais de portões e estacionamentos religiosamente escancarados no sacrosantinho dia? Pior ainda, Medeiros Ferreira diz não estar a pensar "só" no 5 de Outubro, mas a verdade é outra, o 5 de Outubro é o o único feriado que lhe interessa manter. Conforme-se. O país perdeu muitíssimo mais com o fim do 1º de Dezembro e isto no momento em que a República admitiu viaturas da Guardia Civil da Monarquia espanhola em ostensiva patrulha e estacionamento na placa do Monumento aos Restauradores de 1640. Como se não soubéssemos da gritaria e arrepelar de cabelos que se passou e ainda se passa em determinadas lojas... Claro que sabemos, disso somos informados regular e detalhadamente, mas sendo a coisalaica uma questão de quase integrismo religioso, percebe-se o fanatismo. Em suma, dá-nos tremendo gozo, até para aqueles azuis e brancos que usam avental fora da cozinha. Medeiros Ferreira pode esperar mais uns anos e quando os seus colegas voltarem ao poder, talvez lhe façam a vontadezinha. Se a Alemanha estiver pelos ajustes, claro.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Molecagem balsemeira

O programa tipicamente saloio desta praça, piroso, chiteiro a armar às sedas e como sempre fazendo de conta estar numa Hollywood que também não sendo grande coisa, pertence a outra galáxia. Uma assistência anónima, a não ser para algumas revistinhas da hora do corte no cabelo ou do dentista. Uma tantas gajas de dedaça na boca fazendo sair o assobio, a piadola persistentemente a fugir para as partes intermédias, a tronchuda chantrona apresentadora de apelido Pinheiro, uma criatura matinal e magistralmente rasca, de voz estridente e de uma vulgaridade ímpar, sempre a puxar a patorra para a chinela. Uma data de "revelações geniais" e de inevitáveis choraminguisses teatrinhocinema à cata de subsídios, naquele costumeiro pedinchar roçando a chulice a que os sistema se remeteu. A micro-burguesia platinada é isto, um globo de ouro que afinal representa a mais excelsa bosta nacional. Nesta época em que o próprio "chefe deles" conta - segundo o balsemado Expresso - com um hilariante e vergonhoso índice de "popularidade" de 1,7, claro que os aflitos engraxates de Balsemão - ele próprio a perfeita réplica de uma criatura da saga Star Wars - tinham de vir com uma graçola acerca do senhor D. Duarte de Bragança. Um sketch sem piada, ordinário, a suplicar por um forçado sorriso e que a ninguém engana. Sabíamos que dos moleques balsemistas tudo pode vir, mas isto é demais. Se a SIC falisse, não se perderia grande coisa.

sábado, 12 de maio de 2012

Magistratura de "influência"

Conhecendo-se as figuras e sabendo-se algo, embora pouco, das contas, ficamos então a saber o que quererá dizer magistratura de influência. Noutras paragens dir-se-ia tráfico.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Saldar


Conhecendo o espírito criativo português como conheço, no próximo feriado do 5 de Outubro vai ser um ver se te avias para ver qual das grandes empresas de distribuição vai subtrair mais povo à "efeméride". Coitados dos caviares e comunistas, ficaram sem trocos para encher as avenidas. Por mim, eu saldava esse nefasto feriado a 100%.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O jacobino

Em estado puro, a marselhesa a rebentar-lhe nos tímpanos, a saga napoleónica a animar-lhe o rosto, bastonário contestado, incontestável, ex-jornalista, omnipresente em qualquer canal televisivo, justiceiro de trazer por casa, diz que não é maçon mas parece, estamos a falar de Marinho Pinto. Outros atributos reconhecidos, a ignorância histórica, a idade média obscura, o anticlericalismo típico, as frases estafadas, pouco cortês, desancou a ministra da justiça (a quem faço um rasgado elogio) e por isso teve que ouvir reprimenda de amigos e inimigos. Não há problema, ziguezagueante, hábito antigo de demagogos, há-de continuar a iludir os tolos, mas a mim não me engana.



Saudações monárquicas



terça-feira, 1 de maio de 2012

Desculpem o mau jeito, mas nada será como dantes


Quem siga o debate político e acompanhe a Comunicação Social de referência, dificilmente encontra alusões à evidência de que navegamos no olho de um furacão, no centro de uma tempestade perfeita. Onde se entrecruzam as fragilidades do regime, o acumular de políticas criminosas, uma crise financeira exógena e determinantes transformações geoeconómicas. A algraviada de recados políticos que alimentam as manchetes dos jornais e abertura dos telejornais encobrem a crua realidade que vivemos: o fim de uma Era, de uma “construção” socioeconómica insustentável. Um aborrecido detalhe, cujo capítulo seguinte ninguém verdadeiramente quer saber, por respeito aos senadores e arquitectos de tão esplendorosa obra. É nesta ébria cegueira, em que os actores se recusam olhar para lá da espuma dos dias, entretidos que estão a discutir contas de mercearia, quem é o mais amigo do crescimento económico, do Estado Social, o mais socialista ou menos liberal, ou se será afinal o messias Hollande que nos vai salvar de Merkel e dos seus enfadonhos alemães. 
Por pior que seja a sua arquitectura, qualquer regime se aguenta enquanto é regado pelo dinheiro. E quando a torneira se fecha?
Com o diagnóstico feito há muitos anos, nem a centímetros do precipício o sistema mostra vontade de se regenerar. Se os partidos se desligaram das comunidades em detrimento da plutocracia que os alimenta, se os deputados não representam os eleitores, se o sistema semipresidencialista se revela uma manhosa irrelevância política, se a economia não gera riqueza que pague os descomunais custos do Estado, o que é que deveria ocupar as mentes brilhantes das nossas elites? A sua preocupação é a de sobreviver mais um dia e mais outro, um de cada vez, do estatuto e privilégios conquistados, que hipotecaram irremediavelmente várias gerações vindouras.
O que nos une hoje é a camarata de terceira classe do navio chamado Europa que mete água por todos os lados. Anestesiados pelas vagas alterosas, aos portugueses de pouco serve ou consola o mal dos vizinhos. É que, fiéis à nossa tradição ultraconservadora de nada mudar até tudo cair putrefacto, à trágica incapacidade de nos regenerarmos por nós mesmos, mesmo na evidência da catástrofe, corremos o sério risco de sermos o primeiro lastro a ir borda fora. E assim nos afundamos enroscados como lapas aos nossos "pais". Ao pai da Revolução, do Serviço Nacional de Saúde, da Constituição, do Socialismo, e de tantas outras ressequidas vacas sagradas. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ingovernáveis, ontem como hoje...



Segundo um relatório de um espião da coroa britânica de serviço em Lisboa ao tempo da “questão inglesa” era nas manobras dos chefes políticos que estava a lógica dos acontecimentos, porque em Portugal “a animosidade dos partidos é mais poderosa do que o patriotismo”.

George Petre, oficio a lord Salsbury, 31.3.1890 In D. Carlos – Rui Ramos, Círculo de Leitores 2006

Cravos vermelhos

Era o delírio. Naquele dia 25 de Abril de 1828, a Rainha surgiu à população da capital, percorrendo as ruas numa carruagem aberta e acompanhada pelo filho D. Miguel. Os loucos "vivas!" aos monarcas, alternando com o foguetório e os "morras" à gente da política partidária, soavam como o trovão da tempestade que desabaria sobre um país logo invadido e mutilado pelo sopro dos ventos convenientes às grandes potências. Era o 25 de Abril e a Rainha coberta de cravos vermelhos, sorria no dia da sua festa.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Há quem cace milhas e golpes de estado constitucionais


Em vez de andar a criticar o Rei de Espanha por crime algum, devemos olhar para o nosso umbigo. Os nossos chefes de estado são verdadeiros campeões de viagens com safaris à mistura, tartarugas, pescarias, festarolas, festanças, dançaricos e até agora só não deu para caçadas porque o "bardo" alegre ainda não foi eleito. Para que fique registado, Jorge Sampaio realizou 113 visitas ao estrangeiro durante os seus dez anos de mandato, menos 37 que o seu antecessor, o campeão, Mário Soares. Uma verdadeira caça às milhas e hotéis de cinco estrelas. Nestas 113 visitas e mariscadas Jorge Sampaio esteve ausente do país mais do que um ano, foram 435 dias, ainda longe do campeão que esteve ausente em comezainas perto de 500 dias!


Para ler o resto aqui.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O que interessa dizer sobre a "caçada" do Rei de Espanha ou como os tótós que cultivam o ódio contra as monarquias não fazem o trabalho de casa


1) Fotografia de 2006!!!!!!!
2) Viagem paga por empresários incluindo uma empresa de safaris de um magnata saudita!
3) O monarca não esteve presente como Presidente Honorário da filial espanhola do Fundo para a Conservação da Natureza (WWF).
4) Nesta caçada o Rei de Espanha não matou nenhum elefante.
5) A propaganda e o ódio contra as Monarquias continua, alegra (já agora, cumprimentos ao "bardo" dos charutos e caçadas, socialistas) e motiva a jhiad pró-república-das-bananas-abortos-chutos-e-pontapés.

sábado, 14 de abril de 2012

Os meninos à volta da fogueira

Nas últimas três décadas esvaziaram a autonomia das escolas, chafurdaram e manipularam os programas escolares com ideologia política, potenciaram a propaganda e a evangelização do "ideal" Republicano, partidarizaram as direcções escolares, ridicularizaram os professores, criaram uma instabilidade sazonal na gestão do acesso à carreira docente, criaram estatutos e mais estatutos para pais e alunos, sindicalizaram o conhecimento, elegeram a semi-deuses os meninos pós-Abril.


texto completo aqui

quinta-feira, 5 de abril de 2012

É tudo um preciosismo


O senhor Soares tem chauffer e passeia, à custa dos contribuintes e da igualdade, liberdade e fraternidade que a Constituição d'Abril permite, num carrito igual ao da fotografia. Mas, basta de críticas, ser apanhado a "199" Km/h ou instalado num "S350 4 Matic" são preciosismos comparados com aquilo que é a verdadeira marca, deste senhor, na historieta da III República.



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Tirem-me deste filme


O presidente desta república disse, quando interpelado sobre o fim do 13º e 14º mês, de ordenado, que não emitia opinião por estar a entrar para uma sessão de cinema a "nível particular" com a sua farste leidi. A repórter, estrábica, insistiu e o presidente discursou as mesmas palavras no mesmo tom de voz. Esta não-notícia televisiva teve o dom de despertar em mim a cobiça de saber qual o nome do filme que o chefe ia ver! Seria "Vergonha", "Compramos um Zoo" ou "o Artista"? Deixo a minha pergunta, também, aos leitores.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Notícias republicanas



1. Na Hungria, o Presidente demitiu-se após um escândalo relacionado com "copianço"- diz-se plágio - da sua tese de doutoramento.
2. Em França, surgem agora acusações dirigidas a Sarkozy. Tudo isto respeita ao terrorista Merah que segundo os habituais teóricos da conspiração, era um agente dos serviços secretos franceses e assim serviu perfeitamente os interesses eleitorais do "President miston" em exercício. Impagável.
3. O "Messiê" Vichysoise Rebelo de Sousa - o eterno candidato a não-candidato a Belém -, meteu-se numa terrível embrulhada com o Partido Socialista. Imagine-se o que aconteceria se por desastre nacional, este comentador de futebóis, viras, broas, bancos, secas e inundações, chegasse à "Suprema Magistratura"... Lá se vai "para o brejo" a tal independência dos Presidentes da coisa. Cavaco Silva, o mais ignorado líder sombra do PSD, tem feito o que se sabe, mas com "Messiê" Vichysoise, seria ainda pior. Quando o PS se convencer das vantagens da Monarquia Constitucional, basta um piparote na porta e o tal famoso edifício de "pedra e cal" desfaz-se em pó, ou melhor, num montículo de areia.
4. Em Portugal, ali para a Av. da Liberdade, a gente da embaixada da Argentina resolveu colocar uma microscópica coroazinha de flores diante do mamarracho bolivariano conhecido por "El Cabezudo". Como se esta espécie de General Tapioca avant la lettre tivesse algo a ver com a Argentina. Isto, para celebrar a clamorosa derrota na Guerra das Falkland, quando a republicana tropa fandanga da Casa Rosada, foi derrotada pela Royal Navy. Eis uma kirchenerada em plena Lisboa, atestando a "chavização" do regime da Senhora manicura de Buenos Aires. Só visto!

terça-feira, 27 de março de 2012

Retrocesso

Há uns dias discutia com uns conhecidos umas coisas banais quando um dos convivas disse que "pelo menos a república foi um avanço"! Descobri ali o motivo para render o meu dia e parti para umas pequenas frases que deixaram os meus parceiros um bocado engasgados sem grande vontade para falar. Sim, porque a república não foi, ou é, a fase adulta da Monarquia, não é a "sequência" natural da monarquia, porque a república não foi um avanço foi um gigantesco retrocesso, porque se a república só tem como virtude trocar "o nobre pelo homem do povo", como me disseram, então, porque se exalta o "nobre povo" que se cantarola no hino? A república tornou o nosso estado numa coisa privada, uma coisa de amigos e partidos. Perdeu a sua identidade pública e sem Rei não é res pública.

sábado, 24 de março de 2012

A República é uma coisa terrivelmente francesa, mal contada, imposta...


Para abrir o apetite aqui vos deixo um excerto da entrevista de Pedro Mexia a Miguel Esteves Cardoso hoje publicada na Revista do Expresso.

(…) Pedro Mexia - Ao mesmo tempo que há essa dimensão quotidiana, também há um lado mais ideológico: a fundação Atlântica, o prefácio a um livro de Teixeira de Pascoaes e a monarquia. O prefácio ao livro de Pascoaes sobre Portugal é uma verdadeira carta de amor.

Miguel Esteves Cardoso – Portugal é um país especial, os portugueses são especiais. Há aqui qualquer coisa de muito bom, qualquer coisa que merecia ser acarinhada e guardada, a nossa maneira de ser, a nossa boa educação. (…) Já desisti há muito tempo de lutar pelos princípios. Fiz a minha tentativa, as pessoas têm o direito quando são novas, fazem jornais, fazem uma tentativa de editora, tentam mudar a cultura do país, mas a partir dos trinta, trinta e tal, pronto. Tinha princípios, como restaurar a monarquia, tinha sonhos políticos para Portugal, mas abandonei-os completamente.

Pedro Mexia – Parece haver uma ligação entre esse amor por Portugal e o ideário monárquico.

Miguel Esteves Cardoso – Há. A República é uma coisa terrivelmente francesa, mal contada, imposta.

Pedro Mexia – Como chegou à monarquia?

Miguel Esteves Cardoso –  Eu nunca cheguei foi à República. Comecei pelo D. Afonso Henriques e fui por aí adiante. Eles é que fizeram a alteração, não fui eu.

Pedro Mexia – Mas do ponto de vista das convicções pessoais…

Miguel Esteves Cardoso – Conhece o D. Duarte? Uma coisa se nota, quando se fala com ele, é a maneira como se preocupa, mesmo, com toda a gente, com tudo o que faz parte de Portugal. Não há nenhuma noção de sectarismo. É uma pessoa obrigada a uma responsabilidade, recebeu esse legado e tem de tomar conta, saber as coisas. Isso é muito impressionante, não é para glória dele, é uma continuação.

Expresso Revista 24 de Março 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

Reis-escravos

"Aos Reis não se aplica, decididamente, o "sistema social europeu". Começam a trabalhar aos quatro ou cinco anos de idade (trabalho infantil), não têm horário laboral (a Rainha de Inglaterra dedica 16 horas diárias a actividades oficiais) nem fim-de-semana, não auferem de reforma (trabalham vitaliciamente até ao passamento), as horas de lazer confundem-se com obrigações, as deslocações ao estrangeiro são cerrada e infindável sucessão de actos protocolares.
Acresce que os Reis não têm privilégios e se os têm resumem-se apenas a privilégios onerosos, aqueles que exigem um sorriso permanente, apertos de mão a multidões, participação em actividades filantrópicas, galas, inaugurações, banquetes, paradas militares, actos religiosos, discursos. Os Reis são o que resta de uma ordem antiga onde a cultura do dever se sobrepunha à cultura dos direitos. Mais, os Reis são escrutinados do nascer do sol ao momento em que recolhem, extenuados, ao leito, não podem ir a uma praia, sentar-se num restaurante, ir a um cinema. Vivem em permanente prisão e dela só se libertam quando dormem.
Há quem os inveje. São os pobres desmiolados, comummente gente riquíssima servida por legiões de criados, com vida privada roçando o hedonismo.
Ontem, ao assistir ao triunfo do Sistema Westminster sobre essas outras "democracias" plutocráticas que fazem as delícias de tanto pateta, tanto demagogo e tanto carreirista, confirmei a superioridade moral, funcional e estética da monarquia."


Miguel Castelo Branco, in Combustões

terça-feira, 20 de março de 2012

C' alhos

Membros de uma seita secreta controlam e observam as "secretas" do país. Querem mais palavras para definir o que é a República? Para os adeptos deste regime não há incompatibilidades dentro da cloaca...

domingo, 18 de março de 2012

Fundação Casa de Bragança recusa acesso a relatório e contas

Fundação Casa de Bragança tem um vasto património,
mas esconde as contas de 2010. Os monárquicos acham "muito estranho".
S.A.R. D. Duarte não comenta as voltas da Fundação

A Fundação da Casa de Bragan­ça não permite o acesso às suas contas, alegando ser necessária autorização prévia da Presidên­cia do Conselho de Ministros, O Governo estranha a atitude e re­mete para a instituição a presta­ção de contas sobre o seu vasto património imobiliário que in­clui os bens pessoais do último rei de Portugal, D. Manuel II. Entre este pingue-pongue, o Ex­presso aguarda há duas sema­nas pelo acesso ao documento. "É inacreditável", diz. Augusto Ferreira do Amaral, monárqui­co e consultor jurídico de D. Duarte, o último duque de Bra­gança. "A Fundação, como enti­dade pública, devia ter a mes­ma obrigação de transparência exigida de qualquer outra pes­soa colectiva", afirma ao Expres­so. A verdade, porém, é que "não existe qualquer inventário de bens ou balanço publicado pela Fundação", prossegue Fer­reira do Amara, que condena o facto de a gestão da instituição ser feita "em circuito fechado, sem qualquer transparência". Natália Correia Guedes, presi­dente da Junta da Fundação Ca­sa de Bragança, disse ao Expres­so que o "último Relatório e Con­tas da Fundação, referente ao exercício de 2010, foi aprovado em 31.3.2011", mas condicionou a divulgação do documento a prévia e "competente autoriza­ção da Presidência do Conselho de Ministreis", O Governo autori­zou. Mesmo assim, a Fundação não cedeu ao Expresso o relató­rio e contas.
O clima de crispação entre a fa­mília Bragança e os administra­dores da Fundação ê indisfarçá­vel. Por diversas vezes e nos últi­mos anos, garante Ferreira do Amaral  “esteve para ser accionado um contencioso" contra os dirigentes da Fundação.
Os monárquicos apoiantes do duque de Bragança, D. Duarte, não escondem que "há matéria jurídica" para contestar a deci­são de "confisco dos bens da fa­mília" em favor do Estado, de­cretada por Oliveira Salazar em 1933 e que deu origem à actual fundação. "D. Duarte esteve, vá­rias vezes, para fazer sair esse contencioso", garantiu.
A tensão aumentou, nos últi­mos anos, quando foi abandona­do o princípio - consagrado por Salazar — de que metade dos di­rigentes da Fundação da Casa de Bragança fosse indicada pela família. "Essa cláusula desapare­ceu, nenhum membro da actual Junta da FCB tem qualquer liga­ção à família", diz Ferreira do Amaral. A verdade, porém, é que com a morte do último administrador, João Amaral Cabral, e a sua substituição por Marcelo Rebe­lo de Sousa, fica vago um lugar na direcção da Fundação da Casa de Bragança, composta por sete membros, nomeados de forma vitalícia. A necessidade de preencher o lugar, aliada à mu­dança da direcção para uma per­sonalidade "inteligente e com sensibilidade" pode ajudar a "en­contrar uma solução", diz o mo­nárquico. Para já, afastou-se a possibilidade de processar a fundação e confia-se na capacidade de Marcelo Rebelo de Sousa para “estabelecer conversações com a família”.
Para Augusto Ferreira do Ama­ral, "pode ser negociado um pla­no que leve a família Bragança a ter uma presença mínima na Fundação". O fundador do PPM, Gonçalo Ribeiro Telles, es­pera "um gesto" de Marcelo pa­ra pacificar as relações entre os Braganças e a Fundação. Mas o gesto ainda não chegou.


Rosa Pedroso Lima – Expresso 17 de Março 2012

sábado, 17 de março de 2012

Marcelo vai ter de reconhecer a actual dinastia de Bragança

"A existência da própria Casa de Bragança é,
evidentemente, um bom ponto de partida para se iniciar um processo de restauração".
Quase a fazer 90 anos, Gonçalo Ribeiro Telles mantém firme a defesa incondicional de uma monarquia democrática.

Gonçalo Ribeiro Telles, monárquico convicto e fundador do PPM, fala sobre a mudança de liderança da Fundação Casa de Bragança. Acredita que Marcelo Rebelo de Sousa vai reconhecer' "a actual dinastia de Bragança" e assume que a devolução do património) da fundação à família "e um processo em curso".

Expresso: Para os monárquicos é boa notícia ter um republicano à frente da Fundação da Casa Bragança?
GRT - Com certeza. Desde logo porque o novo presidente é um profundo conhecedor do assunto.


Exp. Não é estranho que seja logo um potencial candidato a PR o responsável pelo legado pessoal do último rei de Portugal?
GRT - O problema é dele. Foi nomeado, penso que é uma pessoa digna para assumir as funções e agora tem possibilidade de mostrar toda a sua autenticidade.


Exp. A fundação tem desempenhado bem o seu papel?
GRT: Da fundação foi criada na 11 República por Salazar. A continuidade da Casa Real passou de D. Manuel II para D. Duarte Nuno (pai do actual duque) e hoje para D. Duarte e família. Com certeza que o presidente da fundação tem isto em consideração e vai estabelecer uma ligação indispensável com a família, quer pela importância que tem para o país a dinastia de Bragança como pala a própria autenticidade da fundação.


Exp. Há queixas sobre o divórcio entre a família de Bragança e a fundação...
GRT - Nem é um divórcio! Não há qualquer ligação. A fundação funcionou como unia instituição do Estado e não se relacionou de forma alguma — como deveria ter feito — com a dinastia, que tem uma face humana.


Exp. Sendo uma instituição do Estado, a fundação deve aproximar-se da família Bragança?
GRT - Fundamental! Até pelo respeito que lodos nós devemos à família Bragança. Mesmo os republicanos! Desde o problema da independência nacional, até ao problema da liberalização da sociedade portuguesa, deve muito à dinastia de Bragança. O reconhecimento desta actual dinastia como património de todos nós é importante. Tenho a certeza absoluta de que o próximo presidente da fundação o vai fazer.


Exp. O que correu mal na relação entre a FCB e a família?
GRT - Da distância. Salazar tentou evitar um problema, afastando o mais possível a dinastia de Bragança dos portugueses,


Exp. Salazar pretendia que parte da direcção da fundação fosse indicada pela família...
GRT. Mas este não é um problema de 'pane', nem de 'metade' dos membros indicados pelo Estado ou pela família. O novo presidente vai ter de reconhecer na fundação toda a sua ligação com D. Duarte e com a Casa Real.


Exp. Os monárquicos querem que a fundação seja uma âncora para defesa dos seus ideais?
GRT - Não é a defesa dos ideais monárquicos, mas do património de Portugal Quando o povo português quiser defender os ideais monárquico; fá-lo-á de uma forma democrática. Não através de qualquer instituição.


Exp. Gostava que a fundação desse maior visibilidade à causa monárquica?
GRT - Não. Gostaria que desse mais visibilidade à Casa Real. que encarna esses ideais.

Exp. A devolução do património da fundação é um caso aberto?
GRT - Partilho a opinião de Augusto Ferreira do Amaral, que tem muito mais conhecimento jurídico do que eu.


Exp. Ou seja, que se tratou de uma espoliação de património, que deve ser devolvido à família...
GRT - Com certeza! É um processo que está em curso.


Exp. O facto de um professor de Direito estar à frente da fundação ajuda a encontrar uma solução?
GRT - Pode ajudar. Mesmo dizendo-se um republicano.


Exp. Não precisa ser monárquico?
GRT - Não, basta ser português.
Rosa Pedroso Lima – Expresso 17 de Março 2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

Mau mau Maria


Manuel Maria Carrilho escreve no expresso um artigo que intitula de Sem Grandeza. Fala sobre a República e exercita uns adjectivos que só poderão ser seus, filosóficos. É o que eu mais aponto nos políticos; estarem longe da realidade. Esse mito do "homem" que emerge pelos votos ao "cargo" mais alto da nação tem muita falácia. Toda a prosa republicana acenta na probabilidade (bipartida, tripartida) dos partidos grandes (sem grandeza!) elegerem um dos seus para o controlo do estado. Nem um só cidadão independente chegou – ou chegará – a presidente. Dito isto, o filósofo escreveu com o único intuito de dar pau no presidente da república que anda por estes tempos com as costas quentes. Coitado, pois, de facto, numa República nunca haverá grandeza independentemente de quem esteja sentado no penico.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Uma única utopia: Portugal




Somos uma Nação mal habituada ao decadente vício da autofagia. Não sei se podemos atribuir esse handicap, como afirma Henrique Raposo, ao “Instinto queirosiano” de que se impregnam as elites indígenas e que bloqueia a assunção de qualquer coisa de positiva sobre Portugal, mas uma coisa parece evidente: a aposta na promoção e dignificação dos símbolos e instituições nacionais seria um bom negócio para o País. Um projecto que pela intrínseca alteração de paradigma, exige um profundo consenso e empenhamento de todos os que “podem”, um penoso trabalho e investimento no longo prazo. Acontece que esta é a única fórmula limpa de o Estado se fortalecer sem onerar o contribuinte. Apesar de tal coisa ir contra a lógica mediática do conflito gratuito e dos resultados imediatos, esta é a única maneira de se viabilizar uma comunidade identitária, de motivar as pessoas a vestirem uma camisola da qual se possam orgulhar e pela qual possam bater, na sua cidade, família ou no trabalho.
Nos últimos duzentos anos as fracturas e a desconstrução permanente dos nossos símbolos, instituições e da nossa própria História, conduziram os portugueses à descrença, à desconfiança e à apatia generalizada. Uma mentalidade derrotista e sebastiânica que se traduz em trágicos resultados para a economia, e a prazo nos condena à extinção.
Levantar hoje de novo o esplendor de Portugal é um projecto premente para a nossa sobrevivência e uma utopia em que vale a pena investir e pela qual vale a pena lutar.  

* Fotografia de Homem Cardoso para o livro Navio Escola Sagres

quarta-feira, 7 de março de 2012

Petisqueiros


O funcionário-mor de Belém tem uma petição que o deseja relegar por causa de uma "ofensa". Onde estão as petições sobre o julgamento dos ministros e políticos que ofenderam a nação e o cofre comum através do roubo, compadrio e a traição? Isto é um país de petiscos habitado por petisqueiros.

E hoje a quem serve?

Foi recentemente recusada pela Junta Administrativa da Casa de Bragança sepultura à Senhora Infanta Dona Adelaide de Bragança em Vila Viçosa. Uma vez que estão lá sepultados suas Irmãs ( Dona Filipa e Dona Antónia ) e seu Irmão, SAR o Senhor Dom Duarte Nuno, gostaria de saber com que base a Junta Administrativa recusou receber aquela que foi uma neta de um Rei de Portugal e que tanto trabalhou para os mais desfavorecidos.
 Responde o historiador Rui Ramos: "Salazar teve sempre muito cuidado para que a Família Real não tivesse meios, de que nunca conseguisse ter autonomia financeira, pelo que não deixou que herdassem os bens de Dom Manuel", acentua. Em síntese: queria a realeza "dependente e vulnerável"

terça-feira, 6 de março de 2012

"Focke" Wulff



Por cá, sabemos como a geringonça se paga. Na forreta Alemanha, os passivos presidenciais não se ficam por ninharias, senão vejamos:

O recentemente deposto Sr. Christian Wulff, receberá uma pensão vitalícia de 199,000 € anuais, embora apenas tenha mourejado menos de dois anos no trabalho de Hércules de totalmente ignorado corta-fitas berlinense. Alguma vez ouviram falar no fulano? Claro que não.
Mesmo assim a sortuda esposa, catorze anos mais nova que o derrubado vígaro de águas paradas, em caso de morte ficará também a título vitalício com a pensão completa do defunto. Sendo já seis os presidentes passivos em sistema comensal - juntando-se a estes uma viúva alegra como convidada para o banqueta -, os alemães ainda pagam fundos para um gabinete com o staff de assessores, além de uma limusina com chauffeur. Tal qual como em Portugal, há assim que desculpá-los. Já bem longe vão os tempos em que o Kaiser tinha de permanecer no seu posto até ao momento de partir para o Walhala, não havendo desculpas para reformas e "bem-bons" logo aos cinquenta e dois anos.

Por cá estamos na mesma, as somas serão assim tão diversas, apesar de Portugal ser infinitamente menos rico e produtivo em comparação com a Alemanha. Ficamos contudo em vantagem, porque por agora apenas temos Cavaco Silva na actividade que se sabe, enquanto outros três antecessores vão mais ou menos se entretendo, bem provavelmente "à alemã".

quinta-feira, 1 de março de 2012

Escola para a submissão

  

Como educador de quatro crianças, encontro amiúde uma tão premente quanto velha questão com a qual fui de novo confrontado há dias ao ajudar a minha filha num trabalho de História do 6º ano sobre a Revolução Francesa: acontece que passam governos de direita e de esquerda, passam anos e décadas depois do PREC e nós conformados que se continue a ensinar às criancinhas a disciplina de História sob a óptica do Materialismo Histórico. Acontece que dá muito trabalho desmontar da cabeça duma criança a perspectiva do passado maniqueísta, repleta de juízos explícitos sobre uma Nobreza opressora, um Clero interesseiro, uma Burguesia gananciosa e o povo oprimido, vítima de tudo o mais. Ensina-se aos miúdos que a História da humanidade é um campo de batalha entre classes sociais (tornadas entidades corpóreas auto-conscientes), entre opressores e oprimidos, uma ascendente sucessão de acontecimentos, cujo desenlace é a vitória dos bons contra os maus, consubstanciada na modernidade dos dias de hoje.
Infelizmente ou felizmente a coisa não funciona assim e percebe-se que seja considerado perverso pelos pedagogos do regime revelar às criancinhas certas “fontes”, factos e pensamentos que denunciem a prevalência de um relativismo casuístico na História.
De facto como referia há umas semanas Filipe Paiva Cardoso, no jornal i custa a aceitar que o nosso país não tenha a força para reclamar o lugar de topo na história da civilização, quando, quase cento e cinquenta anos antes da Tomada da Bastilha, exibe num seu documento fundacional, a legitimação democrática de D. João IV, no assento das cortes de Lisboa em 1641, algo como “[...] sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins [vida, liberdade e felicidade], cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la” – e “Nenhum indivíduo pode exercer autoridade que dela [nação] não emane expressamente”.
De resto, quase duzentos anos depois de outorgada Carta Constitucional, nesta república modernaça e democrática por acaso hipotecada aos estrangeiros, alguém acredita que a igualdade do cidadão perante a lei já tenha passado das intenções à realidade? E sabiam V. exas que, ao contrário do que acontecia na Idade Média a que eles chamam “das Trevas”, hoje neste País é possível adquirir-se um relógio por 5.000.000 euros ou um Yacht por 500.000.000,00 de euros, enquanto uma família dos subúrbios de Lisboa vive com 500,00 euros por mês, e uma outra em África sobrevive com um por dia? Querem impingir uma linha condutora a isto tudo? Haja paciência!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Encalhados num beco da História



António Ribeiro Ferreira com o amargurado cepticismo com que nos vem brindando nos seus editoriais do jornal i, hoje retoma en passant um assunto de vital importância para o nosso regime em acelerado estado de corrosão: a reforma do sistema político.
Porque no meu entender o parlamento é o órgão de soberania plural e democrático por excelência, onde salutarmente se deveriam confrontar as diversas facções representativas de interesses e ideias, é trágico concluirmos que a famosa reforma nunca irá para a frente pela simples razão de os aparelhos partidários, velhos, desgastados, corruptos, clientelares, fechados, máquinas de emprego público e de muita cacicagem, não quererem assinar a sua sentença de morte.
De resto desenganem-se os iludidos, que os restantes vértices do regime também são enfermos e não auguram nada de bom. Perante a borrasca que nos ameaça a todos, atente-se como se encontra comprometido o papel basilar da Chefia de Estado, não especialmente por causa da proverbial aselhice do actual inquilino de Belém, mas pela natureza fundacional do cargo. Se a sua legitimidade sufragada eleitoralmente, especialmente nesta conjuntura, impele à intervenção e confusão de narizes com o Executivo, a sua real falta de poderes denuncia a sua patética inutilidade. Compreende-se porquê os mais genuínos republicanos, vacinados pelo regime semipresidencialista que vigorava na monarquia constitucional, sempre dispensaram a figura do presidente, ou a tal “benigna ficção” como lhe chama Miguel Morgado.
Hoje como nunca, a crise brutal que mina transversalmente toda a sociedade civil, apela à autoridade de uma voz (ou silêncio), independente, que seja ao mesmo tempo, representante dele próprio e de todos os que o antecederam e do todo que somos como povo, resiliente realidade transgeracional com 900 anos de História. É trágico, mas o regime não oferece aquilo que nunca como hoje foi tão urgente: uma reserva moral a montante da espuma dos dias, figura independente e aglutinadora de motivação e esperança. Algo impossível a quem emergiu da guerrilha politica e da gestão dos clientelismos e ilusórias negociatas que conduziram o país ao presente abismo. Estamos de facto entregues à deriva e favores europeus, cujos ventos esperamos se nos revelem indulgentes para com a nossa miséria. Que jamais as guerras, regicídios ou revoluções dos últimos duzentos anos conseguiram mitigar.