terça-feira, 2 de abril de 2013

Faltam oito dias

 
"Liberdade 232" é uma selecção dos meus comentários, crónicas e memórias num livro com 192 páginas ilustrado com fotografias de Osias Filho, com prefácio de Henrique Raposo. O lançamento do livro, para a qual convido desde já todos os meus seguidores nestas lides dos blogs, terá lugar no próximo dia 9 de Abril no Instituto Amaro da Costa, na Rua do Patrocínio nº 128-A em Campo d'Ourique, e contará com a apresentação do escritor Francisco José Viegas e do Rev. Padre Pedro Quintela.

Mais informações estão aqui.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O Regicídio

Amanhã, 1 de Fevereiro, passam 105 anos desde o acto acto fundador da república. O Regicídio foi o acontecimento decisivo e cuidadosamente planeado, seguindo-se os anos de violência generalizada, incúria da coisa pública e radical cerceamento das liberdades políticas do povo português. Neste momento gravíssimo que o nosso país enfrenta, o Regicídio ainda se encontra bem enraizado na memória histórica dos portugueses, finalmente conhecedores do catastrófico resultado da inconsequente paixão política, do desrespeito da legalidade e da descarada subversão de um regime progressivo. Pelas razões que se conhecem, a evocação do 1º de Fevereiro será incómoda para a imensa maioria, mas não deixa de ser o elemento essencial que desligitimiza este regime imposto pela força e jamais referendado.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

PRÉMIOS de 2012


(...)

1) "Prémio Viva a República":
Ex-equo para o Professor Cavaco Silva e para Mário Soares. Ambos mostraram bem como a República chegou aos 102 anos com as tetas programadas para os "seus iguais".
2) "Prémio Extremo"
Para o sindicalista Arménio, por combater para que esta república fosse a Arménia, das décadas de 30-90 do séc. passado.
3) "Prémio Quem Vier Atrás que Bata a Porta"
Ex-equo para todos os primeiros ministros desde o 25 de Abril. Menção Honrosa para o penúltimo, o engº técnico, José Sócrates.
4) "Prémio Renova Extra-grosso e Calejante"
Para a Constituição da República Portuguesa.
(...)
9) "Prémio Maior Cegueira"
Ex-equo para a maioria do povo português, em particular para os que defendem este regime republicano da "Igualdade", "Liberdade" e "Fraternidade".
(...)
12) "Grande Prémio Ver Se Me Apanhas"
EX-equo para a "Justiça" na República Portuguesa e para a escumalha que se dedica a pôr a dita à prova.
 
 
 
Artigo completo aqui.

sábado, 15 de dezembro de 2012

O reino da fama fácil.

Lara Xavier, a autora deste livro, "iniciou-se na escrita em 2007, com o livro Gosto deles porque sim, e desde aí tem tido presença constante nos escaparates."


Praticamente todas a semanas sai um livro novo sobre intimidades, sinais de loucura ou extravagâncias dos Reis de Portugal. São tantos os títulos carregados de letras gordas, pontos de exclamação e bandas vermelhas a chamar a atenção do leitor para a polémica obra, que por vezes é impossível confundirmos as livrarias com uma uma papelaria onde entrámos para apreciar revistas cor-de-rosa ou jornais polémicos. Efectivamente toda esta literatura apresenta-se-nos como as notícias que vendem os ditos jornais e as citadas revistas. Aliás a maioria é produzida por jornalistas.
Efectivamente, se perdermos algum tempo a procurar informações sobre os autores nas badanas encontramos um universo de considerações absurdas que nos leva a pressentir o teor da matéria que vamos ler: a maioria provém da comunicação social light, uns associados ao Correio da Manhã, 24 Horas ou periódicos gratuitos, outros guionistas de séries sobre adolescentes problemáticos e outros, ainda, gestores de projectos que se assumem simples apreciadores das vidas régias - tão apreciadores que no meio da História apenas lhes interessa vasculhar no lixo. Também há médicos e advogados, coisa não rara na historiografia e nas genealogias, cuja posição social e profissional o parece habilitar para a redacção da História.
Não se excluem desta listas alguns licenciados e mestres em História, ou mesmo arqueologia, que compreenderam (e bem) que os árduos degraus da qualidade se podem contornar pela rampa do trabalho fácil, da polémica e da vulgaridade. É sabido que em caso de mediocridade intelectual ou académica, a solução é tirar a roupa, para assim vender atributos que eventualmente compensem a ausência de matéria cerebral. Poupando-nos à visão destas criaturas pseudo-literárias como vieram ao mundo, optam por despir os Reis e as Rainhas de Portugal, procurando assim rentabilizar assuntos que apenas dominam no mundo torpe em que foram criados.
É claro que a historiografia académica portuguesa ignora o fenómeno e finge recusa encarar o problema: estereótipos reproduzidos até à náusea, deturpação de acontecimentos e factos, vulgarização do trabalho de investigação. Embora um historiador devidamente formado numa universidade demore anos a produzir uma biografia régia, entre investigação em arquivo e redacção, como as da colecção Círculo de Leitores, um jornalista ou um auto-didacta demora apenas algumas semanas a coser meia dúzia de banalidades noutras edições não menos medíocres.
As editoras rejubilam com estas estórias de baixa qualidade. Os autores ganham fama e dinheiro e o público "cultiva-se" com a linguagem baixa e "simples", que não obriga a pensar.
Depois admiram-se da situação actual. Até compreenderem que só a ler jornais desportivos, "revistas Maria" e títulos fáceis não vamos a lado nenhum, dificilmente conseguiremos saír do estado estupidificante a que chegámos.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Comemorações da Restauração da Independência

«Estamos a viver mais um 1º de Dezembro, o dia em que se afirmou a vontade de independência nacional e os portugueses disseram “Nós somos livres e o nosso Rei é livre”. Para nós, o 1º de Dezembro aconteceu uma vez e o 1º de Dezembro acontec
erá sempre.»

Excerto da mensagem Mensagem do Chefe da Casa Real portuguesa, Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança no 1º de Dezembro de 2012.

Foto Gerardo Santos, Global Notícias (DN 2 de Dezembro 2012)

sábado, 1 de dezembro de 2012

A verdadeira revolução


É com democracias destas e regimes destes que o dia de hoje, 1º de Dezembro, ganha especial significado. Como diz o Nuno Castelo Branco, "o plano B falhou, temos o plano A". O "plano B" trouxe-nos a repressão, o medo, a mentira, o partido único, o despotismo, a miséria, os complexos sociais, o ressabiamento e a inveja pelo próximo, a frustração dos idiotas, a ditadura, a falta de patriotismo, a traição e entrega à morte de conterrâneos, o ignóbil oportunismo dos democratas que se aviltaram dos bens públicos, a maior desigualdade social de que há memória, e por fim o nosso fim, pela ausência de esperança. Talvez por isso, a restauração da Monarquia seja a verdadeira revolução que está por fazer.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Participação cívica


Esta inaudita época da tecnologia conquistou os cidadãos para uma perversa ilusão de participação cívica em discussões, "grupos" e "petições" virtuais para todos os gostos e feitios. Entre a colheita dumas couves no Farmville, a aceitação dum convite a um evento que nunca irá, à distância dum clique se adere a um qualquer grupo a favor do Crescimento Económico ou contra a Pesca à Linha. O problema é que com o esforço dum dedo e três neurónios se cria a ilusão de participação cívica.
Resta saber o que é que cada um de nós está disposto a fazer por aquilo em que acredita depois de sair da frente do computador.

sábado, 24 de novembro de 2012

Essa é que é, Eça!


Enquanto à inviolabilidade do chefe do estado oferece-nos expor o seguinte:
Há um cidadão a respeito do qual é permitido ao jornalista mais timorato ou mais covarde escrever quotidianamente as alusões mais aviltantes, insinuar as calúnias mais pérfidas, apontar os insultos mais profundos, sem o mínimo risco de que o agredido tente no dia imediato esbarrar a cabeça do agressor sobre o delito respectivo. Esse cidadão é o rei.
Difere singularmente da educação dos outros homens a educação dos reis constitucionais. Os outros homens desenvolvem a sua razão para acertarem com a escola de uma religião ou de uma politica; o rei cultiva a sua razão unicamente para a sujeitar à política e à religião que lhe derem.
Os outros homens criam as suas ideias para as fazerem combater e triunfar; o rei dispõe as suas do modo mais conveniente para poderem submeter-se às ideias estranhas.

(Eça de Queiroz, As Farpas, Julho de 1871).

domingo, 4 de novembro de 2012

Presente, como sempre!

Foi notória a ausência da República. Nem very expensive residente em Belém, nem refugiado primeiro-ministro, tímidos ministros, duvidosos conselheiros de Estado, etc etc. Não faltaram os representantes das Forças Armadas, não faltou a Igreja e o Poder Local. Tal como nos tem habituado, o verdadeiro e único Chefe do Estado esteve presente, honrando a inauguração do monumento a Nuno Álvares Pereira, um símbolo da nossa agora agonizante soberania. Ontem, o povo português em Barcelos - e também na Marinha Grande -, com a Bandeira do costume.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Onde é que eu já ouvi isto?!



A celebração do centenário da República (benza-a Deus!) não foi capaz, nem para tal foi vocacionada, de dar o outro lado das coisas, aceitando a honra e o patriotismo dos que lhe resistiram. E no entanto, esse lado existe, existiu, pelo menos até que uma qualquer Censura o amordaçou. Entretanto, não pouca propaganda houve, até por amanhãs que cantam: «para que possa sobre nós raiar | mais depressa uma aurora apetecida...» Livra!!

Afonso Costa fez tudo o que estava ao seu alcance para ser a inspiração dos génios do lápis e da tinta-da-china, e mereceria uma grande exposição desses desenhos que a maior parte das vezes o deixaram bem mal no retrato, mas alguém poderia bem dizer: — Foi merecido!

Vasco Rosa daqui

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Manifesto - A Unir Portugal desde 1143



Subscreva o manifesto da Causa Real, junte o seu nome a tantos outros como os de Gonçalo Ribeiro Telles, Pedro Aires de Magalhães, José Adelino Maltês, Hélio Loureiro, Paulo Teixeira Pinto e tantos outros, aqui!

domingo, 23 de setembro de 2012

Os responsáveis

No Conselho de Estado da passada sexta-feira, estiveram presentes todos os principais responsáveis pela situação a que o país chegou. Muito justamente presidido pelo Sr. Cavaco Silva - o conhecido avô da matrona despesa - não deixaram de marcar presença o confortavelmente indignado sr. M. Soares e o paridor de golpes de Estado constitucionais, o sr. Sampaio. A lista é longa, surgindo à cabeça os chefes regionais e o inevitável tagarela do esquema vigente, o sr. Rebelo de Sousa, prazenteiro gestor de uma Fundação que consiste em propriedade roubada pela República. Não faltou também, a conhecida gente do submundo dos negócios e da informação a soldo. O rol não podia ficar completo se não incluíssemos os amigos de confiança de outras eras, outrora douradas por milhões que deram sumiço. É esta a gente que agora muito aflita, pretende salvar Portugal.