domingo, 19 de fevereiro de 2012

Discutir o regime


Tem razão o João Ferreira do Amaral quando conclui, aqui em baixo, que Portugal não precisa de um chefe de Estado que assuma o propósito de fazer difícil a vida ao governo. (...) Que sentido fará eleger, por sufrágio directo e universal, o chefe de Estado, que assim carrega uma legitimidade em tudo idêntica à de outros órgãos de soberania? Não faria mais sentido que o chefe de Estado estivesse revestido de uma legitimidade diferente e historicamente qualificada? Não seria preferível termos um Chefe de Estado independente e que fosse, a cada passo, mais do que ele próprio? Que fosse ao mesmo tempo, ele e todos os que o antecederam? É que muito mais importante do que o poder - necessariamente sempre limitado- é a autoridade. E a autoridade do Rei é dos mais preciosos activos políticos.  

Nuno Pombo no 31 da Armada

1 comentário:

Fabio Ruben Lopes Paulos disse...

Excelente, este país precisa de um Chefe de Estado capaz e com força!