quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A república no seu melhor (2)

Na fotografia (daqui), a moderníssima Av. Rainha D. Amélia em 1908. Após a revolução de 5 de Outubro a conhecida artéria Lisboeta foi renomeada Almirante Reis.

7 comentários:

space_aye disse...

Fizeram eles muito bem, de maus nomes não nos queremos lembrar

Nuno Castelo-Branco disse...

O "almirante" Reis, cuja única acção digna de nota foi ter disparado (pena não ter sido uns anos antes) um tiro na própria cabeça. Um verdadeiro herói. E não faz mal a mudança do nome, imagine a cara de D. Amélia se soubesse o tipo de profissionalismo que hoje lá se faz. Um nome de republicano para as "gajas do ataque" e os traficantes, não esta nada mal.

Zé Pikeno! disse...

A resposta do Nuno é mais do que adequada ao senhor anterior...mais um invejoso que não cresce enquanto ser humano.
Ele não é republicano mas sim não-monárquico...só pode...
A inveja sempre a inveja.

space_aye disse...

Ze piqueno, inveja do quê?
Da monarquia? Ha ha ha não me faças rir.
Sr. Nuno, o Almirante Reis pode ter morrido poucos dias antes da implantaçao da República, mas ele ajudou a preparar a revolução, o que já de si foi bom para o país o suficiente para este ter uma rua com o seu nome.
Já a D. Amélia nunca trabalhou na vida e so soube gastar o dinheiro do povo nos seus lucos.
A tipica parasita comparável á Cinha Jardim

Anónimo disse...

D. Amélia nunca trabalhou??

Bem, se o senhor não fosse ignorante, concerteza que não era republicano...

Anónimo disse...

Caso o Sr space_aye não saiba, D. Amélia foi uma mulher de espirito aberto e interessada pelos progressos técnicos e sociais.

Foi uma mulher empenhada no combate da tuberculose, criadora do Instituto de Socorro a Naufragos, do instituto Pasteur em Portugal, etc...

Nuno Castelo-Branco disse...

D. Amélia nunca trabalhou, diz o Space_Aye. Vejamos:

1. Pioneira do Serviço de Luta Antituberculosa em Portugal e da instalação do Instituto Pasteur (Câmara Pestana)
2. Impulsionadora das Cozinhas Económicas (que hoje são bem precisas).
3. Impulsionadora dos lactários públicos.
3. Fundadora da Liga do Socorro aos Náufragos (que ainda existe e que pela rainha cultiva um enorme respeito).
4. Fundadora de numerosos sanatórios (hoje a rápida propagação da tuberculose, até fez o Sampaio apropriar-se do legado de D. Amélia, assumidno a "liderança" da luta e ocupando - à nossa conta, claro está -, o atelier da rainha nas Necessidades. A conta? 750.000 Euros).
5. Conheceu muito bem o país no qual reinou e são notáveis as notas - desenhos - publicados. Sempre se manifestou pela preservação do apodrecido património monumental do país, insurgindo-se - sem resultado devido à teimosia e estuºidez dos políticos - contra a devastação da zona de Belém. Fundou o Museu dos Coches que é "apenas" o Museu mais visitado e conhecido do país.
6. Mesmo no exílio, jamais deixou de prestar assistência às suas obras sociais.

E podia continuar durante muitas linhas mais. Essa senhora foi um verdadeiro ministério dos Assuntos Sociais antes do tempo. Estava demasiadamente avançada para a tacanhez dos Costas, Almeidas e restante canalha.

Comparável à Cinha Jardim, é a cônjuge de um ex-presidente, que tinha a ilusão de ser manequim, não se poupando a figuras ridículas.

Dê uma vista de olhos na biografia do rei D. Carlos (Rui Ramos), ou na obra do Corpechot sobre a rainha. Fica elucidado.