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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Palhaços, saltimbancos, malabaristas


É risível a posição dos artistas da política sobre os desígnios da história. Para os palhaços do circo republicano as revoluções, "deles", foram fruto de uma razão divina e de popular bem se sabe que o "povo" foi metido à posteriori no meio da contenda, para dar aquele ar. Dizer que o feriado do 5 de Outubro é uma data simbólica é verdade. Um verdadeiro símbolo ao terrorismo, um símbolo ao regicídio, ao sectarismo, à segregação politica. Os saltimbancos. Porque razão não é feriado no dia 23 de Janeiro, dia da instauração da Monarquia do Norte? Não é um dia histórico, onde se fez, também, história? Estou farto de pregadores malabaristas.


sábado, 27 de março de 2010

RESPOSTA DE SALAZAR (27.7.1958) À CARTA DO BISPO DO PORTO

«A S. Eª Revmª. O senhor Dom António, Bispo do Porto
Recebi em 24 do corrente a exposição de V. Exº. Revmª. que li com a maior atenção
Agradeço a V. Exº. Rev.mª a gentileza de haver nela versado com desenvolvimento alguns dos temas sobre que penso incidisse a nossa conversação. Deste modo foi-me possivel ficar a fazer uma ideia das questões ou dúvidas que na parte que respeita ao Governo tentarei esclarecer o melhor possível. Quando, depois da posse do novo Presidente da República, o senhor D. António venha a Lisboa, peço o obséquio de me fazer avisar do dia ou dias que tenha disponíveis, que com o maior prazer receberei V. Exª. Revmª


(id. pág. 113).

A REPÚBLICA E O BISPO DO PORTO, D. ANTÓNIO FERREIRA GOMES

«É nesse ano de 49 que se abre, pela primeira vez no regime do Estado Novo, uma campanha para eleições à Presidência da República. Foi candidato pela União Nacional o general Óscar Fragoso Carmona, então chefe de Estado, concorrendo pela Oposição o general Norton de Matos, militar prestigiado e com uma notável folha de serviços em África. D. António Ferreira Gomes lembra aos seus diocesanos a "estrita obrigação, para quantos têm esse direito, homens e mulheres, de tomarem parte nas eleições", acentuando que "se bastante esperança podemos ter nas democracias inglesa e americana é porque elas têm uma definida metafísica cristã" (...) em Portugal, a Oposição (..) "ao solidarizar-se efectiva e e confessadamente com o seu passado, não compreenderá que é a grande ou mesmo a única responsável pelo recuo do ideal democrático". D. António Ferreira Gomes revivia ainda nas suas recordações de jovem a turbulência da 1ª República e a hostilidade que nesse período a Igreja sofreu».
in Pacheco de Andrade, «O Bispo Controverso - D. António Ferreira Gomes - Percurso de um Homem Livre», ed. Multinova, pág. 24