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terça-feira, 22 de março de 2011

Ética republicana / Ética monárquica

(...) Quando, por exemplo, o Ministério da Justiça paga 72.000 euros a uma procuradora do Ministério Público contra o parecer da PGR e de um antigo secretário de Estado- o antecessor daquele que assinou-, levanta-se uma suspeita séria e legítima. Se a procuradora em causa fosse a mulher de um ministro japonês, este demitia-se imediatamente. Sendo a mulher do ministro português da Justiça abre-se um inquérito, o qual há-de apurar certamente que tudo se passou dentro da mais estrita legalidade.
É a isto que se chama ética republicana, muito diferente da ética no Japão que, como se sabe, é uma monarquia.

- Fernando Madrinha, no Expresso do passado sábado.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Contos de "fadas"

A jornalista Isabel Coutinho escreveu no jornal Público o seguinte artigo: "A Suécia moderna gosta de contos de fadas". E diz, "Será um paradoxo um país moderno acreditar num conto de fadas?". Subtraindo o desconhecimento do que são hoje os países – "modernos"– monárquicos, a jornalista regala-nos com a sua interjeição "modernista", a sua visão do mundo contemporâneo, a sua surpresa pelos povos atrasados que ainda acreditam em "lendas". A jornalista deve estar bem contente em viver num país real cujo povo acorda para a realidade todos os dias, sem paradoxos! É esta "sabedoria", pró-república, de quem sabe tudo e sabe pelos outros que me perplexa. Muito mais do que os "contos" que no caso de Portugal nunca foram de fadas... se foram, por agora, de facto, isto assemelha-se a uma novela rasca cheia de fadas "madrinhas" a satisfazer os desejos dos borralheiros.