O jornal Público dá nota do desencanto da Câmara de Ovar em não saber do seu colar da "Ordem de Torre e Espada" que lhe fora atribuída, em 1920, pelo "povo" desta vila ter defendido a "República" contra os "revoltosos monárquicos" (reparem na expressão "revoltosos" como se fossem uns aliados do diabo a lutar contra o "bem"). Ora a verdade pia fino. A infantaria afecta aos republicanos destruiu a linha de comboio e pôs-se a andar para Aveiro onde montou uma barricada. Não houve confrontos em Ovar e o verdadeiro terrorismo que se vivia a norte era consumado pelas milícias republicanas que tudo faziam para implantar a "ordem" à força da porrada num distrito que foi um dos mais massacrados pelo regime do Afonso Costa. Basta ler a epopeia que foi a escrita no "Jornal de Aveiro" (até 1913), do Homem Christo, para se saber como o "povo" aderia à causa republicana. O caricato, para além de se querer colar a adesão do "povo" à destruição das linhas férreas (como fez a propaganda do regime em 1920), é que depois do colar ser posto ao peito do capitão Zeferino deu de frosques e ninguém mais o viu. Escafedeu-se. Seria uma peça valiosa boa para vender na feira? Estará em casa de algum indefectível e ladrãozeco republicano a dizer: isto é meu, isto é meu? Ou foi mandado para o estrume e entrou em estado de decomposição?
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Paiva Couceiro exilado por Salazar !
Exilado pelo salazarismo a 16 de Setembro de 1935, por seis meses, por ter criticado publicamente a política colonial do regime.
Polícia de Vigilância e de Defesa do Estado (mais tarde P.I.D.E.) – “Certificado de viagem” com que Henrique Paiva Couceiro saíu de Portugal para o seu último exílio em Espanha. Ia fazer 77 anos! Mesmo assim foi tratado por Salazar como o pior dos criminosos…
A carta que escreveu a Salazar a 31/10/1937 e que lhe valeu esse derradeiro exílio pode ser lida no link seguinte:
http://www.angelfire.com/pq/unica/ultramar_1937_paiva_couceiro_ultramar.htm
Fonte : Miguel Paiva Couceiro
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