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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Entrevista a Ramalho Eanes onde as vantagens da monarquia são evidenciadas

Janeiro 7, 2008

«Na nova Monarquia espanhola, personificada pelo Rei D.Juan Carlos,

três tempos se podem considerar.Num primeiro tempo (de 1975 ao referendo constitucional de 1978), decisivos foram o papel e a acção do Rei.Foi o tempo da transição democrática, sabiamente liderada por Adolfo Suarez.Num segundo tempo-que vai da aprovação referendária da Constituição de 1978 até á chegada de Aznar ao governo- a consolidação é apenas perturbada pelo golpe militar de 1981 (que aliás serviu para mais prestigiar o Rei) e pelo endémico terrorismo da ETA.
Um terceiro tempo teve inicio com a subida de Aznar ao poder.Ele representa as novas gerações, que não guardam memória presencial do Franquismo, que pouca memória conservam da transição e, portanto, do papel do Rei, da instituição monárquica nesse dificil processo.Mais grave, no entanto, é que parte do povo espanhol, empenhado na virulenta luta PSOE-PP, pareça não compreender bem o papel da monarquia, ao querer arrastar para esse combate o Rei, situação a que este tem, com prudencial inteligência, respondido sublinhando o papel que a Constituição lhe atribui. Significa esta posição que nem toda a Espanha politica e civil tenha interiorizado, como se esperaria e desejaria, que ,como disse Herrero de Miñón, “o monarca vitalicio e hereditário está melhor colocado que qualquer magistrado electivo para ser absolutamente neutral e independente”, para estar acima de todas as segmentarizações politicas e ser garante da continuidade e unidade nacional, indispensável, esta até para manter os militares democraticamente nos quarteis»

Fonte : Somos Portugueses

General Ramalho Eanes dá-nos razão !


Ramalho Eanes diz que há um clima de medo em Portugal

O ex-Presidente da República Ramalho Eanes denunciou, esta terça-feira, a existência de um clima de medo crónico de criticar para não ser prejudicado e de arriscar. O general pede ainda que os políticos informem sempre os portugueses da verdade.

Ramalho Eanes, que participava numa conferência do Instituto de Defesa Nacional, disse que Portugal necessita de mudanças profundas e de uma sociedade mais unida.

O general considera ainda que os partidos políticos devem aproveitar o período eleitoral que se aproxima para falar a verdade aos portugueses, evitando «o folclore partidário habitual» e aproveitando para «consciencializar os portugueses da situação de impossível manutenção em que nos encontramos e que não se entre num jogo de atribuição de culpas».

Na opinião do general, a verdade pode acabar com um clima de medo que diz reinar na sociedade actual, nomeadamente o «medo do presente, do futuro, pelos filhos, pela sorte dos pais, pelo emprego e medo dos poderes políticos».

SOL

Fonte : http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=125840