Mostrar mensagens com a etiqueta centenáro da república. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta centenáro da república. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A caravana ladra e os cães passam

A campanha para o emprego de presidente desta república está no seu término e por isso as caravanas vão-se desdobrar e ladrar pelo país. O que dizem elas que possamos entender de exequível? O que fazem estas caravanas moverem-se? Acha o povo que a Democracia precisa destes exercícios? Não vê o povo que estas caravanas ladram os mesmos argumentos que ladraram o Regicídio de 1908, que a "caçada" é a mesma? Não vê, este povo, que as caravanas ladram e atiçam o ódio entre pares, tudo para que a presa do tacho sazonal em Belém seja trazida à mão pelos cães que passamos a ser?

domingo, 24 de outubro de 2010

Desculpem, sou só eu pasmar ou o nosso governo perdeu a noção do ridículo?


Diz o ditador-"democrata": a distribuição de computadores a crianças em idade escolar se "insere num dos princípios mais nobres da revolução bolivariana: a educação, a revolução do pensamento crítico e criador".
Mas... será que a política do nosso desgoverno se insere na "revolução bolivariana"? Que pose ridícula de meretriz faz o primeiro ministro deste desgoverno decadente. Que somos fruto da revolução terrorista repúblicana, já sabia(mos) mas que eramos propensores da tirania "bolivariana" não sabia... que maravilha...!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Os tiros e as bombas só são bons nos miolos dos "thalassas"


O jornal Público publica hoje duas notícias que apesar de não o parecerem são parentes e filhas da mesma pu-lítica. Trata-se de um artigo sobre as "organizações secretas" (como "eles" gostam de dizer que eram secretas(!), como se na altura dos factos muita gente não soubesse, falasse e escrevesse sobre a sua existência!) e outra sobre a condenação de Mário Machado, líder de uma organização (secreta) de extrema-direita não muito longe do que seria a carbonária de 1897, apesar de nessa altura os "meninos extremistas" não raparem o cabelo e não estar na moda as tatuagens. Muito têm em comum as (estas) organizações "secretas": o secretismo, o aparelhismo, a violência, o crime, a propensão para o distúrbio, a vontade de fazer mudar o rumo dos acontecimentos, especialmente quando os acontecimentos são o não acontecer de coisa nenhuma. Devo referir que ao invés de certos "historiadores" tenho nojo das organizações secretas, e afins, especialmente as que preferem as bombas e o crime e não vejo nenhuma desculpa, nem através dos "ideais", para olhar para elas (sejam carbonária ou hammerskins) com ternura, simpatia e "agradecimento" tal como fazem alguns "idealistas republicanos" e os senhores da comissão do centenário da república.
Serve esta prosa para referir a única diferença entre os dois regimes – onde a carbonária viveu e a dos extremistas (de "esquerda" e "direita") de hoje. A República – regime emanado do terrorismo e imposta pela violência e coação até 1926 e depois com ditaduras opressivas até 1974 – não desaprendeu os seus métodos; hoje está armada e equipada de leis e armas que não permitem a qualquer "romântica" organização secreta ter as veleidades que as avós-organizações fizeram quando se vivia em monarquia. Parece que os tiros e as bombas só são bons nos miolos dos "thalassas".

REPÚBLICA PARA TODOS OS PORTUGUESES

«República para todos os Portugueses», ideia comum a dois Republicanos insuspeitos e ilustres, Manuel d'Arriaga e Guerra Junqueiro. Este último defendeu, em coerência, a conservação do azul e branco na Bandeira Nacional, por forma a que o que nela figurasse não fosse factor de divisão, como o verde-rubro carbonário e, ainda por cima, anti-heráldico. Assim os «democratas» da nossa praça prestassem a Guerra Junqueiro, ao menos, essa justa homenagem no centenário da República.

texto e bandeira por César Guerreiro

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Quem consegue digerir a República? - III


"Nem Hercules teria força, já , para nos lavar. Só Hercules foi capaz de lavar os estabulos d'Augias e assim mesmo atirando para um d'elles com um rio n'um assombroso esforço titanico. Mas, positivamente, tres mil bois sujam menos que tres mil latrinas d'almas immortaes a quem o Ideal abriu a torneira e poz em cima de nós a esguichar. E de que raça! Da raça Theofilo, Junqueiro, Affonso Costa, Bombardino e Cabrito Macho!"

Jornal Povo de Aveiro, 22 de Maio 1910