Mostrar mensagens com a etiqueta iconografia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta iconografia. Mostrar todas as mensagens

domingo, 16 de maio de 2010

Um certo mau gosto.

A começar pela bandeira verde/rubra, o regime republicano e os seus próceres apenas deitaram mão ao poder não tardaram a evangelizar o país com o mau gosto. Os gostos burgueses, o novo-riquismo que caracteriza estes 100 anos, desde os arrivistas da I República, passando pelo folclorismo do Estado Novo até aos patos-bravos cavaquistas da III República recordam-nos que a iconografia republicana apela para o kitsch (mas o kitsch mau), o garrido, o lúbrico resvalando para o maltrapilho - escória imagética a que uma certa sociedade se foi habituando como processo normal de coexistência. A prova deste flagrante menosprezo pela qualidade da arte produzida, do gosto educado e do talento aproveitado foi a forma como a caricatura serviu (e serve), não a sátira inteligente e elegante, mas a pura destruição pelo vulgar, pelo desprezível. Uma linguagem vernacular, associada a imagens licenciosas, suscitaram o desbragamento dos analfabetos assim electrizados pelas fáceis e despudorada campanhas republicanas. A prova está na imagem supra. Devemos, aliás, recordar que foi um feroz republicano, Bordalo Pinheiro, quem criou essa criatura abjecta chamada Zé Povinho que a República tão depressa acalentou como símbolo ao mesmo tempo paternalista e fóbico da maralha que controlava.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Detenção de padres


Fonte: Portugal Século XX (1910-1920), Joaquim Vieira, Círculo de Leitores