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terça-feira, 26 de abril de 2011

Como encher os cofres públicos



Os ingleses têm experiência, sabem o que fazem e são profissionais exímios. Os cofres do Estado vão enchendo, as fábricas não têm mãos a medir, o património do Estado está perfeitamente restaurado e é com orgulho exibido, os hotéis abarrotam de turistas e encontram-se lotados num raio de 300 km em redor de Londres.

Mais emprego, mais vendas para todo o mundo, uma colossal promoção do Reino Unido em todo o planeta. A unidade do país está mais forte que nunca e os britânicos estouram de entusiasmo. Eis a verdade do casamento real.

Por cá, ficamo-nos com os discursos garante-buchas dos do costume. Em suma, não aprendemos.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Descernimento iconográfico

Como comentado em alguns textos anteriores, nalguns jornais portugueses fez furor a imagem da Rainha de Inglaterra na abertura do novo governo parlamentar. Não eram necessárias palavras. Mas alguns "jornalistas" pasmaram-se com o "luxo", a "coroa", a "carruagem", as "jóias", e mais alguma coisa tendo por retranca a crise económica. Os "jornalistas" preferiam, concerteza, que a cerimónia se realizasse de chinelos. Com tais legendas só legendaram a sua própria ignorância. Tenho, todavia, uma segunda teoria. Os "jornalistas" escreveram o que achavam que ficava bem, neste mundo (português!) de modernidades. Fui ver o que os jornais ingleses escreveram: falaram do novo governo – com dúvidas e com esperança. O género de "jornalismo" que se pratica neste país é fruto da orfandade a que estamos votados há cem anos. As nossas jóias da coroa foram roubadas na Holanda e ninguém se escandalizou, os nossos monumentos estão a cair e o povo purga por estádios, o espólio do Museu dos Coches vai ser deslocado para um novo edifício para ser uma referência da "arquitectura".... contemporânea... ....
A rainha de Inglaterra saiu à rua com a coroa e num coche de encantar! Ainda bem. Longa vida e prosperidade a um povo que sabe discernir os seus símbolos e acolhe os seus desígnios, os seus afectos, a sua identidade, sem castrar nem assassinar os que os representam.