
Como comentado em alguns textos anteriores, nalguns jornais portugueses fez furor a imagem da Rainha de Inglaterra na abertura do novo governo parlamentar. Não eram necessárias palavras. Mas alguns "jornalistas" pasmaram-se com o "luxo", a "coroa", a "carruagem", as "jóias", e mais alguma coisa tendo por retranca a crise económica. Os "jornalistas" preferiam, concerteza, que a cerimónia se realizasse de chinelos. Com tais legendas só legendaram a sua própria ignorância. Tenho, todavia, uma segunda teoria. Os "jornalistas" escreveram o que achavam que ficava bem, neste mundo (português!) de modernidades. Fui ver o que os jornais ingleses escreveram: falaram do novo governo – com dúvidas e com esperança. O género de "jornalismo" que se pratica neste país é fruto da orfandade a que estamos votados há cem anos. As nossas jóias da coroa foram roubadas na Holanda e ninguém se escandalizou, os nossos monumentos estão a cair e o povo purga por estádios, o espólio do Museu dos Coches vai ser deslocado para um novo edifício para ser uma referência da "arquitectura".... contemporânea... ....
A rainha de Inglaterra saiu à rua com a coroa e num coche de encantar! Ainda bem. Longa vida e prosperidade a um povo que sabe discernir os seus símbolos e acolhe os seus desígnios, os seus afectos, a sua identidade, sem castrar nem assassinar os que os representam.