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sábado, 28 de maio de 2011

A 28 de Maio


«Portugueses:

Para homens de dignidade e de honra, a situação política do País é inadmissível.

Vergado sob a acção de uma minoria devassa e tirânica, a Nação, envergonhada, sente-se morrer.

Eu, por mim, revolto-me abertamente.

E os homens de valor, de coragem e de dignidade que venham ter comigo, com as armas nas mãos, se quiserem comigo vencer ou morrer.

Às armas, Portugal!

Portugal, às armas, pela Liberdade e pela Honra de Portugal.

Às armas, Portugal!».

Esta não é uma proclamação recente, da autoria de um Otelo ou de umas Brigadas Revolucionárias quaisquer. Data de 1926 e o seu teor expressa bem a coboiada que foi a I República. Com ela o Marechal Gomes da Costa deu início à chamada Revolução Nacional, com princípio em Braga - que delirantemente a aplaudiu, como o Porto também e o resto do País, cansado de golpes, contra-golpes, politiquices, corrupção e fome.

E a Revolução atravessou pacíficamente Portugal e foi instalar-se em Lisboa, onde se demorou 48 anos. Tantos quantos viveu a II República. A mais longeva filha da República-mãe.

O preço da extinção da "ditadura das ruas" foi elevado. A II República surgiu muito autocrática, impondo o silêncio a toda a gente. Refinou a actuação da polícia política, perseguiu, prendeu, torturou. Actualmente, é de tal modo execrada que os próprios republicanos a renegam. Esquecendo que, na tirada final dos seus dias, os propósitos liberalizantes de alguns foram aparados cerces pela facção mais ortodoxa, encabeçada pelo Presidente Almirante Américo Tomaz.

O que será a IV República ainda não sabemos. Sabemos apenas que os mais entusiastas da actual, a III, gastaram 10 milhões de euros a comemorar o fim da Monarquia.

Quando o País, de Norte a Sul, já era, como é, literalmente, uma casa de penhores!



sábado, 21 de maio de 2011

Braga gostou da ideia


Em Braga, esta manhã, no Arco da Porta Nova. A bandeira monárquica é hasteada no topo do monumento. As pessoas vão chegando, os transeuntes param, puxam do telemóvel e fotografam. Um dirigente local do PPM dá uma entrevista a um canal televisivo. São atenciosíssimos, os dois agentes da PSP presentes. E porque não haviam de ser?, nota alguém, de olhos postos nas cores da sua viatura. O tempo vai troteando, amenamente, animadamente, num sorriso que abarca toda a vizinhança.


Depois foi o passeio pela pedonal Rua D. Diogo de Sousa, ainda com vestígios dos festejos pela proeza futebolistica dos bracarenses. Os comerciantes vêm à porta, incentivam, por alma de quem não há a bandeira de estar ali? Antes estes do que os que lá estão, a roubar-nos...


- Perdão, minha senhora: nós é que não estamos aqui à cata de votos...


E foi assim até à Lusitana, no centro, para um café e mais um bocado de conversa. Enquanto Braga prosseguia o seu matinal sábado. Sem medo nem histerias. Sempre com palavras de simpatia pela Bandeira Nacional.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Missão casamento



O casamento do ano... O casamento do século... Um casamento tirado de um "conto de fadas"... A gente vai ouvindo de tudo. Estas e outras parolices a cargo dos nossos enviados especiais da RTP, da SIC, da TVI.



Em boa verdade, escapa-me o porquê de tais missões. A festa não era portuguesa, pertencia aos britânicos. E estes, sim, - aproveitaram-na em pleno. No maior entusiasmo. Na alegria de um povo inteiro que se sentiu convidado para uma comemoração acima de tudo simbolizando a continuidade da sua identidade nacional.


Foi o que se viu nas ruas de Londres. Alguém imagina, cá pela Tortuga, semelhante euforia no casório de um filho ou filha, neto ou neta de qualquer dos passageiros presidentes desta atrasada República?



Será que os britânicos gostam da ditadura hereditária - ou não será antes que já é tempo de nos irmos libertando de certos preconceitos?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Como encher os cofres públicos



Os ingleses têm experiência, sabem o que fazem e são profissionais exímios. Os cofres do Estado vão enchendo, as fábricas não têm mãos a medir, o património do Estado está perfeitamente restaurado e é com orgulho exibido, os hotéis abarrotam de turistas e encontram-se lotados num raio de 300 km em redor de Londres.

Mais emprego, mais vendas para todo o mundo, uma colossal promoção do Reino Unido em todo o planeta. A unidade do país está mais forte que nunca e os britânicos estouram de entusiasmo. Eis a verdade do casamento real.

Por cá, ficamo-nos com os discursos garante-buchas dos do costume. Em suma, não aprendemos.

terça-feira, 22 de março de 2011

A propósito da "crise"

A Imprensa já divulgou hoje apelos de Eanes, Soares e Sampaio para que os intervenientes políticos ponderem, sopesem, ajam de acordo com os interesses do Estado.
Do Estado a que eles chamam Portugal. Mentira! Por Portugal já teriam tomado uma posição mais cedo... Contra o Estado.
De quem não se ouviu até agora uma palavra foi - obviamente - do Chefe do Estado. Do Presidente Cavaco Silva.
Pudera! Basta-nos uma crise política. Mais imediata, opondo Governo e Oposição. Se Cavaco fala gera-se uma crise acrescida. Política e institucional. A dividir, ainda mais, os portugueses.
É a República. É assim. Se não for tabu, é favoritismo descarado.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

As eleições do escândalo


Em nada mais se tem falado nos últimos dias de pré-campanha. Gozozo pré-núncio... Qual seja ele, o do escândalo BPN.
O tema não é de agora. A hipotética envolvência do candidato mais forte - Cavaco Silva - nesse gigantesco prejuizo nacional é que só agora convém seja bem remexida e escalpelizada.
Os restantes candidatos conjugaram esforços. Se Cavaco, à defesa, exige inquéritos, os outros acusam-no de fazer fortuna comprando acções ao preço da uva dita mijona.
E, insisto, tudo surgindo só agora por mera coincidência. A tristissima personagem Alegre franze a testa, decide rrresistirrrrr, e clama pela Ética sclarecendo que só o faz neta altura porque tem andado muito ocupado com os seus múltiplos afazeres profissonais.
Decerto já ouviram falar do «escândalo Crédito Predial», tão aproveitado pelos republicanos nos últimos Governos de D. Carlos. Os republicanos vivem de escândalos. Os próprios e os alheios. Somente, no do Crédito Predial, as farpas eram atiradas ao Governo. No do BPN, são os candidatos à Chefia de Estado a lançarem-se mutuamente suspeições de ilegalidades e imoralidades.
O Menos imoral e menos iegal será o próximo Presidente desta inconcebível República.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Uma surpresa republicana em fim de festa

Os festejos tinham de acabar em grande! Faltava a contrtação do ano. Muito ispirada na vasta cultura do candidato Alegre, a República releu a Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, e regressou de lá com outro presidenciável: o Sr. Coelho!
Quem não o conhece, sempre agarrado ao seu relógio, contando minunciosamente o passar dos minutos e segundos?
Malgrado a sua lendária pontualidade, o Sr. Coelho chegou da Madeira já um pouco tarde. Talvez devido às sacudidelas atmosféricas que se têm feito sentir. Perdeu os debates entre os candidatos.
Deixe lá, Sr. Coelho... nós perdemos o circo. Perdemos muito mais.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Não era o Nobre, era o Rei...

Gostei do discurso de ontem do candidato FERNANDO NOBRE. Sobretudo na parte final, quando se propôs ser um «árbitro isento e livre», e invectivou os portugueses - «Vocês são livres!».
Fernando Nobre, realmente, passou sempre ao lado da vida partidária, é um homem descomprometido com esse lado da Política. Tem autoridade moral para criticar os - nas suas palavras - «politicos profissionais».
Não obstante, o sistema não lhe consentirá seja vitorioso nesta luta pela Chefia de Estado.
E tudo seria diferente se, em vez de lidarmos com eleições presidenciais, os portugueses - por sua livre opção - contassem desde sempre com um Chefe de Estado, simultâneamente um chefe nacional.
Alguém nascido com a incumbência de os servir. De viver sempre como um «árbitro isento e livre», garante supremo da liberdade dos portugueses.
UM REI!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Candidaturas republicanas

«Rui Patrício - A vida conta-se inteira» é um título recente da jornalista Leonor Xavier e uma leitura interessante sob muitos pontos de vista. Trata-se da biografia, elaborada em forma de entrevista, do então mais jovem ministro dos Estrangeiros na Europa. Juntamente com Moreira Baptista, quem acompanhou Marcello na célebre viagem de chaimite, desde o Quartel do Carmo até ao da Pontinha.
Memórias à parte, fica este curioso apontamento: em uma deslocação do Ministro Patrício a Paris, em 1971, onde se encontrou com o Presidente Pompidou, ouviu-se lá longe a voz épico-lírica da Rádio Argel, clamando «como podia o porta-voz de De Gaulle na Resistência francesa prestigiar um ministro fascista
Mesmo a mim, fraquíssimo em vidências, parece-me evidente quem foi o patriota locutor...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Finalmente reconhecem!

Tudo parece tratar-se de um espectáculo. Com o patrocínio do Ministério da Cultura, da Câmara Municipal do Porto, de mais entidades. Da informação constante do cartaz, consta ainda uma extensa lista de autores que serão citados. Entre eles, Guerra Junqueiro.
E consta, como claramente se destaca, esta correctissima versão da bandeira republicana. De onde emerge uma macaca saudade de África e dos seus exóticos sabores de fruta.
Assim a modos da América do Sul. Inocultável...