Mostrar mensagens com a etiqueta Partido Socialista. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Partido Socialista. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Socialistas



Sem qualquer comentário, um comentário de hoje, a ler aqui:

"De Lisboa socialista a 22 de Abril de 2011 às 18:00
Como socialista de sempre, rendo-me ao óbvio. Não temos ninguém à altura para entusiasmar a população nesta hora trágica. O regime deve mudar e colocar como símbolo, aqule que todos sabemos ser um homem bom, honesto, modesto e pouco dado a exibicionismos. Já percebi que não é preciso ser de direita ou aristocrata para se ser monárquico. Vou passar-me para a monarquia. Uma pena D. Duarte não ter hoje 40 anos, mas inda poderá ser o pai da nação. Direi isso mesmo na minha sede do Rato."

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A Centenária desonestidade: o aproveitamento de Antero


Nesta azáfama propagandística das capitosas delícias da implantação da república, tem sido frequente o recurso aos grandes nomes do pensamento e da literatura do Portugal oitocentista. Se o descaramento não atinge Camilo, Herculano e Garrett, a ostensiva manipulação de outros como Oliveira Martins - ministro de um governo de D. Carlos I -, Eça - representante diplomático da Monarquia -, Ortigão - abnegado amigo do rei -, ou Fialho, procura amalgamar estas personalidades na massa informe onde pontificaram Bernardino, Teófilo (1), Almeida, Junqueiro, Leão e uma infinidade de Costas, uns mais conhecidos que outros.

De uma total e deliberada desonestidade, é a persistente usura de Antero de Quental, alternando o aproveitamento em benefício de uma certa ideia de "socialismo", com a da república. Jamais se tem em conta o anacronismo desta reivindicação e há que não esquecer os modelos sociais, políticos e económicos de então, onde a Alemanha surgia bastas vezes caracterizada como uma Monarquia imperial-socialista que aliás servia como exemplo a um sempre céptico Oliveira Martins. É evidente o forte pendor de uma corrente que originaria o actual SPD e trilhando o mesmo caminho, aquele que seria o Partido Socialista Português - visto pelo rei como o futuro da alternância no poder - da primeira década do século XX, dava indícios do enraizamento de umpartido operário perfeitamente consentâneo com a realidade urbana de Lisboa e do Porto. Desta forma, não nos surpreenderá o fero ataque movido pelo prp/pd de Afonso Costa que nele viu - na senda daquilo que Antero dizia - o inimigo primordial das instituições impostas por um minoritário, conservador e bastante exclusivista núcleo representado pelos republicanos. A Monarquia ensaiou de facto a democracia e os acontecimentos de 1908-10 não só impediram a sua consagração, como praticamente anularam durante décadas o legado do Estado liberal.

A uma Comissão que pretende fazer História, recomendar-se-ia no mínimo, um pouco de discernimento, honestidade e sobretudo, de pesquisa desapaixonada factos.


Aqui ficam em breves linhas, alguns desbafos de Antero:


I - in Carta a João Lobo de Moura, possivelmente de finais de 1873.

"Creio que teremos a república em Portugal, mais ano menos ano: mas, francamente, não a desejo, a não ser num ponto de vista pessoal, como espectáculo e ensino. Então é que havemos de ver o que é atufar-se uma nação em lama e asneira. Falam da espanha com desdém - e há de quê - mas eles, os briosos portugueses, estão destinados a dar ao mundo um espectáculo republicano ainda mais curioso; se a república espanhola (2) é de doidos, a nossa será de garotos. - A grande revolução, meu caro, só pode ser uma revolução moral, e essa nãos e faz de um dia para o outro, nem se decreta nas espeluncas fumosas das conspitações, e sobretudo não se prepara com publicações rancorosas, de espírito estreitíssimo e ermas da menor ideia prática".

II- In Carta a João Lobo de Moura, Lisboa 18 de Março de 1875.

"Há já república em frança. Isto não altera muito sensivelmente o estado das coisas: entretanto os nossos jacobinos criaram com isso grande ânimo, e andam alvoroçados. Querem também uma República. Talvez a tenham; mas, se assim for, duvido que gostem dela. Imagine uma República em Portugal! Entretanto pensam nisso com grande confiança, e é certo que o partido republicano engrossa a olhos vistos. Quando os republicanos forem maioria, tratarei de me fazer anti-republicano, porque fui sempre amigo de me achar em minoria".

III - In Carta a Oliveira Martins, Lisboa 10 de Outubro de 1878.

"Aqui pretendem uns centros republicanos, soi-disant socialistas, apresentar a minha candidatura por Alcântara. Respondi que achava equívoca a expressão republicano-socialista e como este equívoco praticamente me parece perigoso, só aceitaria a dita candidatura com o carácter exclusivamente socialista, com toda a reserva de questão política e em completa isenção do movimento republicano actual".

(1) Refere-se a Teófilo Braga e não ao jumento homónimo que foi pertença do filho de Camilo, Jorge Castelo Branco, assim baptizado em mofa do caudilho republicano.
(2) A efémera, caótica e desastrada I república espanhola (Fev. 1873-Dez. 1874)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Manifesto do Partido Socialista Português de 1911

Em Agosto de 1911 o Partido Socialista Português dava a conhecer ao público a opinião das classes proletárias, de quem se afirmava íntimo amigo e confidente:

“Na consciência pública principia a despontar a suspeita, que julgamos deveras arrojada, de que todo o trabalho de demolição feito pelos apóstolos da República, longe de se basear na legítima aspiração de um ideal infindo, teria tido por mero e desprezível objectivo a conquista do poder por motivos de ordem mercantil.
Não o quere assim acreditar o Partido Socialista Português; mas como, pela índole e natureza dos seus ideais, mergulha no mais fundo das numerosas falanges do proletariado, nele surpreende a formação sempre crescente e cada vez mais nítida desta deplorável corrente de opinião.
Nas falanges anarquistas, tanto como entre os sindicalistas e socialistas, e mesmo na opinião mais ou menos hesitante dos chamados indiferentes; no seio, enfim, de todo o proletariado português lavra profundo desgosto, e até revolta, contra o triste espectáculo que ao país e ao mundo estão dando neste momento os mais denodados caudilhos da democracia republicana.
(…) E, mais do que isto, o Partido Socialista entende que deve ser lançada aos actuais dirigentes e aos elementos mais preponderantes da República Portuguesa a inteira responsabilidade por todas as perturbações de ordem últimamente havidas e por todas que parecem prestes a haver, incluindo as responsabilidades duma possível Guerra Civil (…)

Lisboa, 31 de Agosto de 1911 - O Partido Socialista Português”.

Comunicado transcrito nas Memórias de Raúl Brandão, Vol. II.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Carta de José Lobo de Vasconcelos a D.Manuel II


Azedo Gneco


El Rei D.Manuel II consciente de que com os partidos rotativos não era possível construir um governo estável que reflectisse os desejos do povo entra em conversações com o Partido Socialista de Azedo Gneco. Fruto e testemunho da "Consciência Social" de El Rei D.Manuel II é esta carta dirigia a El Rei D.Manuel II por José Lobo de Vasconcelos depois de 1910, na resposta de El Rei D.Manuel II vê-se a preocupação do Rei expulso com a sua tão amada Pátria.
Por muito que os republicanos ofendessem a personalidade de D.Manuel II, por muito que a estória escrita com as cores verde e rubra tentasse demonstrar, D.Manuel II era uma pessoa muito mais do que se dizia. Foi o primeiro a ser chamado "Chefe de Estado" e de certeza que foi o mais brilhante de todos os que lhe sucederam ....

Chamei "estória" e não "história"ou seja de forma prejurativa porque a história que se conhecia até à pouco tempo foi fortemente mal contada de propósito pelo regime vencedor de 5 de Outubro. Sempre disseram que D.Manuel II não era um Rei capaz e sem personalidade, era comandado pela sua mãe. Esta é que é a estória, parte da História são as cartas que deixei.

Quem era José Lobo de Vasconcelos ?

  • General de Artilharia
  • Ajudante de Campo dos reis D. Carlos e D. Manuel II


  • Fontes : Dossier Regicídio, de Mendo Castro Henriques