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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Venha o Rei

Hoje estive a dirigir a montagem de uma importante exposição. E, na vicissitude dos vários problemas surgidos, lembrei-me deste regime republicano! Tal e qual. Foi, corta e substitui. Não basta falar das peças, há que mudar o tabuleiro! Sem preconceitos; com projecto.
A mudança que o país precisa não se faz só por mudanças de roupagem. Mudam-se as vontades, mudem-se os tempos e modos de regime. Caia a República, mude-se a orgânica, faça-se a lavagem da esterqueira, esprema-se a "democracia" e vamos a ver o que isto dá!!! Por muito que os falsos "Moisés" nos queiram levar para a margem das falhadas "virtudes",  a travessia deste deserto só se fará com a esperança. Por algo novo,  transformador e egrégio.

sábado, 9 de julho de 2011

A República e o terrorismo

Hoje alguns jornais diários trazem na capa um sinal de assombro por Portugal estar a ser infestado por terroristas. Não sei se é dos jornalistas ou da época mas de onde virá a ideia que Portugal é um país de boa cidadania e civilidade? Convinha, a toda a sociedade, rever o conceito de "Terrorismo" porque para mim, por exemplo, esta República foi instaurada através do terrorismo e não vejo os "historiadores" a assumir os termos numa leitura idónea do processo. Não fosse a política de anestesiamento do Estado Novo e esta República já há muito teria no seu estado natural este "estado de coisas"; diria que, as décadas de 30 a 60 foram uma excepção nos últimos cem anos de República. Com a devida escala, a corrupção grassa hoje tanto quanto na I República e a desordem e o banditismo não está aquém. Para já, ainda não vemos a GNR a colaborar em assaltos mas vemos um "fechar de olhos" que a todos revolta, quando se trata de fazer cumprir uma lei que está do lado dos direitos da escumalha. Na minha família relatam-se os desacatos e assaltos constantes que as quintas sofriam a seguir a 1910, os assaltos a Igrejas, os fogos postos e o colaboracionismo das "autoridades". Umas décadas mais tarde, eu próprio vi, alguns "avós" destes carjakers de capús e óculos da moda, a ocupar terrenos e a retirar marcos delimitadores de confrontações de propriedades – com arma na mão – enquanto gritavam pelo "povo unido". O crime e a impunidade avançam de acordo com o molde que a natureza dos regimes permitem. Um dia, ainda vão dizer que boicotar a actividade da malta de caçadeira em punho é atentar contra a Liberdade!
Se temos terrorismo e crime organizado em Portugal? Temos. De fato-e-gravata e de fato-macaco. E não são do IRA.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Não é Part-Time - É apenas incompetência

Como monárquico olho para as próximas eleições como um muçulmano para uma febra mas não posso deixar de achar que neste gruopo de candidatos, existe uma pessoa com carácter, 3 pataratas, um pateta alegre e um palhaço sem farda.

Desde há semanas que o único tema da campanha são umas acções da SLN que o candidato Silva comprou e depois vendeu com 140% de mais valia. Estes movimentos ocorreram numa altura em que na bolsa certas acções se valorizava a 1000%. A dizer alguma coisa este facto apenas demonstra que o Candidato Silva não tem futuro como especulador bolsista.

Ontem o Candidato Silva afirmou que a gestão actual do BPN é assegurada em part-time, o que motivou a ira dos outros candidatos. A meu ver esta ira não tem qualquer razão de ser, e para isso socorro-me de um postal de Norberto Pires no insuspeito "De Rerum Natura"



[...]Se as perdas fossem assumidas hoje, o custo directo para o Estado era de 2,5 mil milhões de euros. Se o BPN deixar de pagar o empréstimo à CGD temos de somar mais 4,8 mil milhões de euros, o que dá algo da ordem dos 7,3 mil milhões de euros. É um número astronómico.

Para terem uma ideia, com esse dinheiro era possível:
1. Construir
70 hospitais pediátricos como o de Coimbra (cada um custa 104 milhões de euros);
2. Comprar
486 mil FIAT 500 (cada um custa 15 mil euros);
3. Comprar
30 Airbus A380 (cada um custa 253,3 milhões de euros);
4.
Pagar o funcionamento de todas as universidades portuguesas durante 10.4 anos (custam ~700 milhões de euros por ano);
5.
Pagar 500 euros por mês a cada desempregado (600 mil actualmente) durante 24,3 anos (custaria 300 milhões por ano);
6.
Construir o TGV com ligação ao Porto (5 mil milhões) e a Madrid (2,2 mil milhões) sem precisar de ajuda da UE;
7.
Construir o novo aeroporto em Alcochete (5 mil milhões) e ainda sobravam 2,3 mil milhões para fazer hospitais, escolas, etc.
8. Fazer cerca de
141 obras iguais ao Metro Mondego (o custo da 1ª fase é de ~52 milhões de euros) que beneficiaria várias centenas de milhares de pessoas da zona centro de Portugal.[...]

Ao que eu acrescentaria

9.- Mandar construir 15 submarinos (Ou melhor construir uma marinha completa -Fragatas + Corvetas + patrulhas - inteiramente nova em folha.

Ao chamar "gestão em part-time" o Candidato Silva estava apenas a ser simpático com os senhores. Os números acima apontados mostram que actualmente o BPN ou é gerido por incompetentes ou é um veículo de transferência de dinheiro para um lado qualquer.

Com uma gestão assim mais valia porem lá os bonecos do contra-informação. o menos poupava-se nos salários

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Para que raio serve Portugal português sem nada de seu?


"Depois estranhem a necessidade que muitos de nós sentimos de que Portugal seja visceralmente protegido dos abutres portentados internacionais mediante uma reforma de Regime, em liberdade plebiscitária e verdadeira escolha livre. O ataque à nossa soberania tem de ser rechaçado: seja da sovietizante e falsa Comunidade Europeia, ainda mais falsa União, seja de interesses provenientes de outros quadrantes especulativos."

Joaquim R. Santos in Palavrossavrvs Rex

Ler o resto aqui, um texto sem papas na língua

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ó Pátria Mãe - Dia de Portugal

O que é o dia de Portugal? Na televisão uns paineleiros tentavam explicar. Na rua uns entrevistadores tentavam levar-nos a "perceber" com uma série de entrevistas próprias de programas de humor. Uma apresentadora dava-nos com o Eduardo Lourenço a dizer que "éramos" um povo orgânico. Em Faro, no dia 10 de Junho – que se convencionou ser o "Dia de Portugal" sem o famigerado e nojento adjectivo de "República" colado – Portugal explicava-se com a parada militar. Aí. Por breves momentos o povo em casa e na praça não precisou de explicações. Sentiu. O desfile das nossas forças armadas carrega a paralela descrição dos valores pátrios, da abegnação, do altruísmo, eleva e actualiza a nossa memória – a nossa história – e devolve-nos o heroísmo da partida – morte – pela mais nobre das causas: o sacrifício (também esse que hoje tanto nos pedem!). Por isso é bom o povo ver a parada neste dia. Não só pelos rapazes-homens que desfilam mas pela rusticidade e ascese moral que nos incute. Chorei quando ouvi os páraquedistas cantar os cânticos que se entoavam na base de Tancos, quando lá estive em 1986: Ó Pátria Mãe/ Por ti dou a vida/ Há sempre alguém/ Que não te quer perdida.

Por fim o desfile dos veteranos de guerra. Por fim. Ver os veteranos a marchar como se estivessem em serviço pelo país (será que alguma vez deixaram de estar?) foi uma bofetada assente na camarilha complexada (deve ser dos ideais republicanos) que tem votado ao desprezo as vidas dos antigos combatentes em prol da conveniência e censura ideológica. Por mais que os releguem serão sempre Heróis da nossa Pátria.

sábado, 5 de dezembro de 2009

O bom exemplo para Portugal evitar o abismo


5 de Dezembro de 2009. No seu aniversário, o rei Phumipon Adunyadet mostra-se ao seu povo e discursa. Um exemplo para Portugal.

SOM PRACHARAN! *

"Inimaginável. Cerca de cinco milhões de tailandeses - estimativas do Khalahom, Ministério do Interior - concentraram-se hoje em todas as capitais de província e de distrito para prestar voto solene de fidelidade ao Rei. Depois do acto que ontem cobri para os meus leitores, decidi não participar na maior concentração desta jornada, que teve lugar em Sanam Luang (Terreiro do Paço) e fui a Sillom, uma das mais concorridas artérias comerciais de Banguecoque. O povo saiu em peso à rua. Eram milhares, dezenas de milhares em todos os cantos da enorme capital. No meu prédio, engalanado no exterior, elevou-se um trono votivo e os 200 moradores, com uma vela na mão, acompanharam as cerimónias transmitidas pela tv e cantaram o hino real. Depois, todo o país foi convidado a repetir o juramento de lealdade ao seu soberano: "lutar pela paz, pela prosperidade e pela união nacional até ao último suspiro", "defender o Rei, o povo e o Estado contra todas as forças apostadas em fomentar a sizânia e a mentira", "não deixar cair a bandeira e preservar a grandeza da nação, a felicidade do povo e a liberdade".

* Viva o Rei!