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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Das Partes do Sião, na Biblioteca Nacional de Lisboa



O Dr. Cavaco Silva deve andar muito ocupado com os incontornáveis assuntos das curvas de défice, acções na bolsa, tricas para a próxima cimeira do fim de semana e outros assuntos que envolvem números. Por acaso, este número 500 que agora se evoca, passa completamente ao lado do republicano regime que é a negação da História deste país. Pode Belém alegar questões de protocolo, mas a sapiência velha de séculos ditaria a quebra dessas normas, precisamente quando a Tailândia é um país com quem Portugal deve cultivar os profundos laços que unem os dois povos. Belém não percebe, nem as suas dúzias de assessores se preocupam com questões alheias aos negócios. Na comemoração do V Centenário do estabelecimento de relações diplomáticas entre Portugal e a Tailândia, não se viu o seu locatário - fez-se representar pelo General Rocha Vieira, pessoa merecedora de todo o nosso respeito - e de S. Bento, nem vivalma na Biblioteca Nacional. Da Secretaria de Estado da Cultura, afundada em "ralações insuperáveis" que dia a dia debita em programas de entretenimento televisivo, nem sequer um "chófer" despejou um longínquo representante governamental.

Antes assim, pois na inauguração da exposição "Das Partes do Sião", a BNL recebeu quem devia. Em primeiro lugar, o sucessor de D. Manuel I, o Rei que com Ramatibothi II do Sião, assinou esta nossa outra "velha aliança" que já tem meio milénio. O Duque de Bragança compareceu e plenamente representou o Estado que já fomos. As regimentais carcaças esfomeadas pela manjedoura faltaram, mas os interessados que se deslocaram à BNL, puderam contar com a afabilidade daquele a quem já se acostumaram a chamar de Rei.
Em boa verdade, há que referir o nome do general Rocha Vieira, o derradeiro governador-geral do nosso já extinto império e como sempre, fez-se o pleno quanto a entidades culturais e fundações privadas - daquelas que não beneficiam de dinheiros públicos -, académicos e interessados na preservação daquilo que Portugal ainda é. Apesar de tudo, restou aquilo que importa: a dignidade.

domingo, 10 de outubro de 2010

Pela primeira vez desde 1910!




No âmbito do V Centenário da chegada dos portugueses ao Sião, está de visita a Bangkok - de 9 a 14 de Outubro -, o navio escola Sagres. Em cem anos de república, é a primeira vez que um navio da Armada sulca as águas do Chao Praya. Anteriormente a 1910, o jack da Armada Real era frequentemente visto diante do Wat Arun e do Grand Palace. Outros tempos, outra consciência da posição de Portugal no mundo.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ontem, 70 milhões



"Foi ontem pela noitinha. A habitual massa humana, ostentando na lapela o monograma da Rainha e segurando uma vela amarela acesa na mão direita, repetiu no Terreiro Real (Sanam Luang) o solene juramento de fidelidade ao trono e à rainha. Não pude ir, mas como tantos outros milhões de pessoas espalhadas por todo o país, fiz o juramento em casa, na companhia dos vizinhos. A monarquia é, indubitavelmente, um grande dique face às misérias da plutocracia e da alvar patetice que domina meio mundo. Ontem foi o Dia da Mãe, aniversário natalício da Rainha Sirikit, sem dúvida um dos mais fortes pilares da liberdade neste país há pouco ameaçado pelas garras canalhas do dinheiro e da americanice."

domingo, 23 de maio de 2010

TERRORISMO!


É verdadeiramente espantosa a capacidade que os próceres do politicamente correcto têm, de contemporizar com aquilo que qualquer sociedade ocidental erradicaria de imediato. Houve uma conspiração subversiva. Thaksin é um multimilionário corrupto, ladrão de bens públicos, destruidor de empresas do Estado, controleiro de caciques. Este video prova que o seu grupo esteve sempre muito distante de qualquer intenção democratizante, antes pelo contrário. Tinham um projecto diatorial, o chamado "Estado Novo Tailandês", onde surgia uma confluência de interesses ligados a gente da Wall Street e aos neófitos chineses de Pequim. O controlo das massas de mão de obra barata, torna-se assim mais fácil de exercer, através da organização política e social de modelo chinês. Nada é por acaso e este video é a esmagadora prova da conspiração e do crime consumado.

Em Nova Iorque, Londres, Paris, Berlim ou mesmo em Lisboa - lembram-se do caso da Ponte em 1995? - este assunto teria recebido um tratamento radical e implacável. Em Moscovo ou Pequim, as soluções seriam tomadas segundo o modelo de Tian Anmen. Sem discussão possível

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A nossa homenagem ao Exército Real Tailandês




Não houve qualquer massacre, nem actos de brutalidade sobre os bandoleiros capturados. As perdas foram mínimas e a eficiência, absoluta. Aqueles escudos humanos que temiam pelas suas vidas, foram protegidos, alimentados, tratados e acarinhados pelos soldados de Rama IX. Defendendo o seu Trono, o monarca defendeu as liberdades do Reino e do Povo. Chegou a vez da reconstrução, reforma e imprescindível justiça. Quem é criminoso, não pode ficar impune.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

NO PRESIDENT !





Leia tudo AQUI, no Combustões. Texto e muitas fotos inéditas, tiradas por Miguel Castelo-Branco. Esta tarde, em Bangkok.

"Um indivíduo acercou-se e identificou-se como professor do ensino secundário. É simpatizante de Abhisit mas deixou-me boquiaberto com a terminologia. "Sabe, 90% dos tubarões e exploradores deste povo são amigos de Thaksin. No campo democrático e daqueles que amam o Rei, a maioria são pessoas como nós, que trabalham, se levantam cedo e deitam cedo, que fazem ginástica orçamental para sobreviver". Feliz por ver que da boca de um homem que ganha duzentos Euro por mês saltam crepitantes as palavras que esperava. Disse-lhe que na Europa era o mesmo: quanto mais ricos, ociosos e metidos nas curibecas, mais pró-isto e pró-aquilo, conquanto nunca lhes metam as mãos na carteira.

A maioria trazia um grande autocolante destinado a enviar um recado para o mundo, infelizmente mal informado pelos media ditos de referência, que fazem clara campanha a favor do plutocrata Thaksin servindo-se exageros e semi-verdades misturadas com totais mentiras. Não [queremos] presidente, resume a natureza do conflito. Thaksin quer a república oligárquica e plutocrática, o poder absoluto para governar a seu bel prazer. Os tailandeses sabem que tal república, que os defensores do multimilionário crismaram já de Estado Novo, seria o fim da democracia e o fim da separação de poderes. Depois, há a repulsa profunda pelo terrorismo, pelo vandalismo e pela protecção que Thaksin tem recebido dos regimes autoritários ex-comunistas da região. Agora, para os defensores do governo, Thaksin é, apenas um traidor."

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O povo protege a Coroa

"Pelas 19 horas apanhei o metro de superfície para ir ao ginásio para uma sessão de boxe. Ao abandonar a estação de Sala Deng (Silom) fui confrontado com um mar de gente que gritava palavras de ordem anti-vermelhas, vivas ao Rei e às forças armadas."

Hoje, em Bangkok. Siga todos os acontecimentos AQUI

terça-feira, 20 de abril de 2010

Subversão em Bangkok: o velho esquema.




Acabado o período de férias do Songkran, a população urbana começa a regressar à capital e por aquilo que as imagens dos derradeiros dias têm mostrado, vai crescendo o tom de indignação pelo sórdido espectáculo oferecido semana após semana, a um mundo quase indiferente. Os tailandeses são um povo orgulhoso e cioso da questão das aparências - não gostam de perder a face - e a profunda degradação das zonas mais frequentadas pelo florescente turismo ocidental, é de molde a enervar os ultrajados residentes e comerciantes. A liderança thaksinista aposta na ruína económica e no crescer do descontentamento que obrigue o regime a baixar os braços. Por outro lado, espera-se uma progressiva participação popular em quotidianas manifestações em defesa da Lei, da Constituição e da Coroa, daí a pressa dos subversivos em jogar tudo por tudo nos próximos dias, ao mesmo tempo que orquestram manobras de diversão, como "apelos ao Rei", "rendição", etc. Em qualquer país europeu, uma situação que tivesse atingido uma fracção daquilo a que temos assistido, já há muito teria sido tratada de forma lapidar, para nem sequer referirmos os "métodos dinâmicos" utilizados mais para o Leste, onde o regime do presidente Putin não hesita em utilizar toda a força do Estado para a manutenção da sua segurança interna. Isto, perante o generalizado alheamento ocidental, dada a importância da Rússia. Os negócios falam antes do sangue derramado.

O plano do assalto ao poder obedece a um conhecido e muito clássico esquema gizado pelo desaparecido Komintern e seus sucedâneos. Os métodos são facilmente adaptáveis a cada uma das situações nacionais onde urge intervir e contam sempre com a contemporização das sociedades liberais, reféns de palavras de ordem daquilo a que genericamente designamos hoje como "politicamente correcto", princípio da não-violência e contemporização perante as investidas dos radicais. Em suma, os reds são uma ínfima minoria, hábil e vergonhosamente escudada por detrás de gente naive e indefesa, onde avultam idosos e crianças de colo, enquadrando o esquema geral de resistência às forças do Estado. As etapas para as cartadas decisivas, estão há muito previstas:

1. Provocar a todo o transe a máxima violência urbana entre "massas desprotegidas" e forças militares "opressoras". Vivemos no império da informação e os sediciosos conhecem as reticências dos sectores liberais no uso de uma autoridade que a imprensa facilmente generalizará em termos de "tirania, abuso de poder, prepotência", etc. A liderança thaksinista - refugiada nos hotéis de luxo da "zona de combate" -, quer a guerra custe o que esta custar, nem que para isso acabe por impor acordos que logo rejeitará, inventando todo o tipo de desculpas para tal.
A imprensa afecta à subversão e as suas conhecidas correias de transmissão nos grandes interesses económico-financeiros no Ocidente, tenderão a propalar notícias gizadas pelos thaksinistas, apresentando agora as "milícias encapuzadas" como se "terroristas do governo e seus aliados" se tratassem. Clássico, este processo de vitimização. 20.000, 50.000 pessoas insurrectas nas ruas de Bangkok, podem parecer uma enorme multidão para os europeus que se habituaram à morigeração de costumes militantes. Na Tailândia, 1.000.000 de militantes - e não é este, nem de longe, o caso em questão! - são uma ínfima minoria, engrossada apenas pela agit-prop muito activa e teleguiada do exterior e por estrangeiros que se mantêm no país. O governo tailandês conhece essa situação, tal como a divulgou ao mundo há apenas alguns dias.

2. Apelar ao Rei
O ponto fundamental a reter, consiste no facto da liderança vermelha não desejar qualquer dissolução parlamentar que não seja imediata.

Perdida a luta pelas massas urbanas que não possuem, decidirão a clássica manobra de diversão, apelando directamente ao Palácio, mas manifestam desde já as exigências leoninas que são facilmente previsíveis e inaceitáveis:
a) imediata dissolução do Parlamento.
b) formação de um governo "até eleições" do Pueh Thai - o mal disfarçado partido de Thaksin - que se encarregará de "preparar futuras eleições". Dadas as escabrosas situações que se verificam nas províncias onde o thaksinismo instalou uma mafiosa rede de poder oligárquico-financeiro-empresarial de cacicagem e generalizada dependência, podemos imaginar o tipo de eleições que o "novo governo" poderá organizar.
c) imparável tentativa de afastar os principais concorrentes da ida às urnas. No poder "provisório", alegarão todo o tipo de razões para interditar o PAD, tal como já estão a fazer relativamente ao mais antigo Partido do país, o Partido Democrático que agora tentam dissolver. Apenas concorrerão com anões políticos.
d) vão anunciar uma imediata "revisão constitucional com intuitos modernizadores". Isto implica a bem pensada preparação da opinião pública, exaltando por enquanto a figura do Rei, mas exigindo a liquidação de instituições que alegadamente "afastam a Coroa do povo". O alvo primordial é a cabeça do regime e o Conselho Privado que na Tailândia, faz a vez do nosso Conselho de Estado, mas bastante mais influente que o de Lisboa. A conseguirem o intento, o Palácio fica-lhes nas mãos, sem contacto com qualquer força viva do país, seja ela da sociedade civil ou militar.
e) romenização da monarquia, seguindo grosso modo o modelo que Estaline e Gheorgiu-Dej impuseram ao rei Miguel I e à Roménia dos anos de 1944-47. Foi a isso mesmo que ainda há menos de dois anos assistimos no Nepal.
Contando com o declínio da saúde de S. M. e o seu eventual desaparecimento - que acima de tudo hoje esperam e desejam -, teremos o já iniciado processo de diabolização dos sucessores à Coroa e a laboriosa preparação para um referendo que dite nas urnas - quase sem manifestação de posição contrária -, o resultado pretendido por Pequim. Este é antes de tudo, um processo de luta pela hegemonia regional.

No apelo ao Rei - que sabem ser difícil ou praticamente impossível de ver compactuar com a subversão -, poderão também estar a prever o silêncio do Palácio, avesso à luta partidária. Então, na habitual estratégia bolchevique, apontarão baterias contra a Instituição, declarando-a ... parcial!

Este é um esquema velho de praticamente um século e que tem sido adaptado às circunstâncias de cada um dos alvos pretendidos.

Nesta luta pela conquista do vasto espaço estratégico que controla a passagem entre o Índico e o Pacífico, a China tudo tem feito para atingir os mares quentes do sul. Bases "informais" na Birmânia, a conquista das alturas dos Himalaias que para sul do Nepal lhe oferecem uma excelente posição em direcção ao odiado rival indiano, a aproximação a Teerão e uma activa penetração em toda a África austral e oriental. A Tailândia é apenas um peão a abater e no caso de um por enquanto improvável sucesso, privarão os EUA de um aliado vital, interrompendo um dos elos da corrente amiga que liga os americanos ao Japão, Taiwan, Tailândia e Índia.

Os próximos dias aconselham a atenção dos poderes ocidentais.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Subversão republicana-ditatorial





O Finland Plot em acção, AQUI !

E entretanto, começa o refluxo da maré. Esta manhã, muitos milhares saíram para as ruas de Bangkok, em defesa da Monarquia e da Democracia.

sábado, 10 de abril de 2010

Esta noite, o apelo ao trono


Esta noite, os manifestantes ouvem atentamente o apelo da sua liderança ao trono


"O orador foi discorrendo sobre os acontecimentos da noitinha, da gravidade da situação e do estado de não-retorno que se parece ter consumado com as lutas do dia. Contudo, preparava algo, pois aludiu uma vez ao Rei. Ao ouvirem falar no Rei, os presentes irromperam em gritaria prolongada e o orador sobrepôs-se às palmas, que continuaram a acompanhá-lo na longa tirada em voz poderosa: "nós pedimos ao nosso Pai, ao Senhor da Vida, ao Senhor do Reino; nós, que somos os seus mais humildes filhos, os mais leais, os mais desinteressados; nós que o amamos em tudo, que por ele estamos prontos aos maiores sacrifícios ..." . Foi atroadora a resposta e a palavra de ordem que acabou por calar o orador mostrou a que ponto o amor dos tailandeses pelo seu Rei se mantém: "ráu rák NáyLuang, ráu rák Náy Luang" (nós amamos o Nosso Rei)."

Tal como prevíamos, a situação provavelmente evoluirá positivamente, após o exercício do Poder Moderador. Tal já sucedeu diversas vezes ao longo das últimas seis décadas e não existe um motivo sólido para que tal não volte a acontecer. Em suma, coisas que alguns europeus da West Cost não conseguirão entender.

sábado, 5 de dezembro de 2009

O bom exemplo para Portugal evitar o abismo


5 de Dezembro de 2009. No seu aniversário, o rei Phumipon Adunyadet mostra-se ao seu povo e discursa. Um exemplo para Portugal.

SOM PRACHARAN! *

"Inimaginável. Cerca de cinco milhões de tailandeses - estimativas do Khalahom, Ministério do Interior - concentraram-se hoje em todas as capitais de província e de distrito para prestar voto solene de fidelidade ao Rei. Depois do acto que ontem cobri para os meus leitores, decidi não participar na maior concentração desta jornada, que teve lugar em Sanam Luang (Terreiro do Paço) e fui a Sillom, uma das mais concorridas artérias comerciais de Banguecoque. O povo saiu em peso à rua. Eram milhares, dezenas de milhares em todos os cantos da enorme capital. No meu prédio, engalanado no exterior, elevou-se um trono votivo e os 200 moradores, com uma vela na mão, acompanharam as cerimónias transmitidas pela tv e cantaram o hino real. Depois, todo o país foi convidado a repetir o juramento de lealdade ao seu soberano: "lutar pela paz, pela prosperidade e pela união nacional até ao último suspiro", "defender o Rei, o povo e o Estado contra todas as forças apostadas em fomentar a sizânia e a mentira", "não deixar cair a bandeira e preservar a grandeza da nação, a felicidade do povo e a liberdade".

* Viva o Rei!