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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

República caloteira

Do Jornal de Notícias de hoje, acerca da greve: «Podemos parar um dia, mas não há folga para o défice e para a dívida pública da República portuguesa».
Pois não. Nem há dinheiro para a pagar. Só mesmo com a República a esmifrar Portugal e os portugueses.

sábado, 20 de novembro de 2010

"O Tempo e a Alma"

O provecto Dr. José Hermano Saraiva continua dando lições de isenção e imparcialidade no seu programa "O Tempo e a Alma". Infelizmente, a fazer parte da grelha da RTP2, não vá correr-se o risco de portugueses em demasia o acompanharem.
Sobre essas exposições oficiais que o Centenário - antes da crise o expulsar - prodigalizava, nuna autêntica girândola de mentiras, hoje mesmo o Prof. Saraiva pegou no tema e contou tudo direitinho. O Regicidio, como conditio sine qua non, as trapalhadas de 5 de Outubro, a loucura de Afonso Costa, a I Gerra Mundial, Sidónio, a anarquia, o 28 de Maio, Salazar... Tudo muito bem explicado, diferenciando as Repúblicas todas - a I, a II, a III - para acabar alertando para a gravíssima situação actual. Do possivel fim de Portugal.
Há, reamente, programas e vozes que são ainda um grande antídoto contra os venenos aspergidos pelo GOL e sus muchachos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

E o Centenário? Já acabou?

Onde está a República? Escondeu-se da gente? Dissolveu-se como uma sociedade comercial? Sem dizer nada? Porquê?
E as grandiosas comemorações do Centenário? A massa que lhe foi destinada?
Andamos para aqui já sem assunto, sem essas caricatas calinadas que logo denunciávamos... Não, não me parece uma conduta correcta. Encerraram os festejos ou realizam-nos à porta fechada. Porquê?
Será que afinal a República sempre está em crise e eles não dizem nada? Será que os dez milhões já se foram todos, no mesmo fogacho em que eles deram cabo das finanças de Portugal?
Estamos para aqui na mais inquietante ignorância e não há que nos elucide. Isso não é ético. O Sr. António Reis e o seu olimpico GOL deviam tomar conhecimento. Sou da opinião que lhe dirijamos um protesto, um abaixo-assinado.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Há 19 anos


Timor - vamos ajudar? Esse o repto lançado por El-Rei D. Duarte III, em 1987, a todos os portugueses de consciência, a quem não poderia ser indiferente o drama dos então ainda nacionais do outro extremo do planeta.
Muitos, muitissimos, de nós, vulgares cidadãos, respondemos, e fez-se o que se pode para conseguir condições de melhoria de vida para os timorenses.
O Estado republicano ignorou a questão. Fez ouvidos de mercador. Como já antes assobiara para o lado, ao ouvir os ecos do assassinato do Ten.-Coronel Maggiolo Gouveia e dos seus subordinados e, de um modo geral, todos as notícias da guerra civil que chegavam à capital.
Até que as televisões estrangeiras o trairam - ao Estado republicano - miserávelmente. Através das suas imagens, cruas e reais, o Pais tomou conhecimento do massacre do cemitério de Santa Cruz, em que as tropas indonésias mataram e feriram centenas de estudantes de Timor.
Faz hoje 19 anos!
Foi uma aflição. E agora que o Estado não podeia continuar ignorando o que todo o povo já sabia? Bradaram os tribunos republicanos, organizou-se um ridículo navio que chegou até perto de Timor para fugir, de rabo entre as pernas, à primeira intimação dos indonésios. Recorreu-se às instâncias internacionais, foi um alarido, a indignação geral, - a farsa generalíssima, afinal, só para deitar um pouco de areia aos olhos dos portugueses. Como se tudo não pudesse ter sido evitado antes!
E assim se invoca um dos mais gloriosos momentos da República - esse em que a Indonésia invadiu território português disparando indiscriminada e fatalmente contra portugueses. Sem reacção dos governantes republicanos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

7,02 por cento

É quanto custa hoje a dívida ré-pública no mercado europeu. Parece que não adiantou a negociata com os chineses. Meses antes, 7 por cento, diziam os réus-público , seria a taxa-limite.
Agora jão não é?
Qual será?
Não há tecto. Só poderá haver a nossa revolta, o "irra!" monumental dos portugueses. Esta carraça não despega de outro modo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Os amigos da nossa República


Estão a ver os nossos Marocas todos a berrar pela defesa dos Direitos Humanos? Claro que estão, andamos nisso há décadas. Mas agora é diferente, os Marocas não gostam de vestir a tanga vindo aí os frios do inverno. Vai daí... Olá China, República Popular!
E vai de hastear bandeiras condizentes. Popularuchas. Parece que trazem dinheiro para que o povo abafe a sua revolta contra as mordomias dos grandes. Dos senhores ético-republicanos, comemorantes dos 100 anos da velhota.
É assim. E já foi tão mau: aquando da I GG, ou da parvoíce colonial. Portugueses, abram os olhos. Ou não se queixem.
P.S. Parece que Sócrates impôs à China, nesta visita de Hu Juntao a abolição da pena de morte. ele, subjugadamente, aceitou...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

«Comemorar "esta" República?»

É este, exactamente, o título de uma carta do leitor Américo Marcelino, de Lisboa, publicada hoje no JN. Transcrevo apenas o seu início:
«Se eu tivesse de optar entre o regime monárquico e o regime republicano, racionalmente escolheria a república. Confesso, porém, que uma vez instalado qualquer destes regimes, salvaguardadas as regras da democracia, não mexeria uma palha para provocar a sua substiuição e, muito menos, seria cúmplice da série de crimes e violentações em que importou a instalação da República».
E, já agora, a sua finalização: «Comemorar "esta" República? para além de isso significar um atestado de menoridade a monarquias progressistas como a inglesa ou sueca... algum pudor deveria levar a esquecer discretamente algumas das páginas negras da nossa História...».
Façam V. Ex.cias o favor de ler o texto na íntegra. É muito salutar. E encorajador - porque assim vamos conhecendo portugueses - cada vez mais portugueses - sabendo apreciar pela sua própria cabeça.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A evolução republicana


A República calou-se. Qual um pato bufo. Descomemorou-se. Vai à deriva, tão mais à deriva quanto gastou uns milhões de euros afirmando que sabia para onde ia. Burla sem imaginação, a da República, cobradora - colectora - de impostos. Esbanjou e agora esmifra. Com o à-vontade de uma aventureira qualquer.
É o fim. O dela, claro. Os portugueses, percebem-se capazes de levantar a cara. E de, finalmente, cobrar os cobradores. O conto do vigário tem os dias contados. Já somos só nós...
Avisa a Polícia: atenção ao golpe do esticão. Mudo, bufo, mas eficaz.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Esperava-se mais de um jurista


No último Boletim da Ordem dos Advogados recebido, uma crónica bradava, eufórica, que em 5 de Outubro de 1910 teriam acabado os subditos e começado os cidadãos...
Porque nesta fase do campeonato, já toda a gente, menos os escassos republicanos, percebeu o logro da República (vd., por exemplo, a sondagem a decorrer no AVENTAR), limito-me a deixar aqui, a propósito, um excerto do discurso de D. Pedro V, na cerimónia da sua coroação. Ei-lo:
«Farei manter, quanto em mim caiba, os direitos, as garantias e a liberdade dos cidadãos portugueses. Empenhar-me-ei, dentro da esfera das prerrogativas reais em promover por todos os meios a pública prosperidade».
Estavamos em 1855. Mas já então a terminologia utilizada traduzia a modenidade dos conceitos que a demagogia de agora quer ocultar.

sábado, 30 de outubro de 2010

Palavras de um magistrado republicano


A História republicana guarda o seu nome com zêlo. Daniel Rodrigues, juiz, homem de fanatismos. Após o falhanço da Monarquia do Norte, não só envergou a beca, como abriu a boca, nos jornais.
Aqui ficam excertos da sua justiça: «o desbotado pavilhão do morgadio braganção», «rei D. Manuel da Ericeira», a «sua esposa boche», «maldita, sejas, trágica múmia de coroa».
Last, but not least: «Tudo deve ter o seu ajuste de contas. Tudo quanto represente provocação». Desde logo, «o ruído ensurdecedor dos sinos».
Ou seja, o repicar dos sinos - a rebate ou de alegria. Do povo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Vêm aí as Presidenciais


Agora sim, já todos os concorrentes se apresentaram à linha de partida. São cinco, parece que definitivamente. Cavaco, Alegre, Nobre, Lopes e Defensor, eis os nomes dos atletas, apresentados de forma absolutamemte aleatória.
Estamos a poucos minutos da partida, mas já se gerou alguma celeuma. Os participantes na corrida discutem entre si de que modo as respectivas claques se hão-de manifestar - com ou sem outdoors?
Alguém alvitra que troquem esses papeis inúteis por brinquedos e instrumentos artesanais, como o tambor, o reco-reco. Fazem barulho e sempre agitam um pouco a pasmacenta economia nacional.
E é com um ar resmungão, de quem prosseguirá amanhã a discussão, que os candidatos se encaminham para os seus lugares, joelho ao chão, respiração funda. Vai ser dada a partida...
Partiram!!! Aí vão eles. Quatro voltas à pista e uma eventual volta mais, em caso de dúvidas sobre o vencedor. Mas não, aproximam-se já da meta, com um concorrente á frente, destacadíssimo. Quem será?, não o distinguimos entre a poeira levantada... Estranho, não o reconhecemos mesmo, agora que cortou a meta. Mas é um sexto participante, afinal...
Ah!, vejamos a sua dorsal. Correu magníficamente... e chama-se... FMI.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Do Metro de hoje

«Abre a caça na coutada de Belém» - hoje com o anúncio de mais uma candidatura, a de Cavaco Silva.
NUNCA NINGUÉM DISSE TANTO EM TÃO POUCAS PALAVRAS!!!

domingo, 24 de outubro de 2010

Ave Cesar!

Assim se exprimiu hoje o nosso Pretor ao receber em Viana o Imperador Chavez. Há quem jure o tenha visto levantar, bem esticado, o seu braço direito. A nossa República cesarista tem prezado particularmente receber grandes figuras da autocracia internacional. Vejamos alguns nomes: Franco, Café Filho, Arafat, Samora, Agostinho Neto... e hoje - Hugo Chavez.
Alguém se lembra de mais?
E já agora: quem mais beneficiou do entusiasmo popular, em visitas de Chefes de Estado a Portugal? Se a memória não me falha, ninguém conseguiu bater a Rainha de Inglaterra. Mero acaso?

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Finalmente a união...


Finalmente a República consegue congregar os portugueses. Não em volta da bandeira ganesa, mas centrados numa preocupação maior, que bate à porta de todos nós. A da votação do Orçamento de Estado.
Tudo porque, comemorando o seu inefável centenário, o Estado republicano ameaça a bancarrota.
Sibilino modo de atrair atenções! Os fins justificam todos os meios, para grandes males, grandes remédios. Ninguém prestou atenção ao dito Centenário? Tomem lá pobreza. É da maneira que a gente liga aos trabalhos da sua Assembleia. Do Parlamento e da democracia, nos países civilizados.
Enquanto isso, os abutres passeiam entre o povo. À procura de carniça. De dinheiro - de tributos.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Crise? Qual crise?

A crise é uma miragem nossa, cidadãos e contribuintes. Prova-o o Portal Oficial da Comissão para as Comemorações do Centenário da República que foi adjudicado ao designer Henrique Cayatte, por ajuste directo, pelo preço de €99.500,00. Enfim, não teve, assim, de ir a concurso público...
Qualquer dúvida pode ser esclarecida através deste link:
É caso para dizer que, com muito menos, conseguimos muito mais: mais visitas, mais participação, mais interesse de todos.
E, em 5 de Outubro, nada que se assemelhasse a meia dúzia de sicários e duas dúzias de figurantes, além dos figurões do regime.
Ainda assim... numa outra reencarnação, serei republicano. Não na próxima; na seguinte. Para me ir habituando, e não vá ganhar o euromilhões entretanto.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Frases lapidares na República


Esta é de Fernando Charrua e valeu-lhe incómodos diversos: «Estamos num País de bananas, governados por um f... da p... de um primeiro-ministro».
A quem se referiria Charrua?
Em qual das Repúblicas?

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A malaposta republicana.


Foi em 1961 que se inaugurou o primeiro troço da auto-estrada Lisboa-Porto. Duas dezenas de quilómetros, desde a capital até Vila Franca de Xira. Seguir-se-ia, a norte, o pequeno troço até os Carvalhos. E durante décadas não aconteceu mais nada - porque não ocorrera ainda a desão à CEE e escasseavam os esmoleres.
Lembram-se? A EN1 atravessando sucessivamente S. João da Madeira, Oliveira de Azemeis, Águeda, Coimbra, Leiria... Lembram-se desse inferno? Já nos suspiros derradeiros do século XX!
Finalmente ganho o Toto-CEE, a obra lá se retomou, sendo concluida em 1991. Apenas há 19 anos as duas principais cidades portuguesas se encontram ligadas por uma auto-estrada!!!
A culpa é, claro, da longa noite monárquica - oitocentos anos em que nenhum rei se lembrou de mandar fazer... auto-estradas.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010


Já sinto a falta! Há uma semana que o Grão-Mestre Reis nada vermelhusca contra os reis. Tantos meses passados, e ele sem dizer algo que nos mereça uma resposta à altura... Dessas, fulminantes, expressas em trnacrições dos coevos da desgraça.
Será o tempo das conclusões. O silêncio foi a regra que pontuou a nossa argumentação. Somente... contra nós atelevisão, os cartazes, as efemérides, uma máquina terrível..
(Começou mais um Prós e Contra. A tropa presente é republicana. Amanhã haverá mais...).

domingo, 10 de outubro de 2010

Como nunca antes


Falo de algo absolutamente real, embora passe despercebido à maioria dos cidadãos. Os festejos do Centenário da República foram um verdadeiro fracasso. Esbanjou-se dinheiro, tentando entusiasmar o povo - ao mais puro jeito bairrista, clubista - mas o povo não correspondeu. E houve uma onda enorme de desobediência - as Escolas que também quiseram dar voz aos monárquicos nos debates que organizaram; muita Imprensa a manter o pluralismo democrático; autarquias a rirem-se da conversa, abrindo, como sempre, as portas ao Chefe da Casa Real portuguesa...
E sobretudo, o ânimo cm que tantos rumaram a Guimarães, no 5 de Outubro. Numa manifestação convocada apenas pela Internet e pelo «passa-palavra».
Como nunca antes, as entidades oficiais perceberam quanto desprezo o povo lhes vota. e estão já pensando como reagir. O SIS está em campo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

As comemorações da República

Do JN de hoje, 6 de Outubro, sobre as comemorações do tal Centenário:
Em Lisboa: discurso do PR e do nosso 1ª perante «uma praça com muitas individualidades convidadas, algum povo e dezenas de bigodes de "bigodes da res publica» (figurantes).
No Porto: «As vantagens do regime em foco no eléctrico 100» (que percorreu a marginal)
Em Santa Maria da Feira: «Mais figurantes que assistência em recriação» (histórica).