terça-feira, 23 de novembro de 2010

Apit'ó comboio (das comissões do TGV) !

Estes senhores do Centenário, não contentes em reivindicar fardos e fardos de excentricidades para a comemoração de coisa alguma, resolveram agora dar luz verde-vermelha de arranca-pára dos caminhos de ferro, como improváveis encarrilados impulsionadores da República em Portugal.

Uma muito risível anedota, dado ser mais uma clara fraude cometida pelos habituais amigos do alheio. Quando se sabe que mais de 80% das linhas férreas nacionais foram planeadas e construídas pela "nefanda Monarchia", virem agora os comissionistas do projecto TGV fazer propaganda aos comboios, não deixa de ser uma ridícula pouca vergonha. Querem obra que dê para o conto, é tudo.

Sabemos qual o fito da mudança de agulhas. Falam do Caminho de Ferro que a Monarquia construiu, preparando outro tipo de carris que conduzem directamente a certo tipo de contabilidade, provavelmente off-shore em qualquer paraíso tropical ou à beira das Colunas de Hércules. A exposição sobre os caminhos de ferro, embalada com laçarotes verde-rubros, indicia o pestilencial assunto TGV, onde alguns arredondarão o pecúlio por outrem prometido e impacientemente aguardado. Daí a insistência.

Porque não se dedicam a brincar com uns Marklin dos velhos tempos em que eram crianças privilegiadas?

São desavergonhados e não merecem qualquer tipo de crédito.

3 comentários:

Nuno Resende disse...

É um nojo insuportável. Tudo é obra da República. Tudo o que é bom, pelo menos. E no entanto o país está de tanga, de rastos, nauseabundo. A única coisa que este regime fez pelo património ferroviário foi vendê-lo a sucateiros e destruí-lo para alimentar a boca de ávidas construtoras civis.

Nuno Castelo-Branco disse...

...e em troca de robalos, pescados por galegos da Pescanova! Até as traineiras se foram...

CAROLVS II, HISPANIARVM ET INDIARVM REX. GABACHORVM MARCHIO ET LIBERA ILUSTRATIONE ECCLESIA CARDINALIS disse...

Hola amigo, acabo de ver tu comentario en mi blog. En primer lugar te pido perdón por no poder responder en portugués (si quieres la próxima vez puedo hacerlo en inglés). Pienso que de no haberse producido el 1 de diciembre de 1640 Portugal habría seguido inexorablemente unido a España, y que al igual que el resto de los reinos españoles, también en Portugal habría acabado reinando Felipe V de Borbón. Sin embargo, piendo que durante la larga Guerra de Sucesión (1702-1713), tanto Holanda como Gran Bretaña se habrían apoderado de importantes territorios lusos tanto en América. como en África y Asia aprovechando el vacío de poder y la Guerra Peninsular...puede ser que la situación en Brasil hubiese empeorado durante el reinado de Felipe IV y Carlos II por la debilidad de la Monarquía, pero no creo que las Provincias Unidas hubiesen estado preparadas para llevar a cabo una guerra de conquista tan importante, lo suyo eran las pequeñas factorías comerciales, no estaban interesadas en una conquista de largo alcance como la hispano-portuguesa...

...posteriormente, reinando ya la Casa de Borbón habría que ver la fidelidad lusa hacia su Corona, si no habría sucedido una Nueva Planta similar a la de Cataluña, Valencia o Aragón...en América (el Brasil portugués) se habría llevado a cabo las reformas efectuadas en la América española ...

...aún así todo esto es un silogismo y jugar con historia.

Un saludo.