terça-feira, 17 de novembro de 2009

De 1902 – mais dados que agradeço sejam tidos em conta pela Comissão oficial do Centenário


Meus prezados collegas da Voz Publica.
Considero a nova organização do Partido Reublicano, approvada no Congresso de Coimbra, como inteiramente anti-republicana. Considero-a offensiva do suffragio popular. Considero-a offensiva da dignidade pessoal e jornalistica: Considero-a offensiva da autonomia das aggremiações. Considero-a como facciosa e absolutista. Ella é incompativel com os principios e sentimentos democraticos. (...) Entendo, pois, que me cumpre o dever de tornar publico o exercicio de um direito: e, em consequencia, declaro desligar-me, desde hoje em deante, da disciplina partidaria, deixando de pertencer ao partido republicano, assim, novamente organizado. Recupero a minha liberdade plena: de homem, de cidadão, de escriptor.

Porto, 8 de janeiro de 1902
José Pereira de Sampaio*

*In Jornal Voz Publica

3 comentários:

Daniel Nunes Mateus disse...

De 1902... A quantidade de mentiras que acabam de cair por terra

Nuno Castelo-Branco disse...

O governo devia ter actuado "à turca", controlando a subversão. Era a única forma e não o fez: Portugal pagou e ainda paga, muito caro.

João Amorim disse...

O partido – os seus militantes – queria tomar o poder, custe o que custasse. O ideal republicano ficava para depois... a revolução terrorista de 1910 foi um golpe com interesses pessoais.