terça-feira, 12 de maio de 2009

O caso das pressões

Em encontros presenciais e conversas telefónicas, o presidente do Eurojust Lopes da Mota terá dito aos dois procuradores que iriam "tramar-se", ou "sofrer represálias" - depende das versões de testemunhos - se não acabassem depressa com a investigação. Foi-lhes transmitido que o primeiro-ministro queria celeridade no processo e sublinhado o risco de perda da maioria absoluta. No I Online

Afonso Costa há mais pouco mais de cem anos deportava um grupo de juízes do Tribunal da Relação de Lisboa para a Índia como represália ao arquivamento dum processo interposto pelo seu gabinete a João Franco por causa do célebre caso dos adiantamentos. Os seus presuntivos herdeiros jamais se esqueceram dos velhos métodos. Em Portugal, na terceira república acreditar na justiça mantém-se uma miragem.

1 comentário:

Miguel Barroso disse...

Presumamos que Lopes da Mota exerceu de facto pressões para acelerar o processo; duas coisas: deve ser punido pois todos os processos deveriam ser tratados da mesma maneira, conclui-se, caso o Sr. não seja tonto, que o tenha feito para beneficiar alguém.
Aí passaria de um caso disciplinar para criminal, pois o tráfico de influencias é crime.
Não creio muito na inocência do dito.
E como está dito no post, realmente Justiça é uma miragem.